ESTUDOS, TEXTOS E ARTIGOS


TERÇA-FEIRA, 6 DE MARÇO DE 2012

A ética e os cultos afro-brasileiros

Ao contrário do que muitos pensam, a ética e a moral são de importância substancial no pensamento e na vida dos africanos, que são baseadas nos costumes, em leis tradicionais, tabus e tradições de cada um dos povos da África. Deus é visto como o derradeiro sancionador e sustentador da moralidade. O relacionamento humano pelo parentesco e vizinhança é extremamente importante e a ética e moral tradicionais são construídas, largamente, através das relações humanas. 

Moralidade pode ser resumida, em Yorùbá, pela palavra Ìwà - caráter. Caráter é a essência da ética africana e sobre ele se estabelece a vida de uma pessoa. Deus exige que o homem seja puro eticamente. Deus é o buscador de corações, que a tudo vê e sabe e cujo julgamento é correto e inevitável. Deus julga os homens por seu comportamento aqui e agora, bem como no porvir. Dessa forma a paz na vida após a morte é decidida de acordo com a moral exercida, pelo ser humano, sobre a terra. Mau comportamento pode destruir o destino de uma pessoa, enquanto bom caráter é uma armadura suficiente contra o mal e a desgraça.

Os costumes regulam o que deve e o que não deve ser feito. De acordo com Mbiti: "Roubar, agredir as pessoas, mostrar desrespeito aos mais velhos, mentir, praticar feitiçaria, dormir com a mulher de alguém, matar, caluniar as pessoas e assim por diante são consideradas grandes ofensas, que podem ser severamente punidas pela sociedade através do degredo, indenização, pagamento de multas, espancamento, apedrejamento e até mesmo a morte. Por outro lado, a bondade, a cortesia, a generosidade, a hospitalidade, o respeito, a diligência, a frugalidade e o trabalho duro são aspectos da moral ensinadas às crianças em várias comunidade africanas, como princípio básico de vida."  (Mbiti, John. Introduction to African Religion. London:Heinemann, 1961)

Os Yorùbá e, na verdade, os africanos têm a moralidade como a essência que torna a vida alegre e agradável. Para os Yorùbá, segundo Bólájí Ìdòwú, o bom caráter (ìwà rere) deve ser a mola mestra na vida das pessoas. De fato é isso que distingue o ser humano dos animais. Quando os Yorùbá dizem de alguém O şe Ènìyàn (os atos da pessoa), querem dizer que ela se comporta como deve, ou seja, ela mostra que sua vida e suas relações com os outros são regrados pelas suas melhores características. A descrição contrária kìí şe ènìyàn, n şe lof’awon ènìyàn bora (Ele não é uma pessoa, ele assumiu a pele de uma pessoa). Isso significa que a pessoa é socialmente indigna; em consequência de sua característica, não está apta a ser chamada de pessoa, embora tenha a aparência de uma.

Em geral, deve-se dar ênfase a que Deus, as divindades e os antepassados requerem um bom comportamento dos seres humanos.

Mas podemos perguntar por que as pessoas que seguem a Religião Tradicional Africana, assim como os seguidores de outras religiões (cristianismo, islamismo, judaísmo, hinduísmo etc), praticam atos imorais? A resposta é simples: hoje, muitas pessoas professam uma determinada religião, porém deixam de agir de acordo com os princípios e os ditames dessa mesma religião, que é a principal causa para os atos de corrupção, violação dos Direitos Humanos, péssimas práticas eleitorais, etnicismo, bem como outras práticas imorais e aéticas.

No entanto, esses problemas não são insuperáveis, basta que as pessoas façam valer aquilo que aprenderam e unam a religião à moralidade, que são coisas indissociáveis. Um adágio Yorùbá diz Ìwà l’èsìn, Èsìn ni Ìwà (religião é uma exibição de moralidade, moralidade é o maior ato de adoração). Por isso é que os adeptos das diversas religiões devem saber e acatar que nossos atos de adoração só se tornarão dignos e significativos ao Criador, se eles forem acompanhados pela ética e pela moral. 


Mário Filho*
*Bacharel em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, com Especialização em Políticas Públicas de Gestão em Segurança Pública e Ciências da Religião, Mestrando em Ciências da Religião (ambas pela PUC/SP)
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SÁBADO, 11 DE FEVEREIRO DE 2012


Mediunidade na Umbanda – Sensações normais que o médium pode sentir


Cada ser humano é um universo e um sistema diferente do outro, e por isso todos nós sensitivos, sentimos de forma única os efeitos que esse complexo movimento constante de energias ao nosso redor, provoca em nós. Alguns têm sensibilidade maior em determinados chackras e isso pode causar que em determinada região ele vá sentir mais efeitos do que em outras áreas. Às vezes a pessoa tem maior sensibilidade para sentir um determinado tipo de ação e movimento energético e sentir mais fortemente um determinado tipo de sensação /sintoma e assim por diante.
Doamos e recebemos energias, somos também manipulados energeticamente e invisivelmente pelos mentores da corrente astral do agrupamento de trabalho, e tudo isso, gera sensações, sintomas, e efeitos mais ou menos perceptíveis, conforme a SENSIBILIDADE de cada um. Não quer dizer que quem não sente nada, ou sente pouco, não está em movimentação energética.
Quando passamos a entender certos processos, eles passam a nos soar mais familiares, a parecer mais simples e natural, nem nos causar mais tanto medo e insegurança, principalmente se temos a oportunidade de estar em contato com outras pessoas que passam a mesma coisa ou parecida com o que passamos.
Quando estamos nos dispondo em ambiente mediúnico de trabalho, estamos em intensa movimentação energética, tendo consciência, sabendo ou não disso. A grande maioria das pessoas não tem sensibilidade mais apurada para sentir os efeitos que essa movimentação energética provoca em todos nós.
Todos os sintomas comuns que sentimos, bocejos, choques, arrepios, lacrimejamento, calor das orelhas e face, tonteiras, enjôos, dormência, rigidez muscular, taqui cardia, tremores, movimentos involuntários, perda do controle de membros ou corpo inteiro, pressão ou formigamento na testa ou nuca, sonolências ou entorpecimento, zumbido ou ruídos dentro da cabeça, pulsação de mãos, pés, cabeça ou corpo todo, pressão no peito, estomago, etc… São sintomas de que está havendo movimentação energética em nosso duplo etérico, chackras e o corpo sente e traduz essa movimentação energética em forma de sensações e sintomas. Esses são processos normais que alguns sentem, uns mais que outros!!! e não importa o tempo de trabalho, pois é a sensibilidade que o médium sente de perceber movimentações energéticas ocorrendo em seu corpo energético.
Alguns outros sintomas decorrente da movimentação e atuação de nossos guias em nossos centros de forças durante uma sessão:
Arrepios – talvez seja o efeito mais comum, resultado da sensibilidade da troca energética que processa descargas elétricas de nosso duplo etérico.
Enjôo – pode ser resultado da movimentação do chakra gástrico para doação de energias, ou alguma entidade que atue e vibre nesse campo de força.
Tremores e movimentos involuntários – indica movimentação do duplo etérico, ação das entidades sobre nosso campo magnético, agindo sobre os chackras, tanto pode ser com o objetivo de troca energética, como para incorporar, ou preparar os centros de força para incorporações futuras, ou seja, quando estão “amaciando a carne’ para posteriores incorporações.
Os Bocejos – São frutos da emancipação/soltura do corpo astral que está sendo preparado para o afastamento que virá com a incorporação. Os bocejos se dá por entrarmos num estado de relaxamento (parecido ao que antecede o sono), onde também há o desdobramento perispiritual.
Formigar na ponta dos dedos – pode estar relacionado com a concentração de energia que ha em nossas mãos, sabemos que o campo eletromagnético que nos circuenvolve é sentido pelas extremidades, pés e mãos, por onde saem energia constantemente.
Falta de ar – É resultado da compressão do diafragma que algumas vibrações podem causar se atuam nos chakras gástrico e cardíaco.
Choro – Pode ser proveniente de vários fatores, inclusive, descargas energéticas e reequilíbrio do corpo emocional do individuo, até as programações mentais do subconsciente; Pode indicar sintonia com uma vibração de Oxum, Yemanjá, ou entidades que ative os chacras responsáveis pela emoção. Como também pode indicar emoção nossa mesmo… se ouvir pontos e nos emocionar…… faz parte : )
Ressalto que uma pessoa pode sentir algumas das vibrações citadas à cima, porém nem tudo que sentimos é sinal de que somos médiuns ostensivo, que precisamos desenvolver, seguir um trabalho e muito menos que somos médiuns de incorporação.
As pessoas podem ter sensações similares e do mesmo tipo, mas te garanto que nenhuma delas, sente igual e com a mesma intensidade de outras. Cada um tem sua própria e única natureza de receber as diversas e ricas energias que circulam , entram e saem de nossos corpos. Todos nós podemos estar mais sensitivos em dados momentos e mais “receptivos” a captar e perceber energias a nossa volta e dentro de nós.
Lembrar com relação à alimentação: as entidades podem atuar no chrakra gástrico, podendo causar enjôos e se nosso organismo estiver pesado com alimentos densos como carnes vermelhas e de difícil digestão, pode até provocar vômito e muito mal estar mesmo.

ANTES E APÓS UMA SESSÃO

Não devemos esquecer que somos um campo sempre em atividade. Existem várias reações, sensações e efeitos que se manifestam em nós, resultado do processo de movimentação energética. Essa movimentação tanto pode ocorrer durante a gira, anterior a ela, pois nossos espíritos já estão preparando nosso campo energético horas e às vezes dias antes (dependendo do tipo de trabalho que ocorrerá) ou após a ela.
Nós estamos sempre em contato com pessoas e ambientes, e somos mais que outras pessoas, sensíveis a possíveis presenças de campos energéticos de outras pessoas e ambiente, assim como nossas entidades podem estar agindo para assistência a terceiros junto a nós, sem que nos demos conta disso. Também podemos estar sendo doadores naturais de ectoplasma, e outros tipos de fluidos a alguém desvitalizado que funciona como uma fonte sugadora de nossas energias, e tudo isso pode causar alguns efeitos colaterais e deixar sensações e causar alguns efeitos, que logo passam. Outras vezes precisamos de algum tipo de recarga; banho de ervas ou passes energéticos, para repor a energia gasta.
É de grande valia, vigiar sempre seu estado emocional e equilíbrio psicológico e não permitir que pensamentos e sensações negativas façam morada de forma alguma, pois pode ser impressões e sentimentos que não nós pertençam , mas que podemos captar em ambientes e de pessoas. É sempre bem vindo a ida num terreiro ou centro espírita para passes e limpezas energéticas e irradiação.
Um fator muito importante em nosso desenvolvimento é aprender a identificar as sensações de nossas entidades, que embora pareçam tudo igual, mas não é. Para se assim nos aprendamos a fechar nossas portas quando entramos em contato com algum tipo de energia desconhecida.
Cada pessoa tem seu tempo, pois não envolve somente “abertura de canais mediúnicos”, mas o emocional e o psicológico precisam estar bem também, para que tudo ocorra de forma salutar, que traga alegria, leveza e satisfação e não mais agonia, desespero, medo e insegurança.
Saravá!
Sempre recomendo que converse com seu Pai/Mãe de Santo ou dirigente para tirar suas dúvidas.
Carol
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SÁBADO, 11 DE FEVEREIRO DE 2012


REQUISITOS IMPORTANTES PARA MÉDIUNS DE SUSTENTAÇÃO (CAMBONO)


RESPONSABILIDADE:
Tanto quanto o médium de incorporação, o médium cambono de sustentação precisa conhecer a mediunidade e tudo o que diz respeito ao trabalho com a espiritualidade e as energias humanas, a fim de poder auxiliar eficientemente o dirigente do trabalho e seus colegas, médiuns ou não.

FIRMEZA MENTAL E EMOCIONAL:
Como é o responsável pela manutenção do padrão vibratório durante o trabalho, o médium cambono de sustentação deve ter grande firmeza de pensamento e sentimento, a fim de evitar desequilíbrios emocionais e espirituais que poderiam pôr a perder a segurança do trabalho e dos outros trabalhadores.

EQUILÍBRIO VIBRATÓRIO:
Como trabalha principalmente com energias – que movimenta com os seus pensamentos e sentimentos, o cambono médium de sustentação deve ter um padrão vibratório médio elevado, a fim de poder se manter equilibrado em qualquer situação e poder ajudar o grupo quando necessário.

COMPROMISSO COM A CASA, O GRUPO, OS GUIAS ESPIRITUAIS E OS ASSISTIDOS: 
O cambono, médium de sustentação, deve lembrar-se de que, mesmo não tomando parte direta nas assistências, tem alguns compromissos a serem observados :
• Com a casa que trabalha: Conhecendo e observando os regulamentos internos a fim de segui-los. Explicá-los, quando necessário, e fazê-los cumprir, se for o caso; dando o exemplo na disciplina e na ordem dentro da casa; colaborando, sempre que possível, com as iniciativas e campanhas da instituição. 

• Com o grupo de trabalhadores em que atua: Evitando faltar às reuniões sem motivos justos, ou faltar sem avisar o dirigente ou o seu coordenador; procurando ser sempre pontual nos trabalhos e atividades relativas; procurando colaborar com a ordem e o bom andamento do trabalho.

• Com os Guias Espirituais: Lembrando que eles contam também com os médiuns cambonos de sustentação para atuar no ambiente e nas energias necessárias aos trabalhos a serem realizados, e que, se há faltas, são obrigados a “improvisar” para cobrir a ausência. Os Guias Espirituais devem ser atendidos com presteza e respeito.

• Com os assistidos: Encarnados e desencarnados, que contam receber ajuda na Casa e não devem ser prejudicados pelo não comparecimento de trabalhadores. Todos deverão ser recebidos e tratados com esmero, dedicação, respeito e educação. 

AUSÊNCIA DE PRECONCEITO:
O cambono, médium de sustentação, não pode ter qualquer tipo de preconceito, seja com os assistidos encarnados ou desencarnados, seja com os dirigentes, mentores, etc. Ele não está ali para julgar ou criticar os casos que tem a oportunidade de observar, mas para colaborar para que sejam solucionados da melhor forma, de acordo com a sabedoria e a justiça de Deus.

DISCRIÇÃO:
O cambono, médium de sustentação, nunca deve relatar ou comentar, dentro ou fora da casa, as informações que ouve, os problemas dos quais fica sabendo e os casos que vê nos trabalhos de que participa. A discrição deve ser sempre observada, não só por respeito aos assistidos envolvidos, encarnados e desencarnados, como também por segurança, para que entidades envolvidas nos casos atendidos não venham a se ligar a trabalhadores, provocando desequilíbrios. Os comentários só devem acontecer esporadicamente, de forma impessoal, como meio de se esclarecer dúvidas e transmitir novas informações a todos os trabalhadores, e somente no âmbito do grupo, ao final dos trabalhos.

COERÊNCIA: 
Tanto quanto o médium de incorporação, o cambono, médium de sustentação, deve manter conduta sadia e elevada, dentro e fora da casa em que trabalha, para que não seja alvo da cobrança de entidades desequilibradas, no intuito de nos desmascarar em nossas atitudes e pensamentos. Como vemos, as responsabilidades dos cambonos, médiuns de sustentação, são as mesmas que a dos médiuns ostensivos, e exigem deles o mesmo esforço, a mesma dedicação e a mesma responsabilidade.




TODOS SÃO IMPORTANTES

Infelizmente muitos acham que um Terreiro só funciona devido a participação e ação dos médiuns de incorporação.

Lamentavelmente muitos médiuns de incorporação colocam-se em condições superiores perto dos outros médiuns achando que são os únicos que trabalham e que a gira só acontece em decorrência de suas manifestações mediúnicas.

Lastimavelmente muitos médiuns que não incorporam não valorizam suas funções dentro daquele trabalho espiritual, acham que suas participações e ações são insignificantes, desnecessárias, como se fossem apenas apêndices.

O fato é que aquele que abre a porta tem valor e importância, assim como aquele que fica na cantina, que anota nomes, que distribuiu fichas, que dá sustentação energética, que faz doação de ectoplasma, portanto, são muitos trabalhando por todos e todos trabalhando por um.

Essa é, no meu entender, uma das essências de nossa querida Umbanda, o que me faz lembrar da ética africana Ubuntu, que de origem Banto, permeia o território da República da África do Sul, o país de Mandela, e se resume na frase:

“EU SÓ EXISTO PORQUE NÓS EXISTIMOS”.

Mônica Caraccio
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SÁBADO, 11 DE FEVEREIRO DE 2012


LEIS, CORES E VESTES CIGANAS

Identificados pelo apreço à vestimenta, dentes de ouro, chapéus e botas de boiadeiro, os Calon, assim como os Rom, têm enorme estima pela família e são, diferentemente do que se prega, muito afeitos ao tradicionalismo. 

Segundo a pesquisa de Teixeira, embora as mulheres possam amamentar publicamente, estão absolutamente proibidas de mostrar acima das pernas.

O sexo é basicamente voltado para a reprodução, o erotismo é bastante privado e a virgindade pré-marital é norma.

Como se organizam em pequenos núcleos, os ciganos, embora respondam à constituição nacional, têm leis muito próprias.
"Porém não se sabe ao certo como são essas leis. Em casos especiais é chamado um Tribunal Cigano, expressamente proibido para os gadjos", conta Fábio José Dantas de Melo, indicando que nessas reuniões os anciões se encontram por vários dias até encontrar um veredicto. 

"Há toda uma etiqueta para se convocar um desses tribunais. É exigido de quem convoca que possa garantir alimentação e moradia para aqueles que vêm de longe para a reunião", explica.

Segundo Melo, o preconceito contra aqueles que estão menos inseridos politicamente sempre vai existir, mas ao compreender esses grupos, passa-se a vê-los como pares, vizinhos e cidadãos do país.

Texto adaptado de Julia Dietrich
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SÁBADO, 11 DE FEVEREIRO DE 2012


AVENCA


A Avenca de nome científico Adiantum é um genero de aproximadamente 200 espécies de fetos da família Pteridaceae, embora alguns investigadores a coloquem no seu próprio grupo com o nome de Adiantaceae.

O nome científico, Adiantum, deriva do grego 'adiantos' que significa 'que não se molha', pois as gotas de chuva deslizam sobre as folhas da avenca, sem molhá-las.

Muito conhecida como Cebola-de-Venus ou Cabelo-de-Anjo, a Avenca é uma planta perene originária dos Estados Unidos, Brasil e México.

A maior diversidade de espécies encontra-se nos Andes - América do Sul. Também existe muita diversidade na Asia com cerca de 40 espécies na China.
No Brasil é uma planta nativa.

Modo de cultivo:
Para cultivá-la, é preciso ter bastante cuidado com ela, pois é muito frágil, e as suas folhas podem murchar com facilidade.
Para que ela cresça é essencial que haja calor, umidade e luminosidade indireta. A sua propagação é através das suas sementes, esporos, que são arrancados pelo vento e podem crescer em qualquer sítio.
As Avencas preferem geralmente locais ricos em humus, úmidos, e com escoamento de àgua, variando de terrenos planos a paredes de rocha. Muitas especies são conhecidas por crescerem em falésias de rocha próximo de cascatas e zonas com escoamento de àguas.
A avenca, apesar de crescer nas matas e ser cultivada em interiores, necessita de muita luz, mas o sol direto sobre ela não é recomendável. 
A temperatura pode oscilar entre 10 e 30ºC, mas em dias quentes é conveniente regas mais frequentes ou aspergir água com o borrifador sobre ela, pois necessita de clima úmido. 
As regas devem ser feitas no substrato, mantendo a umidade. 

Na simbologia, a Avenca é conhecida por espantar as más energias da casa e purificar o ar.

A SUA CONSTITUIÇÃO

Algumas variedades da planta são usadas na medicina tradicional como calmante para a tosse e resolve problemas do couro cabeludo. As folhas da Avenca são, em grande quantidade, e as suas margens recortadas, onduladas ou redilhadas. Não crescem mais do que 50cm de altura e são bastante comuns em ambientes interiores.

USOS

Na Saúde:
usam-se as folhas para fins medicinais. Tem propriedades adstringentes, astiasmática, antibasteriana, anti-inflamatória, antioxidante, digestiva, hepática, expectorante. É aconselhável para infecções respiratórias, asma, febre e constipações, caspa e queda de cabelo, hepatite e para regular a menstruação.

Na Beleza:
em forma de infusão, a Avenca ajuda a manter a higiene do couro cabeludo.

Na Cozinha: 
As folhas da Avenca podem ser usadas como tempero em sobremesas e pratos salgados.

Contra-Indicações:
desconhecidas

PARA CURAR GRIPE OU TOSSE

Junte um colher de folhas de Avenca em um litro de água e deixe ferver. Adoce com mel a gosto e tome 2 a 4 xícaras de chá por dia.

pesquisa: aurea oliveira
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DOMINGO, 29 DE JANEIRO DE 2012


Olho Gordo



Nas crianças se chama quebranto, é um esmorecimento geral, um langor, uma quebreira da vontade que toma conta do corpo. Pode dar em qualquer pessoa.
 
    Tem sido atribuído à força do olhar de invejosos ou mal-intencionados. Acontece também que algumas pessoas isentas de inveja tem olhar forte, condição desconhecida as vezes até do próprio dono do olhar.

       Na sociedade primitiva, o invejoso, outro tipo de pessoa de olhar forte, é sempre rejeitado, porque influi no ânimo das pessoas. E fácil conhecer quando acontece o mau olhado. Se ao olharem para nós começarmos a espirrar, ou abrirmos a boca em longos bocejos, sem parar, é sinal de que fomos atingidos.

     Não é de hoje que se temem os seus efeitos. Demócrito mencionava já entre os mediterrâneos essa crença, da qual não conseguira determinar as origens. Aristóteles comentava que o olhar de algumas pessoas podia causar perturbação funesta no corpo e na mente dos fascinados. A história de Medusa, cujo olhar petrificava as pessoas é uma história de mau-olhado.

    Os povos antigos conheciam a figa, símbolo sexual e amuleto, para afastá-lo.
 
      Entre nós, usa-se a figa feita de duas plantas mágicas: de arruda e de guiné para o mesmo fim.

      O mau olhado é força mais branda do que o feitiço e na maioria das vezes não é premeditado. Contra ele, além da figa e da fava-da-inveja que se colocam no pulso ou no pescoçinho das crianças, usam-se as plantas mágicas: a arruda, a guiné, comigo-ninguém-pode e outras; fazem-se os ensalmos e cumprem-se os rituais das simpatias.

     A crença no mau-olhado é universal. A língua dos povos atesta a sua difusão e persistência. E o mal-occhio, o evil eye, o mal de ojo. Entre nós é chamado além de mau-olhado, olho de seca-pimenteira, olho-grande, olho de inveja, olho-mau, maus-olhos.

    No IX livro das Noites Áticas, Aulo Gélio conta que as pessoas da Ilíria podiam matar, estando irritadas, apenas olhando fixamente para o adversário. (In Dicionário de Folclore Brasileiro, de Luís da Câmara Cascudo).

     A mágica de proteção contra o mau-olhado na antiga Grécia era desenhar ou gravar olhos nos objetos, para defender das forças invisíveis do mal. Talvez reminiscência da maga Medusa, uma das Górgonas, de olhos tenebrosos e cujo olhar fazia se transformarem em pedra as pessoas que os fitavam.

     Os amuletos mais populares contra o mau-olhado são: a figa, o corno, a mão cornuda, a meia lua, o corcunda, o elefante. Usa-se também uma fitinha vermelha, amarrada no pulso o ou em torno do pescoço.

       A figa é o mais usado e o mais antigo dos amuletos contra o mau-olhado. Sobrevive nos usos dos povos os mais diversos. Sabe-se que já existia entre os etruscos. E mencionada por Dante, por Shakespeare. Entre os povos da antigüidade, como símbolo fálico, prendia-se aos cultos da fertilidade e da fecundidade. Em Roma era usada no pescoço das mulheres e das crianças, o que provocou o desaprovador reparo de Varrão, de que a figa é a representação do ato sexual, sendo polegar em riste apertado entre o indicador e o médio dobrados, o órgão masculino penetrando o órgão feminino.

      Encontraram-se inúmeras figas nas ruínas de Herculano e de Pompéia. Hoje ela vive um pouco nos folclores de toda a Europa de onde passou para as Américas.

       Autor Desconhecido
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DOMINGO, 29 DE JANEIRO DE 2012


Cuidados com a Manipulação de Energias


    
     Todo umbandista esclarecido sabe que não existe magia, no sentido estrito da palavra. O que se convencionou chamar “magia” é, na verdade, a manipulação de energias sutis, retiradas de elementos materiais e somadas à energia da vontade daquele que realiza o “ato mágico”.
 
      De um modo geral, as entidades que militam na Corrente Astral de Umbanda são exímias manipuladoras, desses elementos e, por conseguinte, especialistas na ciência astral que conhecemos como magia.
 
    Essas entidades conhecem as propriedades de velas, tabaco, água, álcool (manipulado sob a forma de bebidas), ervas, flores, cristais, além de símbolos e ícones, como roupas e fotografias de pessoas que são pedidas para a realização de trabalhos visando a efetuar curas ou descarregos, ou defesa espiritual de consulentes que não podem, ou não querem ir aos trabalhos.
 
     O conhecimento das propriedades, aliado ao de como fazer, torna os trabalhos realizados em verdadeiras bênçãos para aqueles a quem esses trabalhos são dirigidos, trazendo, saúde, paz, equilíbrio, harmonia, ou qualquer outra coisa de que o paciente esteja necessitando, sempre na medida do merecimento, é claro.
 
       O que é absolutamente necessário saber sobre isso – e que infelizmente muitas pessoas desconhecem – é que os melhores remédios que já foram e são fabricados, se não forem utilizados de forma correta, podem se tornar prejudiciais, ou até mesmo fatais. Pois o mesmo acontece com os trabalhos de manipulação realizados na Umbanda.
 
       Entidades umbralinas comprometidas com a prática do mal também são grandes manipuladoras e costumam utilizar os mesmos elementos manipulados pelas entidades benfeitoras, para produzir verdadeiras bombas astrais que são dirigidas contra aqueles que se encontram em suas listas de perseguição. A única diferença básica existente entre os materiais é que as entidades umbralinas costumam se servir de produtos de origem animal, como carne e sangue. Por essa razão, a Umbanda verdadeira, comprometida com o bem, jamais utiliza tais produtos em seus trabalhos, sob nenhuma hipótese, em nenhuma circunstância.
 
        Mesmo assim, os malfeitores do astral não perdem uma oportunidade de fazer o seu trabalho e, nessa hora, qualquer coisa serve (cabe lembrar que entre presos, até mesmo uma caneta pode ser convertida em arma perigosa), por isso é necessário que se tenha o mais absoluto cuidado na prática de trabalhos de manipulação.
 
      O umbandista esclarecido sabe que uma simples vela, acesa sem a devida orientação, pode ser mal utilizada e trazer resultados desastrosos, completamente diferentes daqueles que eram esperados, assim, o caminho seguro é sempre o de somente fazer aquilo que é devidamente orientado pelas entidades da casa, seguindo as orientações que forem dadas, sempre ao pé da letra, a fim de que o ato atinja realmente o objetivo pretendido.
 
       Pouquíssimos encarnados detêm conhecimentos seguros na área da manipulação de energias sutis. 

       Essa ciência é ainda um monopólio das entidades atuantes e somente elas são capazes de orientar a maneira correta de se fazer um trabalho.
 
     Por isso, irmão umbandista, seja cauteloso, seja prudente, esteja sempre vigilante e não ceda em nenhum momento à tentação de fazer qualquer tipo de trabalho por conta própria, contando com seus ínfimos conhecimentos aprendidos na prática costumeira dos terreiros. Muitas vezes um trabalho feito sem orientação, visando a fazer o bem a um ente querido, pode ter efeito totalmente contrário àquele pretendido e trazer conseqüências indesejadas, às vezes, até mesmo trágicas.
 
     Sempre que sentir ser necessário fazer algum trabalho para si mesmo, ou para outra pessoa, busque a orientação de uma entidade de sua confiança, desde que essa entidade esteja atendendo dentro do terreiro, em condições de segurança habituais para os dias de trabalho.
 
        Isso é sensatez.

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SÁBADO, 14 DE JANEIRO DE 2012


MARINHEIROS



SALVE O POVO DA ÁGUA!!!
Eles chegam do mar e desembarcam em terra, sua alegria é contagiante, abraçam a todos, brincando sempre, com aquele jeito meio “maroto”, embriagado. São os Marinheiros, grupo de Espíritos que trabalham na Umbanda em prol da caridade.
Eles conheceram muito bem o mar e a navegação, pois participaram da descoberta de novos mundos através das viagens que empreenderam que duraram anos e anos.
As Entidade de Marinheiro trabalham na Linha de Iemanjá e também de Oxum, que compõem o chamado “Povo da Água”. Seus conselhos e mensagens são sempre cheios de esperança e de fé. Costumam trabalhar em grupos. São fortes, pois enfrentarem guerras e mares agitados, mas também conheceram a calmaria e a bonança.
Dão consultas, passes e também fazem trabalhos fortes de descarrego que envolvam grandes demandas. Em algumas casas, também costumam trabalhar nas giras de desenvolvimento de Médiuns.
Quando dão consultas, essa Falange costuma ir direto ao ponto, sem rodeios, mas também sabem como falar aos consulentes sem criar um clima desagradável ou de medo. Assim, conseguem atingir fundo as almas dos aflitos que costumam procura-los em busca de auxilio e de esperança.
Carregam consigo um sentimento profundo de amizade. Nas consultas, gostam muito de ajudar àquelas pessoas que se apresentam com problemas amorosos. Seus conselhos são sempre fiéis e certeiros, têm uma grande responsabilidade e assumem o compromisso de um trabalho bem-feito.

Todas as pessoas tem uma idéia muitas vezes distorcida desta linha de trabalho. Os marinheiros são em sua grande maioria espíritos que militam a umbanda para dar sustento no campo da diluição de cargas trevosas, outros atuam como elementos de sustentação de trabalhos voltados a curas, atraindo os poderes elementais dos quais estes espíritos de alto grau espiritual, trazem consigo.
Na realidade estes abnegados servidores da lei são verdadeiros “magos que atuam nos mistérios aquáticos” e com uma forma de atuação única dentro dos domínios da umbanda. Como magos, trazem para nós, a possibilidade de nos libertar-mos de nossos entraves, com uma forma bem simpática lidam com os consulentes de forma extrovertida, deixando o assistido muito avontade com trejeitos peculiares desta linha maravilhosa da umbanda.
Muito diferente do que imaginamos, estes irmãos do astral não são e não estão embriagados, como muitos se mostram, na realidade sua forma de balanço é uma maneira de liberar suas ondas energéticas se utilizando do próprio médium.
Como isso ocorre?
Em torno do médium existe um campo de energia sustentado por seus centros de força e, além da energia gerada a partir da energia corpórea, existe um campo espiritual que se reflete em todo o ambiente. Os guias quando encorporados em seus médiuns, dançam, giram, balançam, gesticulam, etc… desta forma os guias liberam não só a energia que se desprende do médium, mas também libera de forma salutar o poder de seu mistério através de ondas magnéticas que são liberadas dentro do campo espiritual do médium e do templo. É desta forma que os marinheiros fazem, em formas onduladas, ou através de seu balanço, que mais parece de uma pessoa embriagada, é que este irmão na luz faz seu trabalho redentor dentro dos campos da Umbanda Sagrada.
É importante que os médiuns e principalmente os assistidos, saibam de tal fato, para que estes não deturpem e não dêem um mal sentido aos trabalhos de Umbanda.
Os marinheiros são sustentados pelo poder de nossa Mãe Iemanjá e sua cor de atuação é a mesma desta mãe Divina, que é o azul claro. Podemos sempre que necessitarmos, ativar o poder destes servidores da lei em nossa vida, acenda sua vela e faça uma prece, pedindo para eles abrirem seus caminhos e protege-los. É maravilhoso.
Todos devem estar sempre com os pensamentos voltados ao Pai Celestial, para que assim a fé interior esteja sempre renovada. Que todos tenham a consciência de que as mudanças só serão possíveis se partirem primeiramente de vosso íntimo e acreditar, lutar pelos vossos idéias. A busca do sucesso depende de vosso próprio esforço, dedicação e merecimento. Portanto, não pare no tempo, cruzando os braços a espera de milagres. Levantem-se, tenham fé, renovem suas esperanças, acreditem no poder do Pai Maior e corram atrás de seus objetivos.
Alimentem vosso espírito com muito amor, esperança e fé para assim projetar a verdadeira essência divina a todos os vossos semelhantes. Vossa mente tem um poder grandioso. Use-a para exercitar o bem, com o objetivo de unirmos nossas forças para estarmos cada vez mais ligados a Deus, receba de braços abertos à energia de todos os Orixás, dos vossos marinheiros que estão o tempo todo a vos ajudar quando solicitados.
Sejam positivos em qualquer situação.
Se você quer o melhor para sua vida, comece fazendo uma reflexão de seus próprios atos, pois muitas pessoas reclamam de determinados acontecimentos em suas vidas, mas esquecem de que tudo tem um porque. Portanto, reflitam sobre vossos pensamentos e atitudes para que não sofra conseqüências negativas.
A vida é um espelho. Vigie-a sempre. E lembre-se de que tudo pode quando trazemos “Deus” em nossos corações.

A alegria dos MARINHEIROS!
“Quantas ondas tem o mar?
Quantos grãos tem de areia?
Eu vim pra descarregar
Sou marinheiro da mamãe sereia.”
Aos poucos eles desembarcam de seus navios da calunga grande e chegam em Terra. Com suas gargalhadas, abraços e apertos de mão. São os marujos que vêm chegando para trabalhar nas ondas do mar.
Os Marinheiros são homens e mulheres que navegaram e se relacionaram com o mar. Que descobriram ilhas, continentes, novos mundos.
Enfrentaram o ambiente de calmaria ou de mares tortuosos, em tempos de grande paz ou de penosas guerras.
Os Marinheiros trabalham na linha de Iemanjá e Oxum (povo d’áqua) e trazem uma mensagem de esperança e muita força, nos dizendo que se pode lutar e desbravar o desconhecido, do nosso interior ou do mundo que nos rodeia se tivermos fé, confiança e trabalho unido, em grupo.
Seu trabalho é realizado em descarregos, consultas, passes, no desenvolvimento dos médiuns e em outros trabalhos que possam envolver demandas.
A gira de marinheiro e bem alegre e descontraída. Eles são sorridentes e animados, não tem tempo ruim para esta falange. Com palavras macias e diretas eles vão bem fundo na alma dos consulentes e em seus problemas.
A marujada coloca seus bonés e, enquanto trabalham, cantam, bebem e fumam. Bebem Whisky, Vodka, Vinho, Cachaça, e mais o que tiver de bom gosto. Fumam charuto, cigarro, cigarrilha e outros fumos diversos.
Em seus trabalhos são sinceros e ligeiramente românticos, sentimentais e muito amigos. Gostam de ajudar àqueles e àquelas que estão com problemas amorosos ou em procura de alguém, de um “porto seguro”.
A gira de marinheiro, em muito, parece uma grande festa, pela sua alegria e descontração, mas também, existe um grande compromisso e responsabilidade no trabalho que e feito.
Salve o Povo D’água!

MAROLA DO MAR
Entidade ligada ao povo d’água. Sua função dentro desta linha é de fazer a limpeza de toda a carga acumulada, após algum trabalho mais pesado, levando todas as cargas negativas para as ondas do mar sagrado.
Entidade que trabalha na linha de Iemanjá, com forte influencia de Ogum, facilmente (ou comumente), confundido com marinheiro, é uma entidade que não bebe e nem fuma, seu descarrego é baseado no movimento da “marola do mar”, que vai e vem.
Foi um ser vivente em uma época muito distante. Quando vivo, tinha fixação pelas ondas do mar, conseqüentemente por Iemanjá, passava horas a fio a observar as ondas na esperança de vê-la. Cansado de esperar pela visão tão esperada, foi ao encontro das ondas julgando ouvir o chamado de Iemanjá, sendo assim tragado pelas ondas, encontrando enfim a morte nos braços de sua paixão.
Passado o tempo, voltou como entidade, por sua afinidade com este Orixá, passou a trabalhar nesta linha, com a função de levar para Iemanjá toda a carga negativa que se encontrasse ao redor de seus filhos queridos.
É uma entidade rara em terreiros de umbanda, até hoje poucos se viram ou se sabe da existência, porém, é uma entidade de muita força e luz.
Material de trabalho: Velas azul e branca
Local de entrega: Na marola do mar
Ponto cantado:
A “marola do mar” E vem tombando, e vem tombando, e vem tombando A “marola do mar”
E vai tombando e todo mal vai carregando.
PONTOS DE MARINHEIRO
Andai No Mar! (2x)
Quem Acompanha Marinheiro
Toda Vida Anda No Mar!
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Marinheiro, Marinheiro…
Marinheiro Só…
Quem Te Ensinou A Nadar…
Marinheiro Só…
Oi Foi O Tombo Do Navio…
Marinheiro Só…
Oi Foi O Balanço Do Mar!
Marinheiro Só…
Lá Vem…Lá Vem…
Ele É Faceiro… Todo De Branco…
Com Seu Bonezinho… Marinheiro, Marinheiro!
Quem Te Ensinou A Nadar…
Oi Foi O Tombo Do Navio…
Oi Foi O Balanço Do Mar…
Eu Não Sou Daqui…Eu Sou Do Amor!
Eu Sou Da Bahia…De São Salvador!
Marinheiro Só…
—————————————–
Marinheiro Agüenta O Leme
Não Deixa A Barca Virar!
É Contra O Mar
É Contra O Vento!
É Contra O Vento
É Contra O Mar!
—————————————–
Ô Martim Pescador Que Vida É A Sua?
Bebendo Cachaça E Caindo Na Rua!
Não Vá Beber… Não Vá Se Embriagar!
Não Vá Cair Na Rua Pra Polícia Te Pegar!
Eu Já Bebi… Eu Já Me Embriaguei!
Eu Já Caí Na Rua E A Polícia Não Pegou!
—————————————–
Eu Venho De Longe Pisando Na Areia
Na Areia Tenho Que Pisar!
Mas Ele É Seu Marinheiro Verdadeiro…
Aqui Em Qualquer Lugar!
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Um Barquinho Vem Vindo Do Mar…
É O Marinheiro Que Vem Trabalhar!
Ele É Filho Das Águas Claras…
Eu Venho Aqui Quando Me Chamar!
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Marinheiro Vem Do Mar…
No Balanço Do Navio…
Vem Trazendo A Santa Bênção…
Para Todos Os Seus Filhos!
Yemanjá Governa As Águas
Yansã A Tempestade
Com A Força Do Divino
Vem Trazendo A Caridade!
No Céu A Lua Brilha
As Ondas Do Mar Balançam
No Dia De Nossa Senhora
Na Areia A Sereia Canta!
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Ei Marinheiro
Seu Barco Estava Afundando!
Ainda Bem Que Ele Foi Salvo
Na Jangada Dos Baianos!
—————————————–
ô, Marinheiro…
Dá licença de passar,
Seu navio está no porto,
Ele veio de alto mar.
É no balanço do mar q ele vem…
É no balanço do mar q ele vai…
É no balanço do mar q ele vem…
É no balanço do mar q ele vai…
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Rema a canoa, Canoeiro…
Rema a canoa, Devagar…
Rema a canoa.
Canoeiro, não deixe o barco virar.
—————————————–
NOTAS:
Os marinheiros permitem aos médiuns a desenvolverem o equilíbrio emocional, entrar em contato com as emoções mais intimas desbloqueando e liberando os excessos, os vícios. Desenvolvendo no médium a capacidade de sentir as dores dos outros e com isso aprimorando as relações com o seu irmão.
VELAS – branca, azul ou bicolor branca e azul.
 Fonte: Povo de Aruanda
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SÁBADO, 14 DE JANEIRO DE 2012


USOS E COSTUMES DOS CIGANOS


Ao longo do tempo, após sua chegada à Europa, os ciganos foram acusados de toda
espécie de crime pelas populações sedentárias, que não entendiam como um povo poderia viver com tanta liberdade, sem apego a uma terra determinada.

Além disso, da admiração inicial, fomentada, principalmente pelos líderes religiosos,
iniciando-se pelo Arcebispo de Paris, quem primeiro ligou os ciganos à bruxaria, os
ciganos passaram a ser vistos como verdadeiros inimigos da fé cristã, que contra eles
lançou um processo sistemático de perseguição e destruição.

As lendas que ligam os ciganos aos sofrimentos da Sagrada Família, da morte das
crianças em Belém, da traição de Judas e do roubo do quarto cravo foram criadas com o
fim específico de jogar contra esse povo a ira cristã, já que essas lendas não resistem à
mais superficial análise histórica, tratada com a seriedade com que foi elaborada a
pesquisa lingüística que determinou a origem desse povo.

Assim, além dessas lendas infames e destinadas a desacreditar os ciganos, outras
acusações foram sendo acrescentadas. Bruxaria, feitiçaria, canibalismo e outras barbaridades foram atribuídas aos ciganos, enquanto eram sistemática e metodicamente
perseguidos.

Esse comportamento ainda hoje persiste. Os ciganos ainda são relacionados a tudo de
ruim que possa acontecer numa comunidade e sua chegada muitas vezes é motivo de
reações até violentas da parte de cidadãos menos esclarecidos.

Associam-nos ainda a roubos, desastres naturais, como ventanias e tempestades, além
de toda sorte de trapaças e falsificações.

Na raiz de tudo isso encontra-se o fato inegável de que ciganos e gadjos têm modos
diferentes de encarar a vida. A ignorância é a principal causa desse tratamento dispensado pelos sedentários aos ciganos, pois não conseguem compreender esse estilo de vida.

Fonte do Livro: Ciganos, os filhos do vento – Lourivaldo Perez Baçan
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SÁBADO, 14 DE JANEIRO DE 2012


O BANHO É A RENOVAÇÃO DO CORPO E DA ALMA


Os banhos ritualísticos fazem parte da evolução humana, como no principio religião, ciência e filosofia possuíam a mesma espinha dorsal, é difícil dizer quando e onde surgiram os banhos ritualísticos. 

Podemos considerar que o banho é a renovação do corpo e da alma, pois quando o corpo se sente bem e se acha refeito do cansaço, a alma fica também apta a vibrar harmoniosamente.

Em todas as religiões existem os seus banhos sagrados, podemos usar como exemplo o batismo nas águas ministrado por São João Batista, no Rio Jordão, era um banho sagrado, pois o batismo nas águas senão o banho mais natural (e porque não o primeiro banho purificador do ser humano nos dias de hoje, afinal, se batizam crianças ainda pequenos) que conhecemos, purificador do espírito, mente e do corpo.

Para nós umbandistas o conceito é muito parecido, mas utilizamos a nosso favor os conhecimentos científicos disponíveis. Só para termos uma idéia rápida do que se esta se falando, hoje é notório o conhecimento de que o corpo humano possui chacras, eixo energo magnético, pólos positivos e negativos e rotação magnética, etc. 

Além disso, existem os simbolismos utilizados, que no seu conteúdo também estão ligados a ciência, mas em muitos casos ainda não estudados pela mesma. 

A água é o principal elemento destes simbolismos quando o assunto é banho, considerado a oferenda que deve ser dada a todos e quaisquer Orixá, pois ela representa a água sêmen, e é a água contida no sangue branco feminino, ou seja, ela fecunda fertiliza, procria. Além de ser apaziguador, trazendo tranqüilidade e torna as coisas possíveis. A erva é outro elemento indispensável, o motivo de sua utilização possui tantas variáveis, podemos citar algumas para melhor compreensão:

· A química da sua composição;
· A aura da planta;
· Sua memória
· Momento da colheita;·
O Orixá regente;
· Solar ou lunar;
· Quente ou fria;
· Masculina ou feminina.
Estes elementos são determinantes na hora da composição dos banhos, pois normalmente são utilizadas mais de um tipo de erva. 
A Umbanda possui 4 tipos de banhos:

· Banhos de Descarrego

Estes banhos servem para livrar o indivíduo de cargas energéticas negativas. O tempo todo passamos por ambientes formados por pensamentos, ações, que vão criando larvas astrais, miasmas e todo a sorte de vírus espirituais que vão se aderindo ao aura das pessoas. Provavelmente o banho de descarrego mais conhecido é o de sal grosso, devido à eficiência comprovada e a sua simplicidade no preparo. O sal grosso é o excelente condutor elétrico e “absorve” muito bem os átomos eletricamente carregados de carga negativa, que chamamos de íons. Como, em tudo há a sua contraparte etérica, a função do sal é também tirar energias negativas aderidas na aura de uma pessoa. Então este banho é eficiente neste aspecto, já que a água em união como o sal, “lava” toda a aura, desmagnetizando-o negativamente. Os banhos de descarrego que utilizam ervas tem o seu efeito mais prolongado que os de sal grosso.

· Banhos de Defesa

Estes banhos estão envolvidos com a manutenção dos chacras e a sua proteção em alguns rituais.

· Banhos de Energização

Estes banhos promovem o restabelecimento do equilíbrio energético, reativando o chacras e o teor positivo da aura.

· Banhos de Fixação

Estes banhos são usados para trabalhos ritualísticos e fechados ao público, onde se prestará a trabalhos de iniciação ou consagração. São realizados apenas por quem é médium, onde tomará contato mais direto com as entidades elevadas. Este banho “abre” todos os chacras e a percepção mediúnica fica aguçadíssima.

Além dos banhos preparados (que somente alguns podem lavar a cabeça), os banhos em pontos sagrados (mar, cachoeira, etc), não há está preocupação, pois a energia abundante do local permite uma limpeza completa em todos os pontos de energia em nosso corpo, conforme o Orixá regente no local.

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SÁBADO, 14 DE JANEIRO DE 2012


PENSAMENTO ERRADO


Macumba, macumbeiro, encosto, olho gordo, mal olhado, mandinga, etc, etc, etc. São tantas as palavras para designar as más energias... e as boas energias? Não se fala Boacumba, bomcumbeiro, olho magro, bom olhado, boandinga... Essas eu realmente não ouvi.

Afinal, é muito mais fácil acreditar que não temos erros e que a culpa é do encosto.
- Não tenho emprego, meu "chefe me persegue", minha mulher é uma bruxa, sou bêbado, os caminhos estão fechados (essa todo umbandista já ouviu). Tudo isso é culpa do tal encosto.
Poderosos esses encostos...

Nós esquecemos do nosso livre arbítrio. Esquecemos que somos imperfeitos. Esquecemos que erramos, Esquecemos que estamos vivos para aprender, crescer em direção ao Criador. Esquecemos que podemos errar. "Errar é humano". Colocar a culpa "nos outros" é feio...
Certamente existem os trabalhos feitos. As famosas macumbas - diga-se de passagem, macumba ê um instrumento musical - são simplesmente "bombas" energéticas endereçadas e programadas para estourar para quem desejamos o mal.

Despachos, galinhas pretas, nome na boca do sapo, fitas amarradas nas vísceras de alguns animais. A imaginação desses "pais-de-encosto" é fértil! Haja criatividade, tempo e pessoas incautas que se prestam a pagar por esse tipo de "trabalho forte".

Esquecem-se que a maior magia vem do coração, da alma, do pensamento. Magia é fazer orações para alguém parar de beber. É clamar por melhores condições no emprego (e claro, trabalhar também), é tentar convencer de que algo è melhor ou pior. 

A magia está no pensamento, a nossa vontade.

A pior "macumba" é aquele pensamento fixo em prejudicar alguém. Muito mais forte que qualquer trabalho encomendado.

Outro dia, um preto velho, com seu jeito inerente a todo preto-velho, apenas disse:

"Filho, cada pensamento ruim contra alguém, é como se fosse um pedaço de carvão que você pega e tenta atirar num pano limpo, que está colocado longe de você. Ao terminar de atirar várias pedras de carvão, você vai estar mais sujo que o pano."

Em outra ocasião perguntaram a ele se macumba pegava. A resposta: "Se o pano estiver muito próximo de quem está atirando o carvão, então mais sujo ele vai ficar.. .*' Acho que essas palavras simples e sábias podem esclarecer o que devemos fazer para ficarmos imunes às energias de baixa freqüência.

Devemos deixar o "pano" longe do carvão. Elevar nossos pensamentos, permanecer ligados ao Grande Mestre. Reconhecer nossas limitações e tentar eliminá-las. Viver na alegria. Cantar em dias ensolarados. Correr na chuva. Rir, abraçar, beijar, sentir saudades, comemorar, sentar na praia, conversar com os amigos. Fazendo isso, estamos fazendo um trabalho forte. Um trabalho FORTE (com letras maiúsculas). Fechando nosso corpo das "macumbas". Quebrando trabalho de feitiçaria "braba"! 

Simples não?

autor desconhecido
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Aqueles que acreditam nas Forças da Natureza e no Poder dos Orixás, sempre que adentram em um santuário da Natureza, devem prestar respeito e reverência, seja ao entrar na mata, diante da cachoeira, à beira da praia, frente às ondas do mar, no sopé de uma montanha e mesmo no campo santo, morada de tantos espíritos, no portal dos mundos.
O médium de Umbanda, ao entrar na Calunga pequena, isto é, no cemitério, deve pedir licença ao Pai Omulu, em primeiro lugar, depois a Ogum Megê e finalmente ao Exu guardião daquele local, para ao sair dali, voltar em Paz para seu lar, sem levar energias pesadas ou carregar espíritos sofredores.
Se sabemos que há habitantes, temos até por educação, entrar com cuidado e respeito. Alguns utilizam guias de aço, guias contra-egum para entrar, não só em cemitérios, como em outros locais de energias pesadas, como os hospitais.
Porém, o fato de absorvermos miasmas do ambiente ou sermos seguidos por espíritos sofredores ou obssessores, pode ou não acontecer, dependendo de como estivermos vibrando, já que somos poderosos atratores de energias afins, de modo que nossos pensamentos elevados, o teor vibratório de nossos espíritos, além do poder da oração, não permitirão que levemos para casa as energias mais densas.
Pai Omulu é considerado na Umbanda, como Orixá da Saúde e Chefe da Falange dos Mortos. Socorre nos casos de doenças, protege os hospitais e intui os médicos, além de auxiliar o desprendimento do espírito na sua libertação da veste carnal. Encaminha a alma dos recém-desencarnados, enquanto se utiliza dos fluídos que se evolam do corpo físico para trabalhos de magia. Daí a sua ligação com os cemitérios e cruzeiros, onde se condensam vibrações desse gênero.
Alguns consideram Omulu e Obaluaiê o mesmo Orixá. Alguns Pais no santo enfatizam algumas diferenças. A maioria considera que Omulu é a forma mais idosa do Orixá e Obaluaiê a forma mais jovem. Ele, na linha da Geração, que é a sétima linha de Umbanda, forma um par energético, magnético e vibratório com a nossa amada mãe Yemanjá, onde ela gera a vida e ele paralisa os seres que atentam contra os princípios que dão sustentação às manifestações da vida.
Fazendo um entrecruzamento com Omulu, Ogum Megê trabalha na linha das Almas, comandando a energia de ogum dentro da Calunga Pequena. Vibrando com Omulu, O Sr. Ogum Megê é o disciplinador das almas insubmissas. Está presente nos assuntos relativos a desmanche de magia. È colaborador de Iansã. É o guardião dos cemitérios, rondando suas calçadas, lidando com a Linha das Almas.
Quando se fala em linha das Almas, tambem se refere aqueles espíritos iluminados, que se preocupam com a cura dos males físicos e espirituais, junto aos pretos e pretas velhos.
Quando citamos a saudação ao Exu da Calunga pequena, ele será da grande falange de Seu Exu Caveira, onde estão outros exus e suas respectivas falanges: Exu João Caveiura, Tatá Caveira, Exu Caveira, Exu Caveirinha, Pomba gira Rosa Caveira, Pomba gira Rainha do cemitério, Exu Quebra Ossos. Alguns ainda citam Exu Pemba, Exu Brasa, Exu Carangola, Exu Pagão, Exu Arranca toco e Exu do Lodo ( tambem ligado à Nanã).
Os Exu Caveira tratam da proteção direta dos encarnados, nos assuntos do dia a dia, daqueles que são filhos de Omulu. São extremamente rigorosos, não admitindo deslizes morais, pois daí se afastam ou castigam. Mas tambem protegem e acompanham seus filhos por todos os caminhos, quando eles trabalham na mediunidade, auxiliando no resgate das almas.
Os Exus Caveiras tambem estão sempre de guarda nas campas, impedindo o vampirismo e o roubo de energias que ainda possam existir nos recém desencarnados, para evitar o seu uso na magia negra e formas pensamentos materializadas que o poder das trevas usam para corromper e espalhar o mal. Sua luta é infindável, mas tambem eles são incansáveis.
Já na Calunga grande nós temos o mar imenso, domínio da Senhora Iemanjá. Ali tomam conta os marinheiros, as caboclas do mar, e na praia os pretos velhos, ciganos, exus e pomba giras. À Iemanjá podemos pedir ajuda para solução de problemas que necessitem de urgente retorno, como exemplo; a cura para as doenças.
Também conhecida como Janaína e Inaê, está associada a Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora dos Navegantes. Seus atributos são a maternidade, a abundância e a generosidade. Favorece os cuidados com os filhos e a vida familiar. Senhora das águas salgadas, ela protege contra os perigos do mar.
Na Vibração de Yemanjá são: Cabocla YARA; Cabocla ESTRELA DO MAR; Cabocla DO MAR; Cabocla INDAYÁ; Cabocla INHASSÃ; Cabocla NANÃ-BURUCUN; Cabocla OXUM. Abaixo dessas Entidades, temos os GUIAS de Yemanjá: Caboclo DO MAR; Cabocla CINDA; Cabocla 7 LUAS; Cabocla JUÇANÃ; Cabocla JANDIRA e outros. Ainda dentro da Hierarquia Sagrada, logo abaixo, temos os PROTETORES. Dentre eles : Cabocla LUA NOVA; Cabocla ROSA BRANCA; Cabocla DA PRAIS; Cabocla JACY; Cabocla Cabocla DA CONCHA DOURADA; Caboclo 7 CONCHAS e outros.
Ali também está a força poderosa de Ogum. Na areia do mar está Ogum Beira mar e dentro da água está Ogum Sete Ondas. Eles atuam na ronda da Calunga grande e no reino de Iemanjá.
Devemos lembrar que o mar foi o cadinho de onde se produziu todas as primitivas formas de vida do planeta, assim como Iemanjá é a Grande Mãe, regendo todos os começos. Mas os pretos velhos consideram que o mar é a calunga grande pelo grande número de mortes que ocorreram, nos navios negreiros, nas lutas contra os piratas, nos combates no mar que levaram a tantos naufrágios. O fundo do mar é coalhado de histórias de pessoas que ali desencarnaram.
Na verdade o oceano é um grande mistério. Sabemos que possui profundos e desconhecidos abismos, onde se encontram muitas almas delinquentes prisioneiras, esperando o momento de sua regeneração, isoladas do mundo pela capacidade de destruição que ainda possuem. Há o livro do autor Ranieri, chamado “Aglon e os espíritos do mar”, que revela a existencia de numerosos espíritos aprisionados no fundo do mar por suas faltas. Segundo Ranieri, o livro foi ditado pelo próprio Julio Verne, famoso autor apaixonado mesmo em vida pelas história do mar.
Tambem ali alguns acreditem que se encontrem as sereias. Atribuem as sereias a seres que nunca encarnaram e atuam como seres encantados como os elementais. São seres naturais, regidas por Yemanjá, Oxum, Oxumaré e Nanã.
Ainda há trabalhando junto à Mãe Iemanjá as crianças, como Mariazinha da Praia, Joãozinho da Praia, Juqinha, Pedrinho, Estrelinha, etc., chegam nos terreiros trabalhando intensamente, de seu jeito que parecem estar brincando, e permanecem à beira-mar, junto com os pretos velhos, fazendo a ronda contra entidades maléficas.
No livro “Entre o Céu e a Terra”, de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito André Luiz, este relata : “- O oceano é miraculoso reservatório de forças – elucidou Clarêncio, de maneira expressiva -; até aqui, muitos companheiros de nosso plano trazem os irmãos doentes, ainda ligados ao corpo da Terra, de modo a receberem refazimento e repouso”.
Já no livro “Faz parte do Meu Show”, de Robson Pinheiro, encontramos várias referências do benefício que os recém-desencarnados recebem ao se aproximar das praias.
E no livro livro “Voltei”, também escrito por Francisco Cândido Xavier, a equipe responsável pelo trabalho de ajuda aos recém-desencarnados faz os primeiros atendimentos na praia.
Não há sombra de dúvida que sentimos revitalização e reposição de energias após um banho de mar, ou mesmo alguns momentos sentados em meditação e escutando o barulho característico das ondas batendo na praia. Cada umbandista deveria ao menos esporadicamente, ir à beira-mar, reverenciar à Mãe Iemanjá, pedindo a superação de momentos difíceis, Saúde, Força, Proteção, Paz.
Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ
Fontes de pesquisa:
Site Tupâ Oca do Caboclo Tabajara
Blog Povo de Aruanda
Site Religião Espírita|Umbanda
Site Grupo PAS
Site Fórum Espírita
OBS.: Agradeço a irmã Luana por fazer a sugestão deste texto e espero que outros irmãos façam outras sugestões.
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SEGUNDA-FEIRA, 2 DE JANEIRO DE 2012


Mediunidade é um mandato de amor…


É um agir desinteressado,
É um constante aprendizado,
É aprender com os mais despertos
E despertar os mais adormecidos.
É querer o bem, e consagrar-se ao bem.
É ser porta aberta para o plano espiritual.
É vigiar e orar sempre esta porta.
É caridade em ação.
É humildade que não humilha, mas edifica.
É uma luz serene que anima a alma da gente.
É ser o evangelho de Jesus
E propagar a boa nova do Cristo.
É ser serenidade e tranqüilidade
No recôndito plácido do espírito.
Mediunidade é um sacerdócio do bem…
É se melhorar acima de tudo,
Mas nunca se esquecer do próximo.
É trabalhar pelo Todo, em detrimento do ego.
É receber em sua casa física, amigos espirituais,
E no coração da alma, as bênçãos do Alto.
É ser remédio para os necessitados,
E curar-se das próprias mazelas internas.
É ter uma boa palavra a ser dada,
Mas acima de tudo, um exemplo vivo a ser vivido.
Mediunidade é uma constante alegria…
É um sorriso bondoso, doado de bom coração.
É uma postura alegre, que te acalma a emoção.
É como uma criança, ingênua e desprotegida
Que deve ser velada, cuidada, querida.
É uma flor tenra e bela, frágil como uma donzela.
É uma infinitude singela…
Mediunidade é trabalho.
Mediunidade é amor.
Mediunidade é carinho.
É saber que nada se ganha com ela,
Mas o espírito se liberta com sua prática.
É saber que nada se pode esperar dela,
Mas sua fé se redobra a cada dia.
É saber que não se é privilegiado por ela,
Mas a realização chega a cada dia que passa.
Mediunidade é isso…
Difícil de explicar com palavras.
Fácil de sentir no coração…
Mediunidade é desinteresse.
Mediunidade é simplicidade.
Mediunidade é fraternidade.
É união de povos e culturas diferentes
Irmanadas na luz do espírito.
É o sorriso bondoso do negro,
Aliado a força do índio.
É a abnegação do cristão,
Com o toque doce da mãe.
É a serenidade do oriental
Misturada a alegria dos nativos.
É filosofia em ação,
De mãos dadas com a ciência.
É o canto da sereia,
Que encanta o versículo do poeta.
É a arte do pintor,
Que dança através do dançarino.
Mediunidade é universal.
Mediunidade é abrangente.
Mediunidade é um presente.
Mediunidade é agradecer a oportunidade da Vida.
É tocar os planos mais altos com a mente.
É um serviço redentor;
É uma expiação alegre;
Um trabalho fervoroso;
Que se paga com gotas de amor.
Mediunidade é o carinho do consolador,
Mas também as palavras do esclarecedor.
É uma arte humanista;
Uma ação altruísta.
É uma benção.
Uma vontade de servir.
Um diamante bruto,
A ser lapidado pela alma.
Mediunidade é Cristo e seu amor.
É Deus em ação e todo seu esplendor.
É um beijo ingênuo na existência…
Um Espírito Amigo – Recebido mediunicamente por Fernando Sepe 8/11/06 3;10 A.M.

DOMINGO, 18 DE DEZEMBRO DE 2011


Trabalho com Espíritos Ciganos

(Quadro Maria do Carmo)

As oferendas e os feitiços relacionados aos espíritos ciganos misturam o estilo da magia européia com alguns elementos da magia de origem africana. Assim, predominam as oferendas e simpatias colocadas em lugares exteriores, os banhos aromáticos, os ingredientes nacionais (frutas, pimentas, cereais, feijões e especiarias de uso comum) os potes de barro, mas também são usadas poções, velas, defumações, cristais, moedas, pregos, etc… de origem européia.
Segundo alguns autores, o trabalho com os espíritos pode ser resumido em algumas práticas básicas.
1) Aproximação: O espírito não é assentado, como os orixás e os exus, ele não pode ser obrigado a fazer nada, pois é um conselheiro, um guia superior. Ele se aproxima da pessoa e incorpora espontaneamente, ou dá intuições sem incorporar.
2) Oferendas: As oferendas para os espíritos ciganos incluem frutas, flores, pão, bebidas (vinho ou água), adornos (coloridos e brilhantes), velas, defumadores. Os espíritos ciganos nunca recebem sacrifício de animais. O melhor dia para entregar oferendas para os espíritos ciganos é o domingo, ao meio-dia, seu local preferido é junto a uma árvore na mata ou em um jardim.
3) Trabalho: O trabalho básico dos espíritos ciganos é a adivinhação. A técnica mais comum é a cartomancia, mas podem ser usadas a bola de cristal, a leitura de mãos e outras técnicas menos comuns (geralmente próprias de um determinado espírito). A partir do que seja visto na adivinhação, o espírito cigano pode realizar feitiços para corrigir o problema encontrado.
4) Cores: Os espíritos ciganos gostam de cores vivas e brilhantes. No ritual com espíritos ciganos, nunca é usada a cor preta: nem em roupas, nem em velas, fitas ou outro material qualquer.
5) Altar: Quem trabalha com um espírito cigano, é devoto de um deles ou deseja sua proteção, pode armar em casa um pequeno espaço devocional: sobre um móvel, ou mesmo sobre uma prateleira, é colocada uma boneca cigana, imagem ou mesmo um quadro com a cigana(o) de sua devoção que deve ser consagrado através de um ritual especial. A pessoa coloca junto à imagem suas oferendas (velas, água, cristais, pote da prosperidade etc…) e, quando quer fazer um pedido ou feitiço, coloca aí o material do encantamento, antes de despachá-lo. Os ciganos costumam ter, nesse altar, as imagens dos santos de sua devoção, entre os quais é obrigatória Santa Sara.

Alguns Espíritos Ciganos
As pessoas que trabalham com espíritos ciganos sabem descrever em detalhes as características de muitos deles. A lista a seguir é um resumo de informações encontradas em livros, se alguém encontrar alguma diferença entre esses dados e sua experiência pessoal, leve em conta que essas variações podem ocorrer quando se trata da manifestação de entidades do mundo espiritual. Note também que esta lista nem de longe esgota o total de espíritos ciganos, conhecidos por seus devotos.

CARMENCITA –
 cabelos e olhos pretos; Cor: coral; Perfume: patchuli; Objetos: moedas, lua; Poder de magia: amor, união.
ESMERALDA – cabelos louros, olhos verdes; Cor: verde-claro; Perfume: sândalo; Objetos: tiara com moedas, pedras verdes, signo – salomão; Poder de magia: dinheiro.
IAGO – jovem, moreno; Cor: violeta; Perfume: violeta; Objetos: moedas, cristal lilás; Poder de magia: Cura.

MADALENA – 
cabelos e olhos pretos; Cor: multicor, predominando cor-de-rosa; Perfume: alfazema; Objetos: moedas presas na roupa, pulseira com talismã; Poder de magia: amor, união.

PABLO –
 cabelos e olhos pretos; Cor: vermelho; Perfume: Floral; Objetos: cordão com moeda, chapéu preto; Poder de magia: negócios.
PALOMA – cabelos e olhos pretos; Cor: multicor, predominando amarelo; Perfume: verbena; Objetos: punhal, cristal vermelho; Poder de magia: proteção.
RAMUR – cabelos e olhos pretos; Cor: vermelho; Perfume: floral; Objetos: ferradura, ferro; Poder de magia: proteção, segurança.
SALAMANDRA – ruiva; Cor: vermelho; Perfume: flores do campo; Objeto: fogueira; Poder de magia:limpeza, cortar feitiço.
SANDRO – cabelos e olhos pretos; Cor: verde; Perfume: benjoin; Objeto: punhal, moedas; Poder de magia: prosperidade.
SULAMITA – cabelos e olhos pretos; Cor: azul e amarelo; Perfume: Verbena; Objetos: cristal, folhas de árvores frutíferas; Poder de magia: união, proteção.

WLADIMIR –
 usa cavanhaque, jovem; Cor: azul-claro; Perfume: âmbar; Objetos: lenço no cabelo, argola na orelha, cordão com signo-salomão e sol; Poder de magia: união.
ZAÍRA – cabelos e olhos pretos, casada; Cor: azul-claro; Perfume: Acácia; Objetos: jóias prateadas; Poder de magia: amor.
POVO CIGANO
Para entender o que ocorre hoje em relação à magia cigana no Brasil, é necessário distinguir entre os ciganos reais e os simbólicos. Os ciganos reais tendem a seguir a religião dominante no país em que vivem; assim, no Brasil, a grande maioria deles se diz católica, onde vem crescendo a sua ligação com a Umbanda.
É justamente aqui que surgem os ciganos simbólicos: desde o início, a Umbanda incluiu no seu panteão, povos de diversas origens, incluídos na linha do Oriente. Foi aí que os ciganos se incorporaram à Umbanda. A princípio, era apenas mais um pequeno grupo de entidades, a que a imaginação popular dava um aspecto e um comportamento estereotipados, inspirados na visão romântica dos ciganos. Freqüentemente, essas entidades tinham personalidades poucas definidas, como a “Ciganinha” ou a “Cigana da Estrada”, com o tempo, entretanto, ocorreu uma mudança. Embora não se possa dizer qual é o peso disso no total da população cigana no Brasil, o certo é que alguns ciganos, ou descendentes deles, aproximaram-se da Umbanda.
O intercâmbio entre as duas culturas teve como resultado a sofisticação crescente do trabalho com espíritos ciganos, que adquiriu feições próprias, quase independentes do restante do culto. Hoje em dia, muitas pessoas que trabalham com espíritos ciganos não se consideram de Umbanda e realizam sua devoção de forma independente de qualquer culto organizado: é um culto essencialmente individual e doméstico, resultante, em geral, da simpatia ou da curiosidade a respeito dos ciganos. Essas pessoas tendem a seguir também as devoções dos ciganos reais, inseridas no catolicismo. A religião formal seguida pelos ciganos é complementada pela crença no sobrenatural, trazida de suas origens indianas e das regiões por onde passaram (principalmente a Europa Central e a Mediterrânea), onde ainda hoje sobrevive a bruxaria originária da antiga religião da natureza. Muitas dessas crenças podem ser encontradas entre as práticas mágicas da população brasileira herdadas talvez em parte diretamente dos ciganos.
A festa mais importante comemorada pelos ciganos e o dia de Santa Sara (24/25 de maio). Desde 1997, os ciganos comemoram também o dia de São Zeferino, o primeiro beato (e futuro santo) cigano.
Santa Sara – segundo relato cristão, poucos anos depois da morte de Jesus, José de Arimatéia fugiu da Palestina, levando consigo a Maria Jacomé, Maria Salomé, Lázaro e suas irmãs Maria e Marta. Esse grupo aportou na costa francesa na foz do rio Ródano, a partir de onde Lázaro realizou seu trabalho apostólico por toda a província romana da Gália; o local tornou-se, por isso, um dos grandes centros de peregrinação da Europa Medieval.
O resultado do encontro da religião antiga com as novas crenças cristãs foi o surgimento, na região, do culto de uma santa negra, provavelmente o sincretismo da Grande Mãe-Terra pré-cristã com a Virgem Maria (o que foi muito comum na Europa, durante a Idade Média).
De acordo com uma lenda, o grupo de José de Arimatéia trouxera uma escrava negra chamada Sara; outra versão diz que Sara era uma habitante do lugar, que acolheu os exilados, seja como for, cresceu na região da Camargue o culto de Santa Sara. Embora Sara não seja canonizada (e seja, possivelmente, uma figura lendária), é aceita pela igreja como uma santa popular regional.
Quando os ciganos chegaram à região, em meados do século XV, já encontraram estabelecida a devoção à santa negra. Seu aspecto lembrou-lhes uma importante deusa hindu, geralmente cultuada pelas castas inferiores, Kali, a negra, consorte de Shiva (o destruidor), que representa o lado ameaçador da Grande Mãe. Assim, para os ciganos, Santa Sara tornou-se Sara Kali, passando a ser com o tempo a grande padroeira de todos os ciganos.
São Zeferino – Zeferino Gimenez Malla foi um cigano nascido na Catalunha (Espanha) em 1861; seu apelido era “El Pelé”. Comerciante de cavalos, Zeferino levou vida nômade até os quarenta anos, quando fixou residência na cidade espanhola de Barbastro, aonde chegou a ser o patriarca dos ciganos. Seguidor da religião católica, tornou-se catequista, apesar de ser analfabeto. Muito caridoso, auxiliava ativamente todos os pobres da região. Em 1936, Zeferino, com 75 anos, tentou defender um padre que estava sendo maltratado por milicianos. Preso, foi fuzilado na noite de 09 de agosto, junto com outros prisioneiros. A data comemorativa de “São Zeferino do Cavalo Branco” é 4 de maio em que o cigano foi beatificado.
As oferendas e os feitiços relacionados aos espíritos ciganos misturam o estilo da magia européia com alguns elementos da magia de origem africana. Assim, predominam as oferendas e simpatias colocadas em lugares exteriores, os banhos aromáticos, os ingredientes nacionais (frutas, pimentas, cereais, feijões e especiarias de uso comum) os potes de barro, mas também são usadas poções, velas, defumações, cristais, moedas, pregos, etc… de origem européia.
Magia Cigana
Pote da Prosperidade: Compre um pequeno pote de barro. Providencie pequenas porções de todos os tipos de grãos alimentícios que puder encontrar: arroz, cevada, milho, trigo, feijão, lentilha, ervilha, etc), trigo mourisco, além de folhas de louro e saquinhos com farinha, café e açúcar. Providencie também algumas moedas. Num dia de Lua Cheia, arrume no pote camadas sucessivas dos grãos e das farinhas, intercalando com as moedas e as folhas. Coloque esse pote junto à imagem cigana e ofereça-o ao espírito cigano (corrente cigana), junto com uma vela, um defumador e um copo de água mineral, peça-lhe prosperidade e fartura para seu lar e seu trabalho. Troque os cereais uma vez por ano, reaproveitando o pote e as moedas e despachando os produtos perecíveis sob uma árvore.
Cesta para o Espírito Cigano: Fazer esta oferenda uma vez por mês, na Lua Crescente ou Cheia; ou sempre que quiser fazer um pedido especial ao espírito cigano (corrente cigana). Providencie uma cesta de palha; papel laminado, tecido ou papel de seda na cor preferida do espírito cigano ao qual vai oferecer a cesta; frutas variadas, com exceção das muito ácidas (abacaxi, limão); uma garrafa de vinho; flores, adereços e objetos do gosto do espírito cigano, como jóias, moedas, lenços, fitas, baralho, incensos, Também podem utilizar doces e pães. Forre a cesta com o papel ou tecido, arrume dentro os alimentos e os objetos, coloque a cesta junto da boneca ou da imagem cigana, com a vela e o incenso acesos. No dia seguinte, faça uma refeição de comunhão com seus parentes e amigos, utilizando os alimentos da cesta. Coloque as flores no pé de uma árvore e guarde os outros objetos para quando quiser repetir a oferenda.
Ritual para as bênçãos de Santa Sara a fim de trazer mais alegria, energia e força do Povo Cigano: Montar um altar com uma toalha branca ou uma colorida com detalhes dourados.Escolha a cor da vela pela energia que quiser trabalhar, podendo também acender 3 velas e trabalhar com as 3 energias juntas: a vela azul para proteção; a amarela para a área profissional e a vermelha para a área amorosa. Se optar pelas 3 velas, formar um triângulo com elas, colocando os outros elementos dentro do triângulo. Sete moedas douradas, uma cesta com frutas, flores coloridas, incensos, fitas coloridas, menos a preta, para decorar.
Ofereça e consagre todos os elementos a Deus Pai, à Sagrada Mãe, à Santa Sara Kali, aos ciganos da luz e peça a concretização de bom emprego, abertura na área profissional, na vida amorosa, fartura, abundância material e espiritual, saúde para aproveitar todas as oportunidades e proteção contra todos os males. Estenda estes pedidos aos seus familiares e a todos ligados a você. Se colocar a vela de sete dias reforce durante os sete dias os pedidos e não se esqueça dos agradecimentos. Encerrar com uma Oração a Santa Sara:
“Santa Sara, pelas forças das águas, pelas forças da lua, pelos seus mistérios.
Eu, filho do vento, da lua, das estrelas. Venho pedir proteção para mim, para minha família – Para os meus amigos e para os meus inimigos – Para minha casa e para todos que vierem bater em minha porta. Que eu tenha sempre uma palavra de amor, de carinho e de esperança. Amém!”
Ao preparar esses rituais coloque músicas alegres, entre com respeito e amor no espírito do Povo Cigano e faça-os de coração.
Trechos retirados do livro: Guia de Religiões Populares do Brasil, de Eneida D. Gaspar e do texto de Telma Aparecida
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DOMINGO, 18 DE DEZEMBRO DE 2011



Confidencialidade nas Consultas




Muitos questionam o problema da revelação de segredos em consultas com entidades de Umbanda, sob a égide de que a privacidade das pessoas não pode ser invadida, nem devassada.

Para melhor explicar a questão, considere que alguém tenha cometido um crime, por exemplo, e, durante uma consulta uma entidade revele esse fato a uma terceira pessoa, fazendo com que o ato que era mantido em segredo venha à tona e o criminoso seja descoberto e desmascarado. Seria isso lícito do ponto de vista da ética das religiões?

À primeira vista o problema parece complexo, mas, na verdade, não é tanto assim, quando se o considera pela ótica da justiça divina e da ação continuada no bem.

Na prática se pode dizer que não existe meio certo quando se trata de justiça. No campo das verdades espirituais, o justo é o justo, o certo é o certo, a verdade é a verdade. Da mesma forma, a Lei de Harmonia Universal nos diz que podemos usar nosso livre arbítrio como bem entendermos, mas a ninguém é dado prejudicar seus irmãos impunemente.

As pessoas guardam consigo todo tipo de segredos; alguns que só dizem respeito à própria pessoa e que, por isso mesmo, devem ser mantidos na esfera da privacidade, e outros que afetam diretamente a vida de outras pessoas, muitas vezes provocando prejuízos e podendo causar dores incalculáveis. Seria justo que esse tipo de segredo permanecesse oculto em nome do direito à privacidade?

Ora, a própria palavra "privacidade" já aponta para coisas que estão na esfera privada e nada que envolva diretamente outras pessoas pode ser enquadrado nessa esfera. O problema é que os indivíduos em geral tem uma noção muito errada do que seja o direito à privacidade, considerando muitas vezes que sob esse direito se possam ocultar os atos mais vis, as práticas mais covardes, as injustiças mais cruéis. Não é assim.

É necessário que todos entendam que a justiça divina não se restringe ao post mortem, podendo e devendo ser aplicada de imediato, inclusive em caráter preventivo, se assim for possível.

As entidades de Umbanda sabem disso e não compactuam com o errado em nenhuma hipótese, assim, quando tem permissão para fazê-lo, podem e devem revelar qualquer tipo de segredo que, se mantido como tal, poderia causar danos irreparáveis a outras pessoas. Considere-se ainda que os espíritos que militam na Corrente Astral de Umbanda - em especial os Exus - tem compromisso direto com os fatos ligados ao plano material, estando encarregados, tanto quanto possível, de procurar manter a harmonia, a paz e o bem estar no âmbito das relações sociais, Dessa forma, quando revelam alguma coisa que na opinião de alguns não deveria ser revelada, fazem-no de conformidade com a vontade e a justiça de Deus.

Aqueles que se revoltam contra uma revelação assim, é porque certamente estavam tentando esconder atitudes espúrias e se veem subitamente flagrados em sua ignomínia.

Há, contudo, um limite ético a essa inconfidência das entidades: sua ação deve se limitar aos fatos por eles descobertos, não podendo nunca atingir os fatos que lhes são contados em consultas, seguidos de um pedido de ajuda ou de orientação. A explicação para isso está no fato de que, quando alguém procura um terreiro e revela segredos a uma entidade, o faz no exercício da fé e da confiança e não seria digno de um ser evoluído quebrar essa confiança, revelando o que lhe foi confiado em sigilo.

Mais que isso, quem procura uma entidade para revelar um segredo, certamente já está em busca de solução para o seu problema, cabendo então à entidade fazer o possível para orientar e auxiliar na solução.

A revelação se aplica àqueles casos em que o fato, se não revelado, permaneceria desconhecido, causando prejuízos a terceiros.


Fonte: http://neumbanda.blogspot.com/
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TERÇA-FEIRA, 6 DE DEZEMBRO DE 2011


Boiadeiros e seu Papel na Umbanda

Muito temos escutado e lido a respeito dos espíritos que na Umbanda se manifestam na irradiação de um boiadeiro, mas o que realmente os compete fazer dentro da religião de Umbanda?
Os Boiadeiros na Umbanda tem como papel fundamental participar nos grupos que recolhem espíritos sofredores, eguns, quiumbas, íncubus e súcubus que geram transtornos espirituais em suas vitimas do plano espiritual.
Seus laços formam campos de força que contem a energias destes espíritos e os prendem dentro deste campo  possibilitando assim o resgate dos mesmos, para que possam de acordo com a sua necessidade serem reconduzidos a sua evolução natural dentro da Lei e da Justiça Divina.
Muitos afirmam que os boiadeiros são espíritos que já foram um exu por exemplo pelo fato de presenciarmos  ações conjuntas entre exus e boiadeiros.
Estas ações se estendem para cidades, bairros, ruas como forma de descarrego de energias densas criadas por vibrações mentais no cotidiano, até os trabalhos de desobsessão nas casas espíritas e Umbandistas.
Os boiadeiros também tem um papel muito importante no equilíbrio psicoemocional dos participantes destas reuniões, onde auxiliam no equilíbrio das emoções desgovernadas muitas vezes reflexo dos ataques sofridos pelas obsessões complexas a seres individualmente ou mesmo a grupos de médiuns onde o ataque visa o desequilíbrio de um centro.
Nos resgates feitos nas esferas negativas os boiadeiros tem papel importante na criação e sustentação juntos com os exus de campos de contenção energética, pois nestas regiões os grupos de resgate costumam ser atacados pelo astral inferior e o papel dos boiadeiros é de suma importância no mesmo.
Enfim isso é um pouco da ação destes irmãos da luz que constantemente se manifestam nos terreiros de Umbanda, nas casas espíritas e ainda nos dias de hoje são poucos compreendidos.
Esperamos ter colaborado!
Salve todos os boiadeiros... 

Usam de canções antigas, que expressam o trabalho com o gado e a vida simples das fazendas, nos ensinando a força que o trabalho tem e passando, como ensinamento, que o principal elemento da sua magia é aforça de vontade, fazendo assim que consigamos uma vida melhor e farta.

Nos seus trabalhos usam de velas, pontos riscados e rezas fortes para todos os fins.

O Caboclo Boiadeiro traz o seu sangue quente do sertão, e o cheiro de carne queimada pelo sol das grandes caminhadas sempre tocando seu berrante para guiar o seu gado. Normalmente, eles fazem duas festas por ano, uma no inicio e outra no meio do ano. Eles são logo reconhecidos pela forma diferente de dançar, tem uma coreografia intricada de passos rápidos e ágeis, que mais parece um dançarino mímico, lidando bravamente com os bois.

Seu dia é quinta feira, gosta de bebida forte como por exemplo cachaça com mel de abelha, que eles chamam de meladinha, mas também bebem vinho. Fumam cigarro, cigarro de palha e charutos. Seu prato preferido é carne de boi com feijão tropeiro, feito com feijão de corda ou feijão cavalo. Boiadeiro também gosta muito de abóbora com farofa de torresmo. Em oferendas é sempre bom colocar um pedaço de fumo de rolo e cigarro de palha.

No Terreiro os Boiadeiros vêm “descendo em seus aparelhos” como estivessem laçando seu gado, dançando, bradando, enfim, criando seu ambiente de trabalho e vibração.

Com seus chicotes e laços vão quebrando as energias negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e as pessoas da assistência.Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo as portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, assim como os Exus.

Quando o médium é mulher, freqüentemente, a entidade pede para que seja colocado um pano de cor, bem apertado, cobrindo o formato dos seios. Estes panos acabam, por vezes, como um identificador da entidade, e até da sua linha mais forte de atuação, pela sua cor ou composição de cores.

Alguns usam chapéus de boiadeiro, laços, jalecos de couro, calças de bombachas, e tem alguns, que até tocam berrantes em seus trabalhos.

Nomes de alguns boiadeiros: Boiadeiro da Jurema, Boiadeiro do Lajedo, Boiadeiro do Rio, Carreiro, Boiadeiro do Ingá, Boiadeiro Navizala, Boiadeiro de Imbaúba, João Boiadeiro, Boiadeiro Chapéu de Couro, Boiadeiro Juremá, Zé Mineiro, Boiadeiro do Chapadão, etc …

Sua saudação: “Getruá Boiadeiro”, “Xetro Marrumbaxêtro”

Os Boiadeiros são entidades que representam a natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homem do sertão, “o caboclo sertanejo”. São os Vaqueiros, Boiadeiros, Laçadores, Peões, Tocadores de Viola. O mestiço Brasileiro, filho de branco com índio, índio com negro e assim vai.

Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé.

Ao amanhecer o dia, o Boiadeiro arrumava seu cavalo e levava seu gado para o pasto, somente voltava com o cair da tarde, trazendo o gado de volta para o curral. Nas caminhadas tocava seu berrante e sua viola cantando sempre uma modinha para sua amada, que ficava na janela do sobrado, pois os grandes donos das fazendas não permitiam a mistura de empregados com a patroa.

É tal e qual se poderia presenciar do homem rude do campo. Durante o dia debaixo do calor intenso do sol ele segue, tocando a boiada, marcando seu gados e território. À noite ao voltar para casa, o churrasco com os amigos e a família, um bom papo, ponteado por um gole de aguardente e um bom palheiro, e nas festas muita alegria, nas danças e comemorações.

Sofreram preconceitos, como os “sem raça”, sem definição de sua origem. Ganhando a terra do sertão com seu trabalho e luta, mas respeitando a natureza e aprendendo, um pouco com o índio: suas ervas, plantas e curas; e um pouco do negro: seus Orixás, mirongas e feitiços; e um pouco do branco: sua religião (posteriormente misturada com a do índio e a do negro) e sua língua, entre outras coisas.

Da mesma maneira que os Pretos-Velhos representam a humildade, os Boiadeiros representam a força de vontade, a liberdade e a determinação que existe no homem do campo e a sua necessidade de conviver com a natureza e os animais, sempre de maneira simples, mas com uma força e fé muito grande.

O caboclo boiadeiro está ligado com a imagem do peão boiadeiro – habilidoso, valente e de muita força física. Vem sempre gritando e agitando os braços como se possuísse na mão, um laço para laçar um novilho. Sua dança simboliza o peão sobre o cavalo a andar nas pastagens.

Enquanto os “caboclos índios” são quase sempre sisudos e de poucas palavras, é possível encontrar alguns boiadeiros sorridentes e conversadores.

Os Boiadeiros vêm dentro da linha de Oxossi. Mas também são regidos por Iansã, tendo recebido da mesma a autoridade de conduzir os eguns da mesma forma que conduziam sua boiada quando encarnados. Levam cada boi (espírito) para seu destino, e trazem os bois que se desgarram (obsessores, quiumbas, etc.) de volta ao caminho do resto da boiada (o caminho do bem).

Sobre Nossos Caboclos Boiadeiros

Os Caboclos são entidades fortes, viris. Alguns têm algumas dificuldades de se expressar em nossa língua, sendo normalmente auxiliados pelos cambonos. São sérios, mas gostam de festas e fartura. Gostam de música, cantam toadas que falam em seus bois e suas andanças por essas terras de meu Deus. Os Boiadeiros também são conhecidos como “Encantados”,pois segundo algumas lendas, eles não teriam morrido para se espiritualizarem, mas sim se encantados e transformados em entidades especiais.

Os Boiadeiros também apresentam bastante diversidade de manifestações. Boiadeiro menino, Boiadeiro da Campina, Boiadeiro Bugre e muitos outros tipos de Boiadeiros, sendo que alguns até trabalham muito próximos aos Exus.

Suas cantigas normalmente são muito alegres, tocadas num ritmo gostoso e vibrante. São grandes trabalhadores, e defendem a todos das influências negativas com muita garra e força espiritual. Possuem enorme poder espiritual e grande autoridade sobre os espíritos menos evoluídos, sendo tais espíritos subjugados por eles com muita facilidade.

Sabem que a prática da caridade os levará a evolução, trabalham incorporados na Umbanda, Quimbanda e Candomblé. Fazem parte da linha de caboclos, mais na verdade são bem diferentes em suas funções. Formam uma linha mais recente de espíritos, pois já viveram mais com a modernidade do que os caboclos, que foram povos primitivos.  Esses espíritos já conviveram em sua ultima encarnação com a invenção da roda, do ferro, das armas de fogo e com  a prática da magia na terra.

Saber que boiadeiros conheceram e utilizaram essas invenções nos ajuda muito para diferenciarmos dos caboclos. São rudes nas suas incorporações, com gestos velozes e pouco harmoniosos. Sua maior finalidade não é a consulta como os Pretos-velhos, nem os passes e muito menos as receitas de remédios como os caboclos, e sim o “dispersar de energia” aderida a corpos, paredes e objetos. É de extrema importância essa função pois enquanto os outros guias podem se preocupar com o teor das consultas e dos passes, existe essa linha “sempre” atenta a qualquer alteração de energia local (entrada de espíritos).

Quando bradam alto e rápido, com tom de ordem, estão na verdade ordenando a espíritos que entraram no local a se retirar, assim “limpam” o ambiente para que a prática da caridade continue sem alterações. Esses espíritos atendem aos boiadeiros pela demonstração de coragem que os mesmos lhes passam e são levados por eles para locais próprios de doutrina.

Em grande parte, o trabalho dos Boiadeiros ”e no descarrego e no preparo dos médiuns. Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo a portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, como os Exus.

Outra grande função de um boiadeiro é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes. Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas.  São verdadeiros conselheiros e castigam quem prejudica um médium que ele goste.  “Gostar” para um boiadeiro, é ver no seu médium coragem, lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele “filho”.  Pois ser filho de boiadeiro não é só tê-lo na coroa.

Trabalham também para Orixás, mais mesmo assim, não mudam sua finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma de incorporar e falar, ou seja, um boiadeiro que trabalhe para Ogum é praticamente igual a um que trabalhe para Xangô, apenas cumprem ordens de Orixás diferentes, não absorvendo no entanto as características deles.

Dentro dessa linha a diversidade encontra-se na idade dos boiadeiros.  Existem boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões, por exemplo:  Nordeste, Sul, Centro-Oeste, etc…

Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé.

 Getruá Boiadeiro! Salve!
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TERÇA-FEIRA, 29 DE NOVEMBRO DE 2011



O NÚMERO 7










Como professor de matemática que sou, e praticante da religião de Umbanda, também conhecida como a religião dos mistérios, não pude deixar de perceber a exaltação pelo número 7, pois, segundo a história conhecida da sua anunciação, no dia 15/11, e sua primeira reunião com esse nome, no dia 16/11 (1 + 6 = 7), pelo Caboclo das 7 Encruzilhadas, passei a notar coincidências ou não, por esse número considerado por muitos, místico.


Além disso, muitos consideram o número como sendo cabalístico, dentro de nossa religião, pois temos:

  • 7 são as Nações que praticam a Umbanda
  • 7 são as Linhas de cada Nação
  • 7 são os Orixás que comandam estas Linhas
  • 7 são as Posições Fundamentais e Liturgias naUmbanda
  • 7 são as rogatórias do Pai Nosso
  • 7 cidades sagradas da Índia

Vivemos mais rodeados do número 7, do que imaginamos, e podemos listar desde o entretenimento, passando pelas artes e chegando na religião e astronomia. É só questão do ponto de vista que olhamos.


Alguns exemplos: Aqui no Brasil dizem que os gatos têm 7 vidas, temos as 7 Maravilhas do Mundo Antigo - as pirâmides de Gizé, os jardins suspensos da Babilônia, a estátua de Zeus em Olímpia, o templo de Ártemis em Éfeso, o mausoléu de Helicarnasso, o Colosso de Rodes e o farol de Alexandria, e recentemente as 7 Maravilhas do Mundo Moderno - a Muralha da China, a cidade de Petra na Jordânia, a cidade de Machu Picchu no Peru, as pirâmides de Chichén Itzá no México, o Coliseu de Roma, o Taj Mahal na Índia e o Cristo Redentor no Rio de Janeiro.

Continuando no entretenimento, no ano novo as pessoas costumam pular 7 ondasna praia, fazendo pedidos, que podem ter algo a ver com uma das 7 virtudes humanas - esperança, fortaleza, prudência, amor, justiça, temperança e fé. Quando temos chuva e sol ao mesmo tempo podemos ver as 7 cores do arco-íris- vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta.
O arco-íris pode inspirar uma pessoa a criar uma música usando as 7 notas musicais - dó, ré, mi, fá, sol, lá, si. Aliás, 7 são os anões da Branca de Neve - Mestre, Feliz, Dengoso, Soneca, Atchim, Zangado e Dunga -, e 7 também são os anões da Quadrilha de Morte - Clyde, Dum Dum, Yak Yak, Pockets, Zippy, Snoozy e Softy.
Existe, no ramo das artes o Manifesto das 7 Artes - música, dança, pintura, escultura, teatro, literatura e cinema. E por isso o cinema é conhecido com a "sétima arte", porque é o sétimo dessa lista.
Tão grande é a utilização do número 7 em nosso dia-dia, que temos sua freqüência de utilização na filosofia, na matemática, na história, na geografia, no esoterismo, na teosofia e, principalmente na religião.
Citemos alguns exemplos e veremos como se aplicam o número 7 em nosso inconsciente, por exemplo, na geografia 7 são os mares navegáveis - mar Adriático, mar Arábico, mar Cáspio, mar Mediterrâneo, mar Negro, Golfo Pérsico e mar Vermelho. No cotidiano, 7 são os dias da semana, na teosofia temos os 7 raios de luz ou mestres ascencionados da sociedade secreta GrandeFraternidade Branca, sendo eles:
No esoterismo temos os 7 elementaisArcanjosAnjosDevasSilfosGnomos,Salamandras e Ondinas.

Porém para citar algo sobre a filosofia e religião temos que citar o livro do nosso irmão Alexandre Cumino, intitulado “Deus, deuses, divindades e anjos”, onde ele cita nas páginas 190 e 191, o seguinte:

“De acordo com Johhn Heydon, o sete é um dos números mais prósperos e também tem sido definido como o todo ou o inteiro da coisa à qual é aplicado; contudo, Pitágoras referia que o sete era o número sagrado e perfeito entre todos os números, e Filolau (século V a.C.) dizia que o sete representava a mente. Macróbio (século V d.C.) considerava o sete como o nó, o elo das coisas. O sete, por sua vez, é um número primo e também é o único de 1 a 10 que não é múltiplo nem divisor de qualquer número de 1 a 10.

O filósofo grego Platão de Egina (429–347 a.C.) no seu Timeu ensinava que, do número sete, foi gerada a alma do mundo. Santo Agostinho via nele o símbolo da perfeição e da plenitude. Santo Ambrósio dizia que era o símbolo da virgindade. Este simbolismo era assimilado pelos pitagóricos, entre eles Nicômano (50 d.C.), em que o sete era representado pele deusa Minerva (a virgem), que era a mesma Atena de Filolau (370 a.C.). Por outro lado, na Antiguidade associava-se o sete à voz, ao som, a Clio, musa da história, ao deus egípcio Osíris, às deusas gregas Nêmesis e Arastia e ao deus romano Marte.

Na Antiguidade, o sete já aparecia como uma manifestação da ordem e da organização cósmica.

Era o número solar, como é comprovado nos monumentos da Antiguidade: os sete planetas divinizados pelos babilônicos; os sete céus (ymgers) de Zoroastro; a coroa de sete raios e os sete bois das lendas nórdicas. Estes últimos eram simbolizados por sete árvores, sete estrelas, sete cruzes, sete altares flamejantes, sete facas fincadas na terra e sete bustos.

Com relação à Cosmologia, o Universo antigamente era representado por uma nave com sete pilotos (os pilotos de Osíris), e, segundo a escritora Nar­cy Fontes, nossa galáxia (Via Lác­tea) é formada por um Sol central, sete outros Sóis e 49 planetas (sete planetas para cada Sol).

A Lua passa por fases de sete dias: crescente, cheia, minguante e nova respectivamente.

Na tradição sânscrita, há freqüentes referências ao sete ou SAPTAS: Archishah – sete chamas de Agni; Arânia – sete desertos; Dwipa – sete ilhas sagradas; Gâvah – sete raios ou vacas; Kula – sete castas; Loka – sete mundos; Par – sete cidades; Parna – sete princípios humanos; Ratnâni - sete delícias; Rishi – sete sábios; Samudra – sete mares sagrados; Vruksha – sete árvores sagradas.

Na Teologia zoroastriana (Masdeís­mo, 550 a.C.), há sete seres que são considerados os mais elevados, são os Amchaspands ou Ameshaspendes (se­te grandes gênios): Ormazd ou Ormuzd ou Ahura- Mazda (fonte da vida); Brahman (rei desse mundo); Ardibehest (produtor do fogo); Shahrivar (forma­dor de metais); Spandarmat (rainha da terra); Khordad (governante dos tem­pos e das estações); Amerdad (gover­nante do mundo vegetal). Opostos a estes havia os sete Arquidevas (demô­nios ou poderes das trevas). Nesta Teologia masdeísta inicialmente exis­tiam sete graus iniciáticos no culto de Mitra:* corvo (Vênus), grifo (Lua), sol­dado (Mercúrio), leão (Júpter), persa (Marte), pai (Saturno), heliódromo (Sol ou corredor do Sol).

Mitra nasceu no dia 25/12, tinha como número o sete e em honra a ele havia os sete altares de fogo, deno­minados de sete Pireus.

Na Teologia romana, na corte do deus Marte ou Mars (Ares Grego), figu­ravam sete divindades alegóricas: Pallor (a Palidez); Pavor (o Assombro); Virtus (a Coragem); Honor (a Honra); Secu­ritas (a Segurança); Victoria (a Vitória); Pax (a Paz).

Na Teologia dos sumérios, a deusa Inana tinha de atravessar sete portas para chegar diante dos juízes do mundo inferior.

As tabuletas assírias estão repletas de grupos de sete: sete deuses do Céu; sete deuses da Terra; sete deuses das es­feras flamejantes; sete deuses ma­léficos; sete fantasmas; espíritos de se­te Céus; espíritos de sete Terras”.

Sendo assim, temos muitos motivos para abordar as divindades de Deus se­gundo o “Mistério do Número 7”, o que me é muito familiar também por ser umbandista, uma religião (Umbanda) que aborda seu próprio universo a par­tir do que chamamos “Sete Linhas de Umbanda”, em que se assentam os Ori­xás, divindades cultuadas na Umbanda”.

Concluímos com o texto do nosso irmão resumidamente falando sobre as diversas aplicações do número 7 em diversas áreas que a prosperidade do número reflete para nossa vida.

Podemos citar inúmeros acontecimentos descritos na Bíblia Sagrada acontecimentos com a freqüência do número 7, onde temos:

· Os 7 livros do Antigo testamento: Livro de , Livro dos Salmos, Livro dosProvérbios, Livro do Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Livro da Sabedoria, Livro do Eclesiástico (Sirac);
· A criação do mundo em 7 dias;
· As vacas, 7 espigas do sonho do Faraó, desvendado por José do Egito;
Sem contar os 7 pecados Capitais: vaidade, avareza, ira, preguiça, luxúria, inveja e gula , as os 7 sacramentos da igrejaBatismoConfirmaçãoEucaristia,SacerdócioPenitênciaExtrema-unção e Matrimônioas 7 dores de Nossa Senhora: A perda do menino Jesus no Templo, A fuga para o Egito, O encontro com Jesus na rua da amargura, A Crucificação de Nosso Senhor Jesus Cristo, A morte de Jesus Cristo, O Filho morto é colocado em seus braços O sepultamento de Jesus e as 7 chagas de Cristo.

Temos ainda, que Jesus em sua última suplica, tenha dito 7 palavras na cruz: "PAI EM TUAS MÃOS ENTREGO MEU ESPÍRITO".

Pensemos se, tal número condiz com o real, ou é somente coincidência?

Abraços fraternais

Jairo Pereira Jr.
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Velas da Umbanda suas cores e como acender



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A vela é, com certeza, um dos símbolos mais representativos da Umbanda. Ela está presente no Congá, nos Pontos Riscados, nas oferendas e em quase todos os trabalhos de magia; Quando um umbandista acende uma vela, mal sabe que está abrindo para sua mente uma porta interdimensional, onde sua mente consciente nem sonha com a força de seus poderes mentais;A vela funciona na mente das pessoas como um código mental. Os estímulos visuais captados pela luz da chama da vela acendem, na verdade, a fogueira interior de cada um, despertando a lembrança de um passado muito distante, onde seus ancestrais, sentados ao redor do fogo,tomavam decisões que mudariam o curso de suas vidas; A vela desperta nas pessoas que acreditam em sua força mágica uma forte sensação de poder. Ela funciona como uma alavanca psíquica, despertando os poderes extra-sensoriais em estado latente; Uma das várias razões da influência mística da vela na psique das pessoas é a sensação de que ela, através de sua chama, parece ter vida própria. Embora, na verdade, saibamos, através do ocultismo, que o fogo possui uma energia conhecida como espíritos do fogo ou salamandras.
Muitos umbandistas acendem velas para seus Guias de forma automática, num ritual mecânico, sem nenhuma concentração. É preciso muita concentração e respeito ao acender uma vela, pois a energia emitida pela mente do médium irá englobar a energia do fogo e, juntas, irão vibrar no espaço cósmico, para atender a razão da queima dessa vela; Sabemos que a vida gera calor e que a morte traz o frio. Sendo a chama da vela cheia de calor, ela tem um amplo sentido de vida, despertando nas pessoas a esperança, a fé e o amor; No ritual da magia, o mago entra em contato com seu mundo inconsciente, depositário de suas forças mentais, onde irão ser utilizadas para que alcancem seus propósitos iniciais. Qualquer pessoa que acender uma vela, com fé, está nesse momento realizando um ritual mágico e, conseqüentemente, está sendo um mago; Se uma pessoa suas forças mentais com a ajuda da magia das velas, no sentido de ajudar alguém, irá receber em troca uma energia positiva; mas, se inverter o fluxo das energias psíquicas, utilizando-as para prejudicar qualquer pessoa, o retorno será infalível, e as energias de retorno são sempre mais fortes, pois voltam acrescidas da energia de quem as recebeu; As pessoas que utilizam a força da magia das velas – que, na realidade, despertam as forças interiores de cada um – com propósito maléficos, não são consideradas magos, mas feiticeiros ou bruxos. Infeliz daquele que, na ânsia de destruir seus inimigos, acendem velas com formatos de sapo, de diabo, de caveira, de caixão, etc., assumindo um terrível compromisso cármico com os senhores do destino. Todos os nossos pensamentos, palavras e atos estão sendo gravados na memória do infinito, ninguém fica impune junto à justiça divina. Voltaremos ao planeta Terra quantas encarnações for preciso para expiar nossas dívidas com o passado. Por outro lado, feliz daquele que lembra de acender uma vela com o coração cheio de amor para o anjo da guarda de seu inimigo, perdoando-o por sua insensatez, pois irá criar ao seu redor um campo vibratório de harmonia cósmica, elevando suas vibrações superiores; Ao acender velas para as almas, para o anjo da guarda, os pretos velhos, caboclos, para a firmeza de pontos, Conga, para um santo de sua preferência ou como oferenda aos Orixás, é importante que o umbandista saiba que a vela é muito mais para quem acende do que para quem está sendo acesa, tendo a mesma conotação do provérbio popular que diz: A mão de quem dá uma flor, fica mais perfumada do que a de quem a recebe; A intenção de acender uma vela gera uma energia mental no cérebro da pessoa. Essa energia é que a entidade espiritual irá captar em seu campo vibratório. Assim, a quantidade de velas não influirá no valor do trabalho; a influencia se fará diretamente na mente da pessoa que está acendendo as velas, no sentido de aumentar ou não o grau da intenção. Desta forma, é inútil acreditar que podemos comprar favores de uma entidade negociando com uma maior ou menor de velas acesas. Os espíritos captam em primeiro lugar as vibrações de nossos sentimentos, quer acendamos velas ou não. Daí ser melhor ouvir uma das máximas de Jesus que diz: “Antes de fazer sua oferenda, procure conciliar-se com seu irmão.”
Não é conveniente, ao encontrar uma vela acesa no portão do cemitério, nas encruzilhadas, embaixo de uma arvore, ao lado de uma oferenda, apaga-la por brincadeira ou por outra razão. Devemos respeitar a fé das pessoas. Quem assim o cometer, deve ter em mente, que poderá acarretar sérios problemas com esta atitude, de ordem espiritual.
Precisamos respeitar o sentimento de religiosidade das pessoas, principalmente quando acender uma vela faz parte desse sentimento. Se acender uma vela a pessoa tiver um forte poder de magnetização, torna-se mais perigoso apagar a vela. Mas, se ela não estiver magnetizada, fica a critério de cada um.

VELAS QUEBRADAS OU USADAS
Nos trabalhos de Umbanda existe uma grande preocupação com o uso de velas virgens, ou que não estejam quebradas. A principio, pensei tratar-se de mera supertição, mas depois compreendi que a vela virgem estava isenta da magnetização de uma vela usada anteriormente evitando assim um choque de energias, que geralmente anula o efeito do trabalho de magia. Somente no caso da vela quebrada encontrei um componente supersticioso: psicologicamente, a pessoa acredita que um trabalho perfeito precisa de instrumentos perfeitos. Se o trabalho obtiver sucesso, o detalhe da vela quebrada não será notado: mas, se falhar, será tido como principal fator de seu fracasso o fato de a vela estar quebrada.

FÓSFORO OU ISQUEIRO
Em muitos Terreiros existe uma recomendação para só se acenderem velas com palitos de fósforos, evitando acendê-las com isqueiro ou em outra vela acesa.
Normalmente, os Terreiros fazem uso de pólvora, chamada de fundanga, nos trabalhos de descarrego. O enxofre que a pólvora contém também está presente nos palitos de fósforo. Ao entrar em combustão, a chama repentina, dentro de um ambiente místico, provoca uma reação psicológica muito eficiente, além de alterar momentaneamente a atmosfera ao seu redor, devido à sua composição química, em contato com o ar. A mente do médium capta essas vibrações, que funciona como um comando mental, autorizando-a a aumentar seu próprio campo vibratório, promovendo desta forma uma limpeza psíquica no ambiente. Não é a pólvora que faz a limpeza, mas a mente do médium, se ele conseguir ativa-la para este fim.

VELA DE SETE DIAS
Na Umbanda, alguns médiuns ficam em dúvida sobre se a vela de sete dias tem a mesma eficiência de sete velas normais. Sabemos de acordo com a psicologia, que um comportamento pode ser modificado através do reforço. No fato de se acender uma vela isoladamente não há nenhum tipo de reforço que se baseia na repetição. Assim, ao acender uma vela durante sete dias, as pessoas são reforçadas diariamente em sua fé e, repetindo os pedidos, dentro desse ritual de magia, ficam realmente com maiores probabilidades de despertar a própria mente e alcançar os seus propósitos. Na prática, constamos que dificilmente uma vela de sete dias queima durante todo esse tempo.

MEDITAÇÃO
Para trabalhos de meditação o uso das velas é excelente pois, além da diminuição dos estímulos visuais na semi-escuridão, força a atenção para a chama da vela, aumentando a capacidade de concentração. O contraste do claro-escuro contribui para lembrar as pessoas da necessidade de uma iluminação interior.

CORES E QUANTIDADE
Na Umbanda, o uso da vela branca é o mais freqüente, devido à sua representação como símbolo da pureza. A cor branca na Umbanda é a cor do Orixá Oxalá. Daí a razão do uso de velas brancas na maioria dos rituais de magia, dentro da associação da pureza/Oxalá.
O Orixá Ogum, tido como senhor das guerras, tem uma vibração muito forte. As velas vermelhas, quando acesas dentro de seu ritual, vibram na mesma freqüência, com resultados mais favoráveis. Considerando que a força da vela está mais na força mental do mago, a cor irá concorrer com o sentido de favorecer sua capacidade de concentração, devido a conjugação de freqüências idênticas. Se houver uma inversão nas cores das velas, isso poderá ou não alterar o resultado dos trabalhos de magia, pois dependerá em grande parte da força mental do mago.
Ficou estabelecida que a cor amarela, que deriva da vermelha, é a cor do Orixá Iansã, também pelo fato de ser uma energia de luta. As velas acesas para Iansã deverão ser da cor amarela, para continuar em sua freqüência vibratória. A variação de quantidade de velas deve ser a mesma que se acende para qualquer outro Orixá ou Entidade, de acordo com os objetivos da magia. Todavia, o umbandista deverá ter o cuidado de acender sempre em numero impar de velas, pois no ocultismo os números ímpares não se anulam, por terminarem sempre em um; daí sua força mágica, por não ser um numero divisível.
Acender apenas uma vela tem o sentido de unidade, de unificação. Três velas representam na mente humana a trindade divina (Pai, Filho e Espírito Santo). Cinco velas representam em nosso inconsciente coletivo o próprio homem. Sete velas significam a junção do espiritual (3) com o material (4), ou simbolizam a união entre o microcosmo (homem) e o macrocosmo (Deus), e assim por diante.
A cor azul, com sua vibração serena, vibra na mesma freqüência do Orixá Oxum, a senhora das águas doces. A vela de cor azul tanto pode ser acesa para Oxum como para Iemanjá, que aceita em seu ritual velas brancas. Por isso alguns Terreiros preferem usar as velas bicolores, nas cores azul e branca, para Iemanjá.
Estabeleceu-se a cor marrom-ocre é a cor do Orixá Xangô, levando-se em consideração a neutralidade dessa mesma cor. A energia de Xangô emana dos minerais, que possuem uma variedade muito grande de cores. Curiosamente, prevaleceu a cor mais freqüente, que a das pedras sobre a superfície da terra.
A cor verde, por seu equilíbrio vibratório, obtido pela junção das cores amarela e azul, vibra na freqüência do Orixá Oxossi, o senhor das matas. Assim, uma vela de cor verde, acesa numa mata, que tem a cor verde, possui uma força vibratória muito forte, facilitando o trabalho de magia.
A cor rosa, com sua vibração cheia de vida, vibra na freqüência da energia da falange dos espíritos das crianças, conhecidas também como Ibejis. Velas bicolores, nas cores azul e rosa, são acesas também com o mesmo resultado das velas cor-de-rosa.
A vela de cor preta, com sua vibração pesada, simboliza a morte física e tem a mesma freqüência do Orixá Omulu, o senhor da calunga ou do cemitério. Essa cor de vela jamais deve ser utilizada, pois sua freqüência é altamente negativa, o que usamos é a vela bicolor amarelo e preta.
As velas bicolores, nas cores vermelha e preta, são utilizadas para os Exús. Devem ser acesas com muita cautela e de preferência por quem conhece os segredos da magia, ou seja, por quem conhece a “mironga”. A vela vermelha e preta, quando está queimando a cor vermelha, tem o sentido de luta; quando esta queimando a cor preta significa vitória sobre o objetivo proposto inicialmente.
As velas bicolores, nas cores branca e preta, são utilizadas nos trabalhos de magia dos Pretos Velhos e devem ser usadas sob a orientação direta dos próprios Pretos Velhos.
Para os trabalhos de alta magia, recomenda-se o uso de velas de cera, por sua constância e pela força de sua chama. É a vela ideal para as cerimônias de batismo das crianças, onde elas serão amenizadas do carma de seus inimigos de vidas passadas.

Anjo da Guarda – branca
Baiano – branca
Boiadeiro – branca
Caboclo de Ogum – bicolor branca e vermelha ou vermelha
Caboclo de Oxóssi – verde
Caboclo de Xangô – marrom
Caboclas – bicolor branca e verde ou branca, verde
Criança – rosa ou bicolor azul e rosa
Exú – bicolor preta e vermelha
Iansã – laranja
Iemanjá – azul claro ou branca
Marinheiro – bicolor branca e azul, ou branca, azul
Nanã – lilás
Obaluayê (Omulu) – branca e preta (amarela e preta)
Ogum – vermelha ou azul marinho
Ossãe – bicolor branca e verde
Oxalá – branca
Oxóssi – verde
Oxum – amarela ou azul anil
Pombo-Gira – vermelha
Pretas-Velhas – bicolor branca e preta, ou roxa
Pretos-Velhos – bicolor branca e preta
Xangô – marrom
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DOMINGO, 6 DE NOVEMBRO DE 2011



Os Animais tem Alma?

Na literatura espírita, encontramos com bastante freqüência alusões a figuras de animais no plano espiritual. 
Por exemplo, Hermínio C. Miranda, em Diálogo com as Sombras, descreve o "dirigente das trevas" como sendo visto quase sempre montado em animais. Brota imediatamente em nossa mente a pergunta: Qual a natureza desses animais?


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Também André Luiz refere-se, em suas obras, a cães puxando espécies de "trenós" (livro Nosso Lar), aves de monstruosa configuração (Obreiros da Vida Eterna), e assim por diante.

Realmente, identificar a natureza dessas figuras de animais no plano espiritual não é tarefa fácil. Alguns casos são de mais direto entendimento.

Assim, em A Gênese lê-se que "o pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos dos quais tem o hábito de se servir; um avaro manejará o ouro..., um trabalhador o seu arado e seus bois... "

Esses bois, portanto, não são animais propriamente ditos, mas, criações fluídicas, formas-pensamento.

Em outras situações, em que são vistos animais ou sentido a sua presença, existe também a possibilidade de que sejam, mesmo, perispíritos de animais ou, se quisermos assim dizer, animais desencarnados.

Digo animais desencarnados mas, haveria ainda a hipótese de serem também animais encarnados, em "desdobramento" (viagem astral), estando então seu espírito e perispírito desprendidos do corpo físico, por exemplo, durante o sono. Mas, o espírito Alvaro esclareceu-nos, dentre muitas outras questões, que "os animais quando encarnados possuem raros desprendimentos espirituais, isso acontecendo apenas em casos de doenças, fase terminal da existência ou em casos excepcionais com a atuação dos espíritos, pois geralmente permanecem fortemente ligados à matéria". Esta possibilidade de explicação da presença de animais no plano espiritual, de modo particular os animais desencarnados, me parece lógica e portanto, aceitável.

O nosso prezado confrade Divaldo Pereira Franco contou, certa feita, que há alguns anos, esteve em determinada cidade brasileira, para uma conferência e, ao ser recebido na casa que iria hospedá-lo, assustou-se com um cachorro grande, que lhe pulou no peito. A anfitriã percebeu-lhe a reação:

- O que foi, Divaldo?

Foi o cachorro, mas está tudo bem!

Que cachorro, Divaldo, aqui não tem cachorro nenhum!

- Tem sim, esse pastor aí!

- Divaldo, eu tive um cão da raça pastor alemão, mas ele morreu há um ano e meio!

E Divaldo concluiu: - era um cão espiritual!

Segundo o meu entendimento, é possível e até muito provável que esse cão desencarnado ainda estivesse por ali, no ambiente doméstico que o acolheu por muitos anos, tendo sua presença sido detectada pela mediunidade de Divaldo Franco.

Não posso deixar de referir, novamente, a obra magnífica Os Animais tem Alma?, de Ernesto Bozzano, que recomendo para leitura e aprendizado sobre o assunto, porque dos 130 casos descritos, de manifestações metapsíquicas envolvendo animais, muitos estão inseridos nesta categoria de fenômenos, ou seja, em que animais, pela atuação de seu perispírito são vistos e ouvidos ou sentido sua presença.

Herculano Pires também comenta a respeito de "casos impressionantes de materialização de animais, em sessões experimentais", em seu livro Mediunidade. Vida e Comunicação, do que se presume que esses animais se encontravam previamente na dimensão espiritual.

Uma terceira possibilidade que vejo, em relação à presença de figuras animais no plano espiritual é a de perispíritos humanos se encontrarem metamorfoseados em formas animais, sem contudo, perderem a sua condição de espíritos humanos, é claro! E o fenômeno que se conhece com o nome de zoantropia (zôo = animal e antropos, do grego = homen), do qual uma variedade é a licantropia (tycos, do grego = lobo).

Temos o relato de um caso de licantropia no livro Libertação, de André Luiz. O obsessor, desencarnado, encontra a sua "vítima", uma mulher, e conhecendo-lhe a fragilidade sustentada por um complexo de culpa, passa a acusá-la cruelmente, e conclui " - A sentença está lavrada por si mesma! Não passa de uma loba, de uma loba, de uma loba... ". E assim, induzida hipnoticamente, sua própria mente vai comandando a metamorfose de seu perispírito que, aos poucos e gradativamente se modifica, assumindo por fim, a figura de uma loba. Diga-se de passagem, não foi o obsessor que diretamente transformou a sua figura humana, em loba. Foi ela mesma, ao aceitar a sugestão mental que partiu dele.

Afinidade e sintonia são o elementos básicos para o estabelecimento do "pensamento de aceitação ou adesão", conforme explica André Luiz em Mecanismos da Mediunidade.

E por falar em perispírito de animais, em A Evolução Anímica, Gabriel Delanne comenta (resumidamente), que na formação da criatura vivente, a vida não fornece como contingente senão a matéria irritável do protoplasma e nada se lhe encontra que indique o nascimento de um ser ou outro, de vez que a sua composição é sempre uma e única para todos. É o perispírito, que contém o desenho prévio e que conduzirá o novo organismo ao lugar na escala morfológica, segundo o grau de sua evolução.

A REENCARNAÇÃO

Em O Livro dos Espíritos, encontramos a seguinte questão que Kardec coloca aos espíritos: - O que é a alma (entenda-se humana) nos intervalos das encarnações?

R - "Espírito errante, que aspira a um novo destino e o espera".

Nas questões que se seguem, lemos também a expressão "estado errante".

Um dos significados da palavra errante, no dicionário de Caldas Aulete é "nômade, sem domicílio fixo", e de errar, é "vaguear" (errando ao acaso... ). Por sua vez, erraticidade, o mesmo que erratibilidade, quer dizer: "caráter do que é errático. (Espir.) Estado dos espíritos durante os intervalos de suas encarnações".

Bem, chegando aos animais, surge a natural curiosidade de se saber como o seu espírito se comporta na erraticidade, se é que para eles existe erraticidade.

No Livro dos Espíritos lemos "- A alma do animal, sobrevivendo ao corpo, fica num estado errante, como a do homem após a morte?

R - "Fica numa espécie de erraticidade, pois não está unida a um corpo. Mas não é um espírito errante. O espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade. É a consciência de si mesmo que constitui o atributo principal do espírito. O espírito do animal é classificado após a morte, pelos espíritos incumbidos disso, e utilizado quase imediatamente: não dispõe de tempo para se por em relação com outras criaturas".

Bem, vamos por partes!

Algumas pessoas entendem, a partir desse texto, que os animais, assim que desencarnam, são prontamente reconduzidos à reencarnação.

A expressão "utilizado quase imediatamente" não necessariamente deve ter esse significado. O espírito do animal pode ser prontamente "utilizado "para uma infinidade de situações, dentre elas, inclusive, o reencarne, e então, em todas elas, "não dispõe de tempo para se por em relação com outras criaturas".

Entendo que os animais, sendo conduzidos por espíritos humanos, não dispõem de tempo livre, digamos assim, para se relacionarem com outras criaturas, ou fazer o que quiserem, a seu bel-prazer mas, sim da maneira como decidiram seus orientadores. Aliás, é o que sugere o texto em foco "O Espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade".

Em O Livro dos Médiuns, Kardec trata da possibilidade da evocação de animais e pergunta aos espíritos: "- Pode-se evocar o Espírito de um animal?". R: "- O princípio inteligente, que animava um animal, fica em estado latente após a sua morte. Os espíritos encarregados deste trabalho, imediatamente o utilizam para animar outros seres, através das quais continuará o processo de sua elaboração. Assim, no mundo dos espíritos, não há espíritos errantes de animais, mas somente espíritos humanos..." Herculano Pires, tradutor da obra, faz a seguinte chamada em rodapé: Espíritos errantes são os que aguardavam nova encarnação terrena (humana) mesmo que já estejam bastante elevados. São errantes porque estão na erraticidade, não se tendo fixado ainda em plano superior. Os espíritos de animais, mesmo dos animais superiores, não tem essa condição. Ler na Revista Espírita n° 7 de julho/ 1860, as comunicações do espírito Charlet e a crítica de Kardec a respeito.

Apesar da colocação dos espíritos ter sido taxativa, de que não há espíritos errantes de animais, os fatos falam ao contrário. Se assim fosse, isto é, se não existissem animais (desencarnados) no plano espiritual, como explicaríamos tantos relatos? Como explicaríamos a existência dos chamados "espíritos da natureza?".

Ernesto Bozzano, em Os animais têm alma? refere, dentre os 130 casos de fenômenos supranormais com animais, dezenas de episódios com aparição de bichos em lugares assombrados, com materialização e visão com identificação de fantasmas de animais mortos.

Novamente, em O Livro dos Espíritos, lemos "Nos mundos superiores, a reencarnação é quase imediata". Se é assim a reencarnação dos espíritos mais evoluídos, seria até de se esperar que os espíritos de animais, sendo mais primitivos, demorassem mais tempo para voltar à matéria. Entretanto, nada conheço de conclusivo sobre esta questão.

ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL

Muito mais do que supomos, os animais são assistidos em seu desencarne por espíritos zoófilos que os recebem no plano espiritual e cuidam deles.

Notícias pela Folha Espírita (dez. 1992) nos dão conta de que Konrad Lorenz - zoólogo e sociólogo austríaco, nascido em 1903 -, o pai da Etologia (ciência do comportamento animal, que enfoca também aspectos do comportamento humano a ele eventualmente vinculados) continua trabalhando, no plano espiritual, recebendo com carinho e atenção, animais desencarnados.

Também temos informações que nos foram transmitidas, pelo espírito Álvaro, de que há vários tipos de atendimento para os animais desencarnados, dependendo da situação, especialmente para os casos de morte brusca ou violenta, possibilitando melhor recuperação de seu perispírito. Existem ainda instalações e construções adequadas para o atendimento das diferentes necessidades, onde os animais são tratados.

Tendo sido perguntado se os animais têm "anjo da guarda", Álvaro respondeu que sim; alguns espíritos cuidam de grupos de animais e, à medida que eles vão evoluindo, o atendimento vai tendendo à individualização.

Concluindo, podemos dizer que para os animais é discutível se existe o estado errante ou de erraticidade. Eu, particularmente, estou propensa a aceitar que esse estado existe, sim, para os animais, se o entendermos como "o estado dos espíritos durante os intervalos das encarnações".

Se esses intervalos são curtos ou longos, não se sabe exatamente. Penso que existem situações das mais variadas possíveis, face à grandeza da biodiversidade animal, devendo, portanto, acontecer tanto reencarnes imediatos, quanto mais ou menos tardios.

Por outro lado, existe ainda, a consideração feita de que o espírito errante pensa e age por sua livre vontade, além de ter consciência de si mesmo, o que não aconteceria em relação aos animais.

Mas, isso não aconteceria até mesmo com espíritos humanos em determinadas e graves condições de alienação mental, como é o caso dos "ovóides", a exemplo do que refere André Luiz, no livro Libertação.

A rigor, nesta abordagem, teríamos que condicionar o conceito de erraticidade, não apenas ao fato do espírito (humano ou animal) estar desencarnado - vivenciando, portanto, o intervalo entre duas encarnações - como também às suas condições mentais do momento.

Quanto ao reencarne dos animais, perguntou-se ao espírito Álvaro se os animais estabelecem laços duradouros entre si." - Sim, existe uma atração entre os animais, tanto naqueles que formam grupos como naqueles que reencarnam domesticados. Procuramos colocar juntos espíritos que já conviveram, o que facilita o aparecimento e a elaboração de sentimentos".

E qual é a finalidade da reencarnação para os animais? Conforme os espíritos da codificação, a finalidade é sempre a da oportunidade de progresso.

Extraído do livro: A questão espiritual dos animais 

TODOS OS ANIMAIS MERECEM O CÉU

Este foi o título escolhido pelo autor e veterinário Marcel Benedeti para o livro que relata a reencarnação dos animais, a eutanásia, o sofrimento como forma de evolução desses seres, a existência de colônias que cuidam dos animais no plano espiritual e outras questões importantes.

A obra foi uma das premiadas no Concurso Literário Espírita João Castardelli 2003-2004, promovido pela Fundação Espírita André Luiz. Esse foi o primeiro livro do autor que se especializou em homeopatia para animais e conheceu a doutrina espírita na época em que cursava a faculdade, apesar de sua mediunidade ter se manifestado muito antes desse período. Marcel relata que quando trabalhava em uma livraria e se preparava para prestar vestibular, em um dia de pouco movimento, foi para a parte de baixo da loja estudar e notou que estava sendo observado por um senhor. Resolveu perguntar se o senhor desejava alguma coisa e ele lhe respondeu que só estava achando interessante ele estudar, então explicou que queria passar no vestibular de veterinária e o velhinho disse que não se preocupasse porque passaria. Previu também outros fatos que aconteceriam.

Em seguida se despediu dizendo que se veriam depois. Após alguns instantes comentou com seu colega de trabalho que tinha achado aquele homem esquisito por fazer previsões do futuro. O colega disse que não havia entrado ninguém na livraria, foi então que se deu conta de que se tratava de um espírito. Este mais tarde é que lhe ditaria o livro.

O tema da obra fez tanto sucesso que se transformou também em programa de rádio. Nossos irmãos animais vai ao ar toda quarta-feira, às 13h na Rede Boa Nova. Com apresentação de Ana Gaspar, Maria Tereza Soberanski e Marnel Benedeti.

Como o livro foi escrito?

Escrevi o livro em menos de um mês, durante os intervalos das consultas, mas o espírito que ditou não quis se identificar.

As cenas foram surgindo em uma tela mental e ao mesmo tempo um espírito narrava os episódios. Outras vezes, não havia imagem, apenas a narrativa; nesses momentos se tornava mais difícil. Apesar de achar o livro maravilhoso, não acreditava que alguma editora pudesse se interessar pelo assunto. Mas certo dia estava ouvindo a rádio Boa Nova quando anunciaram o concurso literário espírita. Resolvi participar e acabei ganhando o concurso 2003-2004 e editando o livro pela editora Mundo Maior.

O que o livro acrescentar para os veterinários e pessoas que possuem animais?

Se as pessoas não tiverem a visão espiritual em relação aos animais, que eles tem espírito e sentimentos vão continuar tratando esses seres como objetos, como era há pouco tempo atrás. Essa onda de conscientização é recente.

Entramos na questão também de comer carne; cada um tem que perceber o que está fazendo. Eu mesmo comia carne e parei para pensar porque comia, se meu corpo recusava, me fazia mal... Mas quando comecei a lembrar as descrições feitas no livro a respeito do matadouro, passei a sentir repugnância da carne.

Sendo veterinário e espírita, como analisa a questão da eutanásia?

O ser humano tem o carma, o animal não. O animal tem consciência, mas muito mais restrita, em relação ao ser humano. Ele segue muito mais os seus instintos.

Então, como não tem carma, a eutanásia deve ser o último recurso utilizado; o veterinário deve fazer todo o possível para salvá-lo.

Se o animal estiver sofrendo muito e não existir outra maneira, o plano espiritual não condena, porque é um aprendizado tanto para o animal quanto para o dono que precisa tomar a decisão.

Os animais reencarnam?

Há um capítulo no livro que explica como ocorre a reencarnação dos animais. Este descreve que cada espécie de animal leva um tempo para reencarnar, mas por possuírem o livre-arbítrio ainda muito restrito, uma comissão avalia as fichas dos animais e estabelece o ambiente que deverão nascer e a espécie.

Como o conhecimento espiritual pode ajudar o veterinário no trato com os animais?

O veterinário, em geral, por natureza, mesmo não sabendo já é espiritualizado, pelo fato de gostar de animais e querer salvar a vida deles. Quando o veterinário adquire consciência de que o animal não é um objeto e sim um ser espiritual, que possui inteligência e sentimento, muda o seu ponto de visa, passa a enxergar os fatos de uma forma mais ampla. Com certeza se mais veterinários tivessem um conhecimento espiritual, o tratamento em relação aos animais seria melhor.

Como é aplicada a homeopatia para animais?

No Brasil, a homeopatia ainda é pouco aplicada nos animais porque muitos acham que não funciona. Só utilizo a homeopatia quando o dono do animal permite e, em casos mais graves, a homeopatia entra como terapia complementar, porque demora um pouco mais para trazer resultado e alguns casos são urgentes.

O uso da homeopatia é igual tanto para pessoas quanto para animais. A única diferença é que o animal não fala, então o dono precisa ser um bom observador para relatar a personalidade do animal para o veterinário, e muitas vezes, não possui as informações necessárias para um diagnóstico mais preciso.

Pergunto, por exemplo, se o animal gosta de quente ou frio, do verão ou do inverno, a posição em que dorme, entre outras perguntas do gênero.

Tive o caso, de um gato com câncer e que em decorrência da doença estava com o rosto deformado. Como tratamento ele melhorou 70%. Só não foi melhor porque esse gato saia e demorava a voltar e com isso interrompia o tratamento.

Cuidei também de um cachorro com problema de comportamento muito; agressivo. O animal, depois de 10 dias, parecia outro, muito mais calmo. Utilizo também florais para animais em casos emocionais. Se nós equilibramos emocional, o organismo ganha condições combater as bactérias.



Que a Divina Luz esteja entre nós 
Emidio de Ogum 
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DOMINGO, 6 DE NOVEMBRO DE 2011



SONORIDADES DOS CABOCLOS DA UMBANDA

É possível falar-nos sobre a magia das cantigas e sonoridades dos caboclos da umbanda, descendente do magismo tribal mais antigo do planeta?
RAMATÍS: Os homens afoitos e zelosos das purezas doutrinárias criticam os caboclos da umbanda quando assoviam,cantam, assopram e chilream como pássaros, baforando o charuto.
A estreiteza de opinião oriunda do desconhecimento, aliado ao preconceito, favorece as “superioridades” doutrinárias e as interpretações sectárias.
Os fundamentos dos mantras e seus efeitos curativos (vocalização de palavras mágicas) fazem parte dos ritmos cósmicos desde os primórdios de vossa civilização. Os vocábulos pronunciados, acompanhados do sopro e das baforadas, movimentam partículas e moléculas do éter circundante do consulente, impactam os corpos astral e etérico, expandindo a aura e realizando a desagregação de fluidos densos, miasmas, placas, vibriões e outras negatividades.
Assim como as muralhas de Jericó tombaram ao som das trombetas de Josué, os cânticos, tambores e chocalhos dos caboclos desintegram poderosos campos de força magnetizados no Astral, bem como o som do diapasão faz evaporar a água.
Os infra e oultra-sons do Logos, o Verbo sagrado, deram origem ao Universos e compõem a tríade divina: som, luz e movimento.
Como o macrocosmo está no microcosmo, e vice-versa, se proncunciardes determinadas palavras contra um objeto ou ponto focal no Espaço, mentalizando a ação que esse som simboliza, será potencializada a intenção pelo mediunismo do caboclo manifestado no médium, e energias correspondentes serão movimentadas. Ao mesmo tempo, cada chacra é uma antena viva dessas vibrações que repercutirão nas glândulas e nos órgãos fisiológicos,alterando os núcleos mórbidos que causam as doenças, advindo as”notáveis” curas praticadas na umbanda.
É comum religiosos e exímios expositores de outras doutrinas acorrerem a ela,
sorrateiramente, às escondidas, com os filhos ou eles mesmos adoentados, ditos incuráveis pela medicina materialista, tendo sua saúde reinstalada, para depois nunca mais adentrarem um terreiro. A todos o manto da caridade dá alento, sem distinguir a fé fragmentada de cada um.
Ramatís por Noberto Peixoto
Retirado do Livro: A Missão da Umbanda
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DOMINGO, 6 DE NOVEMBRO DE 2011


Quem são os exus Catiços

Exú catiço é um dos grandes conflito na Umbanda com relação a outras religiões, por falta de entendimento, pela ignorância e pelo preconceito. Muitos acreditam que nossos amigos Exús são Demônios, maus, ruins, perversos, que usam sangue humano e se regozijam com as desgraças que podem provocar a um pobre inocente, isso não é verdade não se usa sangue de ser humano. 
No mundo os males da vida que não constituíssem catástrofes naturais eram atribuídos aos Demônios e no mundo atual as pessoas continuam a fazer isso. 
Os Sacerdotes, para combater as forças do mal, tinham que conhecer o nome dos Demônios e perfaziam enormes listas, quase intermináveis. O grupo de sete Demônios maus é com freqüência encontrada em encantamentos antigos. Dividem-se em Machos e Fêmeas. Tinham a forma de meio Humano e meio Animal Cabeça e tronco de Homem ou Mulher, corpo e pernas de cabra e garras nas mãos. Com sede de sangue, de preferência Humano (isso ñ é verdade), mas aceitavam de outros animais. Os demonios frequentavam  caminhos (encruzilhadas), lugares ermos, desertos, especialmente à noite. Nem todos eram maus, havia os Demônios bons que eram evocados para combater os maus. Demônios benignos são representados como guardiões, em número de sete, que guardam as porteiras, portas dos templos, cemitérios, encruzilhadas, casas e palácios. 

Os negros africanos em suas danças nas senzalas, nas quais os brancos achavam que era a forma deles saudarem os Santos, incorporavam alguns Exús, com seu brado e jeito maroto e extrovertidos assustavam os brancos que se afastavam ou agrediam os negros escravos dizendo que eles estavam possuídos por Demônios. 

Com o passar do tempo, os brancos tomaram conhecimento dos sacrifícios que os negros ofereciam a Exú, o que reafirmou sua hipótese de que essa forma de incorporação era devido a Demônios. Assim, como Exú não é bobo, assumiu, sem dizer que sim ou que não. As cores de Exú, também reafirmaram os medos e a fascinação que rondavam as pessoas mais sensíveis. Assim, o que aconteceu foi uma associação indevida, maldosa, simplesmente por similaridades em relação a cores, moradas, manifestação de personalidade. 

Isso com o tempo foram caindo no gosto popular, na psique de pessoas mentalmente e espiritualmente perturbadas e iniciou se construir a visão real, de que Exú é o Demônio. Muitos médiuns despreparados, ou perturbados mental e espiritualmente, recebiam Exús que se diziam Demônios. Nessa onda de horror ou de terror, alguns Umbandistas do passado, por falta de conhecimento ou por ignorância, fizeram tabelas de nomes cabalísticos dos diabos, associando esses nomes aos Exús de Umbanda e comerciantes inescrupulosos ou, simplesmente, ignorantes, criaram imagens de Exús como diabos, cada vez mais estranhos e aterradores com chifre rabos e partes de animais. 

Construindo no imaginário de muitos médiuns e da população Brasileira, um tipo de Exú igual ao Diabo, Exú igual ao Satanás, Exú igual à coisa Ruim. Hoje em dia as casas de Umbanda centros, terreiros, tendas, pelos estudos, pelo conhecimento e pela orientação dos reais Exús, estão abolindo essas imagens e condenando seu uso. Assim como, recriminando médiuns e supostas entidades que se manifestam dessa maneira dentro dos Terreiros. 

Porém, o mal foi feito, e atingiu as mentes mais fracas e, muitas vezes, vemos em certos meios de comunicação que fazem programas religiosos, a invocação dessas aberrações e a indevida associação aos Exús de Umbanda. O que podemos dizer é que quem clama Deus, Deus o tem; quem clama o Diabo, o Diabo o tem. Algumas correntes religiosas estão alimentando na população que participam de seus ritos, de que a culpa para as mazelas de suas vidas são dos Diabos, os Exús, que vêm babando, com as mãos tortas, gruindo, todos tortos desta forma. Essas religiões ou seitas estão alimentando o medo, a ignorância, o preconceito, a discriminação e a ilusão de que a culto pela dor alheia é coisa dado pela Umbanda e pelos seus guias, principalmente os Exús ou casas de encostos como hoje usam chamar mas, casas de encostos são as destes que clamam pelos kiumbas que não são Exús e pondo em risco a vida, a integridade física destas pessoas podendo até mesmo causarem a morte destas pessoas que buscam nas religiões um conforto, equilíbrio espiritual. 

Então fiquem sabendo que isso é mentira, é ilusão é ignorância. Exú combate o mal, ele devolve o que mandam de ruim, é justo em suas decisões e em seus trabalhos. Eles não são e nunca será o Diabo porque o inferno e o Diabo são aqui mesmo nesta terra onde um e outro sempre querem destruir uns aos outros. Por este ou aquele motivo na verdade a maldade está no coração de cada ser humano na índole de cada ser humano ou vocês acreditam que o ladrão rouba por que Deus quer. Não, é no meio onde esta pessoa se criou, por falta de oportunidades e porque existe o receptador (quem compra coisa roubada) o dia que acabarem com os receptadores não existirá mais ladrão porque eles não vão ter para quem vender os seus roubos e assim por diante em qualquer atividade ilícita.

Mas então quem é Exú Catiço?

Ele é o guardião dos caminhos, soldado dos Pretos velhos e Caboclos, emissário entre os homens e os Òrìsás, lutador contra o mau, sempre de frente, sem medo, sem mandar recado. 

Exú não faz mal a ninguém, mas joga para cima de quem merece quem realmente é mau o mau que essa pessoa fez a outra. Ele devolve, às vezes com até mais força, os trabalhos que alguns fizeram contra outros. Por isso, algumas pessoas consideram o Exú malvado. Existem entidades que se dizem Exú e que fazem somente o mau em troca de presentes aos seus médiuns ou por grandes e custosas obrigações, serviços. Não se engane Exú que é Exú, não faz mal, a não ser com quem merece e, além disso, quando ajuda a uma pessoa não pede nada em troca, a não ser que a pessoa se comporte bem na vida, acredite em Deus e tenha fé. Seu jeito e seu trabalho. Exú gosta de rir, brincar com as pessoas, ser francos e diretos, não fazem rodeios nem mentem. Gostam de beber e fumar, ao contrário do que muitos pensam que a bebida e o fumo são peças de aproximação, fazendo com que as pessoas se aproximem e fique mais descontraídas como se estivessem em uma festa. 

Mas se não tiver bebida, ou cigarro, eles trabalham do mesmo jeito, porque a finalidade é ajudar aqueles que precisam. Alguns Exús foram pessoas como qualquer outra pessoa comum. Que cometeram alguma falha e escolheram, ou foram escolhidos, a vir nessa forma para se redimirem de seus erros passados, outros, são espíritos evoluídos que escolheram ajudar e continuar sua evolução atendendo, orientando as pessoas e combatendo o mal. Assim, quem diz que os Exús são Demônios, na concepção de que são ruins, ou espíritos sem luz, baixos, não sabe o que está dizendo, ou não conhecem a história de cada Exú, os porquês de sua ritualística, seu modo de trabalho ou sua missão. 

Em seus trabalhos Exú corta demandas, desfaz trabalhos e feitiços feitos por espíritos malignos (kiumbas). Ajudam nos descarrego retirando os kiumbas e encaminhando para luz ou para que possam cumprir suas penas em outros lugares do astral inferior. O dia do Exú é a segunda-feira, bebida cada um tem a sua, sua roupa, quando lhe é permitido tem cores preta e vermelha. Se a pessoa quiser acender uma vela (preta e vermelha) na encruzilhada, colocar charutos ou cigarros, cachaça ou outra bebida de agrado é bem vindo. 

Podem-se colocar também, rosas para as pombo giras com champanhe, pois elas gostam. Assim é Exú. Às Vezes temido, às vezes amado, mas sempre alegre honesto e combatente da maldade no mundo. Linha das Encruzilhadas: Linha da rua, ou seja, o povo da rua responsável por todos os caminhos, o responsável por todas encruzilhadas seria o Rei das Sete Encruzilhadas existe vários Exus dessa linha Capa Preta da Encruzilhada, Sete Encruzilhada, Sete Estrada, Sete Caminhos, Tranca Ruas e outros. 

Trabalham muito com velas vermelhas e pretas, trabalham muito em encruzilhadas, recebem suas oferendas em encruzilhadas e matas. Nas encruzilhadas de asfalto e  concreto não são boas para fazer oferendas para Exús, pois lá vive muitos kiumbas, espíritos atrasados que usam os nomes dos Exús para atrapalhar as pessoas. Linha das Matas: Vivem os Exús que trabalham nas cachoeiras, pedreiras, em matas, rios onde a maioria é caboclos quimbandeiros, trabalham muito com ervas, gostam muito de ensinar banhos, defumações, tudo que envolva ervas. Existe vário tipo de matas, matas serradas, matas fechadas, matas em beira de estrada, de mar, onde existe o determinado Exú responsável. São vários, alguns mais conhecidos como Arranca Toco, Sete Cachoeiras, Pimentas, das Matas, dos Rios. Outras linhas: Linha dos mirins, onde cada Exú tem o mirim representando ele, trabalham com velas cor de rosa e preta, azul e preta, doces, balas, guaranás, mel, etc. O Exú chefe seria o Tiriri e os Exús mirins em sua maioria são serventias de erês. Existe também a linha dos Exus do mar, são piratas, marinheiros e Exús das almas afinal o mar é a calunga grande.Trabalham com velas pretas, azuis, com areia. Suas guias são da mesma cor e com conchas e búzios. Outras linhas são às dos ciganos que em sua maioria são da linha das almas, trabalham muito com anéis, jóias, correntes, tudo que envolva dinheiro. Pombo Gira: Pertencem a todas as linhas acima Pombo Gira Cigana, Sete Saia das Matas, Pombo Gira Menina, Dama da Noite, Rosa Caveira e outras. Companheiras (os): Cada Exú e Pombo gira tem sua ou seu companheiro ou companheira, seria como se fosse um braço direito, onde cada Exú ou Pombo Gira for seu companheiro vai junto. Eles têm vários companheiros, mas sempre existe um braço direito, o de confiança e isso podem variar de Exú pra Exú, exemplo, o Tranca Rua das Almas tem como companheira a Pombo Gira das Almas, mas talvez o Exú Tranca Rua que incorpora no João não é o mesmo que incorpora no Mario, sendo da mesma falange, mas eles podem ter companheiros diferentes.

Médium de incorporação de Exú Catiço:

Todos os médiuns que incorporam os seus Exús são predestinados, e como é que o Exú é predestinado a um médium? Por encarnações passadas o Exú pode ser bem evoluído e pouco evoluído, em luz, sabedoria, onde o Exú pode ensinar o médium e aprender também com o médium. A sabedoria não depende só do Exú e sim também do médium, não adianta o médium ter um Exú evoluído, forte e ele ser leigo e fraco, o médium também tem que saber trabalhar, aí o médium também vai evoluir e deve tratar os Exús. 

Fazer obrigações, assentamentos, tem que saber fazer as comidas de cada Exú ou Pombo Gira e em que lugares devem ser colocados assim como os trabalhos para cada Exú ou Pombo Gira. Exú dá e tira muito mais do que deu por isso, os médiuns devem estar bem cocientes do que estão fazendo. 

Existem três tipos de Exús: EXÚ PAGÃO, EXÚ BATIZADO e EXÚ COROADO. EXÚ PAGÃO: São aqueles que não sabem distinguir o bem do mal, trabalha para quem pagar mais. Não é confiável, pois se pego, é castigado pelas falanges do bem, então normalmente se revoltam contra quem o mandou fazer a maldade. 
EXÚ BATIZADO: 
São todos aqueles que já conhecem o bem e o mal, praticando os dois conscientemente, são os capangueiros ou empregados das entidades, e cujos serviços, e evoluem na prática do bem, porém conservando suas forças de cobrança. Se você der ao Exú ele lhe dará, mas se você não lhe der ele lhe tira por isso nunca prometa nada a um Exú ou Pombo Gira se você não pode cumprir o prometido se não você vai perder muito mais do que ganhou. 
EXÚ COROADO: 
São aqueles que após grande evolução como empregados das entidades do bem, recebem por mérito, a permissão de se apresentarem como elementos das linhas positivas, Caboclos, Pretos Velhos, Crianças, Ògúns, Sangòs e até como Senhoras. Seriam os guardiões chefes de falange.

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DOMINGO, 23 DE OUTUBRO DE 2011


Candomblé de caboclo

Candomblé de Caboclo é todo candomblé que além do culto aos OrixásVoduns ou Nkisis, cultua também espíritos ameríndios chamados deentidadescatiços ou caboclos boiadeiros, gentileiros. Inicialmente na Bahia os Candomblés não tradicionais, eram na maioria caboclos, que é um misto de Keto, Jeje e Angola.
O caboclo exerce um papel fundamental no relacionamento da comunidade afro brasileira, pois fala o idioma português, "mesmo com erros grotescos", papel que os orixás só fazem no idioma africano, chamado Yoruba, assim conquistando a popularidade dos crentes, que não entendem ou fala a língua dos orixás. São encarregados de trazer mensagens dos seus ancestrais, principalmente de entes queridos desencarnados há pouco tempo, aconselha os desesperados, indicando sempre um novo caminho, indica banhos de folha sagrada e pequenasoferendas para resoluções dos seus problemas.
Ficheiro:Caboclo 2007 ancestral 010.JPG
As oferendas de caboclo são fartas e variadas, constituída de uma grande variedade de frutas, legumes, raízes e até mesmo doces. Um elemento indispensável é a abóbora girimum, que são recheadas com fumo de rolo e mel de abelha, oferenda de galos, carneiros, peru e qualquer pássaro, são bem vindos e apreciados. A jurema é a bebida sagrada, considerada o néctar dos deuses e disputada não só pelas entidades, mas por todos os presentes.
Além dos caboclos, incorporam com espíritos que se denominam Exu (masculino) e Pombagira (feminino), mas não é o Exú Orixá do Candomblé, são bem diferentes, são denominadosExú de Umbanda.
É sempre bom lembrar que Exu catiço ou Exú de Umbanda (como é chamado o Exu não Orixá), Pombagira e afins não são do Candomblé de casas tradicionais. O que existe são zeladores (Babalorixás) que tiveram passagem pelo Candomblé de Caboclo ou pela Umbanda e depois se iniciaram no Candomblé, trazendo consigo algumas entidades da Umbanda, mas isto não as tornam do Candomblé, elas (entidades) estão em casas de Candomblé ou Candomblé de Caboclo, mas são Guias da Umbanda.
Caboclo Sultão das Matas
No Candomblé de caboclo as entidades recebem nomes um pouco diferente da Umbanda. Além dos caboclos de pena, que usam penachos como os da Umbanda, normalmente usam um chapéu de couro.

  • Caboclo Eirú ou Erú
  • Caboclo Gentileiro
  • Caboclo Laje Grande
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DOMINGO, 16 DE OUTUBRO DE 2011


Batuque

Ficheiro:Batuque1.jpeg
Festa de Ibeji - Sociedade Beneficente Africana São Gerônimo - Porto Alegre RS

A estruturação do Batuque no estado do Rio Grande do Sul deu-se no início do século XIX, entre os anos de 1833 e 1859 (Correa, 1988 a:69). Tudo indica que os primeiros terreiros foram fundados na região de Rio Grande e Pelotas. Tem-se notícias, em jornais desta região, matérias sobre cultos de origem africana datadas de abril de 1878, (Jornal do Comércio, Pelotas). Já em Porto Alegre, as noticias relativas ao Batuque, datam da segunda metade do século XIX, quando ocorreu a migração de escravos e ex-escravos da região de Pelotas e Rio Grande para Capital. Lembrando sempre que a língua usada é a Yoruba. Cabe enfatizar e esclarecer que, o Batuque "não" é um segmento do candomblé baiano, muito ao contrário, tendo liturgia e fundamentos próprios, nada semelhantes ao candomblé.
Os rituais do Batuque seguem fundamentos, principalmente das raízes da nação Ijexá, proveniente da Nigéria, e dá lastro as outras nações como o Jêje do Daomé, hoje BenimCabinda (enclave Angolano), Oyó Nagô, também, da região da Nigéria.
O Batuque surgiu como diversas religiões afro-brasileiras praticadas no Brasil, tem as suas raízes na África, tendo sido criado e adaptado pelos negros no tempo da escravidão. Um dos principais representantes do Batuque foi o Príncipe Custódio de Xapanã. O nome batuque era dado pelos brancos, sendo que os negros o chamavam de Pará. É da Junção de todas estas nações que se originou esta cultura conhecida como Batuque, e os nomes mais expressivos da antiguidade e de tempos atuais que de uma maneira ou de outra contribuíram para a continuidade dos rituais foram:

Cantando para os Orixás
  • Nagô — Imbrain de Oyá, Volni de Ogun, Enio Gonçalves de Ogun, Leda Feijó de Oxum, Norma Feijó de Xangô, João Pinho de Xangô, João Cunha de Xangô, Veleda de Bará Adague, Arminda de Xapanã, Vó Lúcia , Zé Coelho de Odé, Professor Lino Soares de Odé, Albertina de Bará, Vó Diva de Odé, Vô Lourenço de Odé, Gersom de Oxalá, Eurico de Olufon, entre outros.
  • Ijexá — Paulino de Oxalá Efan, Maria Antonia de Assis (Mãe Antonia de Bará), Manoel Matias (Pai Manoelzinho de Xapanã), Jovita de Xangô; Miguela do Bará, Pai Idalino de Ogum, Estela de Yemanjá, Ondina de Xapanã, Ormira de Xangô, Pedro de Yemanjá,Pai Tuia de Bará,Pai Tita de Xangô; Menicio Lemos da Yemanjá Zeca Pinheiro de Xapanã, Mãe Rita de Xangô Aganju,entre outros.
  • Oyó — Mãe Emília de Oyá Lajá, princesa Africana , Pai Donga da Yemanjá, Mãe Gratulina de xapanã, Mãe "Pequena" de Obá, Mãe Andrezza Ferreira da Silva, Pai Antoninho da Oxum, Nicola de Xangô, Mãe Moça de Oxum, Miguela de Xangô, Acimar de Xangô, Toninho de Xangô e Tim de Ogum, entre outros.
  • Jêje — Mãe Chininha de Xangô, Príncipe Custódio de Xapanã, João Correa de Lima (Joãozinho do Exú By) responsável pela expansão do Batuque no Uruguai e Argentina, Pai Betinho de Xapanã, Zé da Saia do Sobô, Loreno do Ogum, Nica do Bará, Alzira de Xangô, Pai Pirica de Xangô;Mãe Dada de Xangô; Leda de Xangô; Pai Tião de Bará; Pai Nelson de Xangô, Pai Vinícius de Oxalá entre outros.
  • Cabinda — Waldemar Antônio dos Santos de Xangô Kamuká(considerado Rei da nação de Cabinda); Maria Madalena Aurélio da Silva de Oxum, Palmira Torres de Oxum, Pai Henrique de Oxum, Pai Romário de Oxalá, Pai Gabriel da Oxum,Mãe Marlene de Oxum, Pai Cleon de Oxalá, Paulo Tadeu do Xângo Toqui,Pai Jango de Xapanã, Pai Mário da Oxum, Pai Nazário do Bara,Mãe Magda de oxum, Pai Alberto de Xango,Pai Adão de Bará, Pai Vilmar de Oxalá, Pai Luiz Carlos de Oxum, Pai Carlos de Aganjú, entre outros.
Os Orixás cultuados são os mesmas em quase todos terreiros, os assentamentos tem rituais e rezas muito parecidos, as diferenças entre as nações é basicamente em respeito as tradições próprias de cada raiz ancestral, como no preparo de alimentos e oferendas sagradas. O Ijexá é atualmente a nação predominante, encontra-se associado aos rituais de todas nações.


O batuque é uma religião onde se cultuam vários Orixás, oriundos de várias partes da África, e suas forças estão em parte dentro dos terreiros, onde permanecem seus assentamentos e na maior parte na natureza: rios, lagos, matas, mar, pedreiras, cachoeiras etc., onde também invocamos as vibrações de nossos Orixás.

Todo ser humano nasce sob a influencia de um Orixá, e em sua vida terá as vibrações e a proteção deste Orixá que está naturalmente vinculado e rege seu destino, com características individuais, em que o Orixá exige sua dedicação, onde este poderá ser um simples colaborador nos cultos, ou até mesmo se tornar um Babalorixá ou Iyalorixá.

Há uma questão de ordem etmológica no Termo Pará, onde afirma-se ser este o outro nome pelo qual é conhecido o Batuque, ora sabe-se que todo frequentador de Terreiros chama na verdade o Peji ou quarto-de-santo de Pará e não o ritual sagrado dos Orixás, este sim o Batuque. Esta questão já está dimensionada desde os anos 50, nas pesquisas etnográficas de Roger Bastide sobre a Religião Africana no Rio Grande do Sul. São consideradas Religiões afro-brasileiras, todas as religiões que tiveram origem nas Religiões tradicionais africanas, que foram trazidas para o Brasil pelos escravos.

As Religiões afro-brasileiras são relacionadas com a Religião Yorubá e outras Religiões africanas, e diferentes das Religiões Afro-Caribenhas como a Santeria e o Vodu.



O culto, no Batuque, é feito exclusivamente aos Orixás, sendo o Bará o primeiro a ser homenageado antes de qualquer outro, e encontra-se seu assentamento em todos os terreiros, no Candomblé o chamam de Exú.

Entre os Orixás não há hierarquia, um não é mais importante do que o outro, eles simplesmente se completam cada um com determinadas funções dentro do culto. Os principais Orixás cultuados são: BaráOgumOiá-IansãXangôIbeji (que tem seu ritual ligado ao culto de Xangô e Oxum), OdéOtimObaOsanhaXapanãOxumIemanjáOxalá e Orunmilá (ligado ao culto de Oxalá).

E há também divindades que nem todas nações cultuam como: Legba, Gama (ligada ao culto de Xapanã), Zína, Zambirá e Xanguín (qualidade rara de Bará) que só os mais antigos tem conhecimentos suficientes para fazer seus rituais.

[1]No batuque os espíritos são chamados de Egungun e constituem uma categoria à parte (nas casas de Nação Kabinda, o ritual a estas energias é que abre todo o trabalho para que se possa depois ofertar aos Orixás, diferente das outras Nações que não tem este culto tão acentuado), pois são espíritos de seres humanos e portanto estão ligados à estrutura da sociedade. Já os Orixás constituem divindades da natureza, são entidades divinas associadas ao cosmo.


Os rituais são próprios e originais e embora tenha alguma semelhança com o "Xangô de Pernambuco", é muito diferente do Candomblé da Bahia.

Os rituais de Jêje tem suas rezas próprias (fon), e ainda se vê este belo ritual em dois grandes terreiros na cidade de Porto Alegre, as danças são executadas de par, um de frente para o outro. Há também muitas casas que seguem os fundamentos da nação Oyó que se aproxima muito do ijexá, já que, estas duas provem de regiões próximas na Nigéria.

A principal característica do ritual do Batuque é o fato do iniciado não poder saber em hipótese alguma que foi possuído pelo seu Orixa, sob pena de ficar louco.

Cada Babalorixá ou Iyalorixá tem autonomia na prática de seus rituais, não existem nomenclaturas de cargos como tem no Candomblé, exercem plenos poderes em seus ilês. Os filhos de santo se revezam nos cumprimentos das obrigações.

No mínimo uma vez por ano são feitos homenagens com toques para os Orixás, mas as festas grandes são de quatro em quatro anos. Chamamos de festa grande a obrigação que tem ebó, ou seja quando há sacrifícios de animais de quatro patas aos Orixás, cabritoscabrascarneirosporcosovelhas, acompanhados de aves como galosgalinhas e pombos.

Esta obrigação serve para homenagear o Orixá "dono da casa" e dos filhos que ainda não possuem seu próprio templo. A data é geralmente a mesma que aquele sacerdote teve assentado seu Orixá, a data de sua feitura. As festas têm um ciclo ritual longo, que antigamente duravam 32 dias de obrigações, hoje diante das dificuldades duram no máximo 16. O começo de tudo são as limpezas de corpo e da casa, para descarregar totalmente o ambiente e as pessoas, de toda e qualquer negatividade; em seguida são preparados as oferendas e sacrifícios ao Bará. A partir deste momento, os iniciados já ficam confinados ao templo, esquecendo então o cotidiano e passam a viver para os Orixás por inteiro até o final dos rituais. No dia do serão (dia da obrigação de matança), todos Orixás recebem sacrifícios de animais. Os cabritos e aves são preparados com diversos temperos e servidos a todos que participarem dos rituais, tudo é aproveitado, inclusive o couro dos animais, que sevem para fazer os tambores usados nos dias de toques.

No dia da festa o salão é enfeitado com as cores dos Orixás homenageados. A abertura se dá com a chamada (invocação aos Orixás), feita pelo sacerdote em frente ao peji (quarto de santo), usando a sineta (adjá), saudando todos Orixás. Ao som dos tambores, as pessoas formam uma roda de dança em louvor aos Orixás, a cada um com coreografias especiais de acordo com suas características.

No final das cerimônias são distribuídos os mercados, (bandejas contendo todo tipo de culinária dos Orixás como: acarajé, axoxó (milho cozido e fatias de coco), farofa de aves, carnes de cabritos (cozidas ou assadas), frutas, fatias de bolos etc.), alguns consomem ali mesmo, outros levam para comer em casa.

Durante a semana são feitos outros rituais de fundamentos para os Orixás, inclusive a matança de peixe, que para os batuqueiros significa fartura e prosperidade, os peixes oferecidos são da qualidade Jundiá e Pintado; estes são trazidos vivos do cais do porto ou do mercado público, onde o comércio de artigos religiosos é intenso.

No sábado seguinte é feito o encerramento das obrigações, com mesa de Ibejes e toque, novamente em homenagem aos Orixás, neste dia são distribuídos mercados com iguarias e o peixe frito, significando a divisão da fartura e prosperidade com os participantes das homenagens aos Orixás. Após o encerramento, o sacerdote leva os filhos que estavam de obrigações ao rio, à igreja, ao mercado público e à casa de alguns sacerdotes, que fazem parte da família religiosa, para baterem cabeça em sinal de respeito e agradecimento; este passeio faz parte do cumprimento dos rituais. Após o passeio todos estão liberados para seguirem normalmente o cotidiano de suas vidas.
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DOMINGO, 16 DE OUTUBRO DE 2011


Eguns ou Kiumbas


Eguns nada mais são do que os espíritos que já desencarnaram e Kiumbas quer dizer exatamente a mesma coisa. Apenas se dá entre eles uma diferença de evolução. Senão vejamos:

Eguns, são todos os que desencarnaram, tiveram vida humana, em contraposição aos Orixás que são forças da natureza.
Caboclos, Pretos-Velhos, Crianças, e Exus (entidade de Umbanda), são Eguns.
Obs: Quando digo que Exus (entidades de Umbanda) são Eguns, é por que no Candomblé, Exu é Orixá, divindade. É o Orixá intermediário entre os demais Orixás e os homens.
Kiumbas são Eguns ainda muito atrasados na escala de evolução espiritual, são considerados negativos e que por vezes, se fazem passar por outras entidades, normalmente por Exus, criando no leigo, um ponto de vista muito negativo em relação a estas entidades, os Exus, por eles mistificados.

É sabido que o termo evolução é extremamente relativo, e dentro de uma mesma qualidade de entidades, poderá variar muito o grau de evolução entre cada um deles. O que quero dizer é que entre os Caboclos, assim como entre os Pretos-Velhos e outras entidades, sempre haverá um que esteja um pouco acima, e um outro um pouco abaixo na escala de evolução espiritual. O certo, no entanto, é que estas entidades, Caboclos, Pretos-Velhos, Crianças, Exus e algumas outras, já chegaram a um nível de evolução tal, que os permitem diferenciar o certo do errado e procurarem humildemente ajuda e colaboração das entidades de níveis mais altos, no sentido de auxiliar aos filhos que os procuram, nos momentos em que seus conhecimentos, permissão ou capacidade de trabalho são impotentes para a ajuda.
Normalmente se ouve:
- Você está com o encosto de um Egum muito perigoso!
- Você precisa fazer uma obrigação para despachar este Egum que está complicando sua vida!

Isso realmente pode acontecer, pois como já dissemos, Egum é todo espírito desencarnado. E pode acontecer que por ainda estar num momento de evolução espiritual ainda atrasada, esteja sendo usado para feitiços ou malefícios e até mesmo por ignorância sobre sua atual condição de desencarnado (egum). Por vezes, em virtude de desencarnes violentos ou inesperados, o espírito não se apercebe ou não aceita sua nova condição fluídica e sente-se como um de nós, ainda encarnados, sendo assim ele mantém-se muito próximo, principalmente de seus entes queridos quando em vida, tumultuando suas vidas, em virtude da diferença de vibração de suas energias. Este Egum, precisa certamente ser esclarecido e afastado. Várias doutrinas se ocupam deste mister de maneiras diferentes, comprovando que é necessário que os níveis de vida, encarnada e desencarnada, mantenham suas independências.
Nota-se a diferença então entre os Eguns, Entidades e Kiumbas. Na realidade Egum é a qualificação de todo e qualquer espírito desencarnado. O seu nível de evolução é que o especificará!
Quando nos referimos aos espíritos vampirizadores, aos incitadores ao vício ou àqueles que se aproximam de nós sempre para o mal, os quais são comprados por quem tem a alma maculada pela maldade, para nos impor males ou feitiços, esses serão certamente os Kiumbas, mas numa generalização muito comum, sempre nos referimos a eles como Eguns.
Pela vaidade e às vezes pela ignorância, muitos não admitem que possam estar sendo mediunizados por um Egum, qual seja, um Caboclo, um Preto-Velho ou mesmo um Exu, para um trabalho de caridade.

Desmistifiquemos então o conceito de Egum. E tentemos de todas as maneiras, pela caridade, pela fé, pela oração e pelo trabalho espiritual, elevarmos cada vez mais nossos Eguns de fé para que, pelo trabalho deles, possam ser cada vez mais, atraídos para os caminhos de luz, aqueles Eguns, os Kiumbas, que ainda se encontram nos lamaçais da espiritualidade.
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DOMINGO, 16 DE OUTUBRO DE 2011


DEFUMADOR



A principal função da defumação realizada tanto na Umbanda quanto nas demais seitas religiosas através dos tempos, desde a Antiguidade, é com a queima de ervas e resinas, modificar a energia existente no ambiente para equilibrá-lo de acordo com a necessidade.
Pode-se chamar a defumação de magia, de ritual, de liberação da energia contida nos elementos vegetais. Todos esses conceitos estão corretos.
O defumador deve ser feito com carvão em brasas, incenso, alecrim e alfazema, ou outras ervas específicas para cada finalidade.
Quando há o contato da brasa com o elemento vegetal utilizado, libera-se determinada energia, capaz de desagregar miasmas e larvas astrais presentes em grande parte dos ambientes terrenos, produzidos por nossos pensamentos e desejos, que normalmente encontram-se em desequilíbrio, provocado pela raiva, ciúme, inveja, rancor, ódio, orgulho ou mágoa.
Por isso mesmo são utilizadas ervas diversas para fins específicos, que ao serem queimadas produzem o efeito de energizar e harmonizar pessoas e ambientes, removendo do plano astral as energias deletérias e nocivas que ali se encontram, formando verdadeiras barreiras fluídicas para afastar espíritos inferiores por determinado tempo. Desta forma, passado certo tempo, deve a defumação novamente ser realizada com o mesmo intuito, uma vez que pelo poder de nossos pensamentos pouco elevados, em pouco tempo, espíritos atrasados novamente poderão ser atraídos pelo ambiente vibratório inferior que podemos voltar a criar, tudo obedecendo a Lei de Afinidade Espiritual. Nunca devemos esquecer o ensinamento do Mestre Jesus para evitar estes acontecimentos: “Orai e vigiai”.
Agregando este trabalho de elaboração mental de pensamentos positivos a um bom trabalho de defumação, pode-se evitar muitas das vezes, acontecimentos desagradáveis provocados por energias negativas produzidas por nossos pensamentos ou por espíritos que possamos ter atraído por nossas ações impensadas.
Portanto, na casa onde habitamos devemos sempre realizar a defumação, principalmente se é uma pessoa que desenvolve um trabalho espiritual, mediúnico, ou no caso do umbandista, que mantém suas firmezas e instrumentos litúrgicos de culto à sua crença.
Na Umbanda, a defumação é realizada no início dos trabalhos, realizando a limpeza do ambiente, do corpo de médiuns e dos assistentes. Dependendo dos trabalhos realizados, deve-se limpar o ambiente com a defumação mais de uma vez ao longo do dia, para atrair e facilitar o trabalho que esteja sendo realizado pelas entidades.
Como é realizado o processo de defumação: Deve ser feito para retirar primeiro a energia negativa do ambiente, preenchendo-o com energia positiva. As ervas e resinas utilizadas, juntamente com a brasa irão “queimar”, retirar do ambiente as energias negativas, tornando-o um ambiente estéril, pronto a receber a vibração das ervas utilizadas para atraírem energias positivas. Esta segunda defumação é realizada com um defumador definido como “doce”. É de se ressaltar que o processo deve seguir essas duas fases, uma vez que apenas havendo a retirada da energia negativa, esterilizando o ambiente, este fica desprovido de qualquer energia, seja positiva ou negativa, gerando um ambiente propício à invasão de qualquer tipo de energia, boa ou ruim. O processo deve ser completo, retirando o que atrapalhava, e em seguida como que “convidando” os espíritos superiores, com o defumador doce, a trazerem a benção dos Orixás, Caboclos, e Pretos Velhos, ou demais entidades para aquele ambiente.

http://2.bp.blogspot.com/_DSYdqiihDLY/SOllENqG9-I/AAAAAAAAANY/ul8qVbFBO6Y/s400/terreiros_e_atabaques%5B1%5D.jpg
PONTOS DE DEFUMAÇÃO
Jurema deu as ervas
ai Ogum deu beijoim
Pai Oxalá mandou
Defumar você, eu vim
Esta fumaça santa
Ela vai lhe proteger
De tudo que for mal
Que alguém possa lhe fazer

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Deu um vento lá nas matas
Jogou as folhas no chão
E os caboclos estão apanhando
Pra fazer defumação
Como cheira a Umbanda
A Umbanda a cheira
Cheira arruda e guiné
Alfazema e Alecrim
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To defumando
To defumando
A casa do Bom Jesus da Lapa
Nossa Senhora incensou a Jesus Cristo
Jesus Cristo incensou os filhos seus
Eu incenso
Eu incenso essa casa
Pro mal sair e a felicidade entrar
Eu incenso
Eu incenso essa casa
Na fé de Oxóssi, de Ogum e de Oxalá

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A Umbanda queimou, cheirou guiné
Vamos defumar filhos de fé
A Umbanda queimou, cheirou guiné
Vamos defumar filhos de fé
Defuma eu Babá
Defuma eu Babalaô
Defuma eu Babá
Defuma eu Babalaô

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Defuma com as ervas da Jurema
Defuma com arruda e guiné
Alecrim, benjoim e alfazema
Vamos defumar filhos de fé

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Defuma, defuma
Defuma, defuma, defuma
São Jorge defuma
Seus filhos de fé

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Corre gira Pai Ogum
Filhos quer se defumar
Umbanda tem fundamento
É preciso preparar
Com arruda e guiné,
Alecrim e alfazema
Defumar filhos de fé
Com as ervas da Jurema
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SÁBADO, 8 DE OUTUBRO DE 2011


Odús



O ser humano sempre questionou o motivo de sua estadia sobre a terra e, principalmente ,o mistério que envolve o seu futuro. A insegurança e a curiosidade em relação ao futuro fez com que o homem tentasse, de diferentes maneiras prever o que lhe estava reservado, vindo a se precaver de todos os tipos de maléficos, como pôr exemplo, a má sorte, dificuldades amorosas, sociais, financeiras e outros, sendo assim o homem assegurava para si a certeza da efetivação dos diferentes acontecimentos benéficos.

Podemos encontrar muitos sistemas oraculares existentes com esta finalidade acima citada, não importando a origem dos sistemas nem a sua filosofia de estudo, aprendizado ou execução, todos se concentram em único significado que é encontrar os melhores métodos para prevenir ou ainda remediar situações maléficas, trazendo assim um alívio imediato para a pessoa e ou sua comunidade ou família.

Quase todos os oráculos, independente de sua origem cultural, absorvem uma tendência a alguma tipo ou aspecto religioso, vindo sempre a sugerir ou indicar um certo tipo de ritual ou prática religiosa, de caracter e aspectos muito mais, ou ainda quase que completamente, místicos do que científicos.

Em particular no Brasil, o sistema mais conhecido, pelo fato de sua ampla divulgação e fácil acesso a interpretação dos conhecimentos e execução é o jogo de búzios, que tem origens totalmente africanas, embora muitas das mesmas, feliz ou infelizmente, adaptadas ou ainda modificadas em nosso país. Mais especificamente falando essas origens não só são africanas como são de origem do culto à Òrúnmìlà, que nos permite exercer tal função através das interpretações dos Odù, esses estão totalmente ligados aos seres humanos e aos òrìsà, ou ainda podemos dizer que os diferentes Odù juntamente de Èsù e Ifá são os meios pelo qual o homem pode vir a ajustar e melhorar a sua vida terrena e espiritual.

A nossa cultural assimila de forma notável os costumes de origem africana, que foram trazidos até nós pôr intermédio dos escravos e de maneira brutal e trágica durante diversos séculos.

De maneira geral, podemos dizer que a música, a culinária, a maneira de agir e pensar do brasileiro demonstram de forma inequívoca a influência africana aqui exercida, que não poderia deixar de ser verificada também, na postura estabelecida por nós diante das religiões, quando independente de sua opção ou credo, adotamos sempre uma atitude pautada num certo profundo misticismo.

Para o brasileiro e também para o africano, não cai uma folha de uma árvore sem que para isto não haja uma determinação espiritual ou um motivo de fundo religioso.

As forças superiores a nós são sempre solicitadas para a solução de problemas do cotidiano, e seja qual for a religião cultuada pela pessoa, a prática da magia é sempre adotada em busca das soluções, mesmo que esta prática "mágica" seja mascarada pôr outro nomes em diferentes tipos de crenças.

O presente trabalho consiste em ser uma proposta totalmente didática e básica ao conhecimento e estudo do oráculo africano ligado ao oráculo dos búzios, que é feito através da interpretação dos segredos contidos nos diferentes Odù.

Qualquer pessoa pode aprender e conhecer o oráculo dos búzios africano, que nada mais é do que conhecer os segredos contido nos Odù, porém somente os iniciados e consagrados podem realmente ter acesso a prática do oráculo.

Os Odù demonstram as diversas tendências da pessoa e dos acontecimentos que surgirão na vida da mesma, os Odù podem também estar direta ou indiretamente ligado aos sonhos, devendo sempre o sacerdote perguntar ao consulente a respeito de sonhos recentes a data da consulta, e no instante em que o consulente estiver descrevendo o/os sonhos deve-se prestar bastante atenção, pois podem apresentar-se diversos detalhes em comum entre os sonhos e estes poderão ajudar na solução do problema da pessoa, seja na criação de um ebo ou em atitudes a serem tomadas.

Os odù que utilizamos para o oráculo dos búzios é a interpretação dos 16 principais odù, que nada mais são do que 16 caminhos interligados um com o outro, ou seja o primeiro caminho está interligado com todos os demais 15, e é pôr este motivo que em, determinadas situações não é somente um odù que se apresenta para resolver o problema da pessoa, ou seja aquele determinado problema está sendo causado pôr diversos motivos, sendo assim o mesmo exige diferentes soluções, porém todas interligadas.

Quando agora a pouco comentamos que o oráculo dos búzios é a interpretação dos 16 principais odù, estamos realmente afirmando que estamos estudando referente os 16 primeiros e principais odù enviados à terra pôr Òrúnmìlà, e que desses 16 principais foi dado origem à 256 omo odù (odù filhos), e que hoje já podemos dizer que existem cerca de 4098 odù do método de interpretação de Ifá.

Todo odù está ligado a diversos òrìsà, porém aquele òrìsà que se apresentar primeiro em um determinado odù, será ele um dos responsáveis direto à solucionar o problema do consulente.

Abaixo iremos relacionar os 16 principais odù que começaremos a estudar com mais afinco:

1. ÒKÀNRÀN

2. EJÌOKO ou OYÈKÚ

3. ÉTAÒGÚNDÁ ou ÌWÒRI

4. ÌROSÙN

5. ÒSÉ

6. ÒBÀRÀ

7. ÒDÍ

8. EJÌONÍLE ou EJÍOGBÈ

9. ÒSÁ

10. ÒFÚN

11. ÒWÓNRÍN

12. EJÍLÀSEGBORA ou ÒTÚRÁ

13. EJÍOLOGBÓN ou ÒTÚRÚPÒN

14. ÌKÁ

15. OGBÈÒGÙNDÁ ou ÒGÙNDÁ

16. ÌRÈTÈ ou ALÁFIA

Esses últimos quatro odù são muito pesados quanto ao seu lado negativo devendo sempre tomar muito cuidado na sua interpretação, e principalmente na criação e execução de seus ebo, até mesmo o 16º odù que normalmente traz notícias esplendidas e excelentes, vindo aparecer em um determinado jogo em uma situação negativa pode passar a trazer um recado muito perigoso ao consulente.

Esses quatro últimos odù estão completamente ligados à feitiços, doenças, tragédias, dramas, etc., porém os mesmos também podem se apresentar de maneira completamente positiva, podendo depender também da combinação dele com os demais e da sua colocação e situação no jogo em questão Existe também aqueles odù que podemos chamar de confirmativos, que são os odú 4, 6, 8, 10 e 12, porém é de nossa inteira obrigação mencionar que esta observação depende não só da situação, colocação e combinação no jogo, mas também da ligação do sacerdote com Ifá referente esses odù e suas interpretações em relação ao sistema divinatório, pois Ifá com certeza sabe o que se passa na cabeça do sacerdote e do consulente no momento da pergunta para assim poder fornecer a sua devida resposta.

Deve-se ter no momento do jogo toda uma concentração e total interação com os elementos que determinam o mesmo, isto feito com certeza o sacerdote alcançara a sensibilidade de visualizar e pressentir no decorrer do jogo quando que realmente um odù traz um recado de solução do problema da pessoa através de caminhos de ebo ou qualquer outro tipo de sacrifício, alguns problemas que surgem na vida das pessoas estão realmente marcados para acontecerem, e se fizermos alguns trabalhos para modificarmos o rumo da situação poderemos fazer com que o consulente venha a ser prejudicado no futuro, pôr isso a importância de se cultuar o orì, muitas vezes, diríamos até na maioria dos casos vale-se muito mais um egborì (cerimonia de adoração a cabeça) do que um ebo, adímu ou etutu.
Texto extraido do Livro: Búzios a Interpretação dos Segredos
Autores: Nelson Pires Filho e Fábio Escada
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DOMINGO, 2 DE OUTUBRO DE 2011


A DOR ENSINA GEMER


Existe um padrão que tem se repetido algumas vezes e que não havia me chamado a atenção, mas pela repetição despertou o meu interesse.

Trata-se da equação:
Oferta de Trabalhos Espirituais X Pedido de Trabalhos Espirituais.

Não entenderam? Explico melhor.

Acontece muitas vezes de nós umbandistas, sacerdotes ou não, termos a sensibilidade de percebermos a necessidade da realização de um trabalho espiritual, seja uma simples consulta, frente a determinadas situações das pessoas que nos cercam. Não falo daquelas pessoas que nos procuram já com esse objetivo, mas sim dos nossos entes queridos, amigos, colegas de trabalho, irmão umbandistas entre outras. As vezes em uma conversa informal e despretenciosa, nos deparamos com histórias e circunstâncias vivenciadas pelo nosso intelocutor, que ativam o nosso estado de alerta e despertam a nossa percepção para o sentimento de que algo espiritual deveria ser feito sobre o caso específico.

Imbuídos do espírito fraterno, na maioria dos casos nos oferecemos para realizarmos alguma ajuda, que venha sanar, solucionar ou resolver a questão em pauta.
Por acreditarmos nas coisas do sagrado, no mundo espiritual e suas leis de ação e reação, por sermos praticantes, militantes e principalmente termos fé e acreditarmos no aporte do mundo espiritual, rápido é o impulso que toma conta da gente e quando menos esperamos, lá estamos nós oferecendo ajuda. O problema começa exatamente no oferecimento.

A experiência tem me mostrado que oferecer-se não trás os resultados óbvios, ou seja, ajuda oferecida, oferecimento aceito.

Volta e meia ficamos com o sentimento de que ao oferecer a ajuda estamos forçando uma barra, como se diz, porque passado o primeiro instante, começa pela pessoa que queremos ajudar uma série de criações de obstáculos para que a mesma não se concretize.

De um lado ficamos nós os que enxergamos claramente a necessidade e do outro os necessitados obstaculizando a oportunidade oferecida.
Já me pertubei com tais momentos, já me melindrei por tais atitudes, já me aborreci bastante, até o ponto de me magoar com algumas pessoas.
Resumi a questão para preservar a minha auto-estima nos seguintes motivos: o necessitado não quer a ajuda, não precisa da ajuda, não acredita que possamos ajudar de fato, e, por fim, prefere continuar do jeito que está, pois sentirá falta do problema e suas consequências.

Esse último lembra bem o caso do obsediado que livre do obssessor o chama inconscientemente de volta por sentir falta da simbiose, ou do viciado que não tem atitude em relação ao vício, pois sentirá a ausência do estado vicioso e assim por diante.

Em contra-partida é possível chegar a conclusão, que quando a necessidade aperta o desespero de causa chega. Geralmente, é quando o caso está na casa do sem jeito. Busca-se então, de forma desenfreada, a ajuda anteriormente rejeitada.
Nos tempos da mágoas eu diria: "Nada como um dia atrás do outro e uma noite pelo meio".

Hoje, mais maduro eu entendo que tenho que controlar melhor os meus impulsos salvacionistas (é difícil, as vezes ainda escapa) e esperar que realmente me seja formulado um pedido de socorro formal.

Para chegar essa conclusão, apenas me coloquei um dia no lugar do evangélico que tentou me abordar com a salvação, que eles costumam levar a todos. Diante da minha recusa veemente, imaginei o quanto esse evangélico deve ter ficado estupefato e sem compreender a minha atitude. Senti a sua dificuldade em aceitar o fato, que eu tinha recusado a solução, que para ele além de ser legítima é na convicção dele, a única capaz de resolver de forma inquestionável todos os meus problemas.

Os espíritas costumam dizer que: "Fora da caridade, não há salvação!".

Concordo, mas temos que ter o cuidado de não exaurirmos os nossos recursos (afinal eles também são nossa responsabilidade, perante a Lei Divina - lembremos sempre da Parábolas dos Talentos), de olharmos a necessidade real para tal caridade, de observarmos se a caridade que faremos ajudará de fato e finalmente se a pessoa está pronta para ser ajudada.
Caso contrário, ajuda ofertada, ajuda rejeitada, ou na melhor das hipóteses mal utilizada.

Tem certas horas que melhor é ficar calado e esperar que o sapato do outrem aperte. O tamanho da necessidade, em determinados casos, é que forja a humildade de se aceitar o que se oferece de bom grado e sem segundas intenções.
A dor ensina a gemer e o pedido de ajuda surge espontaneamente como consequência natural.

Com relação aos entes queridos e amigos, por uma série de motivos, o pedido de ajuda pode nunca mais ser colocado por eles outra vez.

No caso dos irmãos umbandistas, casa de ferreiro...

É melhor que o espeto de pau da casa cuide do assunto da melhor forma e quando lhe convier.

No mais, uma certeza, antes de oferecer ajuda a alguém esteja completamente convicto que o ajudado realmente quer sua intervenção, ou melhor ainda, aguarde ele fazer a solicitação com todas as letras.

retirado de : umbanda sem misterio
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DOMINGO, 18 DE SETEMBRO DE 2011


OMOLOKO



 O SIGNIFICADO DO TERMO  OMOLOKO


              “Omoloko é Umbanda ou Candomblé? “ A resposta só poderia ser uma única: Omoloko é ambas. Umbanda porque aceita em seus rituais o culto ao Caboclo e ao Preto-Velho. Candomblé porque cultua os Orixás africanos com suas cantigas em Yoruba ou Angola, pois como já disse anteriormente esse ritual foi fortemente influenciado pelas duas culturas. Como pode-se ver, o ritual Omoloko não poderia ser encaixado no grupo dos Candomblés chamados tradicionais, aqueles que cultuam somente orixás africanos, pelo motivo de que no Omoloko são cultuados os Caboclos e Pretos-Velhos. Porém pode ser encaixado nos candomblés não-tradicionais, isto é, aqueles que cultuam orixás africanos e Caboclos e Pretos-Velhos. Também como pode-se notar, a Nação Omoloko poderia ser encaixada no grupo chamado Umbanda, uma vez que cultua-se Caboclos e Pretos-Velhos, entidades genuinamente de Umbanda e há uma forte sincretização católica. Ele encaixa-se também como Umbanda quando refere-se a um grande grupo religioso, a Religião de Umbanda. Então nesse momento o povo de Omoloko se auto intitula Umbandista, cujo culto é voltado aos Caboclos e Pretos-Velhos e que sigam a doutrina de amor ao próximo.



ETAPAS EVOLUTIVAS DE UM FILHO DE SANTO NA NAÇÃO OMOLOKO


              Na Nação Omoloko, a primeira obrigação que um  filho de santo faz é o EBÓO que é Ebó? Ebó é uma obrigação de limpeza material e espiritual. É uma obrigação muito simbólica, pois marca a passagem dele da vida mundana para ingressar na vida espiritual onde será iniciado para ser um sacerdote de culto afro-brasileiro. Após o filho de santo fazer o Ebó ele passa a ter o nome de “Abiã”, aquele que foi iniciado. Após o Ebó o filho de santo fica recolhido no Roncó por um período de 24 horas. Para repousar sua mente e corpo. Isolando ele poderá ter o seu primeiro contato íntimo com o seu orixá.

            A segunda obrigação que o filho de santo fará é a COFIRMAÇÃO DE BATISMO. Nesta obrigação o filho de santo fica  escolhe um padrinho e uma madrinha que representarão seus padrinho de batismo, se estes não puderem comparecer a cerimônia. No Omoloko acredita-se que o Batismo é realizado uma única vez na vida e pode ser feito em qualquer, realizado quando a criança nasce, mas ele poderá ser reforçado ou confirmado no terreiro. Nesta obrigação o filho de santo recebe a sua primeira guia, a guia branco-leitoso de Oshalá. Nesta obrigação o filho de santo não precisa ficar recolhido no Roncó; ele terá apenas que guardar sua cabeção do sol e do sereno durante 24 horas.

           A terceira obrigação é a CATULAÇÃONesta obrigação o Abiã que está sendo iniciado é recolhido ao Roncó durante 24 durante. Catulação significa “Abrimento de Coroa” e a sua finalidade é abrir a passagem da mediunidade do abiã.  ou seja tornar o filho de santo mais receptivo para receber as vibrações dos Orixás. A catulação é acompanhada de um sacudimento (ebó de limpeza) que é realizado antes do filho de santo ser recolhido ao Roncó e é feito um jogo de búzios para verificar o Orixá do filho que será recolhido.

 A quarta obrigação é o CRUZAMENTO. A finalidade do Cruzamento é fechar o corpo do abiã contra todas as formas de energias negativas. Ela inicia com um sacudimento (ebó) e um banho de ervas de preferência de ervas do Orixá do abiã, se já se tiver certeza se o mesmo é realmente o dono do ori do abiã que está em obrigação. Nesta obrigação o abiã é recolhido também por 24 horas ao Roncó. Em sua saída do Roncó ele receberá a sua segunda guia, a guia do Orixá dono do ori.

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TEUJ - Filho de santo trajando roupa ritual branca da tribo Arigolê, Nação Omoloko.
TEUJ - Yalorixá trajando roupa ritual de festa saúda o Orixá Inhasã Inhalosin.

             quinta obrigação é chamado OBORÍEsta obrigação serve para reforçar as energias do filho de santo e realizar o assentamento em apotí do primeiro orixá do iyaô e o recebimento de sua 2ª guia. A guia de seu primeiro orixá, ou seja o dono do orí. O Obori divide-se em três tipos: Obori frio, feito com água e comidas dos orixás; Obori de dois pés - feito com aves; Obori de 4 pés - feito com animal quadrúpede. Esses Oborís serão aplicados pelo sacerdote conforme a necessidade e condições gerais do abiã. Nesta obrigação o abiã será recolhido também por 24 horas, mas terá um resguardo e a ser cumprindo em sua casa (dormir na esteira, usar branco, não pegar sereno nem sol desnecessariamente...) por um período de quinze (15) dias. Após essa obrigação, o filho de santo passa a ser chamado de iyaô, aquele que foi entregue ao Orixá, e também dará uma pequena festa em homenagem ao seu Orixá e a sua ascensão dentro do ritual.






































omolok5.jpg (23132 bytes)omolok3.jpg (13785 bytes)
TEUJ - Obrigação de Obori - filhos de santo vestindo roupa branca ritual em homenagem a Oxalá soltam pombos brancos, ave sagrada para os povos da tribo africana Arigolê.

              sexta obrigação é chamada de SETE LINHAS. Esta obrigação é precedida de um ebó e será concluída com o assentamento do segundo orishá do iyaô e com o recebimento da 3ª guia. A guia do seu segundo orixá, ou seja o orixá de “juntó” e receberá também a Guia de Sete Linhas, que é um colar que representará a sua posição dentro do ritual por sua confecção específica e pela forma que ela é usada. Na Obrigação de Sete Linhas o iyaô ficará recolhido no Roncó durante três (3) dias e terá que cumprir um resguardo de 30 dias domingo na esteira , usando branco, não pegando sol e sereno desnecessário... Nesta fase o yiaô receberá o título Babakekerê ou Yákekerê. e passará a ser chamado pelo Sunan referente aos seu primeiro orishá. Nesse estágio o Babákekerê ou Yákekerê já poderá iniciar filhos de santo, mas sob a supervisão obrigatória do seu Babalorixá ou Yálorixá.








































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TEUJ - Obrigação de 7 Linhas - Orixá paramentado: Oxumaré
TEUJ - Orixás paramentados: Inhasã Anhangá e Inhansã Inhalosin (em amarelo), Oxum Aeishá (em azul) e Omulú.
TEUJ - Cabocla Juremá

              A sétima obrigação e última é a CAMARINHANesta última obrigação o Babákekerê / Yákekerê receberá o grau de Babalorixá ou Yálorixá, podendo agora iniciar seus próprios filhos de santo e abrir sua própria casa de santo. Neste estágio o filho de santo, já babalorixá / yálorixá, poderá iniciar seus filhos sem a presença obrigatória do seu Babalorixá / Yálorixá, mas deverá sempre respeito e obediência ao seu iniciador e com a casa de santo de onde se originou. Nesta obrigação o filho de santo será recolhido no roncó do terreiro durante sete (7) dias; receberá seu Colar de Ifá; sua Guia de Babalorixá/yálorixá que tem característica de uso e confecção especial; terá cumprir novamente mais vinte e um (21) dias de resguardo. Nessa fase o filho de santo poderá assentar seu orishá em ferro, se o desejar ou então deixá-lo no apoti, se assim o preferir. Essa obrigação inicia com um ebó e se concluirá com uma grande festa de comemoração.   








































TEUJ - Saída de Camarinha - Orixá paramentado: Obaluayê
TEUJ - Saída de Camarinha - Orixá paramentado: Ogum Beira-Mar do Cariri
TEUJ - Saída de Camarinha - Cabocla paramentada: Juremí

















































TEUJ - Yalorixá Giloyá (Antonieta M. dos Passos) em posição de saudação ao Orixá que sái do Roncó. Ao seu lado: Cambone, Babalorixá e o Orixá Omulú.
TEUJ - Filho de santo de Sete Linhas recebe o Preceito da Bandeja, quando de sua Camarinha para receber o grau de Babalorixá.

          Na Nação Omoloko que segue o ritual da tribo Arigolê as obrigações seguem a ordem cronológica acima, não poderá ter sua ordem alterada.



   OS ORIXÁS NO CULTO DE OMOLOKO

            Quem são os Orixás? Esta é uma pergunta que a maioria das pessoas que freqüentam cultos afro-brasilieiros fazem a si mesmos e a outros. Orixás são entidades espirituais, dizem uns. Orixás são forças da natureza, dizem outros. Orixás são espíritos de mortos que dependendo do lugar onde morreu pode retornar na forma espiritual como Ogum, se morreu em batalhas, Povo d`Água se morreu no mar, rio ou lago, ou ainda “orixás são os Encantados”, dizem outros. Todas as alternativas podem estar certas, contudo elas sofrem o inconveniente de ser muito superficiais, haja vista que o orixá deve ser algo muito mais complexo.Para os seguidores dos rituais de Omoloko e Almas e Angola, os orixás além de simples forças da natureza ou entidade espirituais, dividem-se em duas categorias - Orixá Maior e Orixá Menor.

              Orixá Maior é aquela entidade celeste que faz com que a natureza tenha movimento, se transforme e gere vida. Os orixás maiores são os responsáveis diretos, que encarregados Olorum/Zambi faz com que as menores partículas atômicas tenha energia e faz fluir a vida cósmica no universo. É a essência da vida. Por exemplo, Iemanjá é responsável pelo formação e manutenção da vida marinha, Xangô é o responsável pelo energia do trovão que desencadeia as tempestades que limpam a atmosfera, Nanã faz com que a chuva que cai na terra gere nova vida orgânica, Inhansã é a responsável pela limpeza do ar atmosférico e com seus ventos espalha a vida como pólens, Exú é o Orixá responsável pelo desejo sexual que gera vida nas espécies sexuadas. O Orixá Maior é pura energia, não passou pelo processo de encarnação como seres humanos.  Ele é pura energia cósmica, a força vital que tem origem em Olorum/Zambi e que faz com que a mecânica do universo oscile entre o caos e a ordem gerando vida. Eles são chamados apenas pelo primeiro nome, Ogum, Xangô, Oxum, Omulu... O Orixá Maior é uno e onipresente. é aquela entidade celeste que faz com que a natureza tenha movimento, se transforme e gere vida. Os orixás maiores são os responsáveis diretos, que encarregados Olorum/Zambi faz com que as menores partículas atômicas tenha energia e faz fluir a vida cósmica no universo. É a essência da vida. Por exemplo, Iemanjá é responsável pelo formação e manutenção da vida marinha, Xangô é o responsável pelo energia do trovão que desencadeia as tempestades que limpam a atmosfera, Nanã faz com que a chuva que cai na terra gere nova vida orgânica, Inhansã é a responsável pela limpeza do ar atmosférico e com seus ventos espalha a vida como pólens, Exú é o Orixá responsável pelo desejo sexual que gera vida nas espécies sexuadas. O Orixá Maior é pura energia, não passou pelo processo de encarnação como seres humanos.  Ele é pura energia cósmica, a força vital que tem origem em Olorum/Zambi e que faz com que a mecânica do universo oscile entre o caos e a ordem gerando vida. Eles são chamados apenas pelo primeiro nome, Ogum, Xangô, Oxum, Omulu... O Orixá Maior é uno e onipresente.

              Orixás Menores são aquelas entidades espirituais que fazem a mediação entre o ser humano e o Orixá Maior. Os  orixás menores são, conforme as diversas lendas, espíritos de antigos reis e heróis africanos, índios, orientais, etc. Em essência, os orixás menores podem ser qualquer ser humano. Por exemplo, as lendas de Xangô e Ogum. Esses seres humanos comuns, por terem sido abençoados com poderes sobrenaturais concedidos pelos Orixás Maiores, tornaram seres humanos especiais dotados de superpoderes físicos ou mentais para proteger seu povo, e após a sua morte voltam a ter contato com os seres humanos comuns na forma de orixás menores. Essas pessoas receberam poderes diretamente do Orixá Maior, e tornaram-se semideuses aqui na Terra, como por exemplo o Hércules da mitologia grega. O Orixá Maior recebe sua energia cósmica diretamente da fonte, Olorum/Zambi.  O orixá menor possui o mesmo nome do Orixá Maior de onde provem seus poderes, acompanhado de um sobrenome. Por exemplo, Ogum Beira-Mar, Inhalosin, Iemanjá Obáomi, Xangô Kaô...A este segundo nome chamamos de dijina ou sunam do Orixá. Assim podemos ter vários oguns, Xangôs, oxóssis, iemanjás... Da mesma forma seriam os Pretos-Velhos, cujo nome pode não exprimir a verdadeira entidade espiritual, pois o fato de entidade se manifestar como preto-velho não que dizer que ela necessariamente tenha que ter sido negro e escravo e o caboclo tenha que ser obrigatoriamente o espírito de um índio brasileiro. Os orixás menores, passaram pelo processo da reencarnação mas são espíritos dotados de poderes sobrenaturais concedido pelo Orixá Maior e que por isso possuem uma grande luz e compreensão espiritual e tem seu poder ampliado agora que não mais carrega o fardo do corpo físico, por isso não necessitando mais passar pelo processo da reencarnação para evoluir.. É isto que diferencia os eguns (espírito de morto que possui compreensão ou luz espiritual mas ainda poderá passar, se necessário,  por outras reencarnações por ainda estar ligado ao mundo material) e kiumbas (espírito de morto que ainda não alcançou a luz espiritual, as nem compreende que ele já vive em outra dimensão e que seu corpo carnal não mais existe). É isso que diferencia o Orixá Menor dos demais seres espirituais que ainda não foram tocados pela energia do Orixá Maior. A energia concedida ao orixá menor também provem de Zambi/Olorum; entretanto, ela é canalizada a ele através do Orixá Maior, que é o elo de ligação entre eles, da mesma forma que o orixá menor é o elo de ligação entre o ser humano e o Orixá Maior. Dessa forma o Orixá Maior pode ser comparado grosseiramente a uma válvula que regula o fluxo de energia entre Zambi /Olurum e o orixá menor, podendo dessa forma reduzir, aumentar ou até mesmo retirar os poderes do orixá menor. No Omoloko, crê-se que são esses espíritos, os orixás menores que se manifestam nos omo-orixás (médiuns). E somente em momentos muitíssimos especiais é que o filho de santo poderá realmente ser tocado de forma muito rápida  e superficial pelo Orixá Maior. O culto do orixá menor está ligado ao antigo culto dos antepassados e que nos foi legado pela cultura Banto; enquanto o culto ao Orixá Maior está ligado ao culto das forças da natureza e nos foi legado pelos iorubanos e gêges. É importante frisar que na própria África  esses dois cultos se mesclam e se completam; da mesma forma que eles se completam aqui no Brasil.



A HIERARQUIA SACERDOTAL

 NO CULTO OMOLOKO

              A hierarquia sacerdotal da Nação Omoloko segue a mesma estrutura dos grupos Yorubá:



Þ  Babalorixá ou Yálorixá: sacerdote ou sacerdotisa, mais conhecidos como pai de santo ou mãe de santo, é a autoridade máxima no culto ao orixá;


Þ  Yákekerê e Babákekerê: filho de santo com obrigação de “Sete Linhas”.


Þ  Dagã: a pessoa que tem mais tempo de iniciação dentro do terreiro;


Þ  Ogã Nilú e Ogã Calofé: tocador de atabaque. Pessoa que dá início à maioria dos cânticos aos orixás nas giras (atualmente esses dois cargos tem sido ocupado por uma mesma pessoa);


Þ  Axogun: pessoa que, nas obrigações, sacrifica os animais;


Þ  Yábassé ou Yábá: cozinheira das comidas sagradas dos orixás;


Þ  Combono: pessoa que nas giras atende aos Orixás;


Þ  Exi-de-Orixá: filho de santo em geral;

              Uma peculiaridade do culto Omoloko é que nele não existe o grau de “Mãe ou Pai Pequeno", como há em outros cultos afro-brasileiro. Para um iniciado tornar-se Babálorixá ou Yálorixá ele precisa ser iniciado nas sete obrigações que compõem a hierarquia sacerdotal, abrir seu próprio terreiro e ter seus próprios filhos de santo. Esse direito é adquirido quando o filho de santo faz a última obrigação que é chamada de “Camarinha”,  na qual o filho de santo é iniciado e ao seu término recebe o direito de “criar” (iniciar) outros filhos de santo. Se esse filho de santo continuar no terreiro onde ele foi feito ele será chamado de Babákekerê ou Yákekerê – aquele que pode iniciar outros filhos de santo mas não possui ainda o seu próprio terreiro -. Ele ainda não recebeu o Deká. Entretanto, se ele for abrir o seu próprio terreiro para iniciar seus próprios filhos de santo, então ele receberá de seu Babálorixá ou Yálorixá o Deká e passará a ser chamado de Babálorixá ou Yálorixá pelas demais pessoas. Portanto, na Nação Omoloko o título de “Mãe Pequena ou Pai Pequeno; Mãe Grande ou Pai Grande” não existe, pois ele está condicionado ao pai de santo/mãe de santo ao abrir o seu próprio terreiro e ter os seus próprios filhos de santo. Na hierarquia da nação Omoloko o grau de Babákekerê ou Yákekerê está logo abaixo do de Babálorixá/Yálorixá, entretanto ele não pode ser comparado ao grau de “Pai/Mãe Pequeno(a) que há em outros rituais, pois na Nação Omoloko não existe uma obrigação específica para estes cargos como há no Ritual de Umbanda e Almas de Angola, por exemplo.




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DOMINGO, 11 DE SETEMBRO DE 2011


Preto Velho na Umbanda



A Legião de espíritos chamados "Pretos Velhos" foi formada no Brasil, devido ao torpe comércio do tráfico de escravos arrebanhados da África, idosos mesmo, poucos vieram, já que os escravagistas preferiam os jovens e fortes, tanto para resistirem ao trabalho braçal como às exemplificações com o látego. Porém, foi esta minoria o compêndio no qual os incipientes puderam ler e aprender a ciência e sabedoria milenar de seus ancestrais, tais como o conhecimento e emprego de ervas, plantas, raízes, enfim, tudo aquilo que nos dá graciosamente a mãe natureza. Mesmo contando com a religião, suas cerimônias, cânticos, esses moços logicamente não poderiam resistir à erosão que o grande mestre, o tempo, produz sobre o invólucro carnal, como todos os mortais. Mas a mente não envelhece, apenas amadurece. Não podendo mais trabalhar duro de sol a sol, constituíram-se a nata da sociedade negra subjugada. Contudo, o peso dos anos é implacavelmente destruidor, como sempre acontece. O ato final da peça que encarnamos no vale da lágrima que é o planeta Terra é a morte. Mas eles voltaram. A sua missão não estava ainda cumprida. Precisavam evoluir gradualmente no plano espiritual. Muitos ainda, usando seu linguajar característico, praticando os sagrados rutuais do culto, utilizados desde tempos imemoriais, manifestaram-se em indivíduos previamente selecionados de acordo com a sua ascendência (linhagem), costumes, tradições e cultura. Teriam que possuir a essência intríseca da civilização que se aprimorou após incontáveis anos de vivência.
Quanto aos nomes, há muita controvérsia sobre o fato de o nome do Preto Velho ser uma miscelânea de palavras portuguesas e africanas. Voltemos ao passado, na época que cognominamos "A Idade dasa Trevas" no Brasil, dos feitores e senhores, senzalas e quilombos, sendo os senhores feudais brasileiros católicos ferrenhos (devido à influência portuguesa) não permitia a seus escravos a liberdade de culto. Eram obrigados a aprender e praticar os dogmas religiosos dos amos. Porém eles seguiram a velha norma: contra a força não  há resistência, só a inteligência vence. Faziam seus rituais às ocultas, deixando que os déspotas em miniatura acreditassem estar eles doutrinados para o catolicismo, cujas cerimônias assistiam forçados. Desta aparente ambigüidade passaram a colocar em seus Deuses Orixásn os nomes dos santos católicos que mais se assemelhavam, daí o sincretismo.
As crianças escravas recém-nascidas, na época, eram batizadas duas vezes. A primeira, ocultamente, na nação a que pertenciam seus pais, recebendo o nome de acordo com a ceita. A segunda vez, na pia batistal católica, sendo esta obrigatória e nela a criança recebia o primeiro nome do seu senhor, sendo o sobrenome composto de cognome ganho pela Fazenda onde nascera (Antônio da Coroa Grande, exemplo), ou então da região africana de onde vieram ( Joaquim D'Angola, Maria Conga, etc...)
Depois de mortos, passaram a surgir em lugares adequados, principalmente para se manifestarem. Ao se incorporarem, trazem os Pretos Velhos os sinais característicos das tribos a que pertenciam.
Os Pretos velhos, considerados nossos Guias ou Protetores (semi-Orixás), somente pelos Umbandistas, pois na Nação (Candomblés) são considerados Eguns (almas desencarnadas), e decorrente disso, só têm fio de conta (Guia) na Umbanda. Podem usar o preto e branco. O preto porque, quando se morre, fica-se nas trevas e só com o decorrer do tempo e com preces as almas passam a ter luz; e o branco por serem almas e todo espírito ser representado pelo branco. Essas cores são também usadas porque, sendo os pretos velhos almas de escravos, lembram que eles só podiam andar de branco ou xadrez preto e branco, em sua maioria. Temos também a Guia de lágrima de Nossa Senhora, semente cinza com uma palha dentro. Essa Guia vem dos tempos dos cativeiros, porque era o material mais fácil de se encontrar na época dos escravos, cuja planta era encontrada em quase todos os lugares.
Não é nossa intenção publicar letras de pontos cantados, pois em nossa opinião fica um vazio quando não se tem propriamente a música, porém abriremos uma excessão para um ponto que mais parece um hino, um grito de liberdade, de bondade, de fé, de resignação, de agonia, de sentimentos profundos e de glorificação. Esse cântico deveria ser cantado no momento da "chegada" dos pretos velhos, pois seriam uma homenagem justa a tanto que sofreram:
Yorimá, Yorimá, os Pretos Velhos nós vamos saravá
Yorimá, Yorimá, os Pretos Velhos nós vamos saravá
Eles sofreram, mas ensinaram
Com persistência, bondade e fé
Enquanto eles apanhavam
Eles oravam pedindo à proteção
Para o senhor, que os castigavam
Sem piedade e nem coração
Yorimá, Yorimá, os Pretos Velhos nós vamos saravá
Yorimá, Yorimá, os Pretos Velhos nós vamos saravá
A Lei de Zâmbi sempre seguia
Na esperança do seu passamento
Que um dia haveria de vir
Pela bondade de seus pensamentos


Cores: preto e branco
Comemoração: A data de 13 de maio é a data em que foi assinada a Lei Áurea (libertação dos escravos), razão pela qual a Umbanda comemora o dia do Preto Velho.


Citaremos alguns Pretos Velhos; a cada história encontrada de cada um deles montaremos um link para que conheçam sua história.


Pai Cambinda (ou Cambina)Pai Roberto, Pai Cipriano e Mestre LuizPai João D'Angola (também de Minas)
Pai CongoPai José D'AngolaPai Benguela
Pai JerônimoPai FranciscoPai Guiné
Pai Joaquim (também da Costa)Pai AntônioPai Serafim
Pai Firmino D'AngolaPai SerapiãoPai Fabrício das Almas
Pai Benedito (também de Guiné)Pai JuliãoPai Jobim
Pai JacóPai SerapiãoPai Caetano
Pai TomazPai ToméPai Malaquias
Pai JobáPai DindóVovó Maria Conga
Vovó ManuelaVovó Chica da Costa D'AfricaVovó Cambinda (ou Cambina)
Vovó AnaVovó Maria RedondaVovó Catarina
Vovó LuizaVovó Rita do Cruzeiro das AlmasVovó Gabriela
Vovó QuitériaVovó MarianaVovó Maria da Serra
Vovó Maria de MinasVovó Rosa da BahiaVovó Maria do Rosário
Vovó Benedita

Obs: O tratamento poderá ser substituído por Vovô ou Tio, por Tia, pois todos denotam carinho e respeito.


Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum http://espadadeogum.blogspot.com
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DOMINGO, 11 DE SETEMBRO DE 2011


Pemba na Umbanda


A pemba é um objeto presente nos rituais Africanos mais antigos que se conhecem.
É empregada em todos os Rituais, Cerimônias, festas, reuniões ou solenidades africanas. Os médiuns e as Entidades Espirituais que atuam no Centro de Umbanda costumam desenhar pontos riscados com um giz de calcário, conhecido como pemba. Esse giz mineral, além de ser consagrado para ser utilizado nos pontos riscados, também pode ser transformado em pó e utilizado para outros fins de rituais de limpeza e proteção.

Quando uma Entidade se utiliza da pemba para riscar os pontos, ela está movimentando energias sutis que, dependendo dos sinais, pode atrair ou dissipar energias. Esses símbolos estão afins a determinada “egrégoras”, firmadas no astral, há muito tempo. A pemba, quando cruzada, ou seja, magnetizada por uma Entidade, se torna um grande fixador de enrgias. A pemba é utilizada para riscar pontos nas pessoas, mas principalmente riscar os pontos no chão. Cada ponto tem um significado que só a Entidade que risca sabe. O ponto quando riscado está criando um elo com o plano espiritual que emana energias, fluídos e vibrações diretamente no ponto. Na maioria dos casos quando é riscado um ponto a entidade põe alguém necessitado dentro dele, é quando a pessoa, às vezes, sente sente as vibrações, dependendo de sua sensibilidade. É possível também um médium vidente ver os pontos riscados brilharem e emanarem luzes diversas. A cor da pemba varia de acordo com as regras de cada centro e de acordo com cada Entidade. Normalmente ela é branca.

O termo pemba também é utilizado com relação à Lei Maior, ou seja os trabalhadores da Umbanda são filhos de pemba, ou seja, estão sobre a proteção da Lei Maior. Dependendo de sua conduta, cumprindo com suas tarefas no Bem, ele estará protegido, ou caso não aja decentemente, lhe será cobrado para que responda pelo mal que fez e volte a caminhar no Bem.

As entidades espirituais que atuam no movimento umbandista se identificam por meio de sinais riscados traçados geralmente com um giz de cálcario conhecido como pemba. Esse giz mineral além de ser consagrado para ser utilizado para escrita magística também, pode ser transformado em pó e utilizado de outras formas em preparações ou cerimônias ritualísticas.

E o termo pemba também é utilizado na Umbanda no sentido de Lei, ou seja, confome o linguajar de Umbanda, se você está sob a Lei de Pemba, você está sob a Lei maior e isso possui sérios agravantes principalmente se o médium se desvirtua de sua tarefa pois, nesses casos a cobrança é imediata. Então, estar sob a corrente de Umbanda, estar sob a Pemba, exige muita cautela mas, por outro lado se o médium procurar cumprir suas tarefas e mantiver uma postura decente, essa mesma lei pode lhe ser favorável e muito útil porque o mesmo terá o auxílio direto das entidades do astral que lhe proporcionarão forças para trabalhar com dignidade.

Voltando a questão da escrita, não é sem propósito que a Lei é chamada de pemba pois, essa escrita sagrada traduz sinais que estão afins a determinadas egrégoras firmadas no astral a muito tempo. Assim, quando uma entidade de fato traça um sinal de pemba, ela está movimentando energias sutis, que na dependência da variação desses sinais, pode atrair ou dissipar determinadas correntes de energia com muita eficácia.

Esse assunto é muito complexo para ser aberto em um livro mas, no decorrer dos trabalhos mediúnicos o médium de fato e direto, segundo sua missão, merecimento e afinidades, pode receber determinados sinais diretamente das entidades espirituais que o assistem, no intuito de escudar esse médium contra o assédio do sub-mundo espiritual.

E se o leitor quiser se aprofundar um pouco mais nesse tema poderá consultar diversas outras obras que tratam com mais profundidade sobre o assunto, em especial recomendamos os livros: ‘O Arqueômetro’ de autoria de Saint Yves D´Alveydre, ‘Pemba- A grafia dos Orixás’ de autoria de Ivan Horácio Costa ( mestre Itaoman ) e ‘Umbanda – a Proto-síntese Cósmica’ de autoria de F. Rivas Neto ( mestre Arapiaga ); Essas obras trazem muitas elucidações reais sobre o tema.

No mais, lembramos que esses sinais são de uso exclusivo das entidades vinculadas a corrente astral de Umbanda e sua utilização inadequada por pessoas não habilitadas podem gerar uma série de aborrecimentos bem como atrair determinadas energias e entidades de difícil controle que podem levar o indivíduo às raias da loucura.

Portanto, é necessária muita cautela nesse tema e é por isso que na maioria dos terreiros, casas, agrupamentos ou templos de Umbanda, as entidades ensinam e utilizam outros sinais mais simples e simbólicos, apenas de efeito elucidativo (por exemplo: corações, machados, espadas etc.), deixando os verdadeiros sinais de pemba velados até que os filhos amadurecem e possam adentrar nesses campos com segurança. Enfim, o importante é procurar trabalhar e deixar que as entidades atuem da forma que elas acharem conveniente porque com certeza elas nos conhecem melhor do que nós próprios pensamos que nos conhecemos...

Por: Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.
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DOMINGO, 11 DE SETEMBRO DE 2011


A Cabocla Jurema


Jurema é uma Cabocla, sendo igualmente uma entidade espiritual que trabalha na linha de Oxossi, é uma "cabocla", ou divindade evocada no Catimbó, cultos afro-brasileiros e mais recentemente na muito prestigiada e respeitada na Umbanda. Entidade Guia - Chefe da Linha de Oxossi.

Jurema trabalha na legião constituída de grandes entidades espirituais, espíritos puros que amparam os sofredores e mais necessitados, utilizando o processo de passes-cura através das ervas e pontos riscados.
Dentre os estudos da antropologia brasileira, Jurema ocupa um lugar singular. O próprio termo comporta denotações múltiplas, que são associadas em um simbolismo complexo. Além do sentido botânico (1), a palavra Jurema designa ainda pelos menos três outros significados:
Preparado líquido à base de elementos do vegetal, de uso medicinal ou místico, externo e interno, como a bebida sagrada, "vinho da Jurema";
cerimônia mágico-religiosa, liderada por pajés, xamãs, curandeiros, rezadeiras, pai de santo, mestras ou mestres juremeiros que preparam e bebem este "vinho" e/ou dão a beber a iniciados ou a clientes;

Numa primeira fase da colonização, a resistência dos povos indígenas no Nordeste, não permitiu que a Jurema, enquanto árvore sagrada, fosse conhecida, em seus usos e significados, não sendo assim documentada pelos colonizadores e estrangeiros. Numa segunda fase histórica a Jurema representa um elemento ritual ligado à própria resistência armada dos povos indígenas ou à guerra empreendida contra inimigos inclusive em suas alianças. Ainda nesta fase na qual a Jurema começa a ser documentada, seu significado ainda não é entendido mas seu uso já é motivo de repressão, prisão e morte de índios, (...). Na medida em que avança o rolo compressor da colonização, processo de genocídio ou tentativa de dominação, não só política e econômica como também cultural, aparece uma nova forma de resistência: a Jurema assume um lugar central na religiosidade popular, não só indígena regional - Catimbó.

Diante do componente negro a Jurema garante seu reconhecimento, como entidade (espírito, divindade, cabocla) autóctone, "dona da terra". A Jurema é absorvida pelos cultos afro-brasileiros, tendo surgido inclusive o "Candombles de Caboclo". Nas últimas décadas é no contexto da Umbanda, religião nascente e em pleno processo de sistematização e de expansão nacional, que a Jurema é integrada na cosmologia sagrada, no panteão da religião nacional. Constatamos em vários estados nordestinos as "Linhas da Jurema", dentre as linhagens e filiações religiosas da Umbanda. Nesses últimos anos, e paralelo ao movimento religioso propriamente brasileiro, a Jurema continua como "núcleo duro", segredo, bandeira ou símbolo, para os remanescentes indígenas, em pleno "movimento étnico", num contexto de defesa de seus direitos humanos, de suas áreas de reservas e de sua autonomia e reconhecimento no pluralismo da sociedade e das culturas brasileiras.


Uma Lenda

Cabocla, filha valente de Tupinambá. Adotada pelo mundo, foi encontrada aos pés do arbusto da planta encantada que lhe deu o nome, e cresceu forte, bonita, com a formosura da noite e a firmeza do dia. Corajosa, a cabocla tornou-se a primeira guerreira mulher da tribo, pois a sua força e agilidade no manejo das armas e na ciência da mata, se tornara uma lenda por todo o continente; onde contadores de estórias, aos pés da fogueira, falavam da índia da pena dourada, que era a própria Mãe Divina encarnada.

Nada causava medo na cabocla, até o dia em que ela encontrou o seu maior adversário: o amor. Jurema se apaixonou por um caboclo chamado Huascar, de uma tribo inimiga chamada Filhos do Sol, e que fora preso numa batalha.

Os dias se passaram e o amor aumentava, pois o pior de amar não é amar sozinho e sim ser amado em retorno, pois exige do amado, uma ação em prol do amor.

Pelo olhar, o caboclo Huascar dizia:

"Oh doce Cabocla
meu doce de cambucá
minha flor cheirosa de alfazema
tem pena deste caboclo
o que eu te peço é tão pouco
minha linda cabocla Jurema
tem pena desse sofredor
que o mal destino condenou
me liberta dessa algema
me tira desse dilema
minha linda cabocla Jurema"

Jurema que aprendera a resistir ao canto do boto, ao veneno da cascavel e da armadeira, já resistira bravamente a centenas de emboscadas e que sentia o cheiro à distância de ciladas, não conseguiu resistir ao amor que fluia do seu peito por aquele guerreiro. Observando o caboclo preso, ela viu nos olhos dele, as mil vidas que eles passaram juntos, viu seus filhos, o amor que os unia além da carne e percebeu que não foi por acaso, que ele fora o único caboclo capturado vivo, e decidiu libertá-lo, mesmo sabendo que seria expulsa da sua tribo.

Na fuga, seu próprio povo a perseguiu, e em meio a chuva de flechas voando na direção do caboclo fugitivo, foi Jurema que caiu, salvando o seu amado e recebendo a ponta da morte que era pra ele, no seu próprio peito.

Conta a lenda, que o caboclo Huascar voltou a Terra do Sol e fundou um império nas montanhas andinas e mandou erguer um templo chamado Matchu Pitchu em homenagem a Jurema, onde, só as mulheres da tribo habitariam e lá aprenderiam a ser guerreiras como a mulher que salvara a sua vida. E no lugar onde a Jurema caiu, nasceu uma planta robusta e muito resistente que dá flor o ano inteiro, cujo formato exótico e o tom amarelo-alaranjado intenso chamou atenção de todas as tribos, pois tudo dessa planta poderia ser utilizado, desde as sementes, até as flores e o caule; e porque as flores dessa planta estão sempre viradas para o astro maior; ela ficou conhecida como girassol.



Fonte da Lenda: Prof Frank

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DOMINGO, 11 DE SETEMBRO DE 2011


MANDALAS



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Mandala (मण्डल) é a palavra sânscrita que significa círculo, uma representação geométrica da dinâmica relação entre o homem e o cosmo. De fato, toda mandala é a exposição plástica e visual do retorno à unidade pela delimitação de um espaço sagrado e atualização de um tempo divino.

http://4.bp.blogspot.com/-vXJqyAj8hrc/TfdrRJfnvkI/AAAAAAAAAI0/J4TGjip8mjI/s1600/64993609_1-Imagens-de-desenhando-mandalas.jpg


Nas sociedades primitivas, o ciclo cósmico, que tinha a imagem de uma trajetória circular (circunferência), era identificado como o ano. O simbolismo da santidade e eternidade do templo aparece claramente na estrutura mandálica dos santuários de todas as épocas e civilizações. Uma vez que o plano arquitetônico do templo é obra dos deuses e se encontra no centro muito próximo deles, esse lugar sagrado está livre de toda corrupção terrestre. Daí a associação dos templos às montanhas cósmicas e a função que elas exercem de ligação entre a Terra e o Céu. Como exemplo, temos a enorme construção do templo de Borobudur, em Java, na Indonésia. Outros exemplos que podemos citar são as basílicas e catedrais cristãs da Igreja primitiva, concebidas como imitação da de Jerusalém Celeste, representando uma imagem ordenada do cosmos, do mundo.

A mandala como simbolismo do centro do mundo dá forma não apenas as cidades, aos templos e aos palácios reais, mas também a mais modesta habitação humana. A morada das populações primitivas é comumente edificada a partir de um poste central e coloca seus habitantes em contato com os três níveis da existência: inferior, médio e superior. A habitação para ele não é apenas um abrigo, mas a criação do mundo que ele, imitando os gestos divinos, deve manter e renovar. Assim, a mandala representa para o homem o seu abrigo interior onde se permite um reencontro com Deus. Um exemplo bem típico brasileiro de mandala, a partir da arquitetura, é a planta superior da Catedral de Brasília.

http://comofas.com/wp-content/uploads/2011/02/mandala1.jpg


Em termos de artes plásticas, a mandala apresenta sempre grande profusão de cores e representa um objeto ou figura que ajuda na concentração para se atingir outros níveis de contemplação. Há toda uma simbologia envolvida e uma grande variedade de desenhos de acordo com a origem.

Originalmente criadas em giz, as mandalas são um espaço sagrado de meditação. Atualmente são feitas com areia originárias da Índia. Normalmente divididas em quatro secções, pretende ser um exercício de meditação e contemplação. O objetivo da arte na cultura budista tibetana é reforçar as Quatro Nobres Verdades. As mandalas são consideradas importantíssimas para a preparação de iniciadores ao Budismo, de forma a prepará-los para o estudo do significado da iluminação.

O processo de construção de uma mandala é uma forma de meditação constante. É um processo bastante lento, com movimentos meticulosos. O grande benefício para os que meditam a partir da mandala reside no fato de que a imaginaram mentalmente construída numa detalhada estrutura tridimensional.


No processo da construção de uma madala, a arte transforma-se numa cerimônia religiosa e a religião transforma-se em arte. Quando a mandala está terminada, apresenta-se como uma construção extremamente colorida. Depois do ciclo é desmanchada, a areia é depositada, geralmente, na água. Apenas uma parte é guardada e oferecida aos participantes.

Um monge inicia a destruição desenhando linhas circulares com seu dedo, depois espalham a areia e a colocam em uma urna. Quando a areia é toda recolhida, eles apagam as linhas que serviram de guia à construção e despejam a areia nas aguas do rio.



O que faz a Mandala?
Para os comuns mortais, e independentemente de todas as interpretações espirituais e religiosas, a Mandala é um elemento decorativo atraente. Tem propriedades relaxantes. Admirar uma Mandala poderá ser um auxiliar à serenidade.

Considerando todos os princípios de todas as interpretações e condensando-os de uma forma isenta, é inegavelmente um objecto com energia positiva, como que um amuleto ou talismã. Tem, em todas as culturas, uma mística forte associada a eventos positivos e nobres, de elevação espiritual.

Como desenhar uma MandalaO princípio básico é o centro a partir do qual tudo se desenrola de uma forma ordenada e circular. Logo, basta desenhar um quadrado, sinalizar o centro e desenhar uma circunferência. A partir deste momento tudo o que colocar dentro do limite do círculo deve estar relacionado com o centro e serve, em última análise para desviar o olhar para o mesmo ou a partir dele.

http://annalu_frussa.sites.uol.com.br/mandala002.jpg


Mandala do amor / Relacionamento:
Cores: Rosa Vermelho e Branco
Disposição preferencial: Colocar virada para o quarto, num local onde o sol incida por volta das 16:00h, ou por cima da cabeceira da cama.


Mandala da Prosperidade:
Cores: Vermelho, dourado, laranja, azul real (cores de opulência)
Disposição preferencial: Na sala de jantar, virada para onde está o sol perto das 9:30h da manhã


Mandala da Saúde / Harmonia:
Cores: Verde e motivos florais de qualquer cor.
Disposição preferencial: Divisão da casa que rece
be os primeiros raios de sol

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DOMINGO, 11 DE SETEMBRO DE 2011


Os Mentores De Cura

Quem São
Os mentores de cura trabalham em diversas religiões, inclusive na Umbanda. São muito discretos em sua forma de se apresentar e trabalhar, e estas formas mudam de acordo com a religião ou local em que irão atuar. São espíritos de grande conhecimento, seriedade e elevação espiritual. Alguns deles não demonstram muito sentimento mas mesmo assim têm muita vontade de ajudar ao próximo, com o tempo tedem a evoluir também para um sentimento maior de amor ao próximo.
São extremamente práticos, não aceitando conversas banais ou ficar se extendendo a assuntos que vão além de sua competência ou nos quais não podem interferir, pois não são guias de consulta no sentido ao qual estamos habituados na Umbanda.
Para se ter uma idéia melhor, sua consulta seria o pólo oposto à consulta com um Preto Velho. Normalmente os pretos velhos dão consultas longas, cheias de ensinamentos de histórias, apelando bem para o lado emocional. Já os Mentores de Cura, se dirigem ao raciocínio, buscam fazer o encarnado compreender bem as causas de suas enfermidades e a necessidade de mudança nessas causas, bem como a necessidade de seguirem à risca os tratamentos indicados. Quando precisam passar algum ensinamento o fazem em frases curtas e cheias de significado, daquelas que dão margem à longas meditações.
São espíritos que quando encarnados foram: Médicos, Enfermeiros, Boticários, Orientais (que exercem sua própria medicina desde bem antes das civilizações ocidentais), Religiosos (monges, freis, padres, freiras, etc.), ou exerceram qualquer outra atividade ligada a cura das enfermidades dos seres humanos, seja por métodos físicos, científicos ou espirituais.
Métodos de Trabalho
Cada guia tem sua forma de restituir a saúde aos encarnados, normalmente se utilizam de meios dos quais já se utilizavam quando encarnados, mas de forma muito mais eficiente, pois após chegarem ao plano espiritual puderam aprimorar tais conhecimentos. Além disso esses espíritos aprenderam a desenvolver a visão espiritual, através da qual podem fazer uma melhor anamnese (diagnóstico) dos males do corpo e da alma.
Aliados aos seus próprios métodos individuais eles se utilizam de tratamentos feitos pelas equipes espirituais ou ministrados pelos encarnados com auxílio do plano espiritual.
Alguns deles são:
Cirurgia Espiritual
É realizada pelo mentor de cura incorporado ao médium. E envolve a manipulação do corpo físico através das mãos do médium, podendo ou não haver a utilização de meios cirúrgicos elementares (cortes, punções, raspagens, etc…). O maior representante deste método de trabalho no Brasil é o espírito do Dr. Fritz, mas este método é utilizado em diversas culturas e religiões.
Cirurgia Perispiritual
É realizada diretamente no perispírito do paciente, com ou sem a colaboração de um médium presente, costuma ser realizada por uma equipe espiritual designada especificamente para cada caso e ser feita em dia e horário pré determidados.
Visita Espiritual
É realizada por uma equipe espiritual, que visita o paciente no local onde ele estiver repousando, também com um dia e hora predeterminados. Na visita, darão passes, farão orações, etc…
Cromoterapia
É indicada pelos mentores de cura e aplicada por médiúns que conheçam o método de aplicação. Atua no corpo físico e no duplo etérico. Muito utilizado para males de origem emocional.
Fluidoterapia
É indicada pelos mentores de cura e aplicada por médiúns que conheçam o método de aplicação. Atua no corpo físico e no perispírito.
Reiki
É indicada pelos mentores de cura e aplicada por médiúns que conheçam o método de aplicação. Atua no corpo físico e no duplo etérico. Muito utilizada para males de origem emocional ou psíquica e para realinhamento de chacras.
Homeopatia
Indicada e receitada pelos mentores espirituais. As fórmulas são feitas normalmente por laboratório de manipulação homeopáticos. E devem ser tomados de acordo com o determinado.
Outros
Fora estes tratamentos, também podem ser utilizados, florais de Bach, cristaloterapia, chás, aromaterapia, acumpuntura, do-in, etc…
Em alguns casos os guias também indicam dietas, alimentos a serem evitados ou ingeridos para melhoria da saúde geral.
OBS: Para o momento da visita espiritual e cirurgia espiritual: O paciente deverá vestir-se e deitar-se com roupas claras (de preferência branca); ficar num ambiente calmo, com pouca luz e colocar ao lado um copo d’água para ser bebida após o tratamento.
Após a visita e a cirurgia, o paciente deverá manter-se em abstenção por mais 6 horas, para que a energia doada seja melhor absorvida.
Como interagem com os médiuns
Incorporação
É muito sutil e dificilmente inconsciente a incorporação dos mentores de cura. Muitas vezes atuam apenas na fala e só assumem o controle motor quando necessário.
Intuição
Alguns mentores trabalham com seus médiuns apenas pela via intuitiva, indicando as providências a tomar e tratamentos. Neste caso, é necessário um grande equilíbrio e desenvolvimento do médium, para que o mesmo não atrabalhe nas indicações dadas pelo mentor.
Psicografia (Receitistas)
Funciona da mesma forma que a psicografia comum, mas os espíritos comunicantes costumam psicografar receitas de tratamentos e medicamentos (que em alguns casos podem até mesmo ser da medicina comum).
Equipes Espitituais
Cirúrgicas
São formadas da mesma forma que as equipes cirúrgicas do plano material, compostas de cirurgião, assistente, anestesista, instrumentista, enfermeiros, etc… Apnas diferem no que se refere aos instrumentos e tecnologia utilizados. Incluindo também a aplicação de passes e energias associados a intervenção cirúrgica.
De Oração
Formadas normalmente por espíritos religiosos, acostumados às preces quando encarnados. Estas equipes se reúnem junto ao paciente em uma corrente de orações com finalidade de equilibrar o mental e emocional do paciente e também de buscar energias dos planos superiores. Como efeito adicional, a prece tende a elevar a energia gelal do ambiente onde está o paciente, asiim como dos encarnados que estam atuando junto ao mesmo.
De Proteção
Quando o mal físico está associado a interferência de espíritos inferiores, essas equipes fazem a proteção do paciente, enquanto o mesmo é tratado nas cirurgias ou visitas, ou enquanto está seguindo as recomendações indicadas pelos mentores de cura.
De Passes (passe espiritual)
Seu trabalho é realizado em sua maior parte durante as sessões de cura e durante as visitas espirituais. Dando passes no paciente, nos asistentes e nos médiuns; antes, durante e após a sessão.
De Apoio
Estas equipes atuam levantando o histórico do paciente diretamente no seu campo mental, preparando-o através da intuição para a consulta, estimulando-o através do pensamento a reeducar hábitos nocivos, a mudar as situações que estejam prejudicando a própria saúde, inspirando-os força de vontade para continuar os tratamentos e seguir as recomendações e dietas.
O que curam e o que náo curam
Males Físicos
A maior parte dos males físicos de que os encarnados sofrem, são causados pelos maus hábitos, vícios e má alimentação. Os mentores nestes casos se utilizam das diversas terapias para a cura mas principalmente esclarecem ao encarnado quanto a órigem de tais males, sugerindo dietas, o abandono ou diminuição dos vícios e mudança de hábitos. Nestes casos a cura definitiva só pode ser obtida com a plena conscientização do paciente e com a sua força de vontate e compromisso na obtenção do equilíbrio orgânico.
Males Mentais
Parte dos males mentais (depressão, angústia, apatia) são causados por obsessores, mas a maior parte deles tem por origem a própria atitude mental do paciente. Pensamentos negativos atraem energias negativas, que quando se tornam constantes e intensas podem se materializar no corpo físico na forma de doenças. Males como: úlceras, enchaquecas, hipertensão, problemas cardíacos, e até mesmo algumas formas de câncer podem ser provocados pela mente do pacinte, quando esta se encontra tomada por pensamentos negativos.
Também neste caso os mentores além de indicarem os tratamentos apropriados, esclarecem ao paciente quanto a necessidade de mudar a atmosfera mental, com objetivo de não ficar atraindo continuamente energias desequilibrantes, costumam também sugerir passeios por locais da natureza e o hábito da prece como forma de atrair energias novas e regeneradoras.
Males Kármicos
Os males kármicos se caracterizam por doenças incuráveis (fatais ou não) tanto pela medicina alternativa, quanto por terapias alternativas ou por meios espirituais. Nestes casos o tratamento visa o alívio do paciente ou ampará-lo emocionalmente para que sua atitude mental não tome o rumo da revolta ou do desespero.
As doenças karmicas são males que escolhemos antes de encarnar como forma de resgatarmos erros passados. Típicos males kármicos são: Cegueira de nascença, mudez, Idiotia, Eplepsia, Sindrome de Down, Más-Formações do corpo físico, etc. Na maior parte são males de nascença, embora algumas doenças possam ter sido “programadas” para surgir em determinada época da encarnação.
Nestes casos os mentores não podem (e nem deveriam) curar o corpo, pois através do padecimento deste é que o espírito está resgatando suas faltas e aprendendo valiosas lições para sua evolução e crescimento.
Males Espirituais
São aqueles causados pela atuação dos espíritos (obsessores, vampirizadores, etc.) e que se refletem no corpo físico. Nestes casos os mentores cuidam do corpo físico enquanto o paciente é tratado também em sessões de desobsessão, descarrego, etc.
Ou seja os mentores com as terapias à seu alcance minimizam e atenuam os males causados ao corpo físico enquanto o paciente é tratado na origem espiritual do mal de que sofre.
Quando o paciente se vê livre da presença espiritual nociva, os mentores costumam ainda continuar com os tratamentos visando reparar os males que já haviam sido causados ao organismo, até que ele retorne ao seu equilíbrio.
A Sessão de Cura (O visível e o Invisível.)
Os Pacientes
O paciente deverá abster-se de bebidas alcoólicas, café, cigarro, carnes de origem animal e sexo, 24 horas antes da consulta, da visita e dacirurgia espiritual.
A Preparação
Muito tempo antes dos portões da casa espírita se abrirem ou dos médiuns chegarem, o ambiente destinado aos tratamentos já está sendo limpo e preparado.
Os procedimentos começam com o isolamento da casa espírita que é cercada por equipes de vigilantes espirituais (os exus), que impedem a entrada de espíritos perturbadores e fazem a limpeza fluídica dos encarnados que chegam. Caso seja nessessário, podem provocar até mesmo um mal estar ou utra situação de forma a afastar as pessoas que venham a casa espiritual com má intenção ou envolta em fluidos que possam perturbar os trabalhos.
Logo após se procede a limpeza do ambiente interno da casa e em seguida há uma energização do ambiente. Em paralelo a isto, alguns espíritos trazem até o ambiente alguns fluidos extraídos da natureza, para serem utilizados posteriormente no tratamento dos pacientes.
Em seguida a isso vão chegando a casa os mentores com suas equipes de trabalho de forma a se reunirem e fazerem o planejamento dos trabalhos a serem executados.
Fora da casa espírita, os médiuns que irão ser veículo dos mentores, devem estar se preparando física e mentalmente para os trabalhos, e já estão sendo magnetizados e preparados pelo plano espiritual de forma a terem maior sintonia com os mentores.
Quando os médiuns chegam a casa, continuam sendo preparados pelas equipes espirituais. E enquanto cuidam do ritual (incensos, cristais, velas, etc.) vão entrando em sintonia com o plano espiritual. A preparação termina com a prece de abertura, onde o pensamento dos encarnados e desencarnados se une numa súplica ao Divino Médico para que ele interceda por todos.
Após isso os mentores de cura se manifestam e dão sua mensagem indvidual para o início dos trabalhos.
A Mesa
A mesa da sessão de cura é composta por 3 ou 4 médiuns que devem se manter em concentração/oração durante todo o tempo em que estiverem compondo a mesa, e só devem romper a concentração após a partida de todos mentores que estiverem trabalhando.
A mesa funciona como um ponto focal de energias, é através da mesa que chegam as energias e ordens de mais alto e são distribuídas às equipes. Por ser um local onde existe alta concentração/oração é o ponto para onde convergem as energias mais puras e mais sublimes da sessão de cura. Eventualmente, podem se manifestar à mesa algum mentor de cura, ou algum dos médiuns pode ser utilizado em alguma psicografia (por isso mesmo é interessante manter lápis e papel á mesa).
Na mesa também fica a água a ser fluidificada e o nome de algumas pessoas que receberão irradiação.
Os Médiuns
Os médiuns que não estiverem trabalhando com seus mentores, compondo a mesa ou atuando como cambonos dos mentores devem manter o silêncio a concentração e a oração.
Devem utilizar esse momento para permitir que seus próprios mentores os preparem para futuramente trabalharem com eles. E ter também consciência de que toda a energia positiva que estiverem atraindo para os trabalhos de cura através de sua concentração/oração estará sendo amplamente utilizada pelos mentores e pelas equipes de cura para levar a caridade a todos os que estiverem sendo tratados.
O Encerramento
No encerramento, os mentores de cura dão suas mensagens finais e partem. Neste momento os médiuns que compõem a mesa também pode romper a concentração. Todos os médiuns tomam da àgua fluidificada que está na mesa. E caso o digigente julgue conveniente, pode efetuar a leitura de alguma mensagem que porventura tenha sido psicografada.
No plano espiritual, o trabalho ainda continua, com distribuição de serviço entre as equipes espirituais. Somente após a saída de todos os médiuns e com o encerramento dos trabalhos de cura no plano espiritual é que a corrente dos vigilantes (exus) se desfaz. Embora a casa continue sendo vigiada, apenas não de forma tão ostensiva.
Retirado da Apostila do curso de Umbanda da Sociedade Espiritualista Mata Virgem
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DOMINGO, 4 DE SETEMBRO DE 2011


EXU na Umbanda o Grande Mistério. Um Mistério? PARTE II


Dando prosseguimento a esta nossa análise sobre a situação de EXU NA UMBANDA e desenvolvendo o raciocínio sobre os porquês de ESPÍRITOS (Eguns/Ntangis) terem sido apelidados de EXU, afianço que fica muito claro para quem estudou o passado dessas entidades aqui no Brasil e comparou ao que era o EXU DE VERDADE advindo dos cultos africanos.

Vejamos alguns detalhes:

Sobre o Exu africano.

Em princípio cada tribo ou grupamento tinha o seu, "plantado" em algum determinado local, cujos assentamentos (principalmente o material que era exposto aos olhos comuns), antes de mais nada serviam como totens(*) ou como carrancas(**) com a finalidade de "aviso aos mal-intencionados" de que ali havia um guardião a ser respeitado e reverenciado e, portanto ... CUIDADO! Não se meta a besta que esse solo tem proteção.

Cada tribo criava então, fábulas sobre esses seus Exus dando-lhes qualificativos gerais e particulares de acordo com seus modos de entenderem e suas necessidades mais imediatas, ou seja, necessidades diretamente ligadas às suas vicissitudes (seqüência de fatos do dia a dia), o que fez entender, por interpretação posterior, que EXU seria uma espécie de semi-divindade qualificada para ser intermediária entre os homens e as verdadeiras divindades (Orixás) de cada tribo. Aquele que atendia às necessidades mais imediatas de cada ser, repetindo!

Como a MORAL(***) dos africanos de então era totalmente desligada da MORAL dos europeus que por lá aportaram e tanto divindades quanto "semi-divindades" respondiam de acordo com os comportamentos e crenças das diversas tribos (o que aliás era fato comum não só na África mas em todos as civilizações e culturas em que se criavam deuses, "todos sempre dispostos a atender e comandar os mortais de acordo com o que estes - OS CRIADORES E/OU SEUS INTERMEDIÁRIOS - achavam correto") e não de acordo com o que os europeus entendiam ser MORAL, entendeu-se então que não só Exu, mas principalmente este (ou estes) seria, antes de tudo um ser AMORAL, ou seja, o que os europeus compreendiam como SATÃ, que na verdade significa opositor, inimigo, até porque o próprio deus europeu seria então, "o venerável guardião da moral e dos bons costumes" segundo suas crenças, mas nem sempre atitudes.

Percebeu? Se o "MEU DEUS" preserva a moral (como a compreendo) e o "SEU DEUS" não (ou preserva outro tipo de moral), então o "SEU DEUS" é oposto ao meu e portanto é SATÃ. E por ser satã, automaticamente é diabo, título este que acabou se espalhando e até criando raízes oportunistas como já escrevi na primeira parte, entre os próprios africanos já estabelecidos aqui.

Observe-se que para a cultura européia teoricamente "muito cristã" de então, qualquer divindade, de qualquer outro culto, automaticamente era compreendida como opositora de "SEU DEUS" e, portanto, não foram só Exus e Orixás africanos que foram assemelhados a Satã e ao Diabo por decorrência, mas sim todos os outros deuses de todas as outras culturas, só que nem sempre só pela oposição no quesito moral, mas também porque não eram admitidos outros deuses a não ser o "único, onisciente, onipotente, criador de tudo e de todos que inclusive fazia o sol rodar à volta da Terra".

Mas voltando ao caso específico do Exu africano, ainda havia um qualificativo deste(s) que a hipocrisia de então não entenderia de forma alguma: era um ser ou divindade FÁLICA. Suas representações (totens) mostravam claramente o falo (membro sexual masculino), o que para os africanos simbolizava algo como um princípio de virilidade (também muito procurado nas culturas mais antigas porque a reprodução era fator imprescindível para a continuidade das espécies) e que para os europeus era "significado claro de que satanás reinava entre eles".

E para não ser muito extenso, só pelo que foi destacado acima como "qualificativos do Exu africano" e mais as duas lendas (Itans) que foram destacadas na primeira parte desta matéria e mais o que se conhece sobre essas entidades "endiabradas" que começaram a aparecer ainda no meio dos cultos Bantus já aqui no Brasil, vamos às similaridades.

NOTA IMPORTANTE: Por enquanto, antes ainda de chamá-los de EXUS e para não confundir com o verdadeiro Exu, o africano, estarei tratando essas entidades/espíritos que começaram a baixar aqui no Brasil por EKURUNS, como aliás, ainda são conhecidos por muitos.

Exu africano - toma lá dá cá (atua bem desde que receba suas oferendas a contento). Ekuruns, IDEM;

Exu seria capaz de diversas artimanhas até contra aqueles que o cultuam se não fosse atendido em suas vontades. Ekuruns IDEM;

Exu seria convocado principalmente para resolver situações emergentes e ligadas ao dia a dia. Ekuruns, IDEM;

Exu seria convocado para resolver assuntos diversos ligados ao sexo. Ekuruns IDEM;

Exu seria um ser que não segue a moral européia basicamente oficializada no Brasil. Ekuruns IDEM;

Exu, por não seguir regras de conduta morais, segundo as oficializadas, é considerado AMORAL. Ekuruns, IDEM.

E quando se fala de conduta amoral, inclua-se aí o fato de Exu (e Ekuruns), bem ao estilo humano, ser capaz de entrar numa briga por alguém de quem goste (ou que lhe "alimente") a despeito dele estar certo ou errado em suas propostas - pura FIDELIDADE em princípio, mas condenada por todos os que julgam atos dos outros por suas crenças e enraizamentos morais particulares mas que nem sempre agem segundo elas. E estranhamente criticada também por seres que usam "DEUS" especificamente no sentido de minorar seus problemas diários, de todas as espécies, inclusive sociais e sexuais visando enriquecimentos, inclusive.

Não estou defendendo a amoralidade dos Exus e nem dos Ekuruns, mas que é muito mais fácil se enxergar e se escandalizar com a amoralidade alheia do que com a própria, lá isto é, não é mesmo?

Pois é. Por tantas (estas citadas e muito mais) similaridades comportamentais, a maioria dos antes chamados Ekuruns (espíritos de diversas procedências) passaram a ser identificados como Exus e assim intitulados. E este título passou a ser tão usado que, pela "lei da repetição" os ESPÍRITOS Exus viraram, na atualidade, e para quem é mediador (intermediário) de ES-PÍ-RI-TOS e não de O-RI-XÁS, mensageiros para uns, divindades para outros e portanto, por extensão de entendimentos sobre DI-VIN-DA-DE, SERES DE LUZ(?).

E ainda mais: ignorando totalmente os qualificativos dos Exus de fato e direito - OS AFRICANOS - colocam viseiras e não querem entender que PARA SER INTITULADO EXU o Espírito tem que, pelo menos, ter TRAÇOS COMPORTAMENTAIS com o ORIGINAL.

Se não tiver, se for só "bonzinho", se não for amoral (às vistas do que se compreende como tal), se não mais "fizer das suas", se não atuar mais por trocas, se ao invés de ativar a sexualidade desvanecê-la, e, principalmente se tudo isto for verdade e não mais uma estratégia de Exu para criar seguidores crentes .... então, o Espírito NÃO É MAIS UM EXU e pode até aceitar que o chamemos assim, mas EXU mesmo ele não é mais.

Mas .... aconteceu também de no passado, muito antes da Umbanda existir no Brasil, junto com os Ekuruns Machos aparecerem Ekuruns Fêmeas baixando nas Macumbas que, por serem FÊMEAS, mesmo que em aspectos comportamentais se assemelhando aos Exus africanos não puderam ser incluídas na titulação de EXU já que EXU sempre foi o ser criado para ser MACHO (lembra-se do falo representativo?). O que aconteceu, então, em relação a esses Espíritos Fêmeas?

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* Totem - animal, planta ou objeto que serve como símbolo sagrado de um grupo social (clã, tribo) e é considerado como seu ancestral ou divindade protetora.

**Carranca - tipo de escultura com feições nem sempre humanas que se crê ter por finalidade "espantar maus espíritos".

***MORAL - conjunto de valores, individuais ou coletivos, considerados como norteadores das relações sociais e da conduta dos homens.

Por Claudio Zeus
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DOMINGO, 21 DE AGOSTO DE 2011



O QUE É QUIUMBA


Existem casos de médiuns desavisados, não doutrinados, ignorantes e não evangelizados, que abrem as portas da sua mediunidade para a atuação de quiumbas, verdadeiros marginais do baixo astral, que tudo farão para ridicularizar não só o médium, como o terreiro, bem como a Umbanda. Em muitas incorporações onde a entidade espiritual ora se faz presente como Guia Espiritual e ora como Guardião, ou é a presença do animismo do médium (arquétipo) ou é a presença de um quiumba.
Vamos estudar e entender a atuação dos quiumbas, para uma fácil identificação.O quiumba nada mais é do que o marginal do baixo astral, e também é considerado um tipo de obsessor. Espíritos endurecidos e maldosos, que fazem o mal pelo simples prazer de fazer, e tudo o que é da luz e o que é do bem querem a todo custo destruir.
Esses espíritos, “quiumbas”, vivem onde conhecemos por “Umbral” onde não há ordem de espécie alguma, onde não há governantes e é cada um por si. Muitas vezes são recrutados através de propinas, pelos magos negros para que atuem em algum desafeto.Na Umbanda existe uma corrente de luz, denominada de Boiadeiros, que são especializados em desobsessão, na caça e captura desses marginais (os quiumbas os temem muito), e os trazem até nós para que através da mediunidade redentora possam ser “tratados”, ou seja, terem seu corpo energético negativo paralisado através da incorporação e serem levados para as celas prisionais das Confrarias de Umbanda, onde serão devidamente esgotados em seus mentais e futuramente se transformarão em um sofredor, e ai sim estarão prontos a serem encaminhados aos Postos de Socorros Espirituais mais avançados, pois já se libertaram através do sofrimento, de toda a maldade adquirida.O processo que devemos realizar para evitar os nossos irmãos “quiumbas” é o mesmo da obsessão, mas, o processo para “tratá-los” é peculiar à Umbanda e cada caso é analisado particularmente pelos Guias Espirituais que utilizam diversas formas (que conhecemos como arsenal da Umbanda) para desestruturar as manifestações deletérias negativas desses nossos irmãos.
Como identificar um quiumba incorporado
O que infelizmente observamos na mediunidade de muitos é a abertura para a atuação dos verdadeiros quiumbas, se fazendo passar por Exus, Pombas Gira ou mesmo Guias Espirituais, trazendo desgraças na vida do médium e de todos que dele se acercam. Notem bem, que um quiumba, ser trevoso e inteligente, somente atuará na vida de alguém, se esta pessoa for concomitante com ele, em seus atos e em sua vida. Os afins se atraem. O médium disciplinado, doutrinado e evangelizado, jamais será repasto vivo dessas entidades. Lembre-se que o astral superior é sabedor e permite esse tipo de atuação e vibração para que o médium acorde e reavalie seus erros, voltado à linha justa de seu equilíbrio e iniciação.Como os quiumbas são inteligentes, quando atuam sobre um médium, se fazendo passar por um Guardião.
Por isso vemos, infelizmente, em muitos médiuns, esses irmãos do baixo astral incorporados,
mas é fácil identificá-los. Vamos lá:
Pelo modo de se portarem: são levianos, indecorosos, jocosos, pedantes, ignorantes, maledicentes, fofoqueiros e sem classe nenhuma;
Quando incorporados: machões, com deformidades contundentes, carrancudos, sem educação, com esgares horrorosos e geralmente olhos esbugalhados. Muitos se portam com total falta de higiene, babando, rosnando, se arrastando pelo chão, comendo carnes cruas, pimentas, ingerindo grandes quantidades de bebidas alcoólicas, fumando feito um desesperado, ameaçando a tudo e a todos. Geralmente ficam com o peito desnudo (isso quando não tiram a roupa toda); utilizam imensos garfos pretos nas mãos.
Geralmente, nos ambientes em que predominam a presença de quiumbas, tudo é encenação, fantasia, fofoca, libertinagem, feitiçaria para tudo, músicas (pontos) ensurdecedoras e desconexas, nos remetendo a estarmos presentes num grande banquete entre marginais e pessoas de moral duvidosa.
Nesses ambientes, as consultas são exclusivamente efetuadas para casos amorosos, políticos, empregatícios, malandragem, castigar o vizinho, algum familiar, um ex-amigo, o patrão, etc.
Os atendimentos são preferenciais, dando uma grande atenção aos marginais, traficantes, sonegadores, estelionatários, odiosos, invejosos, pedantes, malandros, alcoólatras, drogados, etc., sempre incentivando, e dando guarida a tais indivíduos, procedendo a fechamento de corpos, distribuindo “patuás e guias” a fim de protegê-los. Com certeza, neste ambiente estará um quiumba como mentor.
Certamente será um quiumba, quando este pedir o nome de algum desafeto para formular alguma feitiçaria para derrubá-lo ou destruí-lo.
Os quiumbas costumam convencer as pessoas de que são portadoras de demandas, magias negras, feitiçarias, olhos gordos, invejas, etc. inexistentes, sempre dando nome aos bois, ou seja, identificando o feitor da magia negra, geralmente um inocente (parente, amigo, pai de santo, etc.) para que a pessoa fique com raiva ou ódio, e faça um contra feitiço, a fim de pretender atingir o inocente para derrubá-lo. Agindo assim, matam dois coelhos com uma cajadada só: afundam ainda mais o consulente incauto que irá criar uma condição de antipatia pelo pretenso feitor da magia, e pelo inocente que pretendem prejudicar.
Os quiumbas invariavelmente exigem rituais disparatados, e uma oferenda atrás da outra, todas regadas a muita carne crua, bebidas alcoólicas, sangue e outros materiais de baixo teor vibratório. Atentem bem, que sempre irão exigir tais oferendas constantemente, a fim de alimentarem suas sórdidas manipulações contra os da Luz, e sempre efetuadas nas ditas encruzilhadas de rua ou de cemitério, morada dos quiumbas.
Pelo modo de falarem: impróprio para qualquer ambiente. É impressionante como alguém pode se permitir ouvir palavrões horrorosos, a guiza de estarem diante de uma pretensa entidade a trabalho da luz.
Pelas vestimentas: são exuberantes, exigentes e sempre pedem dinheiro e jóias aos seus médiuns e consulentes.
Os quiumbas incitam a luxúria, incentivam as traições conjugais, as separações matrimonias e geralmente quando incorporados, gostam de terem como cambonos, alguém do sexo oposto do médium, geralmente mais novos e bonitos (imaginem o que advirá disso tudo).
Os quiumbas, nos atendimentos, gostam de se esfregarem nas pessoas, geralmente passando as mãos do médium pelo corpo todo do consulente, principalmente nas partes pudentas.
Os quiumbas incorporados conseguem convencer algumas consulentes, que devem fazer sexo com ele, a fim de se livrarem de possíveis magias negras que estão atrapalhando sua vida amorosa. E ainda tem gente que cai nessa.
Se for uma quiumba, mesmo incorporada em homens, costumam alterar o modo de se portarem, fazendo com que o homem fique com trejeitos femininos e escrachados. Costumam também travestir o médium (homem) com roupas femininas com direito a maquiagem e bijuterias.
Os quiumbas atendem a qualquer tipo de pedido, o que um Guia Espiritual ou um Guardião de Lei jamais faria. Ao contrário, eles bem orientariam o consulente ou o seu médium, da gravidade e das conseqüências do seu pedido infeliz.
Os quiumbas (e só os quiumbas) adoram realizar trabalhos de amarração, convencendo todos de que tais trabalhos são necessários e que trarão a pessoa amada de volta (ledo engano quem assim pensa). Esquecem-se de que existe uma Lei Maior que a tudo vê e a tudo provê. Se fosse assim tão fácil “amarrar” alguém, certamente não existiriam tantos solteiros por este país afora.
Os quiumbas fazem de um tudo para acabar com um casamento, um namoro, uma família, incitando as fofocas, desuniões e magias negras.
No caso de quiumbas se passando por um Guia Espiritual ou mesmo um Guardião, geralmente utilizam de nomes exdrúluxos, indecorosos e horrorosos, remetendo a uma condição inferior. Exemplo: Pomba Gira Leviana; Pomba Gira Assanhada; Pomba Gira Prostituta; Pomba Gira Mariposa; Pomba Gira da Desgraça; Pomba Gira Rameira; Pomba Gira Siririca; Exú Trapaceiro; Exú Tagarela; Exu Lambada; Exú Fracalhão; Exú Gostoso; Exú Falador; Exú Suspiro; Exú Come Tuia; Exú Acadêmico; Exú Galhofeiro; Exú Arruaça; Exú Alegria; Exú Cheira-Cheira; Exú Malandrinho; Exú Encrenca; Exú Topada.
No caso de se passarem por Guias Espirituais, com certeza utilizarão nomes simbólicos que representam, geralmente condições humanas degradantes, como: Caboclo da Saia Curta; Caboclo da Pá Virada; Preto Velho Beiçudo; Preta Velha Barriguda; Baiano 7 Facadas; Baiano da Morte Certeira; Baiano Cabra Macho; Baiana Risca Faca; Boiadeiro Lascado; Boiadeiro Pé de Boi; Boiadeiro Laço da Morte; Marinheiro da Morte; Marinheiro da Cana Forte e assim por diante.
Obs: Dificilmente encontraremos quiumbas se passando por Caboclos, Pretos Velhos, Crianças ou Linha do Oriente. Já os Baianos, Boiadeiros, Marinheiros e Ciganos, favorecem aos médiuns incautos a presença de quiumbas mistificando, pelo fato de terem o arquétipo totalmente desvirtuado pelos humanos.É só observar. É simples verificar a presença de um quiumba em algum médium. Tudo o que for desonesto, desamor, desunião, invigilância aos preceitos ensinados pelo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, personalismos, egocentrismo, egolatrias, sexo, falta de moral, etc., com certeza estará na presença de um quiumba.
Cuidado, meus irmãos. Não caiam nessa armadilha. Quando um quiumba se agarra vibratoriamente em um médium, dificilmente largarão aqueles que os alimentam com negatividade, dando-lhes guarida por afinidade.Dissemos tudo isso, para que nossos irmãos pudessem avaliar a gravidade e permitir a presença de qualquer espírito em sua mediunidade. Lembrando que semelhantes atraem semelhantes.Analisem dentro da razão e bom senso, e constatarão a veracidade dos fatos. Não estamos aqui para criticar esse ou aquele irmão com sua mediunidade, mas sim, esclarecer dentro da luz da ciência umbandista, que todos os desavisados estarão sujeitos a terem do seu lado, não um Guia Espiritual de Luz, mas sim, um espírito embusteiro, cuja finalidade é tão somente achincalhar a Religião de Umbanda, e levar o médium e seus seguidores, à falência espiritual.
Reparem bem, que muitos pseudo-espíritos têm o grave costume de ingerir grande quantidade de bebidas alcoólicas. Vamos elucidar tal fato, para que você leitor, possa saber o que realmente ali está incorporado.
CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE O ÁLCOOL
Em alquimia, como o nome já sugere é considerada a 5ª essência dos elementos.É um elemento que desagrega e separa a substância etérea ao mesmo tempo em que estabiliza um padrão que pode ser de origem mental ou consciencial. Sendo a 5ª essência, equivale, portanto, ao plano mental de quem o está manipulando, constituindo um excelente veículo na composição de medicamentos principalmente homeopáticos e outros. Na Umbanda, cujos Sagrados Orixás constituem a consciência Divina dos elementos planetários e suas egrégoras somatizadas, observamos uma constante transmutação entre um elemento e outro e uma integração entre “vida e morte”, ou melhor, transferência de uma dimensão para outra em diversos estágios de tempo.No trabalho em Templos Umbandistas, eles aceleram o processo, extraindo essências de ervas, das flores e também das pessoas, tocando, repondo, transferindo e transmutando para um padrão elevado de acordo com o padrão mental das pessoas que buscam auxílio e dos que dirigem o ritual. Já, nos trabalhos da esquerda (quimbanda), os elementos são mais densos e compactos, exigindo muito esforço para transmutar e extrair fluidos. Por isso é preciso saturar o ambiente utilizando o éter ou álcool para romper e movimentar os elementos astrais agregados.
Os processos de magias e formas pensamentos de baixa vibração, muitas vezes são sustentados por poderosos regentes do plano astral inferior e mantidos por pessoas possuidoras de ódios, sentimentos de vingança, inveja, etc. No entanto, para desfazer e desagregar esses processos torna-se necessário utilizar os mesmos elementos usados para agregar. Porém, há variações em termos de quantidade, dependendo do poder mental e acessoria espiritual de quem se predispor a inverter estes processos. É preciso entender que os seres evocados para realizar a magia atuam como elementos neutros. Quanto à intenção, atendem ao poder mental de quem os solicita, ocupando uma faixa de freqüência baixa com seres do astral inferior, que aproveitam tudo o que venha a sustentar seu meio de ação. No caso da utilização da bebida alcoólica, os Regentes da Quimbanda utilizam tanto para agregar como para desagregar substâncias e formas astrais, como também formas pensamentos de origem inferior, pois estas são imediatamente atraídas pelas substâncias etéreas contidas no álcool. Cabe aos Regentes da Luz, utilizar elementos de natureza superior para elevar estas freqüências e eliminar as tendências negativas de cada caso.De qualquer forma o éter extraído do álcool, também é um elemento neutro que se torna poderoso agente quando submetido às forças do pensamento que atrai esses agentes do plano astral.
Quando uma entidade espiritual ou Orixá é invocado, sintoniza com as intenções mentais e sentimentais dos envolvidos, atraindo para o seu centro de força, todo tipo de miasmas e larvas astrais..Para centralizar as intenções para o bem, precisa movimentar o éter extraindo dos elementos por eles solicitados visando controlar estes seres inconscientes, em certos casos eliminá-los completamente, no caso de desmanche de magias. O álcool, por ser um agente poderoso quando ativado deve ser usado com parcimônia. Nunca além do necessário, pois, pode levar à inconsciência se usado com excesso. De qualquer forma é prudente evitar oferecer qualquer bebida alcoólica antes de ser solicitada pela direção de um Guia Espiritual, um Guardião de Lei, para evitar a invasão de forças indesejáveis de ambientes impregnados. Dirigido por uma Entidade Espiritual responsável, haverá um direcionamento correto, visando o fim desejado, pois, o mesmo agirá dentro da Lei Maior que representa. Outro fator é que ao se submeterem ao contato com a nossa dimensão, estas entidades usam as energias do seu próprio campo de forças para interagir com o campo mental e intencional dos seres humanos e, para manterem seus corpos espirituais de manifestação. Corpos astrais, Etéricos e Mentais, precisam repor suas energias, por isso são solicitadas as oferendas que inclui um catalisador, no caso de Guardião a pinga e da Guardiã a Sidra (não utilizar o champanhe; deve ser a sidra, pois é feita de maçãs), liberando o éter para facilitar a reconstituição dos mesmos. Essas oferendas colocadas em seus campos de forças específicos, devem ser acompanhadas de pensamentos equilibrados e firmes.
Deve-se pensar coisas boas como a cura de alguém que precisa de ajuda, levantar os caídos nas lidas humanas, etc., enfim, pensamentos altruístas; isto também ajuda a fortificar e iluminar o caminho evolutivo da entidade ou das entidades solicitadas para atender os pedidos. Quanto à ingestão de bebidas pelos médiuns, a princípio deve ser evitada ao máximo, a não ser que a entidade atuante em caso de desmanche de magias muito fortes, tenha que limpar fluidos absorvidos pelos chacras do médium, atingindo seus órgãos internos, no entanto sem desmandos desnecessários, bastando somente um ou outro pequeno gole, que já bastará para acionar o éter alcoólico necessário na manipulação energética e magística.

Os Guias Espirituais nunca utilizam álcool para alimentar seu vício e nem mesmo o vício do médium.
Lembre-se que a utilização é somente para efeitos terapêuticos, físico-espirituais e mesmo assim com muita sobriedade, sem desmandos e exageros, pois se preocupam com o bem estar físico e espiritual de seus médiuns. No entanto, o Sacerdote Umbandista pode usar outros meios e elementos ritualísticos para efetuar essa “limpeza”, evitando ao máximo a ingestão de bebida alcoólica. A utilização de bebidas alcoólicas deve ser realizada de forma discreta e longe do público externo para evitar interferências de pessoas despreparadas mentalmente. A Doutrina Umbandista nada proíbe, mas mostra ao homem através da fé racionada, que ele é livre para realizar seus desejos, mas deve ter consciência das conseqüências boas ou más de seus atos. O ato de beber jamais fez bem a quem quer que seja. É através dos alcoólicos que as regiões infernais mais se abastecem de energia. Os danos da bebida são terríveis, pois são repassados pelos exemplos dos pais para os filhos, dos médicos para os pacientes, dos umbandistas viciados para os seus seguidores. Todo Umbandista que se encontra engajado nos labores mediúnicos, seja qual for a ocupação, deveria abdicar do uso dos alcoólicos em seu regime alimentar. Isto porque o álcool traz múltiplos inconvenientes para a estrutura da mente equilibrada e dos chacras, considerando-se suas toxidez e a rápida digestão de que é alvo, facilitando grandemente que, de modo fácil, o álcool entra na corrente sanguínea do individuo, fazendo seu efeito característico. Mesmo os inocentes aperitivos devem ser evitados, tendo-se em mente que o médium é médium as vinte e quatro horas do dia, todos os dias, desconhecendo o momento em que o Mundo Espiritual necessitará da sua cooperação. Além do mais, quando se ingere uma porção alcoólica, cerca de 30% são rapidamente eliminados pela sudorese e pela dejeção, mas cerca de 70% persistem por muito tempo no organismo, fazendo com que alguém que, por exemplo, haja-se utilizado de um aperitivo na hora do almoço, à hora da atividade noturna não esteja embriagado, no sentido comum do termo, entretanto, estará alcoolizado por aquela porcentagem do produto que não foi liberada do seu organismo. Segundo a ciência oficial, a cada dose de bebida alcoólica ingerida, um neurônio cerebral é destruído. Finalizando: o álcool no organismo faz com que os dutos energéticos estejam sobrecarregados de matérias tóxicas e o que você passará, através de passes, a título de fluidos regeneradores, serão na verdade fluidos envenenadores.
Portanto:
• Alguém poderia calcular a toxidade adquirida pelo médium através da ingestão de bebidas alcoólicas por parte de pretensos guias incorporados?
• Qual o motivo plausível e espiritual de uma entidade espiritual ingerir grandes quantidades de bebidas alcoólicas?
• Porque será que alguns “guias” pedem wuisky, vermout, campari, batidas de coco, conhaque, cerveja, malzibier, etc, etc, etc.??? Alguma coisa está errada; ou esses “guias” não vêem a hora de incorporar num médium, para poderem bebericar à vontade, inclusive escolhendo bebidas diferentes e exóticas? Meditem…

Trechos do livro “O ABC do Servidor Umbanda”por Pai Juruá (no prelo)
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VOCE ESTÁ COM ZUMBIDO NO OUVIDO?



Ultimamente tenho ouvido muitas queixas sobre zumbidos, tonturas, labirintites, dores de cabeça, falta de sono e ou sono excessivo, fadiga, astenia, a lista anda grande!!!

Achei estas informações interessantes por isso , repasso:

Culpa da glândula pineal

A pineal está localizada no meio do cérebro, na altura dos olhos. Ela é um órgão cronobiológico, um relógio interno. Como ela faz isso? Captando as radiações do Sol e da Lua. 

Nós vivemos em três dimensões e nos relacionamos com a quarta, através do tempo. A pineal é a única estrutura do corpo que transpõe essa dimensão, que é capaz de captar informações que estão além dessa dimensão nossa

Para Descartes é o ponto em que a alma se liga ao corpo, até na questão física há uma lógica que é esta glândula que lida com a outra dimensão, e isso é um fato.
Todos os animais têm essa glândula; ela os orienta nos processos migratórios porque sintoniza o campo magnético. Nos animais, a glândula pineal tem fotorreceptores iguais aos presentes na retina dos olhos, porque a origem biológica da pineal é a mesma dos olhos, é um terceiro olho, literalmente.

O espiritual age pelo campo eletromagnético, se há uma interferência espiritual por exemplo, se dá justamente pelo campo eletromagnético. A interferência acontece na natureza pelas leis da própria natureza. 

Segundo Sérgio Felipe de Oliveira, a pineal captaria informações do mundo espiritual por ondas eletromagnéticas, como “um telefone celular”, e as transformaria em estímulos neuroquímicos.

A parapsicologia diz que estes campos eletromagnéticos podem afetar a mente humana. As pessoas submetidas a essas experiências teriam tido “visões” e sentiram presenças espirituais. O dr. Persinger atribui esses fenômenos à influência dessas ondas eletromagnéticas.

Pesquisas recentes indicam que a pineal está ligado a dois centros nervosos, um de cada ouvido. Estes dois centros nervosos, e mais o centro situado na própria glândula, formam um triângulo, com a pineal no centro da cabeça com o ápice ou vértice superior, e dois centros nervosos dos ouvidos formando a base. Assim, os pesquisadores elaboraram o princípio de que tudo o que afete os tímpanos afetará a pineal, qualquer princípio que afete a pineal afetará os tímpanos.

A glândula está localizada em uma área cheia de líquido. o som faz o líquido vibrar, provocando uma reação na glândula. Essa belezinha, converte ondas eletromagnéticas em estímulos neuroquímicos.

A Física Quântica diz que tudo é vibração e nós vibramos em diferentes freqüências, também somos influenciados em diferentes freqüências, por meio natural ou não (falaremos disso mais tarde). 

Estamos sendo bombardeados com energias vindo da galáxia, incluindo o bombardeio do Sol, tudo isso afeta a Terra e logicamente nos afeta.

Quanto mais se intensifica o som, mais a pineal "trabalha", quanto mais ela trabalha, mais se intensifica o som, formando um circulo que nos leva rapidamente ao estado de projeção consciente

Sendo assim, meus amigos, os barulhos, zumbidos, apitos, sininhos...que você pode estar ouvindo diariamente ou esporadicamente são produzidos pelo trabalho/desenvolvimento da glândula pineal e todo um fator externo está contribuindo para isso. 

Essa glândula é nossa conexão com outras dimensões, nossa glândula foi danificada ao looongo do tempo, por falta de uso, química (veneno) nos nossos alimentos, poluição e acredito que a nossa contribuição tenha realmente sido a maior de todas, porque caímos nas ilusões materialistas e hoje somos extremamente apegados a tudo que os nossos 5 sentidos podem tocar, sentir, ver e ouvir...

No nosso corpo habitam segredos e mistérios que nem mesmo nós descobrimos !

autor desconhecido

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POVO DE ARUANDA




Fala-se muito em Aruanda, principalmente nas casas de Umbanda de raízes, pois os ensinamentos antigos falam de um local puro, onde encontram-se as entidades de luz, Aruanda é casa de paz, é casa da alma purificada é como se ali encontra-se a verdadeira humanidade sem as impurezas de nosso planeta. 
Aruanda representa uma enorme cidade de luz etérica que orbita a estratosfera da TERRA, similar a cidades nórdica de ASGARD. ASHAN é uma outra cidade similar a ARUANDA, que órbita da mesma forma a Terra a milhares de anos e representa da mesma forma, um ponto como se fosse um Portal de acesso para o nosso plano.

Onde diversos Guias de Luz e Irmãos da Espiritualidade desenvolvem suas atividades de ajuda a humanidade e a biosfera de uma forma geral. Estas cidades tem a função de dar sustentação aos irmãos que já estão dentro da luz, que ainda tem um grande serviço a prestar a humanidade.

ARUANDA representa o foco direto dos trabalhadores que interagem em todos os planos da Terra, desde o foco humano ate o reino mineral, através de seres que já encarnaram na Terra e tem uma missão de resgate para com a mesma. A atuação de Aruanda possui um ponto de comunicação, que é o foco de interface com os Orixás que estão ligados ao Pai Maior. Aruanda possui uma população media de 7 milhões de Irmãos Espirituais , que estão a serviço da libertação e ajuda a humanidade e aos seres que ainda estão presos no Umbral e nos planos intraterrenos.

Esses 7 milhões de irmãos atuam em diferentes áreas da Terra e se manifestam dentro de muitas linhas para poderem se comunicar com a nossa civilização, a mais conhecida é através do processo mediúnico, onde entidades supostamente desencarnadas estão ajudando as pessoas dentro do espiritismo e espiritualismo, mas existem muitas outras que atuam sobre a humanidade. Aruanda é um local de paz e de trabalho em pró da espiritualidade, além de Aruanda há outras cidades que muito contribuem para com a espiritualidade. Alem disso são as universidades de despertar dos filhos que desencarnam e passam a atuar na Terra através da espiritualidade, para darem continuidade às tarefas de ajuda a humanidade, que estão comprometidos com as hierarquias de amor e de luz do Pai Maior.

Aruanda existe a mais de 4 milhões de anos, mas está sobre a Terra a 475 mil anos, buscando organizar o caos que foi instaurado pelas Falanges de Espíritos Trevosos, que tentaram e ainda tentam combalir os Espíritos de Luz, uma verdadeira Guerra Astral, quando esta guerra iniciou, muita destas cidades como Aruanda, foram totalmente destruídas, todo este poderio das forças negativas se deu por formas de pensamentos trevosos que estavam sendo geradas pelos processos reinantes na Terra naquela época e nos dias atuais.

Cada cidade de certa forma tem uma relação com setores específicos da Terra e com suas culturas, na verdade Aruanda, por exemplo, tem uma ligação muito importante com as antigas culturas do continente e com as cidades da Atlântida, que tinham a ligação com a espiritualidade da época. Assim os povos que passaram a cultuar o espiritualismo, como no Brasil e na África, passaram a ter contato com os irmãos dessa Cidade, que representa um portal de comunicação com o além, o mesmo ocorreu com outras culturas de acordo com suas bases religiosas.

Cada Irmão Espiritual que se manifesta com a humanidade, proveniente dessas Cidades, um total de aproximadamente 33 cidades, é na verdade um enviado da Luz, que dentro de seu plano emocional e intelectual, esta despertando para uma nova realidade e através da ajuda de resgate, que oferece a nós aqui na Terra, acaba também por despertar. Por esse motivo os seres que incorporam, normalmente não falam muito dessas cidades, pois estão proibidos por ser um tema, que a maior parte da humanidade Espírita e ou Espiritualista ainda não aceitaria, assim torna-se apenas uma colônia de desencarnados, mas na verdade na medida em que a entidade é mais iluminada, ela pode esclarecer mais detalhes sobre as mesmas, na medida em que seus discípulos na Terra estejam capacitados a lidarem com essas informações, que na maior parte são surpreendentes.

Todos aqueles que queiram ter acesso a essas Cidades, basta pedir a seus Guias ou Entidades com quem vocês têm contato, para que possam receber uma ajuda para acessar a Cidades. Uma das entidades que tem esse poder de selecionar as pessoas capacitadas a entrar nas cidades etéricas desse gênero é CABOCLO PENA BRANCA e as correlatas linhas de PENA, que estão no alto comando da cidade de Aruanda. As outras cidades podem ser acessadas da mesma forma através dos respectivos Espírtitos de Luz. Para autorizar ou não a um ser humano encarnado a ter acesso a essas cidades, o que vai limitar isso, é na verdade o grau de consciência dessa pessoa. Portanto a chave, mais uma vez, esta no coração de cada um de nós, o que nós somos realmente, pois o cartão de visitas é a nossa emanação de luz e de amor.

Enquanto a humanidade não aprender a amar de verdade e a sustentar esse amor em suas atitudes, ela não poderá se comunicar com o além, pois esse além existe dentro de um plano dimensional de harmonia, que esta muito longe do atual tumulto que a maior parte ainda sustenta. Enquanto a violência existir dentro de cada um de nós, como umas formas de manifestação, não estarão prontas para a comunicação com os verdadeiros Irmãos de Luz. 

Emidio de Ogum

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O DESPERTAR ESPIRITUAL



A REVOLUÇÃO DE TODAS AS REVOLUÇÕES

A consciência de milhares de pessoas está a um passo de um grande despertar. 

Não demorará muito para que pela primeira vez na história do plano terrestre, possamos experimentar a primeira escala de despertar em massa, em termos de números isto não chegará a 0,1% da humanidade, mas, alguém já conseguiu imaginar que na terra pudesse um dia existir simultaneamente milhares de Cristos ressuscitados, Budhas despertos, Krishnas divinizados, ou seja, milhares de seres humanos plenamente realizados vivendo como contemporâneos?

Como em todos os demais momentos cruciais da história, onde um pequeno grupo de pessoas, representaram a força motriz de um processo de mudança, todavia nesta revolução não será diferente, mesmo tratando-se de uma revolução espiritual pois, através desta as pessoas não serão usadas em sua inconsciência como massa de manobra e simplesmente manipuladas para que um grupo determinado possa atingir um fim, muito pelo contrário, tudo será compartilhado e servirá para a elevação da consciência coletiva.

A espiritualidade representa a revolução mais profunda, silenciosa e visceral da cultura humana, porque a revolução espiritual transcende toda a lógica comum e vai muito além de qualquer ideologia já pensada em bases limitadas e utópicas, sem dizer que esta tem como base uma matriz que é a oposta de toda a matriz da dinâmica da psicologia do ego.

Enquanto o ego lança o homem a um estado selvagem e primitivo cujo alicerce de relação primordial entre os seres está baseado no julgamento, no medo, na competição, na disputa, na luta, na barganha e no interesse unilateral a dinâmica espiritual estabelece o perdão, o ágape fraterno, a colaboração, a ajuda mútua, a fraternidade e o amor ao próximo como a base da verdadeira comunicação e alicerce das relações humanas.

Enquanto o ego está sempre preocupado em receber e busca com voracidade tudo para si, alimentando o espírito capitalista do consumismo alienado que caminha em direção a um comportamento doentio e destrutivo que gera desequilíbrio em todo o planeta, a espiritualidade reconhece no interior de cada indivíduo a verdadeira fonte de riqueza, realização e plenitude, contribuindo para o fundamento concreto de uma nação universal sem fronteiras, pacífica, construtiva e verdadeiramente saudável.

Enquanto a história da revolução humana tem por relevo e destaque as mudanças econômicas e as relações de produção de cada época, a revolução espiritual vai muito além, porque supera todos os paradigmas humanos, modificando não somente o modo do homem de produzir e gerar riquezas, mas de se relacionar consigo, com seu semelhante, com a natureza, colocando-o como o valor central de todos os valores, retirando assim o capital do ponto central das bases e motivações do agir humano.

As linhas gerais da natureza apontam para o início de uma transição da consciência planetária que está muito além daquilo que a velha mente preconceituosa tenta denominar pejorativamente de místico e supersticioso, entretanto, a expansão da consciência como fenômeno observável dentro da psicologia social vigente desprovida do academicismo, prova dia e mais dia que o número de indivíduos que caminham nesta direção se multiplicam de uma forma nunca antes vista e, portanto afirmo com convicção, estamos no limiar de uma nova era, como muitos já vem anunciando a tempos.

Certamente a educação terá um papel fundamental, como já está tendo um papel crucial neste processo, uma educação holística que não alimenta a patologia do desenvolvimento unilateral, mas que contribui para uma visão global de ser humano, auxiliando na transição de uma sociedade "patriarcal" e animalista para uma sociedade natural humanista, pode-se dizer que a transformação do individuo por esta nova educação é a base desta revolução.

Bem vindo a revolução de todas as revoluções, bem vindo ao Despertar Espiritual!

fonte::http:dedentrodamatrix.blogspot.com

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EXU na Umbanda o Grande Mistério. Um Mistério? PARTE I


Vamos iniciar agora uma matéria sobre Exus na Umbanda que, desde o início já é bom avisar, que visa analisar esta Linha de Trabalho dentro de parâmetros racionais, sem as MITIFICAÇÕES bastante comuns em algumas literaturas o que, muito certamente, poderá parecer aos mais afoitos (principalmente aos exumaníacos) , por conceitos que serão expostos, que seria uma tentativa de menosprezar estes falangeiros em vista de tanto endeusamento que se alastra como "ensinamentos" nos dias de hoje e que são absorvidos como tal, principalmente pelos mais novos que chegam a entender (talvez até mesmo para "benefício próprio") que TODO EXU É UM ORIXÁ E PORTANTO QUASE UM DEUS.

É muito interessante como essa tal de tradição oral se torna tão benfazeja para muitos na medida em que permite "ajustes", "interpretações pessoais", "adequações interpretativas", moldagens de acordo com o que se entendeu ou pensou-se entender com decorrentes permissões para adaptações de "conceitos finais" que se tornam trampolins para novas teorias que logo se tornam "teses" e se alardeiam, de tão repetidas que são, como "sabedorias" e até "doutrinas teológicas" muitas vezes sem qualquer racionalidade.

Como se não bastasse a "tese(?)" do Exu-Orixá na Umbanda, mais recentemente tenho encontrado pessoas que falam até de "Orixá Exu-Mirim" e nem vou mais me assombrar, em vista dos fatos, se começar a escutar ou ler sobre "Orixá Pomba Gira", "Orixá Malandro" e possivelmente outros tantos que possam vir a aparecer em função da DIVINIZAÇÃO (que já batizei de EXUMANIA [clique no link] que ocorre em função da EXULATRIA*) de Espíritos que adentraram à Umbanda como AUXILIARES para que aprendessem com os mais evoluídos novos caminhos e formas de trabalho, desligados, desta feita, das barganhas e interesses pessoais indiscriminados (lembre-se de que estou escrevendo sobre UMBANDA DE FATO) conforme lhes era natural nos Canjerês, Quimbandas, etc.

Mas que mistério é este que está se criando em relação aos Espíritos Exus que vieram das Quimbandas e Canjerês pra trabalharem nas Umbandas?

Por que, de uns tempos pra cá, resolveram DIVINIZAR os Espíritos aos quais se dá a alcunha (APELIDO) de Exus (que já foram e ainda são simplesmente EKURUNS**), que desde há muito tempo foram migrando para a Umbanda como AUXILIARES/APRENDIZES de grande valor dos Pretos Velhos e Caboclos, e até Crianças que já estavam dentro da Lei?

Que novidade é esta de que os Exus de Umbanda são Orixás? E se fossem mesmo,Espíritos Humanos que são em maioria nas falanges, porque também não seriam ORIXÁS os Caboclos, Pretos Velhos, Crianças, Baianos, Boiadeiros, Mineiros...? Por que só aos APELIDADOS de Exus estão dando status de Orixá de uns tempos para cá, buscando confundí-los com os Exus dos cultos de Nação afro-brasileira?

E como já está se tornando comum chamarem-se as Crianças de Umbanda de ERÊS (sem qualquer conhecimento de causa, mas por simples VICÍO DE LINGUAGEM), também não será nada difícil que daqui pra frente comecem a instituir o ERÊ-ORIXÁ, não é mesmo? Por que não? E, possivelmente também, mais pra frente ouviremos até sobre os Xirês dos novos orixás criados pelas "umbandas". Por que não, também?

Mas vamos a uma afirmação de base aqui, para que, na seqüência, possamos nos nortear a partir de uma base sólida.

SÓ EXISTE EXU DE VERDADE (seja ele um intermediário, seja um "orixá") A SER REVERENCIADO, NOS CULTOS AFRICANOS DE ORIGEM YORUBÁ (Nagô), mais especificamente na Tradição Ketu. Em cultos de outras raízes a palavra EXU serve apenas para SINCRETIZAR seus intermediários (como também fazem com os voduns e Inkices em relação aos Orixás) com o Exu Ketu, numa forma claríssima de FACILITAR O RECONHECIMENTO DE PROPRIEDADES desses elementais para o público não iniciado ou os profanos, como poderíamos chamar, pelo fato da palavra EXU e seus qualificativos terem sido muito mais difundidos no meio "Candomblecista" e de uma forma geral para o público. Desta forma, entidades como Mavambos, Pambu Injilas, Aluvaiás, Elegbarás, de acordo com a raíz afro, acabaram, aqui no Brasil, sendo chamadas também de Exus.

Dentre os muitos tipos de umbandas (nem todas Umbandas DE FATO E DIREITO) que encontramos por aí, podemos observar que existe uma ala das Umbandas Africanizadas, popularmente chamadas de UMBANDOMBLÉS, que, julgando estarem apoiadas em raízes africanas para montarem seus conceitos sobre Orixás, seus fundamentos práticas e rituais, entendem também que a palavra EXU tem, na Umbanda (em seu todo), a mesma conotação da palavra Exu para os Cultos de Nação Ketu.

Vamos analisar os FATOS ainda antes dos escravos aportarem no Brasil (e até depois em alguns casos) para que possamos desvendar mais esse tal "Mistério Exu" ora tão propalado?

Pelo que consta, muito bem esplanado por Pierre Verger em seu livro "Os Orixás", sabemos, em linhas gerais, que lá na mãe África nunca houve o que aqui chamamos de Candomblé (palavra que na realidade significa apenas reunião e festa para as divindades, sendo de origem Bantu) e que cada aldeia, cada cidade, cada tribo tinha sua própria divindade a ser cultuada; sabemos também que numa determinada tribo, TODOS ERAM CONSIDERADOS protegidos, afilhados, seguidores e até eleguns (os que são tomados) DE UMA SÓ DIVINDADE - a que era cultuada por aquela aldeia específica - não havendo "filhos" de outras divindades numa mesma aldeia.

Não havendo "filhos" de outras divindades cognominadas "orixás", "inkices", "voduns" numa mesma aldeia, também não seria possível, na África, o que foi criado aqui no Brasil como o XIRÊ DE ORIXÁS, que é, nos "Candomblés", uma ordem de chamada e entrada dos orixás para que cada um dance e seja louvado.

Percebe? Se em Oyó, por exemplo, o "santo" era só Xangô, como poderiam fazer lá uma roda de Candomblé com a presença de Oxuns, Yemanjás, Oguns, etc, se até hoje, como se sabe e já foi exposto aqui neste Blog, Oxum, cultuada na região de Ijexá, é uma solene desconhecida na região de Egbá, local em que o culto se dirige a Yemanjá, acontecendo o mesmo para outras diversas tribos e suas divindades (orixás)?

Exu (a verdadeira entidade africana que recebia esta denominação) era considera-do como uma entidade ou "divindade" intermediária entre os humanos e suas divindades (orixás) principais e era assentado (firmado) no chão e não nas cabeças de quaisquer eleguns, como até hoje também não é nos cultos de raiz Yorubá/Ketu ou Ketu/Nagô (exatamente os que usavam e usam o termo Exu para designar este intermediário) aqui mesmo no Brasil, até onde se sabe. Em outras palavras, NÃO SE INICIAM FILHOS PARA EXU exatamente nas tradições onde este nome - EXU - foi criado para esses mensageiros.

O Exu Yorubá, possuia (e possui), contado por seus próprios crentes, algumas qualidades comportamentais bem "interessantes", digamos assim, "divindade mensageira" que era e por isto mesmo, tão mais ligado à materialidade da vida dos humanos que a ele recorriam tentando agradá-lo para que seus pedidos à verdadeira divindade (orixá da tribo) pudessem ser levados sem os tropeços ou artimanhas que Exu sempre soube tão bem engendrar quando não se via satisfeito com qualquer coisa.

Para melhor explicar aos seguidores do culto sobre o temperamento do Exu africano existem diversas Lendas dentre as quais vou destacar algumas para que se veja o quanto de "humanidade", principalmente nas artimanhas, existia (e existe) nesta figura tão debatida e tão pouco compreendida.

PRIIMEIRA LENDA.

Exu sempre foi ranzinza e encrenqueiro, adorava provocar confusões e fazia brincadeiras que deixavam a todos confusos e irritados. Certa manhã acordou desalentado, afinal quem era ele? Não fazia nada, não tinha poder algum, perambulava pelo mundo sem ter qualquer motivação. Isso não estava correto. Todos os orixás trabalhavam muito e tinham seus campos de atuação bem definidos e para ele nada fora reservado. Essa injustiça ele não iria tolerar. Arrumou um pequeno alforje e colocou o pé no mundo. Iria até o Orun exigir explicações. Depois de muito andar, finalmente chegou ao palácio de Olorun. Tudo fechado. Dirigiu-se aos guardas do portão e exigiu uma audiência com o soberano. Eles riram muito.

Quem era aquele infeliz para vir ali e exigir qualquer coisa?

Exu ficou enfurecido nem os guardas daquela porcaria de palácio o respeitavam. Passou então a gritar impropérios contra o grande criador. Imediatamente foi preso e jogado em uma cela onde ficou imaginando como sair daquela situação. Já estava arrependido de ter vindo, mas não daria o braço a torcer. Iniciou novamente a gritaria e tanto barulho fez que Olorun decidiu falar com ele.

Exu explicou o que o trazia ali, falou da injustiça que se achava vitima e exigiu uma compensação. Pacientemente o pai da criação explicou que todos os orixás eram sérios e compenetrados, mas que ele, Exu, só queria saber de confusões e brincadeiras. Então como ousava tentar se igualar aos companheiros? Que fosse embora e não o aborrecesse mais.

Era assim? Não prestava para nada? Era guerra? Resolveu fazer o que mais sabia: Comer!

Todos sabiam de sua fome incontrolável desde o nascimento. Desceu do Orun e começou a atacar os reinos dos orixás.

Comeu as matas de Oxóssi. Bebeu os rios de Oxum. Palitou os dentes com os raios de Xangô. O mar de Iemanjá era muito grande e ele foi bebendo aos poucos. A terra tornou-se árida e prestes a acabar. Por conta disso todos os orixás correram ao palácio em completo desespero. Exu imediatamente foi preso e arrastado novamente até o Orun, desta vez, porém, sentia-se vitorioso. Exigiu ser tratado com respeito e assumir um lugar no panteão divino. Se assim não fosse, nada devolveria e comeria o restante do mundo.

Foi feita então uma reunião para se resolver o grande problema. Olorun não poderia julgar sozinho e todos que ali estavam tinham muito a perder.

Depois de muita discussão chegaram a um consenso. Exu seria o mensageiro de todos eles, o contato terreno entre os homens e os deuses. Ele gostou, mas ainda perguntou:

- E vou morrer de fome?

Nova discussão. Decidiram então que todos os orixás que recebessem oferendas entregariam uma parte a ele. Exu saiu satisfeito, agora sim tinha a importância que merecia, desceu cantarolando e devolvendo pelo caminho tudo que tinha comido e a paz voltou a terra, mas ficou o recado: Com Exu ninguém pode!"


Como se pode perceber pela interação entre divindades citadas no texto, fica claro que esta lenda (Itan) foi criada aqui mesmo no Brasil, não sendo, portanto, uma real descrição do que era cultuado como Exu na África. No entanto, pode-se perceber o posto de Exu como MENSAGEIRO das outras divindades.


Vamos a uma outra.


"Certa vez, dois amigos de infância, que jamais discutiam, esqueceram-se, numa segunda-feira, de fazer-lhe as oferendas devidas.


Foram para o campo trabalhar, cada um na sua roça. As terras eram vizinhas, separadas apenas por um estreito canteiro. Exu, zangado pela negligência dos dois amigos, decidiu preparar-lhes um golpe à sua maneira.


Ele colocou sobre a cabeça um boné pontudo que era branco do lado direito e vermelho do lado esquerdo. Depois, seguiu o canteiro, chegando à altura dos dois trabalhadores amigos e, muito educadamente, cumprimentou-os:


- "Bom trabalho, meus amigos!"


Estes, gentilmente, responderam-lhe: 


- "Bom passeio, nobre estrangeiro!"


Assim que Exu afastou-se, o homem que trabalhava no campo à direita, falou para o seu companheiro:


- "Quem pode ser este personagem de boné branco?"


- "Seu chapéu era vermelho", respondeu o homem do campo à esquerda.


- "Não, ele era branco, de um branco alabastro, o mais belo branco que existe!"


- "Ele era vermelho, um vermelho escarlate, de fulgor insustentável!"


- "Ele era branco, tratas-me de mentiroso?"


- "Ele era vermelho, ou pensas que sou cego?"


Cada um dos amigos tinha razão e estava furioso da desconfiança do outro.


Irritados, eles agarraram-se e começaram a bater-se até matarem-se a golpes de enxada.


Exu estava vingado!


Isto não teria acontecido se as oferendas a Exu não tivessem sido negligenciadas."
(Do livro Lendas Africanas dos Orixás) Pierre Fatumbi Verger/Caribé - Editora Corrupio"
Por Claudio Zeus



Esta é uma outra lenda que pretende ensinar aos seguidores do culto o quanto o Exu africano pode ser ranzinza e o quanto pode engendrar de artimanhas para se vingar daqueles que o contrariam e o quanto age segundo suas próprias "leis".

Em resumo, ambos os itans trazidos demonstram bem o quão AMORAL (não é IMORAL, vejam bem) o Exu africano pode ser, dependendo do que pretenda alcançar.

Por esta amoralidade natural deste ser "divinizado", além de suas outras claras ligações com a sexualidade, sendo tanto o Ogó (aquele bastão de forma fálica que dizem trazer na mão) quanto os elementos também fálicos que são colocados em seus assentamentos, claras alusões a esta sexualidade, o Exu africano foi logo sincretizado com o tal demônio da ICAR desde muito cedo.

Fixando-nos agora aqui no Brasil desde o "princípio do fim da escravatura" e mais precisamente aqui no Estado do Rio, berço da UMBANDA, veremos, ao consultarmos João do Rio em "As Religiões do Rio" [clique no link], que antes dela aparecer, já existiam vários e vários cultos e práticas africanistas eivadas de apêndices buscados e misturados de outros cultos, inclusive com rezas e trechos de livros como a Bíblia e o Alcorão, além das práticas "mágícas", divinatórias e iniciáticas a seus modos e, segundo os "sacerdotes" de então, "conhecimentos trazidos da África".

Nesses cultos, já em 1904, Exu - o que hoje é tido como "orixá" - já era sincretizado e aceito pelos próprios sacerdotes das "Macumbas Cariocas" como "o diabo" e sob este mesmo sincretismo se ufanavam os que o tinham em culto, com claros fins de se tornarem pessoas "respeitáveis pelo poder" que teriam. Afinal, para os leigos e a maior parte dos iniciandos (Abians/ Ntanjis) "eles teriam o próprio demônio aos seus dispores".

Eta "poder", não?

Não entre os de cultura Yorubá, mas entre os Bantus mais especificamente, começaram a se apresentar Espíritos (Eguns/Kilenjis) de índios principalmente, que a princípio foram tidos como ancestrais aqui da terrinha e também outras entidades meio que "endiabradas" que, posteriormente, pela semelhança comportamental com o Exu Nagô (mas também com seus Mavambos, Pambu Injilas, etc.) e a partir do momento em que os próprios Bantus passaram a se utilizar de terminologias Nagôs para identificarem suas "divindades", foram APELIDADAS DE EXUS.

E por que, mais detalhadamente, esses Espíritos foram chamados (apelidados) de Exus sem serem ORIXÁS e sim ES-PI-RI-TOS?
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OBSERVAÇÕES


* - EXULATRIA = excesso de admiração pelos Exus; idolatria aos Exus.
** - EKURUNS = foram seres vivos no passado que trabalharam para o malefício de vidas como, assassinos, estupradores, pessoas que fizeram algum mal a si mesmos e a outros. Estes Eguns voltam com o propósito de fazer o pagamento de suas dividas ajudando seres humanos até que possam reencarnar. Cada passo para o bem de alguém, mais próxima a reencarnação esta presente; cada passo mal que os mesmos fazem, mais tempo deverão vir para completarem seu ciclo.

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Continua brevemente. Enquanto isto, que tal você que é honesto na Umbanda que pratica, disponibilizar o endereço e/ou telefone de seu terreiro para que ajudemos às pessoas que buscam uma Umbanda Séria para darem início ou sequência às suas vidas dentro da espiritualidade/mediunidade?

Clique no título  DIVULGAÇÃO DE TERREIROS e informe-se pela matéria sobre como fazer este tipo de CARIDADE.

Vamos! ANIME-SE!

VAMOS AJUDAR A QUEM PRECISA!!!


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TOQUE DA JUREMA - A CURA EM VÁRIAS DIMENSÕES



Resumo

O Toque de Jurema (Encantarias – Encantados) é um culto público com fins propiciatórios à (1) cura, (2) resolver problemas vários do cotidiano, (3) amor e, finalmente, (4) problemas espirituais vários.

O Culto à Jurema tem na adaptação do homem aos três ambientes: natural, social e sobrenatural a forma de encontrar a estabilidade, a harmonia e o equilíbrio.

A quebra desse equilíbrio (dos três ambientes) pode desencadear vários óbices, inclusive a deflagração de agressão mística – demandas, ataques mágicos ou berundangas - responsável por infortúnios espirituais tais como “vida amarrada” e perturbação espiritual na dimensão afetiva promovendo o insucesso no amor e as maiores dificuldades no aspecto econômico-financeiro. Finalmente, os problemas mais ou menos graves de saúde mental ou somática.

Palavras-chave: Cura, Fumaçadas, Marca, Mestres, Toque da Jurema.




TOQUE DA JUREMA – A CURA EM VÁRIAS DIMENSÕES

O Toque de Jurema (Encantarias – Encantados) é um culto público com fins propiciatórios à (1) cura, (2) resolver problemas vários do cotidiano, (3) amor e, finalmente, (4) problemas espirituais vários.

O Culto à Jurema tem na adaptação do homem aos três ambientes: natural, social e sobrenatural a forma de encontrar a estabilidade, a harmonia e o equilíbrio.

A quebra desse equilíbrio (dos três ambientes) pode desencadear vários óbices, inclusive a deflagração de agressão mística – demandas, ataques mágicos ou berundangas - responsável por infortúnios espirituais tais como “vida amarrada” e perturbação espiritual na dimensão afetiva promovendo o insucesso no amor e as maiores dificuldades no aspecto econômico-financeiro. Finalmente, os problemas mais ou menos graves de saúde mental ou somática.

Todos esses infortúnios ou malefícios são combatidos pelos rituais ou Toques de Jurema, pois por intermédio de “ervas receitadas” em forma de chás, decocto, defumações e, principalmente, com o vinho de Jurema e as “fumaçadas” preparadas para combater todos os males (fumo misturado com ervas propicias a várias finalidades).

São esses remédios dispensados pelo Mestre acostado (entidade sobrenatural), ou mesmo pelo Mestre Juremeiro encarnado que em geral é erveiro, mateiro, rezadeiro, raizeiro, benzedeiro e “feiticeiro” que favorecem e restabelecem a harmonia, a estabilidade e o equilíbrio perdidos.

As fumaçadas são aspergidas, em formas de fumaças sopradas pela marca (pelo fornilho) nos consulentes pelo Mestre acostado algo que caracteriza os Mestres da Jurema, Mestre da Sabedoria e de fundamento nas raízes de seu Mestre iniciador desde quando foi “enjuremado”.

Os cultos não são apenas públicos, pois há os individuais, onde se atendem e se faz vários tipos de trabalhos, todavia, quando do Toque de Jurema, o mesmo se processa da seguinte maneira:

1. Os rituais ou mesas são mágico-sagrados sendo muito valorizados principalmente pelos benefícios que propiciam.

2. O uso do vinho de Jurema é o principal remédio para todos os males. Os ingredientes do vinho de Jurema é de conhecimento exclusivo dos iniciados, por isso faz-se silêncio sobre sua composição.

3. O tabaco é fundamental na eliminação de malefícios vários, podendo também trazer benefícios espirituais – “chamar o transe” – quando aspirado profundamente.

4. O grande número de remédios oriundos da flora e da fauna são o manancial onde os Juremeiros preparam seus “líquidos ou pós de poder”, suas garrafadas, lambedores (xaropes) e banhos para neutralizar malefícios vários e trazer benefícios.

Para tantos “benefícios” os Mestres, basicamente fazem uso de três objetos magísticos. A princesa – uma bacia de louça branca com fumo de corda e outros elementos que representam a fonte de todo poder do Mestre. A marca mestra (maracá) que se acredita ter o poder de abrigar vários espíritos das cidades e aldeias que rodeiam as cidades místicas ou reinos da Jurema. O terceiro poder é determinado pela fumaça da marca do Mestre acostado, que serve de remédio e propicia o transe de possessão.

O Toque de Jurema (Encantaria) é encontrado em várias religiões afro-brasileiras, principalmente na Umbanda, em algumas de suas vertentes; no Culto de Nação Africano (Jejê-Nago-Angola); No Tambor de Mina - há mais de 50 anos presente em várias regiões do país fundamentado no Culto Jejê (Voduns), principalmente nas divindades Poli Boji, Dambirá, Quevioçô, Sobô, Badé, em perfeita harmonia com Orixás Ketu, Mestres e outros Encantados; não se pode esquecer do Tambor da Mata ou Terecô - oriundo do Mearin e de Codó do Maranhão, que hoje se encontra difundido em alguns estados - onde se apresenta Barba Soeira (Santa Bárbara) e vários outros encantados, principalmente Mestre Légua, Rei da Turquia, Rei D. Sebastião e muitos outros.

Prosseguindo, o Toque de Jurema, ao contrário do que muitos pensam, é complexo nos fundamentos e na ritualística. Há um enredo que vem puxando uma teia de ancestralidade indígena e européia tendo como pedra angular o poder mágico curativo da Erva Jurema e do Vinho preparado com ela.

“Curam” vários males, principalmente pelos conhecimentos e poderes dos Mestres encarnados que são acostados por Mestres de outro mundo, “Juremeiros desencarnados” (será apenas isso?). As curas proporcionadas pelo poder do vinho de Jurema potencializadas pelos fundamentos dos Mestres e seus avatares atingem o psicossomatismo (mente e corpo) do consulente, o social – problemas afetivos-sexuais e financeiros vários; os espirituais – “vida amarrada”, feitiçaria, bruxaria e outras influências negativas.

Antes do encerramento deste sumário sobre a Jurema e seus rituais de fundamento e as diversas encantarias há de se ressaltar que cânticos (louvarias ou cantorias) e danças sob a influência das fumaçadas e a degustação do vinho de Jurema caracterizam esse culto e seus adeptos.

O Toque de Jurema no que concerne ao aparente caos - pois transgride na alegria e na paz a cultura vigente - e do lúdico, faz parte da cura proporcionada pelo poder dos Mestres que conhecem a psicologia e o imaginário das humanas criaturas.

Com certeza, o Toque de Jurema e outras religiões afro-brasileiras são formas de resistência às proscrições, às desigualdades que infelizmente campeiam na sociedade, protagonista de descriminações várias, preconceitos, que impedem as necessárias mudanças e mobilidades sociais.

Além da resistência, Mestres do outro mundo e deste mundo se unem não somente para proporcionar curas em várias dimensões do ser humano e de sua sociedade, mas labutam pela transformação sócio-espiritual que vem ocorrendo na sociedade brasileira que elevará a uma forma justa de religiosidade nossa gente.

Salve a Jurema Sagrada!

Salve, Salve, os Mestres!

Salve, Salve, os Príncipes, as Princesas e todos os demais Encantados!

Blog Espiritualidade e Ciência
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O ENSINO DE FILOSOFIA E O MISTÉRIO DA ENCRUZILHADA



Diz a sabedoria nagô que a encruzilhada suscita movimento e mistério,
reino de Exu, o ponto de interseção de um feixe de caminhos, se traduz como o momento da escolha, seu ônus e seu bônus.

De um lado, existem aqueles que tomam seus rumos decididamente e não
pensam nas demais possibilidades, aparentemente não escolhem, decidem.
Entretanto, a decisão é por si só uma escolha, seja ela consciente ou não.

De outro lado, existem aqueles que, contrariamente, têm imensa dificuldade em escolher, se mantêm nas encruzilhadas por longos períodos, regidos pelo “e se”,inconscientes de que a não escolha é também, por si só, uma decisão, reduzem seu universo ao ambiente da encruzilhada, em si mesmo movimento, ponto de chegada e de partida do e para o mundo.

A encruzilhada é o ambiente da aporia e da dialética, seara de Exu, nela
todo sentido torna-se o contrário do esperado, todo não sentido ou objeto da não escolha se traduz como dúvida e angústia.

Eis o mistério da encruzilhada: optar é sempre negar.

Filosofia é encruzilhada. Agem como Exus aqueles que atribuem à Filosofia o poder de ensinar a refletir, já que é próprio de Exu confundir; do ponto de vista da encruzilhada todos os caminhos se assemelham e é isso que produz a dúvida, é isso que dificulta ou impede a escolha.
Em filosofia a encruzilhada de todos os caminhos é a não solução, já que toda solução pressupõe seu contrário, seu avesso, seu oposto e seu complemento.

Cabe à filosofia não escolher e, com isso, suscitar escolhas. Somos
aprendizes de Exu, nos iniciamos na arte de dissimular, de mostrar como verdade o que contradiremos logo a seguir. 

Como Exus somos capazes de produzir mundos mágicos, abstratos, sem qualquer tipo de concretude, inventamos a felicidade, a liberdade, o infinito, o eterno e, no auge da criatividade, inventamos Deus, entes metafísicos, improváveis, mas graças às lides de Exus, absolutamente pensáveis, caminhos múltiplos de uma encruzilhada invisível e, nelas, escolhemos, decidimos,nos irmanamos, nos indispomos e nos contrapomos, erguemos fundamentos igualmente invisíveis, dizemos com a maior firmeza que quando duas ou mais pessoas estão reunidas em nome Dele, ali se ergue uma igreja.

Isso nos leva a uma outra manobra de Exu:
a metáfora, o sentido figurado;essa manobra nos permite dar às palavras sentidos absolutamente improváveis,um arsenal poderoso para aquele que aprendeu com ele a lição das lições: a retórica, o discurso, a mágica da significação. As palavras têm poder, formam corpos-pensamento, são capazes de alterar o humor, de depor reis, de destruir e erguer impérios. Essa manobra habilidosa de Exu possibilitou aos seus devotos dominar a própria natureza em seu duplo sentido: em si mesma e para nós próprios. 

A natureza em si é aquela que nos faz acreditar na nossa capacidade
criadora e, a partir disso, nos transporta para fora dela; ao passo que a natureza para nós é a massa informe que moldamos à nossa imagem e semelhança, um jogo de palavras com tamanho poder realizador que produziu as duas filhas diletas do homem: a matemática e a ciência.

Filosofia é encruzilhada de tal monta que é possível, graças a Exu, destituir lhe a paternidade e filosofar sem se sequer mencionar os gregos.

Guilherme Augusto Rezende Lemos
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A LEI DO RETORNO EXISTE!



Existem pessoas que pedem a exu que matem, machuquem uma pessoa, faça com que ela perca uma perna, um braço ou algo que a prejudique.

Exu pergunta: É isso que quer? Tem certeza? Se fizer isso vai ter conseqüências e explica tudo que pode acontecer, tentou mostrar que podia ser diferente e deixar que a justiça dos céus e dos orixás que carregava fosse feita, que ela não cometesse mas esse pecado, mas mesmo assim ela insistiu e disse: sim é o que quero, então exu mandou ela ir para casa e refletir melhor e depois voltasse para dar a resposta , não demorou muito, ela voltou e novamente exu tentou mudar sua vontade , mas de nada adiantou ,então ela já em crise de nervos falou : vai fazer ou não , pago o que for, e se não for o bastante vendo até o que tenho para ver o sofrimento desse meu inimigo , exu disse : tenho como fazer .quero que me traga esse material , mas se essa pessoa for de boa fé pode ser que o trabalho se firme mas não dure , ela responde : não tem problema quero assim mesmo .
Então foi feito, e a quem julgava ser seu inimigo foi ficando doente até que foi parar no hospital e o medico disse que teria que amputar uma de suas pernas, mas como vovó diz: seu suposto inimigo tinha cartas para jogar com Deus e o mesmo exu por ordem maior libertou seu inimigo , semanas se passaram e ela voltou até o exu e disse fez tudo que pedi vi o resultado pena que não perdeu a perna mas sofreu isso e que eu queria , exu respondeu agora vêm às conseqüências , ela respondeu : que venha não tenho nada a temer ele mereceu tudo o que fiz e não me arrependo. Uma semana depois ela chorava desesperadamente ... Sua filha de apenas Oito anos perdeu as duas pernas em um acidente de carro.Por esse motivo que vovó fala, não vale à pena pagar o mal com o mal, estamos na terra em um teste e tolo é aquele que acha que é invencível e acredita na sua própria justiça e não a de Deus e dos próprios exus.

Repararam que exu tentou o tempo todo evitar essa tragédia?
mas o ser humano com sua raiva e sentimento de poder não exaltou em insistir em fazer o mal.

Vovó diz que nos somos os verdadeiros demônios e dentro de nos existe uma guerra entre Deus e o diabo e na maioria das vezes as pessoas preferem fazer ou pensar o mal a o bem e não lutam com seus demônios, e os chamam o tempo todo para suas vidas.

“Exu e pomba giras são espíritos em evolução que viveram como nos nessa terra e tiveram o livre arbítrio como todos nos de escolher , direito dado por Deus o todo poderoso”muitos escolheram não reencarnar para trabalhar e se redimir de seus crimes e pecados ajudando nos seres dessa terra a não cometer os mesmos erros e curando nossa carne e espírito para praticarmos o bem aprendendo também conosco e nos passando experiências vividas em sua jornada de evolução “ muitos espíritos ainda trabalham para o mal por conta do mal preparo, prolongando o seu período de evolução , pois o desenvolvimento depende de doutrina e amor de nos seres humanos “ .

"O livre arbítrio, o ser humano tem fraquezas e desafios que é necessário sermos fortes para enfrenta - los , é por isso que estamos aqui para sermos testados muitas vezes pelos nossos próprios sentimentos e ações"
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A Umbanda tem Fundamento, Ciência e é Divina


Acredito que todos sabem que os quatros elementos da natureza, ar, fogo, terra e água, são essenciais para a sobrevivência do ser humano e para existência do mundo.
Aliás, grandes pensadores da Grécia antiga afirmavam que esses elementos formavam todas as coisas, inclusive o mundo.
Para Thales de Milleto (nascido por volta 625 a.C.) – primeiro filósofo ocidental de que se tem notícia – acreditava que a origem estava na Água e afirmava: “O mundo evoluiu da água por processos naturais”.
Já Anaxímenes (nascido por volta 588 a.C.) dizia que tudo provém do Ar e retorna ao Ar e afirmava: “Exatamente como a nossa alma, o ar mantém-nos juntos, de forma que o sopro e o ar abraçam o mundo inteiro…”. Anaxímenes fez analogias entre o Ar-divino, que sustenta o Universo, e o ar-humano, ou alma, que dá vida aos homens.
O filósofo pré-socrático considerado o “pai da dialética” Heráclito (nascido por volta 540 a.C.) argumentava que o fogo era o agente criador. Afirmava que o fogo, quando condensado, se umidifica e, com mais consistência, torna-se água; e esta, solidificando-se, transforma-se em terra; e, a partir daí, nascem todas as coisas do mundo.
E por fim, Empedócles de Agringento (nascido por volta 495 a.C.) – filósofo, médico, legislador, professor, profeta – concluiu que tudo era formado por quatro elementos, portanto, são essenciais e formam toda a estrutura do mundo.
No entanto, penso que nem todos sabem ou percebem o quanto esses quatros elementos são fundamentais para a Umbanda e para concretização de várias ações magísticas realizadas e ativadas pela Umbanda.
E antes que alguns se espantem pela afirmação de que a Umbanda realiza e ativa ações magísticas, abro um parênteses para afirmar que todas as religiões manifestam “ações magísticas”.
Magia é a capacidade de transformar, mudar, alterar e modificar energias, situações e vibrações. E como todas as religiões, entre tantas outras coisas, também têm a função de mudar energias, de transformar sentidos, sentimentos e vibrações, de transmutar determinadas condensações magnéticas e modificar formas-pensamentos contrárias a qualquer sentido positivo e divino, são, portanto, magísitcas.
O que ocorre é que para algumas religiões, como é o caso da Umbanda, essas ações magísticas são mais visíveis, compreensíveis e assumidas, outras já nem tanto, consequentemente, recebem nomenclaturas específicas para que se distancie o máximo possível de qualquer conceito ou referência magística como, por exemplo, fluidificação da água, novena, oração pela libertação, passe energético, corrente de oração. Percebam que todas essas ações têm também a função de transformar, mudar, alterar e modificar energias, situações e vibrações como qualquer ato magístico.
Vale ressaltar que Magia é a “Mãe” de todas as Ciências, pois é a manipulação e transformação da matéria, portanto até no simples ajoelhar para rezar, de acender uma vela, de dar um passe energético, de benzer, de defumar, de bater cabeça, encontramos ações magísticas, afinal  mudamos nossas energias ao manifestar tais atos, não é mesmo?
O caso é que a Umbanda é uma religião que assume claramente sua capacidade de transformação usando potencialmente os quatros elementos, portanto tem grande capacidade de modificar qualquer situação e energia. Não é a toa que os terreiros de Umbanda estão lotados de pessoas necessitando de mudanças drásticas em suas vidas.
O caso é que a Umbanda é uma religião ligada essencialmente à natureza, ou seja, essencialmente aos quatros elementos da natureza, tanto é que os Orixás representam essas forças da Natureza. Assim sendo, Oxum, Iemanjá manifestam energia da água, Ogum e Iansã energia do ar, Xangô e Exu energia do fogo, Obaluayê e Oxossi energia da terra.
O caso é que a Umbanda utiliza ativamente e potencialmente o “Éter vital” ou “Prana” desses elementos da natureza em seus rituais para transformar, transmutar, potencializar, curar, equilibrar qualquer energia.
O fato é que o AR, a TERRA, o FOGO, a ÁGUA são a base de nossa Umbanda, seja nos rituais, nos atos magísticos como manipulação de energias, nas manifestações das Forças naturais dos Orixás, nos assentamentos…
Portanto é importantíssimo saber e entender o que representam esses quatros elementos, assim como atuam, o que significam, o que ativam, o que realizam em nós e de que forma.
É importantíssimo que os médiuns umbandistas saibam sobre as forças e os poderes essenciais e vibracionais de cada elemento. É fundamental que saibam como fazer uso de forma adequada, positiva e benéfica desses elementos, assim como, entender o que os Guias de Luz estão manipulando e quais suas intenções ao acenderem uma vela (manipulação da energia Fogo), ao borrifarem água (manipulação da energia Água), ao exalarem fumaça do charuto (manipulação da energia Ar), ao colocar as mãos, guias, água no chão (manipulação da energia Terra), ao pedirem uma oferenda em determinados campos de força, entre tantas outras coisas.
Enfim, aproveitem as relações energéticas, magnéticas e vibracionais desses quatros elementos que pontuo abaixo e percebam o quanto a Umbanda tem fundamento, só é preciso Saber Preparar.
ÁGUA: A energia da água pode estimular a intuição e ajudar a expressar os sentimentos com mais facilidade. Atua também em questões práticas, como adquirir jogo de cintura em situações complicadas  e vencer a timidez. Elemento que simboliza a Vida, que Alimenta, que ‘lava’ (descarga fluídica) e ‘conduz’ (meio condutor de fluidos). Lida diretamente com as questões EMOCIONAIS. As oferendas feitas  à beira d’água limpam, sutilizam e magnetizam o corpo astral.
FOGO: A vibração do elemento fogo certamente proporciona mais entusiasmo e otimismo. Potencialmente usado para transformar o sentimento de desânimo, para motivar ações, nos momentos de colocar objetivos em prática e ainda aumenta a criatividade e bom humor. Elemento que simboliza o “espírito vivo”, a purificação e a Luz, é energia purificadora e energética. Lida diretamente com as questões do DESTINO. As oferendas feitas perto do fogo, como é no caso de fogueiras, queima miasmas, larvas astrais e energiza.
TERRA: Este elemento está ligado às conquistas materiais, à saúde e ao trabalho. Sua influência é ideal a quem busca segurança e determinação, para começar um projeto novo ou procurar emprego. Energia transformadora e curadora. Lida diretamente com as questões do FÍSICO. As oferendas feitas diretamente na terra potencializam o magnetismo mental e a concentração energética fortalecendo a pessoa vibratóriamente.
AR: O elemento ar pode ser ativado para desenvolver a inteligência, o lado racional, a memória e a capacidade verbal e corporal. Energia expansora e movimentadora. Lida diretamente com as questões do MENTAL. As oferendas feitas em campos abertos, ativando a energia do ar, dilata os sete corpos e  deixa a pessoa mais leve e harmonizada.
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Escrito por Mãe Mônica Caraccio

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ALCOOLISMO E OBSESSÃO

O alcoolismo é um dos maiores inimigos da criatura humana.

É de lamentar-se que o seu uso seja tão generalizado e, infelizmente, haja adquirido status na sociedade. As reuniões, as celebrações e festividades outras, sempre se fazem acompanhar de bebidas alcoólicas, responsáveis por incontáveis danos ao organismo humano, à sociedade. Acidentes terríveis, agressões absurdas, atitudes ignóbeis decorrem do seu uso, além dos vários prejuízos orgânicos, emocionais e mentais que acarretam.

Verdadeiras legiões de vítimas se movimentam pelas avenidas do mundo, como enxameiam nos campos, permanecem nos tugúrios da miséria ou nas celas sombrias dos cárceres e dos hospitais, apresentando o triste espectáculo da decadência humana. Milhões de lares sofrem os infelizes lances da sua crueldade.

No inquietante momento em que o uso das drogas é responsabilizado pela vigência de inumeráveis crimes hediondos, e se levantam muitas vozes em protesto, buscando encontrar as causas sociológicas, psicológicas e outras, para explicar a avalanche sempre crescente e assustadora de viciados, urge que se estudem também os problemas do alcoolismo e suas consequências, não menos alarmantes.

O alcoolismo, ou a dependência do uso exagerado de bebidas alcoólicas, constitui-se um grave problema médico, em face dos danos que causa ao organismo do indivíduo e ao grupo social no qual este se movimenta.

sua gravidade pode ser considerada pelo número dos internados em hospitais psiquiátricos com desequilíbrios expressivos. As recidivas, após o cuidadoso tratamento, são numerosas, não se considerando que as suas vítimas ultrapassam em grande número as outras toxicomanias.

Na antiguidade, o uso de bebidas alcoólicas tornou-se comum e quase elegante, caracterizando uma forma ou de fuga ante os desafios. Acreditava-se, no passado, que o álcool e seus derivados diminuíam as angústias e tensões, posteriormente se afirmando ou se justificando possuírem propriedades fisiológicas, produzindo estímulo e vigor orgânicos.

O alcoolismo decorre de muitos factores, entre os quais a personalidade e a tolerância do organismo do paciente, variando com a idade, o sexo, hereditariedade, hábitos e costumes, constituição e disposição orgânica.
Pode ser resultado de causas ocasionais, secundárias, psicopáticas e conflituosidade neurótica.

Experiências ocasionais, uso após problemas de natureza orgânica e mental – como na epilepsia, na arteriosclerose cerebral -, compulsão pela hereditariedade e o condicionamento após o hábito, resultando na conflituosidade neurótica.

No começo, o indivíduo pode experimentar euforia, dinamismo motor, porém vai perdendo o controle, o senso crítico, tornando-se inconveniente. Com o tempo, surgem outros distúrbios orgânicos, tais as náuseas, os vómitos, a incontinência urinária e, por fim, o sono comatoso, no estado mais avançado.

À medida que a dependência aumenta e o uso se faz mais frequente, a bebida alcoólica afecta o sistema nervoso, o trato digestivo, o aparelho cardiovascular. As complicações que degeneram em gastrite e cirrose hepática são inevitáveis, levando à morte, qual sucede no câncer do esófago e do estômago. Do ponto de vista psíquico, o alcoólatra muda completamente o comportamento, e suas reacções mentais são alteradas, a começar pelos prejuízos de memória, a culminar no delirium tremens, sem retorno ao equilíbrio…

O alcoolismo (alcoolofilia) é, portanto, uma enfermidade que exige cuidadoso tratamento psiquiátrico. No entanto, porque ao desencarnar o alcoólatra não morre, permanecendo vitimado pelos vícios, quase sempre busca sintonia com personalidades frágeis ou temperamentos rudes, violentos, na Terra, deles se utilizando em processo obsessivo para dar prosseguimento ao infame consumo de álcool, agora aspirando-lhe os vapores e beneficiando-se da ingestão realizada pelo seu parceiro-vítima, que mais rapidamente se exaure. Torna-se uma obsessão muito difícil de ser atendida convenientemente, considerando-se a perfeita identificação de interesses e prazeres entre o hóspede e o seu anfitrião.

Manoel Philomeno de Miranda
(Médico; Escritor; Conferencista. – Brasil: 1876-1942)

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TESTES DOS MÉDIUNS

Para nós médiuns, um dos testes mais difíceis no dia-a-dia diz respeito a situações em que de repente nos vemos atuando no drama pessoal de certas pessoas (de baixa energia), um papel ao qual não nos candidatamos.

Se elas costumam se queixar cronicamente, nós nos tornamos seus simpatizantes (mesmo que por educação) ou seus conselheiros, o que é pior. Há os casos em que nos atacam, com raiva, discordando das orientações recebidas, especialmente quando indicamos que estão se colocando como vítimas e que a lamúria não leva a lugar algum. Seja qual for o jogo, estamos desperdiçando um tempo e energia valiosos com a frustração e ou raiva do outro.Ajudar o próximo não é sofrer junto.

Com a experiência dos anos, aprendemos uma uma solução simples para as pessoas sobre as quais a razão parece não exercer nenhum efeito. Afastar-se delas – não com raiva ou medo, e sim com neutralidade.Se você se sentir receoso ou culpado por se afastar, lembre-se de que ao recusar-se, sem julgamentos, a permitir que essas pessoas drenem sua energia ou o arrastem em direção ao buraco negro da vida delas, você não estará sendo covarde, esquivo ou insensível, e sim corajoso, sábio e piedoso.Se alguém estiver lhe causando uma frustração desnecessária, não tente lutar ou raciocinar. 

Simplesmente afaste-se do campo de força negativo dessa pessoa. Caso você seja obrigado a permanecer no mesmo aposento que ela em casa ou no trabalho, mesmo assim você pode erguer um escudo mental de proteção.
Sorria e não diga absolutamente nada ou declare, com calma e firmeza: "Não creio que possa falar com você neste momento." Retome então tranqüilamente suas atividades. A pessoa poderá não gostar da mensagem, mas sem dúvida a receberá. 

Não devemos ter medo de desagradar e nem tampouco precisamos ser simpáticos a todos que nos chegam. Não permita ser influenciado ou intimidado pela negatividade. Sempre podemos nos afastar.

Especialmente aos médiuns, procurem ter mecanismos de defesa e não fiquem "disponíveis" para as vítimas do mundo, nem tentem ajeitar a vida de todos.
Defendam-se não se expondo. Mantenham-se energéticamente "blindados" e disponíveis para o trabalho mediúnico, que tem dia e horário certo para os sofredores do corpo e da alma.

MUITO IMPORTANTE:
NÃO OFEREÇAM AJUDA ESPIRITUAL A NINGUÉM, DEIXEM QUE PEÇAM. ESTE É UM MECANISMO SIMPLES DE PROTEÇÃO. QUANDO VOCÊ OFERECE, ESTÁ SE EXPONDO, POIS O OUTRO PODE ESTAR ACEITANDO SÓ POR EDUCAÇÃO.

blog:Estudos:Espiritismo e Umbanda

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Panicats: Juju Salimeni teria feito macumba para Nicole Bahls, diz jornal

Até Quando Vão Associar Umbanda à Magia “Negra” (Negativa)? Umbanda é Religião, Portanto só pode fazer o BEM!!! Praticar o Mal, independente de qual seja o seu credo... Não é Religião!!! Religião é o que lhe ensina a vencer o EGO e não a exaltá-lo. Religião ensina a Lei do Retorno. Religião é para nos fazer Melhor!!! O texto abaixo seria uma bobagem irrelevante, se não estivesse No site da globo.com e não envolvesse programas de audiência. Por este fato é uma bobagem a ser considerada e que, sim, nos prejudica... Até onde somos nós mesmos os responsáveis por acreditarem que Umbanda Pratica o Mal? O Mínimo é nos tornarmos mais esclarecidos e formadores de opinião, Todos nós, falando em alto e bom som: Umbanda é Religião, Portanto só Pratica o Bem !!! Alexandre Cumino Sacerdote, Médium e Dirigente Umbandista   

Manuela Scarpa/Photo Rio News

 

As panicats Babi Rossi, Juju Salimeni e Dani Bolina (foto de arquivo)
Parece que o clima entre as panicats não é dos melhores. Segundo o jornal “O Dia”, desde que entrou no “Pânico na TV”, Juju Salimeni não teria uma boa relação com Nicole Bahls. Isso porque a loura, que seria adepta da umbanda há seis anos, já teria até feito trabalhos contra a morena.

Um funcionário do programa que não quis se identificar contou ao jornal que já viu Juju aprontando mil histórias para atrapalhar a vida de várias panicats. Ela, inclusive, teria feito macumba para que Nicole ficasse doente e faltasse ao programa de domingo (o que causaria a demissão de Nicole) e até para que seu bumbum caísse.

Na umbanda há seis anos, Juju teria convidado a colega para participar dos cultos. Mas Nicole teria preferido se afastar, o que teria iniciado uma série de baixarias nos bastidores do programa. “Muitas pessoas ainda têm preconceito com a religião. Em casa, rezo, acendo minhas velas, peço para Iemanjá, faço meus banhos”, explica Juju, que conta ser filha de Iemanjá e Ogum, segundo o jornal.

“Dentro da minha religião, a católica, não consigo aceitar o sacrifício de animais para atrasar a vida de pessoas. A religião é para o bem e, às vezes, ela a usa para o mal”, afirma Nicole, de acordo com a publicação. 

Ampliar FotoRogerio Fidalgo/Photo Rio News

 

Nicole Bahls (foto de arquivo)
Ainda segundo o funcionário, o caso mais grave envolvendo Juju foi no dia em que a loura, depois de fazer seus trabalhos, teria jogado as cinzas que restaram na mala de Nicole, provocando o maior barraco. Desde esse episódio, Nicole teria conseguido, junto à produção, um camarim exclusivo para ela, o que gerou uma onda de ciúmes entre as outras panicats.

“Minhas melhores amigas são a Dani (Bolina) e a Babi (Rossi). Acho que a gente têm mais afinidade e não gosto de ficar sozinha. Se ela prefere um camarim só para ela, o problema não é meu”, defende-se a Juju, segundo o jornal. 

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Medicina reconhece obsessão espiritual

Por Dr. Sérgio Felipe de Oliveira*
A obsessão espiritual como “doença da alma”, já é reconhecida pela Medicina. Em artigos anteriores, escrevi que a obsessão espiritual, na qualidade de doença da alma, ainda não era catalogada nos compêndios da Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente organicista do Ser e, com isso, não levava em consideração a existência da alma, do espírito.
No entanto, quero retificar, atualizar os leitores de meus artigos com essa informação, pois desde1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social. Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do indivíduo e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade: mente, corpo e espírito.
Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral: iológico, psicológico e espiritual.
Desta forma, a obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como possessão e estado_de_transe, que é um item do CID - Código Internacional de Doenças - que permite o diagnóstico da interferência espiritual Obsessora.
O CID 10, item F.44.3 - define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos,ou demônios, dos que são patológicos, provocados por doença.
Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas, ou libertações não são considerados doença.
Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos - nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura bem como na interferência de um ser desencarnado,ou demônio a Obsessão espiritual.
Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre o estado de transe normal e o dos psicóticos que seriam anormais ou doentios.
O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria - DSM IV - alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura.
Na Faculdade de Medicina DA USP, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico, que coordena a cadeira (HOJE OBRIGATÓRIA) de Medicina e Espiritualidade.
Na Psicologia, Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, estudou o caso de uma médium que recebia espíritos por incorporação nas sessões espíritas.
Na prática, embora o Código Internacional de Doenças (CID) seja conhecido no mundo todo, lamentavelmente o que se percebe ainda é muitos médicos rotularem todas as pessoas que dizem ouvir vozes ou ver espíritos como psicóticas e tratam-nas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas.
Em minha prática clínica (também praticada por Ian Stevenson), a grande maioria dos pacientes, rotulados pelos psiquiatras de "psicóticos" por ouvirem vozes (clariaudiência) ou verem espíritos ou demônios (clarividência), na verdade, são pessoas com uma percepção mais aguçada e não com um desequilíbrio mental, psiquiátrico. (Muitos desses pacientes poderiam se curar a partir do momento que tivermos uma Medicina que leva em consideração o Ser Integral).
Portanto, a obsessão espiritual como uma enfermidade da alma, merece ser estudada de forma séria e aprofundada para que possamos melhorar a qualidade de vida do enfermo.
*Dr. Sérgio Felipe é médico psiquiatra que coordena a cadeira de Medicina e Espiritualidade na USP.

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CONHEÇA O CABULA

Cabula é o nome pelo qual foi chamada, na Bahia, uma religião sincrética que passou a ser conhecida no final do século XIX com o fim da escravidão, com caráter secreto e fundo religioso. É também o nome de um bairro de Salvador que teve origem do Quilombo do Cabula e de um ritmo da Diáspora musical africana no Brasil, toque de percussão religioso de Angola, base rítmica do samba, música de origem sudanesa.
Vamos resgatar um pouco desta origem, digna de todo nosso respeito e veneração.
Na época da escravidão, houve um sincretismo afro-católico, principalmente nas áreas rurais da Bahia e do Rio de Janeiro, denominado Cabula. Segundo pesquisas de historiadores, refere-se aos rituais negros mais antigos, envolvendo imagens de santos católicos sincretizados com os Orixás, herança da fase reprimida nas senzalas dos cultos africanos, onde os antigos sacerdotes mesclavam suas crenças e culturas com o catolicismo para conseguirem praticar e perpetuar sua fé. Quando no final do século XIX ocorre a libertação dos escravos, a Cabula já era amplamente presente como atividade religiosa afro-brasileira. Este sincretismo foi mantido após a anunciação da Umbanda em 1908 pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas.
No Rio de Janeiro de então e antes da origem oficial da Umbanda, eram comuns práticas afro-brasileiras similares ao que hoje ainda se conhece como Cabula e Almas e Angola. Cremos que o surgimento da Umbanda forneceu as normas de culto para uma prática ritual mais ordenada, orientada para o desenvolvimento da mediunidade e na prática da caridade com Jesus em auxílio gratuito a população pobre e marginalizada do início do século passado.

Religiões no Brasil
A partir de pesquisas em todo o território nacional, Roger Bastide, um dos grandes estudiosos do assunto, fez uma espécie de mapa das religiões africanas no Brasil. De acordo com o mapa, todo o Norte do país, da Amazónia à fronteira com Pernambuco, foi marcado pela influência indígena. Isso é ainda evidente na «pajelança» do Pará e da Amazónia, no encantamento do Piauí e no catimbó das demais regiões. No meio dessa grande área de influência indígena, criou-se uma espécie de ilha onde os africanos conseguiram marcar presença. É sobretudo em São Luís do Maranhão que escravos originários do Daomé deixaram traços das suas religiões no tambor de mina.
No resto do Nordeste foi muito marcante a contribuição dos Ioruba, povo de origem (sobretudo) nigeriana que conseguiu reconstruir no cativeiro toda a estrutura religiosa tradicional. É o que ficou no “xangô” de Pernambuco, Alagoas e Sergipe e no “candomblé” da Baía, explica o padre e missionário comboniano Heitor Frisotti, que estudou a fundo a relação entre o candomblé e o cristianismo.
No Rio de Janeiro, até ao início do século xx, houve influência de duas nações: a Ioruba, que cultuava os orixás, e a Banta, cujo culto é conhecido sob o nome de cabula. A macumba surgiu da introdução de determinados orixás e ritos iorubas na cabula. De acordo com a explicação do padre Frisotti, a religião banta não era muito estruturada: não tinha uma classe sacerdotal forte, como a dos Iorubas, nem cerimónias ricas como o candomblé. Por isso, a macumba adaptou-se com maior facilidade à estrutura urbana da grande cidade. Hoje está mais presente no Rio de Janeiro e São Paulo.
A grande cidade produziu também outra religião, a umbanda, verdadeira síntese brasileira de quase todas as expressões religiosas populares produzidas até hoje, do catolicismo popular ao espiritismo kardecista, do candomblé à macumba. Une, pois, o elemento europeu, o indígena e o africano.
Ritual
Em sua obra Kitábu: o livro do saber e do espírito negro-africanos – Rio de Janeiro. Ed Senac Rio, 2005, Nei Lopes registra sobre o culto Omolokô e o culto Cabula. Sobre a cabula, é relatado:
“A Mesa e o Santé – a Cabula é uma confraria de irmãos devotados à invocação das almas, de cada um dos kimbula, os espíritos congos que metem medo. Também se dedica à comunicação com eles por meio do kambula, o desfalecimento, a síncope, o transe enfim. Toda confraria de cabulistas constitui uma mesa. O chefe de cada mesa é o embanda, a quem todos devem obedecer. Cada embanda é secundado por um cambone. A cabula é dirigida por um espírito, Tata, que encarna nos camanás, iniciados. Sua finalidade é o contato direto com o Santé, o conjunto de espíritos da natureza que moram nas matas. Por isso, todos os camanás devem trabalhar e se esforçar para receber esse Santé, preparando-se mediante abstinência e penitências. Cada um dos espíritos que formam o Santé é um Tata. Todo camaná tem e recebe seu Tata protetor, seja ele o Tata Guerreiro, o Tata Flor de Carunga, o Tata Rompe Serra, o Tata Rompe Ponte. Na mata moram os Bacuros, anciãos, antepassados, que nunca encarnam. A reunião dos camanás forma a engira (…)
Omolocô – O omolocô é um ramo da cabula, da mesma forma que a cabula é um ramo do omolocô, ciência dos antigos nganga-ia-muloko, que controlavam a maldição dos raios. O omolocô tem Zambi como Entidade Suprema. E cultua entidades como Canjira, o senhor dos caminhos e da guerra; Quimboto, o dono da varíola e das doenças; Caiala, senhora do mar; Pomboê, dona dos raios; Zambanguri ou Sambariri, senhor do trovão;Quiximbi ou Mamãe Cinda, dona das águas doces.
No Omolocô todo pai é um Tata; seus auxiliares são os cambones; todo filho é um caçueto; e toda médium, intermediária entre o Santé e o mundo dos vivos, é uma cota. E todos são malungos, amigos, companheiros.
A bandeira do Omolocô é verde, atravessada em diagonal por uma linha branca e com uma pena branca no centro (…) O camutuê, cabeça, do futuro caçueto não será raspado, recebendo apenas uma pequena tonsura 

Influencia na umbanda.
A Cabula, segundo pesquisas refere-se aos rituais negros mais antigos, envolvendo imagens de santos católicos, herança da fase reprimida do Candomblé, onde os negros mesclavam crenças e culturas.
Talvez a própria Umbanda, tenha herança na Cabula, pois mantém forte a presença do Orixá em sua pratica doutrinária.
No Rio de Janeiro, antes mesmo de Zélio F. de Moraes incorporar o Caboclo Sete encruzilhadas no ano de 1908, já era bastante comum à prática dos rituais Afros similares aos que conhecemos hoje como Cabula, Omolocô e Almas e Angola. Talvez com o surgimento da Umbanda, tenha-se obtido uma maior organização ao que se refere ao desenvolvimento mediúnico, a prática da caridade e o auxílio ao nicho populacional menos favorecido.
Cabuleiros
Segundo Roger Medeiros o temor e, conseqüentemente, a perseguição à cabula vêm lá de trás, ainda por ocasião da escravatura, quando ela foi usada pelos negros como força revolucionária nos seus confrontos com os fazendeiros. A cabula era um ritual para abater os inimigos com feitiço, executando continuamente líderes escravagistas, especialmente aqueles que perseguiam os negros fugidos da senzala. Era, em verdade, um instrumento de luta manejado por um guerreiro invisível e intangível, de demônios constituído. O ódio era maior, principalmente, se esse feiticeiro fosse remanescente dos vindos da África.
(Segundo um dos maiores especialistas em assuntos da África, o jornalista polonês Rysard Kapuscinski, os povos africanos são regidos por forças sobrenaturais. São forças concretas, espíritos que têm nomes e encantos. São eles que definem o curso e o sentido da vida, sentenciam o destino de cada um e tudo decidem).
Realmente esse sentido de magia afro, guardadas, evidentemente, as devidas distâncias, tem tudo a ver com a nossa cabula, cujo ritual nos é contado agora por um antigo adepto, João de Deus Falcão dos Santos, 53 anos, morador de Itaúnas, mestre do Ticumbi, mas criado dentro de uma mesa de Santa Maria (a própria da Cabula):
- Começava a cabula com o cambone, que é o secretário do cabuleiro, forrando o chão com uma toalha branca. Colocava os santos sobre ela, botava os cordões e também as facas. Os participantes amarravam uma fita branca na cabeça. O cabuleiro era quem fazia a sessão, sempre à noite, pois a noite traz segurança e tranqüilidade aos espíritos. O cabuleiro trabalhava nela e o cambone seguia as suas ordens. O povo da mesa só cantava e rodava.
- Divino vai, Divino vai, Divino vai/Eu vou dar o meu licaço (uma roda)/O cambucito vai embora/eu vou dar o meu licaço/é o santé, o caboclo que está no corpo de fulano. Aí o pessoal da roda fazia os pedidos. O cabuleiro receitava para tratar de doenças. A primeira parte da cabula era só para fazer o bem, como a cura dos doentes. Depois entrava a parte para fazer o mal.
Aí, diz João, o cabuleiro trabalhava com a parte do Satanás. Incorporava nele só gente brava. Vinham os pedidos para fazer mal aos desafetos. Recebido o pedido, o cabuleiro ia para o mato fazer o serviço, enquanto que o povo da mesa cantava e fazia novamente a roda. Ele voltava com o corpo envolvido em cipó e cheio de espinhos. Nesta hora, alguém tombava em algum lugar – garante João, com toda convicção ainda de antigo devoto da cabula.
Manter o segredo sobre o ritual era como uma lei para não ser desobedecida nunca pelos seus adeptos. Há inúmeras histórias de adeptos da cabula presos e torturados pela polícia, mas que jamais revelaram os segredos de seus rituais. A longevidade da cabula andou, inclusive, por conta desse pacto da sociedade negra para com a sua religião, segundo o historiador Maciel de Aguiar. Mas Maciel divide em dois momentos distintos a cabula: uma em que ela mantinha a chama revolucionária e outra servindo às rixas entre suas próprias comunidades.
Sobre os casos das rixas, João Falcão também testemunhou vários e conta um que nunca lhe saiu da memória:
- Houve um ponto que foi um confronto entre duas mesas de cabula. Uma de Santa Maria (a mais freqüentada) e outra de Santa Bárbara (de menor número de adeptos). Eu estava na mesa de Santa Maria. Era um cabuleiro querendo matar o outro. Um chamava-se Sebastião e o outro Zé Gonçalves, mas esse era mais conhecido com Zé da Mesa de Santa Bárbara.
- Quando estava acabando a sessão na de Santa Maria, apareceu uma cobra no meio da mesa. O cabuleiro ordenou ao seu cambone que não deixasse ninguém matar ou tocar nela. Pegou uma zema (areia) e soprou em cima da cobra, dizendo que foi o Zé da Mesa de Santa Bárbara quem havia enviado a cobra para matá-lo. Colocou levemente a mão sobre ela. E ela morreu logo em seguida.
- Depois de encerrado a sessão da cabula, ele convidou os participantes a seguirem com ele para a beira do rio, a fim de apreciar o corpo de Zé da Mesa de Santa Bárbara passar para o cemitério. E não é que apareceu uma canoa com o corpo do Zé? Uma grande canoa de pequi, com adeptos da mesa de Santa Bárbara, em silêncio, trazendo o defunto do cabuleiro inimigo para ser enterrado no cemitério de Itaúnas.
Era um tempo que João classificou de muito feitiço, com o que concorda Maciel (responsável pela maior parte das informações dessa reportagem). Mas ai nós já estamos em meados do século XX, quando a cabula passa a sobreviver com outros propósitos. Mas o seu começo foi realmente o de servir à luta pela libertação dos escravos. Sua eficiência foi tamanha nesta etapa que o governo da Província, instigado pelo padre da região, Duarte Pereira Carneiro, instituiu a guerrilha de São Mateus para o extermínio da cabula.
Segundo ainda Maciel, essa guerrilha remanejou para São Mateus capitães do mato de outras regiões do Pais. Entre eles veio um dos mais temidos, o cearense Francisco Vieira de Melo, que executou o Negro Rugério, chefe do Quilombo de Santana. Mas escaparam dele outros líderes revolucionários, entre eles Benedito Meia Légua e Clara Maria do Rosário, que só seriam mortos depois da ida à região do bispo diocesano do Estado, d. João Batista Correia Nery.
Mas o bispo só chegou lá depois da abolição da escravatura, movido pelo momento por que passava o país, ainda tomado pelo alvoroço religioso-fanático de Antônio Conselheiro no sertão da Bahia. Desconfiavam os dirigentes católicos da terra que este mesmo fanatismo do sertão baiano seria transportado para a região do vale do Cricaré, onde existiam, na época, cinco mil escravos libertos.
Por esse tempo, a cabula havia crescido muito, tinha deixado de ser apenas religião dos negros fugidos, passando a ser, também, dos negros libertos e praticamente de toda a população negra. A partir desse novo contingente de freqüentadores, ela dedicou-se também ao culto aos seus heróis revolucionários, com a sistemática encarnação nos cabuleiros dos espíritos revolucionários de Benedito Meia Légua, Negro Rugério e Maria Clara do Rosário.
Por esse período da grande afluência dos negros a cabula, que vai da abolição da escravatura (1888) ao inicio do século XX, passando pela transição da Monarquia para a República, o bispo d. João Batista Nery conseguiu que o governo pusesse em execução a maior perseguição policial à cabula, sob suspeita, novamente, de que ali estaria também para surgir um novo Canudos, com outro fanático à frente do tipo de Antonio Conselheiro.
A intervenção do bispo chegou ao ponto de fazer o governo considerar a cabula uma atividade criminosa. E a cabula defendeu-se caindo na clandestinidade, disfarçando sua atividade na prática do espiritismo, que era tolerado pelas autoridades policiais. Essa situação durou até os anos 20, quando veio a surgir, no sertão de Itaúnas, um branco, atuando também na mesa de Santa Maria. Tratava-se de um fazendeiro, de origem portuguesa, de nome Duca Tora.
Ficaria famoso como curandeiro, milagreiro, mas que, segundo o seu parente Lauro Vasconcelos Nascimento, de 87 anos, todo mundo conhece em Itaúnas como “seu Dodozinho”. Duca Tora era um cabuleiro que jamais tratou do mal na sua mesa de Santa Maria. Acabou sendo por isso usado pela elite para incentivar ainda mais o combate à cabula dos feiticeiros negros.
Em 1941, morreria Duca Tóra e as populações da região voltavam a sentir a novamente a presença forte da cabula feita pelos negros. Era comum, inclusive, nesta época, se esconder a vítima do feiticeiro como forma de salvar-lhe a vida. Já era final dos anos 40, para inicio dos anos 50, quando finalmente o governo enviou à região levas de policiais para dar fim à cabula, como desejavam também autoridades de São Mateus e, principalmente, de Conceição da Barra.
À frente seguiu o mais temido de todos os oficiais da história da PM: o major Djalma Borges, que promoveu impiedosa matança de feiticeiros, conhecidos na região como cabuleiros. Não deixou sequer um único cabuleiro vivo. Extinguiu, literalmente, a cabula, cujo segredo do ritual não chegou a conhecer, pois lhe negaram todos os cabuleiros, muito dos quais debaixo de sessões de torturas, como mais tarde o próprio oficial revelaria aos seus superiores. O que leva a crer que a cabula acabou, mas levou consigo todos os seus segredos, pelos quais, anos a fio, combateram diversas gerações das elites rurais do Estado.
“Era uma religião una, com variações”, resumiu Slenes. Ele contou que o ponto culminante da cabula é quando a pessoa recebe um nome específico, que fica para o resto de sua vida e representa o seu guia espiritual.


ASSISTA AGORA UMA ENTREVISTA COM O BABALORIXÁ PEDRO PAULO (TAMANAKÁ)
DIRIGENTE DA SOCIEDADE ESPIRITA SÃO LÁZARO, RITUAL CABULA






Prece para abertura dos trabalhos

Ó Deus de amor e misericórdia, daí aos médiuns a compreensão perfeita da santidade da missão que lhes foi confiada, e da responsabilidade que lhes cabe no desempenho destas funções.

Deus, nosso Pai, permiti que sintamos fortemente a influência invisível e salutar dos nossos Anjos de Guarda, a fim de que possamos mais facilmente eliminar, dos nossos corações e dos nossos pensamentos, os sentimentos de ódio, de inveja, de orgulho, de vaidade, de egoísmo e de todas as outras imperfeições de que se acham imbuídos os nossos espíritos, a fim de que possamos subir até vós.

Bons espíritos, que pela misericórdia de Deus permaneceis junto a nós para o nosso consolo, dai-nos um grande amor pelas virtudes, inspirai-nos tudo o que é bom. Afastai de nós os espíritos trevosos e maleficientes, a fim de trilharmos com maior desempenho, o caminho sinuoso e cheio de tropeços, que é a nossa vida terrena.

Virgem Mãe Santíssima, rogai a Deus por todos nós e pelos irmãos desencarnados, que ainda se acham na ignorância, nas trevas e no sofrimento.

Jesus, bom e amado Mestre, permiti que as falanges organizadas que trabalham na prática do Bem, possam nos dispensar bastante proteção para que nossos trabalhos sejam coroados de êxito.

Bendito e Louvado seja Deus, o Divino Espírito Santo e nosso Senhor Jesus Cristo.

Salve São Jerônimo, (Res.: Salve !);
Salve São Miguel, (Res.: Salve !);
Salve São Gabriel, (Res.: Salve !);
Salve São Rafael, (Res.: Salve !);
Salve todas as falanges de Aruanda e da Umbanda, (Res.: Salve !);

Em nome de Deus Pai Todo Poderoso, de São Miguel Arcanjo e de nosso Anjo de Guarda, estão abertos os nossos trabalhos !

Que assim seja.


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Cambonos, juntos Trabalhando e Fazendo o Bem!



Axé a todos! Folheando os JUCAS, Jornal de Umbanda Carismática, anteriores encontrei várias matérias importantes e interessantes. Entre elas, encontrei um texto de Pai Juruá publicado em maio de 2009 falando sobre os Cambonos, e por achar que esse assunto é muito importante para todos os médiuns trabalhadores na Umbanda, sejam eles médiuns de incorporação ou não, transcrevo esse texto logo abaixo.
Espero que todos aproveitem e percebam que todos têm um valor específico dentro de um Terreiro e que um Terreiro só existe com todos trabalhando juntos em favor de um mesmo princípio: “Fazer o Bem”.
Infelizmente muitos acham que um Terreiro só funciona devido a participação e ação dos médiuns de incorporação. Lamentavelmente muitos médiuns de incorporação colocam-se em condições superiores perto dos outros médiuns achando que são os únicos que trabalham e que a gira só acontece em decorrência de suas manifestações mediúnicas. Lastimavelmente muitos médiuns que não incorporam não valorizam suas funções dentro daquele trabalho espiritual, acham que suas participações e ações são insignificantes, desnecessárias, como se fossem apenas apêndices.

O fato é que aquele que abre a porta tem valor e importância, assim como aquele que fica na cantina, que anota nomes, que distribuiu fichas, que dá sustentação energética, que faz doação de ectoplasma, portanto, são muitos trabalhando por todos e todos trabalhando por um.
Essa é, no meu entender, uma das essências de nossa querida Umbanda, o que me faz lembrar da ética africana Ubuntu, que de origem Banto, permeia o território da República da África do Sul, o país de Mandela, e se resume na frase: EU SÓ EXISTO PORQUE NÓS EXISTIMOS”.
Boa leitura a todos e que possamos estar mais inteiros dentro de nossos Terreiros e com mais conhecimento, responsabilidade e menos juízo de valor. Axééé…

CAMBONOS – Os médiuns de sustentação

Trechos retirados do livro: O ABC do Servidor Umbandista (no prelo)
de Pai Juruá
Ele zela pelo bom atendimento, ajuda a dinamizar as consultas, facilita o trabalho das entidades e serve também como intérprete destas. O seu trabalho dentro do Templo é tão importante quanto o dos demais médiuns e, mesmo sem estar incorporado, ele é parte integrante de todo o trabalho espiritual, pois os Guias Espirituais se utilizam dele para retirar as energias que serão utilizadas no atendimento aos consulentes.
O cambono deverá deixar preparado todos os apetrechos de trabalho que costumam ser utilizados pela entidade a qual irá cambonear evitando assim atrasos desnecessários durante as consultas. O cambono, na verdade, precisa ter conhecimento de todo o culto e de todas as entidades, precisando, então, prestar muita atenção à atuação delas durante as giras.
Sempre que solicitado, o cambono deve ajudar as entidades a se comunicarem com os consulentes, desde é claro, que seja treinado para isso e também que seja muito atento a tudo o que a entidade solicitar. Na verdade, o cambono, em alguns casos, poderá explicar de uma forma mais simples ou mesmo interpretar o que for dito para que o consulente não distorça as palavras das entidades.
O cambono, antes de qualquer coisa, é pessoa de extrema confiança do Pai ou Mãe da casa, assim como da entidade que estiver atendendo; portanto, caso perceba qualquer coisa estranha, qualquer coisa que não faça parte dos procedimentos normais, deve reportar-se ao Guia-chefe ou ao Pai ou Mãe da casa na mesma hora. É por isso que é tão importante, e necessário, que o cambono saiba todos os procedimentos de trabalho e todas as normas de conduta que entidades e médiuns devem ter dentro do Templo.
O fato de auxiliar nas consultas exige que o cambono seja discreto e mantenha sigilo sobre tudo o que ouvir, não se esquecendo de que ali estão sendo tratados assuntos particulares e que não dizem respeito a ninguém além da pessoa que estiver sendo atendida e da entidade. O sigilo é um juramento de confiança que todo o cambono deve ter e fazer.
Este não deve jamais confundir a entidade com a pessoa, isto é, ele é cambono do Guia Espiritual e não daquele médium, que é apenas um irmão dentro do Templo. O que ele pode, sim, é perguntar ao médium com o qual trabalha como deve proceder para prestar um melhor atendimento à entidade durante os trabalhos.
Uma prática útil e aconselhável dentro de um Templo é a troca de cambonos entre as entidades. Isto traz um maior aprendizado aos cambonos e também faz com que estes se habituem a tratar todas as entidades da mesma forma, sem criar laços afetivos exagerados. Desenvolver afeto pelas entidades é comum, mas a afinidade espiritual só é saudável se não conduzir à dependência; portanto, o chefe da casa poderá decidir-se pelo trabalho alternado e, nesse caso, deverá fazer com que todos saibam disso com antecedência.
De vez em quando, todos os médiuns, mesmo aqueles que incorporam, deveriam trabalhar como cambonos para poderem aprender mais e desenvolver a humildade, que é a característica mais importante que um médium deve ter.
É importante saber que todo o material de uso das entidades é de responsabilidade do médium que a incorpora e que o trabalho do cambono é estar atento para que este material não falte ou acabe, devendo comunicar o médium com antecedência quando o material estiver acabando.
Obs: O Cambono é um auxiliar do Templo e não um empregado dos médiuns. A educação e a lisura devem estar presentes a todo instante.

Alguns requisitos importantes para os médiuns de sustentação:

  • RESPONSABILIDADE: Tanto quanto o médium de incorporação, o médium cambono de sustentação precisa conhecer a mediunidade e tudo o que diz respeito ao trabalho com a espiritualidade e as energias humanas, a fim de poder auxiliar eficientemente o dirigente do trabalho e seus colegas, médiuns ou não.
  • FIRMEZA MENTAL E EMOCIONAL: Como é o responsável pela manutenção do padrão vibratório durante o trabalho, o médium cambono de sustentação deve ter grande firmeza de pensamento e sentimento, a fim de evitar desequilíbrios emocionais e espirituais que poderiam pôr a perder a segurança do trabalho e dos outros trabalhadores.
  • EQUILÍBRIO VIBRATÓRIO: Como trabalha principalmente com energias – que movimenta com os seus pensamentos e sentimentos, o cambono médium de sustentação deve ter um padrão vibratório médio elevado, a fim de poder se manter equilibrado em qualquer situação e poder ajudar o grupo quando necessário.
  • COMPROMISSO COM A CASA, O GRUPO, OS GUIAS ESPIRITUAIS E OS ASSISTIDOS: O cambono, médium de sustentação, deve lembrar-se de que, mesmo não tomando parte direta nas assistências, tem alguns compromissos a serem observados:
• Com a casa que trabalha: Conhecendo e observando os regulamentos internos a fim de segui-los. Explicá-los, quando necessário, e fazê-los cumprir, se for o caso; dando o exemplo na disciplina e na ordem dentro da casa; colaborando, sempre que possível, com as iniciativas e campanhas da instituição.
• Com o grupo de trabalhadores em que atua: Evitando faltar às reuniões sem motivos justos, ou faltar sem avisar o dirigente ou o seu coordenador; procurando ser sempre pontual nos trabalhos e atividades relativas; procurando colaborar com a ordem e o bom andamento do trabalho.
• Com os Guias Espirituais: Lembrando que eles contam também com os médiuns cambonos de sustentação para atuar no ambiente e nas energias necessárias aos trabalhos a serem realizados, e que, se há faltas, são obrigados a “improvisar” para cobrir a ausência. Os Guias Espirituais devem ser atendidos com presteza e respeito.
• Com os assistidos: Encarnados e desencarnados, que contam receber ajuda na Casa e não devem ser prejudicados pelo não comparecimento de trabalhadores. Todos deverão ser recebidos e tratados com esmero, dedicação, respeito e educação.
  • AUSÊNCIA DE PRECONCEITO: O cambono, médium de sustentação, não pode ter qualquer tipo de preconceito, seja com os assistidos encarnados ou desencarnados, seja com os dirigentes, mentores, etc. Ele não está ali para julgar ou criticar os casos que tem a oportunidade de observar, mas para colaborar para que sejam solucionados da melhor forma, de acordo com a sabedoria e a justiça de Deus.
  • DISCRIÇÃO: O cambono, médium de sustentação, nunca deve relatar ou comentar, dentro ou fora da casa, as informações que ouve, os problemas dos quais fica sabendo e os casos que vê nos trabalhos de que participa. A discrição deve ser sempre observada, não só por respeito aos assistidos envolvidos, encarnados e desencarnados, como também por segurança, para que entidades envolvidas nos casos atendidos não venham a se ligar a trabalhadores, provocando desequilíbrios. Os comentários só devem acontecer esporadicamente, de forma impessoal, como meio de se esclarecer dúvidas e transmitir novas informações a todos os trabalhadores, e somente no âmbito do grupo, ao final dos trabalhos.
  • COERÊNCIA: Tanto quanto o médium de incorporação, o cambono, médium de sustentação, deve manter conduta sadia e elevada, dentro e fora da casa em que trabalha, para que não seja alvo da cobrança de entidades desequilibradas, no intuito de nos desmascarar em nossas atitudes e pensamentos. Como vemos, as responsabilidades dos cambonos, médiuns de sustentação, são as mesmas que a dos médiuns ostensivos, e exigem deles o mesmo esforço, a mesma dedicação e a mesma responsabilidade.
CONCLUSÃO
Como vimos, não é tão fácil ser um cambono. Para ser um, é preciso aprender tudo sobre os Orixás, os Guias Espirituais, a Umbanda, o Templo e, principalmente, sobre a conduta que deve adotar para, depois, se for o caso, ser um bom médium de incorporação e alcançar a evolução espiritual até o Pai Maior.
Escrito por Mãe Mônica Caraccio
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Além do corpo
A medicina espiritual desperta cada vez mais interesse.
Dois eventos científicos serão realizados para discutir
o tema, enquanto centros espíritas que oferecem
tratamento estão lotados

Nesta semana, a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – uma das mais importantes da América Latina – será sede de um encontro que, anos atrás, dificilmente ocorreria em suas instalações. Médicos, estudantes e outros profissionais da saúde estarão reunidos em um dos auditórios da instituição para participar do 1º Simpósio de Medicina e Espiritualidade, organizado pela Associação Médico-Espírita de São Paulo. O objetivo do encontro é fazer uma revisão da literatura científica sobre o tema e confeccionar uma proposta de inclusão da disciplina “medicina e espiritualidade” no currículo das escolas médicas. A realização do evento dentro da USP é sintomática. Mostra que a comunidade científica começa a se abrir para o estudo dos fenômenos que envolvem a crença em um mundo espiritual e suas repercussões na saúde.
Outra evidência da crescente importância do tema será a realização, também na capital paulista, em junho, do IV Congresso Nacional da Associação Médico-Espírita do Brasil. O encontro reunirá 2,5 mil profissionais brasileiros e do Exterior. O evento trará cientistas de instituições estrangeiras respeitadas, como o médico Harold Koenig, diretor do Centro para o Estudo da Religião/Espiritualidade e Saúde da Universidade de Duke (EUA). Boa parte dos especialistas estrangeiros não segue o espiritismo, doutrina que conta com mais de dois milhões de adeptos no Brasil. Ela é baseada na crença da existência e imortalidade de espíritos, na sua capacidade de influenciar a vida e a saúde dos habitantes na Terra e na possibilidade de comunicação com eles.
Mágoas – A realização dos eventos é apenas uma mostra do crescimento da medicina espírita no Brasil. Outra prova da sua força é o aumento do número de associações médico-espíritas. Em 1995, existiam nove entidades. Hoje, são 30. Essas entidades reúnem profissionais que praticam a medicina convencional, mas usam sua crença para tentar melhorar a saúde do paciente que quiser receber esse atendimento. De acordo com eles, o organismo pode ser influenciado por espíritos que partiram da Terra – chamados de desencarnados – ou por pensamentos das próprias pessoas. “Indivíduos que guardam mágoas, por exemplo, sofrem alterações químicas que podem levar ao aparecimento de doenças ou ao seu agravamento”, diz Kátia Marabuco, oncologista da Universidade Federal do Piauí. “Nós, espíritas, também acreditamos que as pessoas negativas podem atrair espíritos desencarnados que contribuem para o surgimento de desequilíbrios físicos e mentais”, explica. A tática dos profissionais que seguem a doutrina é adotar medidas preconizadas pelo espiritismo para reverter esses quadros. Uma delas é fazer a aplicação de passes (imposição de mãos para energização e transferência de bons fluidos). Foi dessa forma que a paisagista paulistana Celeste Nardi, 62 anos, se tratou de depressão e outros problemas. Há quatro anos, frequenta uma clínica onde recebe atendimento psicológico e espiritual. Hoje, Celeste está bem. Para ajudar outros pacientes, ela aprendeu a aplicar o passe. “Quem passou por uma situação semelhante transmite uma energia de cura para quem necessita”, diz.
Essas práticas também fazem parte do tratamento aplicado nos hospitais espíritas existentes no País. Hoje, há 100 instituições do gênero. São entidades que oferecem atendimento espiritual gratuito. A maioria delas é destinada à assistência psiquiátrica. Nesses locais, o doente é submetido ao tratamento tradicional – o que inclui remédios e terapia psicológica – e, se desejar, cuida do espírito. Uma dessas instituições é a Fundação Centro Espírita Nosso Lar Casas André Luiz, em Guarulhos (SP). Na instituição moram cerca de 700 portadores de deficiências mentais e outros 500 são atendidos no ambulatório. A maior parte nasceu com paralisia cerebral.
Max G. Pinto

MIX: Lúcio tem paralisia cerebral e controlou crises de inquietação com a associação das terapias convencional e espiritual

Tese – O psiquiatra Frederico Leão é um dos médicos da fundação. Surpreso diante da evolução de doentes que combinavam o atendimento espiritual e o convencional, ele está fazendo uma tese de mestrado sobre o assunto, que será defendida na USP. “Vi casos em que, quando os doentes se submetiam ao tratamento médico e espiritual, tinham uma evolução boa”, conta. Um dos casos é o do paciente Lúcio (nome fictício), 30 anos, que nasceu com paralisia cerebral. Ele não se expressa direito e se locomove numa cadeira de rodas. Há cinco anos, passou a ficar inquieto e manchas escuras apareceram em sua pele. “Os médicos fizeram de tudo e nada adiantou”, lembra-se Márcia Lopes, psicóloga da instituição. Continuaram com os remédios, mas também aplicaram o passe. Os sintomas desapareceram.


Alan Rodrigues

Mudança: Celeste tinha problemas de saúde e foi tratada com passes. Ela aprendeu o método e hoje o aplica em outras pessoas
Outra instituição é o Hospital Espírita de Psiquiatria Bom Retiro, de Curitiba. Lá, os médicos também adotam uma prática da doutrina que ajudaria no tratamento. São as sessões de “desobsessão”, reuniões nas quais médiuns (pessoas por meio das quais os espíritos se manifestariam) serviriam como instrumento para que espíritos que estão atormentando o doente se comunicassem e fossem convencidos a deixá-lo em paz. “Quando isso acontece, o paciente fica mais calmo e seu estado clínico melhora”, garante o psicólogo Mário Sérgio Silveira, da instituição. O Hospital Espírita André Luiz, de Belo Horizonte, também usa o tratamento de “desobsessão”. “Em casos difíceis de esquizofrenia, por exemplo, fazemos essa recomendação”, afirma Roberto Lúcio de Souza, psiquiatra e diretor da instituição. Em nenhum desses locais, no entanto, deixa-se a terapia convencional de lado. “O tratamento espírita é complementar e não alternativo. Quem passa pelo atendimento, para qualquer doença, não pode deixar de tomar os remédios”, alerta Marlene Nobre, presidente da Associação Médico-Espírita do Brasil.
Além dos hospitais, outros lugares bastante procurados para tratamento espiritual são os centros espíritas. Uma das maiores referências é o Lar de Frei Luiz, no Rio de Janeiro. A instituição conta com 800 médiuns e recebe cerca de quatro mil visitantes em cada um dos dias de atendimento (quarta-feira e domingo). Há 12 anos, essa média era de 800 pessoas. Todos buscam curas físicas, espirituais ou algum consolo. Há salas de cura, de “desobsessão” e de passes. Uma das histórias mais incríveis relacionadas ao centro foi a do compositor Tom Jobim (1927-1994). Quando se submetia a tratamentos convencionais para tratar um câncer de bexiga, Tom esteve duas vezes no Frei Luiz. Na véspera de viajar para Nova York, em 1994, quando morreu de parada cardíaca no Hospital Mount Sinai, o músico conversou com Ronaldo Gazolla, já falecido, na época presidente do centro. Tom estava na dúvida se viajava e quis saber a opinião de Gazolla. O médico desconversou, não queria influenciar o maestro, embora soubesse que os espíritos já o consideravam curado. “Mas se fosse com você?”, insistiu Tom. “Se fosse eu, não iria”, recomendou Gazolla. Não se sabe o que teria acontecido ao compositor se ele tivesse ouvido o conselho, mas com certeza não teria morrido na mesa de cirurgia. Ana Lontra Jobim, viúva do músico, fala do assunto com reserva. “Quando esteve lá, ele saiu mais aliviado”, conta. A farmacêutica Helena Gazolla, viúva de Ronaldo Gazolla, que assumiu a presidência da instituição, explica que, se ocorreram curas, são consequência do merecimento dos doentes. “A pessoa se cura por meio de sua fé. Os médiuns são apenas um canal de energia para ajudar na recuperação de cada um”, diz.
Um dos atendimentos mais importantes e incomuns em centros
espíritas, oferecido pelo Lar de Frei Luiz, são as sessões de materialização, nas quais os espíritos poderiam ser vistos. A matéria-prima que daria forma física ao espírito é chamada de ectoplasma (substância que, de acordo com o espiritismo, seria liberada pelos médiuns para possibilitar a materialização das almas). Nessas reuniões, ocorrem também cirurgias espirituais, feitas por espíritos desencarnados que usariam o corpo do médium.
Cirurgia – Em Leme, no interior de São Paulo, há outro centro famoso pelas cirurgias. É a instituição comandada pelo médium Waldemar Coelho, 65 anos, que realiza essas operações há quatro décadas. “Curamos o corpo quando o problema é material e o espírito quando o problema é um carma”, garante. Dois espíritos se manifestariam por meio de Waldemar – um chinês e um médico austríaco. Seriam eles que, sem nenhum corte ou sangue, operariam as pessoas de câncer, diabete e dor nas costas, entre outros males. Cerca de 300 pessoas são atendidas por semana. A fila de espera é de um mês. O procedimento é feito num quarto reservado, na presença do médium e de seus ajudantes.
Na verdade, a cirurgia espiritual não é consenso entre os espíritas. Muitos acreditam que a prática dá margem ao charlatanismo e não deveria ser realizada. De qualquer forma, o fenômeno da medicina espírita intriga a ciência e tem suscitado a realização de estudos. Um deles foi feito no Núcleo de Estudos de Problemas Espirituais e Religiosos do Hospital das Clínicas de São Paulo, vinculado à Faculdade de Medicina da USP. Os cientistas acompanharam o trabalho de um famoso cirurgião espiritual de Goiás em seis pacientes. Eles verificaram que, embora não tivesse sido dada anestesia, praticamente não houve queixa de dor. Também não havia assepsia, mas nenhum doente teve infecção no período observado (quatro dias). “Houve intervenção na região afetada, mas não podemos garantir que funcionou”, observa o psiquiatra Alexander Almeida, coordenador do núcleo. Outro médico que também faz pesquisas é o psiquiatra Sérgio Felipe de Oliveira, presidente da Associação Médico-Espírita de São Paulo. “Há evidências suficientes para que a ciência se interesse pelo assunto. Na minha clínica, observo que quem recebe atendimento médico e espiritual toma menos remédios e adere melhor ao tratamento em relação aos que só passam pela consulta”, afirma.

Pesquisa – Oliveira é um dos cientistas que defendem o aprofundamento das investigações sobre a medicina e a espiritualidade, até para que seja possível encontrar a resposta para os casos bem-sucedidos desse casamento. A idéia é estudar não só os efeitos das práticas espíritas, mas o poder da oração e da fé, por exemplo. Essa proposta já é seguida por instituições estrangeiras. Alguns cientistas chegaram a conclusões interessantes. “A religiosidade fortalece o sistema de defesa dos pacientes”, disse a ISTOÉ Harold Koenig, da Universidade de Duke. Porém, nem sempre os tratamentos que unem medicina e religiosidade, inclusive o espiritismo, têm final feliz. Por isso, muitos cientistas vêem com reservas essa relação. O psiquiatra Richard Sloan, da Universidade de Columbia (EUA), é radical. “Os estudos feitos até agora são fracos. Não mostram evidências de que a espiritualidade pode ajudar no tratamento”, disse a ISTOÉ. Para o infectologista Caio Rosenthal, de São Paulo, não cabe ao médico entrar nessa área. “Ele deve se ater àquilo que é comprovado pela ciência”, defende. Já o Conselho Federal de Medicina não critica os médicos que estimulam a prática religiosa a seus pacientes. “Mas somos contra as pessoas que praticam a medicina sem ser médicos, como as que realizam as cirurgias espirituais”, avisa Luiz Salvador de Miranda Sá Júnior, primeiro secretário do CFM.
Celina Côrtes, Juliane Zaché e Lena Castellón
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Que História estamos escrevendo???



Engraçado como as coisas são, vemos pessoas com suas vidas altamente enroladas, cheias de doenças, com tristezas profundas, sem trabalho, sem equilíbrio e sem alegria indo os Terreiros de Umbanda. Lá são atendidas pelos Guias Espirituais e passam por passes, por consultas, por descarregos, por energizações e por transformações extremas. Se equilibram, se harmonizam, se enchem de Fé e Esperança, e aos poucos os caminhos vão se abrindo. Surgem as primeiras oportunidades e quase que automaticamente acontecem as promessas, com juras de amor eterno, com emocionantes discursos cheios de convicções e real aceitação de sua missão mediúnica.
Tudo quase perfeito se não fosse a imaturidade tão inerente no íntimo de algumas dessas pessoas, que acabam por colocar suas “Histórias de Fé”, aquelas escritas semanalmente e diariamente, diante e junto de um Caboclo, de um Exu e ou de um Preto Velho, no “Nada”, no “Pra Nada” ou “Por Nada”.

Esquecem o fato de que são as “Histórias de Fé” que constroem o importante Livro chamado VIDA.
Esquecem que essas “Histórias de Fé” caracterizam o lado Humano, o lado Gente, o lado Verdade do Ser.
Esquecem que uma “História de Fé”, assim como qualquer outra história, para se tornar real, verdadeira, coerente e com capacidade de compartilhar, precisa de princípio, meio e fim. Portanto não dá para começar escrevê-la tomados de empolgação e deixar a última frase sem nexo, sem um fim, sem uma conclusão, envolvida por tristeza e lamentações. Mesmo porque, esse Livro reflete a Vida – história sem nexo é reflexo de vida sem nexo.
Afirmo essa situação por ver, durante tantos anos, pessoas cheias de energia, alegria e determinação, cheias de compromissos espirituais, assistenciais e internos, SIMPLESMENTE deixarem de lado suas histórias de terreiro e suas histórias de fé para viverem o Nada. Médiuns que, ao terem suas vidas melhoradas, com mais oportunidades e opções, deixam de lado seus compromissos e voltam a viver uma vida infantil cheia de querer e ilusão.
E pensando numa vida infantil, aquela quando não se tem capacidade de pensar nas consequências dos atos, acredito ser importante conhecermos, mesmo que de forma bem simplificada, o que é uma PESSOA MADURA. Para um dos mais importantes psicólogos do século XX, Gordon Willard Allport – doutor em psicologia formado em Harvard em 1922, a pessoa madura se caracteriza em seis critérios:
1 – Aquela que sai do seu egocentrismo e entra para o eterocentrismo, portanto consegue fazer uma ampliação do sentido do EU. Allport afirma: “se uma pessoa não cria intensos interesses fora de si mesma… vive mais próxima do nível animal que do nível humano de existência”.
2 - Aquela que conquista relação afetuosa do eu com os outros. São as relações de amor, amizade, fraternidade capaz de criar “vínculos”, o que é fundamental para qualquer pessoa.
3 - Aquela que tem segurança emocional e auto-aceitação. Aliás, para Allport uma forma de medir a maturidade é pela capacidade de “tolerância da frustração”, ou seja, é capaz de passar por aborrecimentos, irritações, frustrações sem grandes descontroles ou, mesmo que aconteça, conseguem voltar ao equilíbrio rapidamente. Os imaturos “estão ainda preocupados com partes e pedaços da experiência emocional” afirma Allport.
4 - Aquelas que conseguem ter uma visão realista da realidade, um contato real. Allport resume esse aspecto da seguinte forma: “a pessoa madura estará em contato muito estreito com o que denominamos o “mundo real”. Verá objetos, pessoas e situações como o que são. E terá trabalho importante para fazer”.
5 - Aquela com capacidade de avaliar-se com objetividade e realismo, mantendo-se ligada no passado e pensando no futuro. É a capacidade de aceitação de si com seus limites sem perder sua auto-estima e a capacidade de rir, de manter o humor mesmo percebendo suas próprias bobagens.
6 - Aquela com uma filosofia unificadora da vida, portanto têm princípios com modo de ser e de pensar comum ao grupo.
Sabedores desses critérios podemos então avaliar nossos atos e pensar melhor antes de tomarmos atitudes significativas em nossas vidas, não é mesmo? Inclusive, podemos avaliar se somos maduros suficientes para lidar com o livre arbítrio fazendo escolhas.
Enfim, agora podemos olhar para nós mesmos com mais clareza e refletir, estamos deixando de lado nosso eu para pensar no outro? Estamos conseguindo criar vínculos com relações de amor e fraternidade? Somos seguros conosco mesmo a ponto de aceitar nossos erros? Conseguimos ter uma visão real dos fatos sem criar imagens torcidas e percepções induzidas entendendo que ‘fato é Fato e diante dos fatos só nos resta aproveitar com bom humor’? Pensamos no futuro levando em conta as promessas do passado e as necessidades do presente? Estamos pensando em um Todo e no bem de todos???
Se as respostas foram positivas então estamos escrevendo um lindo Livro da Vida onde as “Histórias de Fé” estão dizendo o quanto somos maduros e verdadeiros diante daquilo que é mais importante na vida de qualquer médium e qualquer Ser, o ESPÍRITO. Reafirmando a grandiosa frase do teólogo Pierre Teilhard de Chardin: “Não somos seres humanos que estão passando por uma experiência espiritual, mas nós somos seres espirituais que passamos por uma experiência humana”
Se as respostas foram positivas então a Umbanda não terá mais histórias “engraçadas”, mas sim HISTÓRIAS DE AMOR, GRATIDÃO, FIDELIDADE E VERDADE.
Fonte de pesquisa e estudo:
Personalidade (1966), Desenvolvimento da Personalidade (1966) de Gordon Willard Allport
Escrito por Mãe Mônica Caraccio
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PERGUNTAS E RESPOSTAS


























































Lu disse...


































































































Olá a tdos, será que alguém pode me ajuda, fui a um terreiro a um ano +/- atras, e o pai no santo de lá me chamou para conversa, não me lembro qual entidade estava usando ele no momento, ela me falou que eu tenho que desenvolver, pois as entidades que me acompanham tinham essa necessidade, e que seriam eles Exu 7 facas e Maria Padilha, porem eu fui embora e não voltei mais lá, agora estou namorando um rapaz que ele e a familia dele, todos recebem, ontem meu namorado recebeu o Lucifer, e ele me chamou para conversar no meio da conversa ele me falou q eu tenho que desenvolver para trazer o 7 facas, e me mandou comprar a capa dele e os 7 punhais, e me falou que daki 7 semanas o 7 facas virá e ele não vai nem precisar colocar a mão para que isso aconteça, não estou acostumada com isso, e tenho que confersar que estou com muito medo, tem como eu não desenvolver? Não me sinto preparada para uma responsabilidade dessas? Será que alguém pode me ajuda!!!!
desde já agradeço a todos!
bjus

Saravá LU.

Eitaaaa! Como é que a Exuzada está tomando conta da Banda, não é mesmo?

Em seu lugar até eu estaria com muito medo, minha cara, de só ver e receber determinações de Exus e mais Exus, sabia? Ainda mais com esta "orientação(?)" de já comprar capas e punhais sem nem mesmo o exu ter pisado em terra e tido a condição de dizer por ele mesmo o que pretende!

É a isto que se chama COLOCAR A CARROÇA NA FRENTE DOS BURROS e o que cria o risco de preparar MAIS UM MÉDIUM PURAMENTE ANÍMICO, dos que se enfeitam todo de "entidade", mas Espírito mesmo que é bom, nem chega perto.

Minha opinião sincera é de que você SIGA SEUS impulsos, sua vida, e, se realmente quiser entrar na UMBANDA pela porta da frente, no momento certo, aquele que aparece dentro de nós, procure um Terreiro e comunique-se com um bom CABOCLO (CABOCLA) ou PRETO VELHO (PRETA VELHA) DA LEI, que sejam firmes e sérios em médiuns sérios, SEM LHES CONTAR DO ACONTECIDO para que a Entidade que lhe atender veja por ela mesma a necessidade OU NÃO destas medidas que, logo de cara eu lhe digo que não são nada apreciáveis.

O PRINCIPAL é que você NÃO TENHA MEDO e também que NÃO ASSUMA O MEDO QUE ESTÃO TENTANDO LHE IMPUTAR. Esta tática de CONDUZIR PELO MEDO costuma ser muito usada por alguns, até de outras religiões, quando pretendem gerar certas "impressões".

Que OGUM lhe abra os caminhos e a mente, LU, agora e sempre!!

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Anônimo disse...
Gostaria de saber todas as formas de saber quais os santos que eu carrego... Na Umbanda a mãe-de-santo diz que todos nós carregamos sete santos...mas eu queria descobrir se existe alguma outra forma de alguem me dizer quais os santos que eu carrego,sem precisar entrar dentro de um terreiro para manifestações e sem perguntar para a mãe ou o pai-de-santo quais são os meus 7 santos,pois muitas vezes,em alguns terreiros eles não gostam de responder à essas perguntas...no máximo eles respondem quem é o seu pai e a sua mãe-de-cabeça...só quero uma forma fácil e prática de saber todos os que eu carrego sem precisar também conversar com alguma entidade para ela me revelar os mesmos.Pois na casa que eu frequento a mãe-de-santo quer que agente entre no terreiro e participe da corrente,pois só assim nós saberemos quem carrega quem.Ela só diz quem são os seus pais de cabeça (no máximo)... aguardo respostas)

Se você quer a ÚNICA FÓRMULA INFALÍVEL DE SABER "OS SANTOS" QUE CARREGA eu posso lhe dizer: Treine sua mediunidade, mas treine mesmo até que os Espíritos possam falar através de você perfeitamente e sem qualquer intromissão sua.

Quando chegar a este estágio peça então a alguém que pergunte aos seus companheiros de estrada sobre os seus "santos" e eles lhe dirão, ou não (dependendo de ser neceessário, ou não, também) QUAIS SÃO OS SEUS SANTOS.

Lembre-se de que os Espíritos que o acompanham são os que MAIS CONHECEM SOBRE VOCÊ MESMO e, desta forma, se ELES (e não você) conseguirem se comunicar perfeitamente, JAMAIS ERRARÃO no apontamento em questão.

Todos os outros métodos, ainda que acertem aqui ou ali, SÃO FALÍVEIS.

Que Zambi o abençoe e ilumine!
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Thay disse...
Oi, meu nome é Tainá, eu frequento um terreiro de Umbanda a um ano. Antes eu ia em outros mais resolvi ficar só em um, e o que eu escolhi me agrada. Eu sempre senti vibrações, mais agora elas estão mais fortes. Quando o trabalho começa eu já sinto a entidade se aproximar, eu sinto a vibração dela e começo a tremer, ficar com as pernas bambas e ela começa a tomar conta das minhas mãos, dos meus braços e da minha perna e eu começo a tremer. Já me falaram que eu tenho toda a linha da direita e eles já estão prontos para trabalharem. Eu gosto muito de lá, mas tenho apenas 16 anos... gostaria de desenvolver, mas será que está cedo demais?

A idade nem sempre é importante, mas a MATURIDADE a SERIEDADE, a HONESTIDADE para consigo e os amigos espirituais que vão se achegar a você, SIM!!!

De posse dessa informação e levando em conta as sensações que você já está sentindo, deverá ser SUA a decisão de se sentir preparada ou não para os caminhos que a esperam.

Se VOCÊ decidir que NÃO É A HORA, no entanto, sugiro que se afaste,pelo menos temporariamente de qualquer Corrente Mediúnica para evitar que essas sensações, que são mediúnicas de fato, fiquem mais fortes ainda independente de sua vontade, já que a própria egrégora que se forma em cada local onde se trabalha mediunicamente acaba atuando nas pessoas que tenham a mediunidade prestes a "estourar", como no seu caso, acelerando e aumentando ainda mais as ligações espirituais que já possa trazer consigo.

Daí, pra você começar a incorporar no meio da rua, em alguns casos, pode ser "um passo"!

Que a LUZ MAIOR ilumine seus pensamentos e lhe aponte os caminhos certos a serem seguidos.