sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Pomba Gira Rosa Caveira

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Sacode o pó que chegou Rosa Caveira!
Pomba Gira da calunga
Vem levantando poeira. (2x)
Suas mandingas são
Cercadas de mistérios.
Saravá a Pomba Gira
Que vem lá do cemitério.
Se diz que faz é melhor não duvidar,
Porque a Rosa Caveira
Promete para não faltar.
Sacode o pó que chegou Rosa Caveira!
Pomba Gira da calunga
Vem levantando poeira. (2x)
Levo uma rosa quando vou ao seu axé.
Falo com Rosa Caveira,
Porque nela eu tenho fé.
Tudo o que peço nunca me deixou faltar.
Ela é muito famosa e não é Mojubá.
Sacode o pó que chegou Rosa Caveira!
Pomba Gira da calunga
Vem levantando poeira. (2x)

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Kundalini e a Umbanda





Na Umbanda podemos especificar as utilizações dos chakras pelas entidades, em situações de cura ou manifestações de espíritos obsessores, muitas entidades tem conhecimento milenar do corpo físico e dos pontos de energia, principalmente nas consultas mediúnicas de cura, A Yoga tem muita literatura sobre o assunto e vamos usa-la como um paralelo de nosso artigo, A Kundalini é uma ciência milenar sobre a arte de lidar com a expansão da consciência, acordando e fazendo subir a ENERGIA KUNDALINI pelo canal da espinha vertebral, atravessando e ativando os centros de energia denominados de chakras, (este chakra é utilizado pelos Exus, colocando as mãos do médim nas costas rente a coluna), Essa realização é feita misturando e unindo PRANA (energia cósmica Oxalá) com APANA (energia de eliminação, ativando este chakra) gerando assim uma pressão que força a subida da kundalini através da coluna utilizando-se PRANAYAMAS (exercícios respiratórios energia de Iansã), BHANDAS (contrações corporais, energia de Oxossí), KRYIAS (jogos completos de exercícios) e utilizando-se ASANAS (posturas), MUDRAS (gesticulação com mãos, dedos ou braços) e MANTRAS (pontos cantados).
PRANA é a força básica da vida é a força de Oxalá, está no ar que respiramos, no alimento, ou na clorofila que comemos e que assimilamos sem qualquer esforço. A prática da Kundalini enfatiza a absorção da energia cósmica.
APANA é a força eliminatória (descarrego efetuado por Ogum ou Exús), cuja reserva é localizada nos chakras inferiores. Quando esta força sobe juntando-se a prana através de exercícios, respirações e bhandas é gerada uma pressão que, ao produzir calor (energia), faz subir a Kundalini através dos chakras, ou seja, ao longo da coluna vertebral, por onde passa todo nosso sistema nervoso.
Esse conhecimento foi um segredo muito bem guardado, entregue pelo Guru a estudantes selecionados durante centenas de anos. De acordo com as escrituras yóguicas esta antiqüíssima ciência tem 7 mil anos. Os ensinamentos foram dados a conhecer somente aos iniciados em templos e monastérios da Índia, Nepal e Tibet, (lembre-se que muitas entidades e Orixás pertenceram a estes locais). A Kundalini tem relação muito próxima ao Tantra, que também faz subir a energia Kundalini. Graças a Yogi Bhajan esse conhecimento foi tornado público para o ocidente.
Através da prática da Kundalini o ser humano pode unir sua consciência cotidiana à sua consciência superior, ou cósmica, de forma regular ou diária, praticando cuidadosamente uma seqüência de exercícios e meditações combinadas. Logo o estudante praticante percebe o movimento da energia dentro de si e ao redor do seu corpo e assim conscientemente, começa a direcionar esse fluxo energético para estimular e acordar os chakras.
A KUNDALINI é um incrível e poderoso reservatório de energia que tem por símbolo uma serpente enrolada na base da coluna vertebral. Essa força tem a energia do átomo, é transmitida pela respiração e que todo ser humano tem disponível para dar vida à seu corpo-matéria. Toda yoga faz subir a kundalini, mas cada uma tem seu tempo. Essa energia transformadora trabalhada ao longo das práticas tonifica, limpa e revigora o metabolismo, fortalecendo a saúde psico física do ser humano.
Depois desse processo de purificação, que inclui mudança nos hábitos alimentares e de atitudes, a kundalini se expande e, ao ultrapassar o chakra do coração em direção aos chakras superiores, atinge uma consciência extraordinária, de grande sutileza e percepção. É o estado de samadhi, bliss ou nirvana, o êxtase da existência.
A Kundalini é denominada Yoga da Consciência, suas práticas são dinâmicas, energizantes e objetivas. Fortalece, alonga, relaxa a musculatura e todo metabolismo. Aumenta a capacidade respiratória e o nível de vitalidade física e psíquica. Estimula a harmonia dos sistemas nervoso e glandular, sincronizando-os com a rede de meridianos, chakras e corpos energéticos. Propõe ainda um profundo mergulho na Meditação.


Que a Divina Luz esteja entre nós 

Emidio de Ogum 

sábado, 16 de agosto de 2014

ORIXÁ, IMALÈ E EBORA

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Orixá é uma palavra de origem yorubana, é utilizada para designar suas divindades.
Na umbanda, principalmente na doutrina seguida pelo Núcleo Mata Verde, designa seres espirituais de elevada condição espiritual; são os seres espirituais mais elevados da escala evolutiva.
São seres de pura luz espiritual (espíritos puros) e que recebem orientações  diretamente do criador;  são os responsáveis pelas sete hierarquias espirituais existentes na umbanda e que normalmente são conhecidas como as Sete Linhas da Umbanda.
Também são os seres primordiais da criação.
Hoje vamos discutir um pouco a origem africana do orixá.
O que é Orixá e qual o significado da palavra Orixá na concepção yorubana.
Para isso vamos recorrer a obras de escritores que conhecem profundamente a cultura e religiosidade africana, entre estes José Beniste e Pierre Verger.
Nos ensina José Beniste no livro “Orun e Aiye – o encontro de dois mundos” que os Yorubás designam as divindades servidoras da humanidade pelo nome genérico de Orixá, que é aceito pela modalidade de culto aqui estabelecido (Brasil) com o nome de Candomblé de Ketu ou Nagô, numa alusão conjunta às suas origens étnicas.
Esses seres divinos são de natureza complexa e sempre devem ser considerados em conjunto.
Alguns seriam divindades primordiais pela convivência com o Ser Supremo nos primórdios dos acontecimentos.
Outros são figuras históricas, reis, rainhas, fundadores de cidades que foram divinizados devido a atos relevantes ou ligações fantásticas com os elementos naturais – a terra, o vento, a caça, rios, mares, ervas, minerais.
São geralmente denominados Orixá, Irunmale ou Imalè e Ebora.
Outras formas de espíritos são cultuadas por representarem a personificação de forças da natureza ligadas a terra – Onile; às arvores – Iwin; às florestas – Àroni; à ancestralidade familiar – Oku orun ou Ésa; à personificação dos mortos – Egungun; ao poder gestador – Iyami; e aos poderes influenciadores da vida terrena – Oro e elenini.
A palavra Orixá é utilizada exclusivamente para definir as divindades, e nunca para formas de espíritos comuns que possuem suas próprias denominações…
Os Orixas representam a personificação das forças da natureza e dos fenômenos naturais: nascimento e morte, saúde e doença, as chuvas e o orvalho, as arvores e os rios.
Representam os quatro grandes elementos: fogo, ar, terra, água, e os três estados físicos dos corpos: sólido, líquido e gasoso. Representam ainda os três reinos: mineral, vegetal e animal, além dos princípios masculino e feminino, também presentes em sua representatividade.
Tudo isso representa o poder vital, a energia, a grande força de todas as coisas existentes e que é denominada Axé.
Axé das forças da natureza é parte do Orixá, porque o seu culto é exatamente dirigido às forças da natureza.
O orixá é a parte disciplinada de tais forças, a parte que é controlada para formar um elo nas relações da humanidade com o Ser Supremo.
Outro elo é constituído pelos seres humanos que viveram na terra em tempos remotos, e mais tarde foram divinizados.
Esses personagens foram capazes de estabelecer o controle sobre a força natural atraindopara si mesmos e sua gente a ação benéfica do Axé, e dirigindo este poder adquirido emdefesa de seu povo.
Essa dupla visão das divindades faz criar duas formas de estudo: a dos Orixás Primordiais e a dos antepassados divinizados; é uma justificação para o número de divindades existentes.
O censo exato do panteão ninguém está apto a responder.
Os cálculos revelam a existência de 200, 400, 600, 1700 ou mais divindades.
Algumas são imensamente cultuadas, enquanto outras são apenas de importância local.
Devemos considerar que a teogonia yorubá revela que, no começo, havia somente poucas divindades.
Os Orixás eram reverenciados pelos seus nomes “principais”, não havendo referências a outras facções do mesmo orixá, aqui no Brasil denominadas de “qualidades” de orixá.
Em relação ao significado da palavra Orixá, há uma tendência a se aceitar a origem do nome Orixá como uma modificação fonética da palavra ORÌSÈ, que é uma abreviação da frase “Ibiti orí ti sè” (A origem ou fonte do orí).
Orí é o nome para a cabeça física do homem, mas neste caso refere-se à essência da personalidade.
Assim a origem ou fonte de todo orí seria o Ser Supremo – Olodumare – ou o Grande Orí, do qual ori deriva, visto que Ele é, na verdade, o doador de todo orí.
Outro nome muito comum e que designa o conjunto de divindades yorubá é Irunmale, com suas variantes imale ou imole, muito frequente nos textos de Ifá.
Sua origem pode estar conectada com as divindades ou espíritos específicos da Terra, uma categoria diferente da de Orixá.
Imale, sendo uma contração de “Emò ti bem nilè”(os sobrenaturais da Terra), passou a ser usado de forma imprecisa, perdendo sua conotação inicial e tornando-se sinônimo de Orixá.
Ebora é uma outra denominação usada para definir as divindades. “Os Oríxas e os Ebora são intermediários entre Olodumare e os seres humanos, e recebem por delegação alguns de seus poderes” (Verger, Orixás, p.21).
Em Os Nagô e a Morte, a autora diz: “O termo ebora quase desapareceu no Brasil e chamam-se orixá todas as entidades… Os Ebora constituem os duzentos irunmale da esquerda, encabeçados por Oduduwa…”(PP. 79-80). No Dictionary of Modern Yoruba, Abraham define: “Ebora – um tipo de Egungun” (p.172)
Finalizamos nosso estudo destacando o cuidado que devemos ter em utilizar corretamente dentro da umbanda os conceitos apresentados acima: Orixá, Imale e Ebora.
Quando falamos em orixá nos estudos da doutrina umbandista dos sete reinos sagrados, estamos sempre nos dirigindo aos orixás primordiais, que se manifestam na natureza através do seu axé conforme mencionado acima.

domingo, 3 de agosto de 2014

SOU DO CABULA!

Sou CATÓLICO.
Sou UMBANDISTA.
Sou KARDECISTA.
Sou BUDISTA.
Sou CRISTÃO.
Sou CANDOBLECISTA.
Sou TUDO.
Porque sou do CABULA!
O Cabula é a união de todas as religiões num só ritual. Rezamos o Pai Nosso e a Ave Maria. Batemos tambor, incorporamos e dançamos para o Santo. Louvamos Nosso Senhor Jesus Cristo em tudo que fazemos. Nossos guias dão passes, aplicam Reiki, imposição de mãos, acendem velas e rezam, rezam muito. Rezando a gente se conecta com os seres supremos sempre. Indicamos banhos energéticos e de descarrego. Louvamos ao Senhor em nosso terreiro, na praia, na cachoeira e nas matas. Adoramos a natureza e lutamos por elas. Temos doutrinas e fundamentos, preceitos e leis. Respeitamos todas as religiões porque sabemos que todas levam as pessoas a um caminho: Jesus, Oxalá, Maomé, Alá, não importa o nome, importa acreditar. Não importa o que falem, não importa que discriminem nossa religião dizendo que ela não existe, que não tem raiz, que foi inventada. O que importa é que pra quem acredita no Cabula  ele é e sempre será nosso caminho para Deus. Trabalhamos com a Caridade com muita Humildade, afinal o mais caridoso de todos que já existiu foi o mais humilde. 

Nilo Coelho