domingo, 28 de setembro de 2014

Por que ganhamos doces no dia de Cosme e Damião?



Santos Cosme e Damião
Essa data celebra, para os católicos, a memória de Cosme e Damião. Os irmãos gêmeos eram médicos e viveram na Ásia Menor. Eles ficaram conhecidos porque curavam pessoas e animais sem cobrar dinheiro. Morreram por volta do ano 300 d.C. degolados, vítimas de uma perseguição do imperador romano Deocleciano. Na religião católica, o dia 26 de setembro lembra os jovens que pregavam os ensinamentos de Jesus Cristo. Eles são considerados os padroeiros dos farmacêuticos, médicos e das faculdades de medicina.

No Candomblé e na Umbanda, o dia de Cosme e Damião é 27 de setembro. Nessas crenças, eles são conhecidos como os orixás Ibejis.São filhos gêmeos de Xangô e Iansã. Os devotos e simpatizantes têm o costume de fazer caruru (uma comida típica da tradição afro-brasileira), chamado também de “Caruru dos Santos” e “Caruru dos sete meninos” que representam os sete irmãos (Cosme, Damião, Dou, Alabá, Crispim, Crispiniano e Talabi), e dar para as crianças.
São Cosme e Damião também são considerados protetores dos gêmeos e das crianças. Por isso, as pessoas criaram o costume de distribuir os doces para homenagear os santos ou cumprir promessas feitas a eles.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Pomba Gira Rosa Caveira


Sacode o pó que chegou Rosa Caveira!
Pomba Gira da calunga
Vem levantando poeira. (2x)
Suas mandingas são
Cercadas de mistérios.
Saravá a Pomba Gira
Que vem lá do cemitério.
Se diz que faz é melhor não duvidar,
Porque a Rosa Caveira
Promete para não faltar.
Sacode o pó que chegou Rosa Caveira!
Pomba Gira da calunga
Vem levantando poeira. (2x)
Levo uma rosa quando vou ao seu axé.
Falo com Rosa Caveira,
Porque nela eu tenho fé.
Tudo o que peço nunca me deixou faltar.
Ela é muito famosa e não é Mojubá.
Sacode o pó que chegou Rosa Caveira!
Pomba Gira da calunga
Vem levantando poeira. (2x)

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Kundalini e a Umbanda





Na Umbanda podemos especificar as utilizações dos chakras pelas entidades, em situações de cura ou manifestações de espíritos obsessores, muitas entidades tem conhecimento milenar do corpo físico e dos pontos de energia, principalmente nas consultas mediúnicas de cura, A Yoga tem muita literatura sobre o assunto e vamos usa-la como um paralelo de nosso artigo, A Kundalini é uma ciência milenar sobre a arte de lidar com a expansão da consciência, acordando e fazendo subir a ENERGIA KUNDALINI pelo canal da espinha vertebral, atravessando e ativando os centros de energia denominados de chakras, (este chakra é utilizado pelos Exus, colocando as mãos do médim nas costas rente a coluna), Essa realização é feita misturando e unindo PRANA (energia cósmica Oxalá) com APANA (energia de eliminação, ativando este chakra) gerando assim uma pressão que força a subida da kundalini através da coluna utilizando-se PRANAYAMAS (exercícios respiratórios energia de Iansã), BHANDAS (contrações corporais, energia de Oxossí), KRYIAS (jogos completos de exercícios) e utilizando-se ASANAS (posturas), MUDRAS (gesticulação com mãos, dedos ou braços) e MANTRAS (pontos cantados).
PRANA é a força básica da vida é a força de Oxalá, está no ar que respiramos, no alimento, ou na clorofila que comemos e que assimilamos sem qualquer esforço. A prática da Kundalini enfatiza a absorção da energia cósmica.
APANA é a força eliminatória (descarrego efetuado por Ogum ou Exús), cuja reserva é localizada nos chakras inferiores. Quando esta força sobe juntando-se a prana através de exercícios, respirações e bhandas é gerada uma pressão que, ao produzir calor (energia), faz subir a Kundalini através dos chakras, ou seja, ao longo da coluna vertebral, por onde passa todo nosso sistema nervoso.
Esse conhecimento foi um segredo muito bem guardado, entregue pelo Guru a estudantes selecionados durante centenas de anos. De acordo com as escrituras yóguicas esta antiqüíssima ciência tem 7 mil anos. Os ensinamentos foram dados a conhecer somente aos iniciados em templos e monastérios da Índia, Nepal e Tibet, (lembre-se que muitas entidades e Orixás pertenceram a estes locais). A Kundalini tem relação muito próxima ao Tantra, que também faz subir a energia Kundalini. Graças a Yogi Bhajan esse conhecimento foi tornado público para o ocidente.
Através da prática da Kundalini o ser humano pode unir sua consciência cotidiana à sua consciência superior, ou cósmica, de forma regular ou diária, praticando cuidadosamente uma seqüência de exercícios e meditações combinadas. Logo o estudante praticante percebe o movimento da energia dentro de si e ao redor do seu corpo e assim conscientemente, começa a direcionar esse fluxo energético para estimular e acordar os chakras.
A KUNDALINI é um incrível e poderoso reservatório de energia que tem por símbolo uma serpente enrolada na base da coluna vertebral. Essa força tem a energia do átomo, é transmitida pela respiração e que todo ser humano tem disponível para dar vida à seu corpo-matéria. Toda yoga faz subir a kundalini, mas cada uma tem seu tempo. Essa energia transformadora trabalhada ao longo das práticas tonifica, limpa e revigora o metabolismo, fortalecendo a saúde psico física do ser humano.
Depois desse processo de purificação, que inclui mudança nos hábitos alimentares e de atitudes, a kundalini se expande e, ao ultrapassar o chakra do coração em direção aos chakras superiores, atinge uma consciência extraordinária, de grande sutileza e percepção. É o estado de samadhi, bliss ou nirvana, o êxtase da existência.
A Kundalini é denominada Yoga da Consciência, suas práticas são dinâmicas, energizantes e objetivas. Fortalece, alonga, relaxa a musculatura e todo metabolismo. Aumenta a capacidade respiratória e o nível de vitalidade física e psíquica. Estimula a harmonia dos sistemas nervoso e glandular, sincronizando-os com a rede de meridianos, chakras e corpos energéticos. Propõe ainda um profundo mergulho na Meditação.


Que a Divina Luz esteja entre nós 

Emidio de Ogum 

sábado, 16 de agosto de 2014

ORIXÁ, IMALÈ E EBORA

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Orixá é uma palavra de origem yorubana, é utilizada para designar suas divindades.
Na umbanda, principalmente na doutrina seguida pelo Núcleo Mata Verde, designa seres espirituais de elevada condição espiritual; são os seres espirituais mais elevados da escala evolutiva.
São seres de pura luz espiritual (espíritos puros) e que recebem orientações  diretamente do criador;  são os responsáveis pelas sete hierarquias espirituais existentes na umbanda e que normalmente são conhecidas como as Sete Linhas da Umbanda.
Também são os seres primordiais da criação.
Hoje vamos discutir um pouco a origem africana do orixá.
O que é Orixá e qual o significado da palavra Orixá na concepção yorubana.
Para isso vamos recorrer a obras de escritores que conhecem profundamente a cultura e religiosidade africana, entre estes José Beniste e Pierre Verger.
Nos ensina José Beniste no livro “Orun e Aiye – o encontro de dois mundos” que os Yorubás designam as divindades servidoras da humanidade pelo nome genérico de Orixá, que é aceito pela modalidade de culto aqui estabelecido (Brasil) com o nome de Candomblé de Ketu ou Nagô, numa alusão conjunta às suas origens étnicas.
Esses seres divinos são de natureza complexa e sempre devem ser considerados em conjunto.
Alguns seriam divindades primordiais pela convivência com o Ser Supremo nos primórdios dos acontecimentos.
Outros são figuras históricas, reis, rainhas, fundadores de cidades que foram divinizados devido a atos relevantes ou ligações fantásticas com os elementos naturais – a terra, o vento, a caça, rios, mares, ervas, minerais.
São geralmente denominados Orixá, Irunmale ou Imalè e Ebora.
Outras formas de espíritos são cultuadas por representarem a personificação de forças da natureza ligadas a terra – Onile; às arvores – Iwin; às florestas – Àroni; à ancestralidade familiar – Oku orun ou Ésa; à personificação dos mortos – Egungun; ao poder gestador – Iyami; e aos poderes influenciadores da vida terrena – Oro e elenini.
A palavra Orixá é utilizada exclusivamente para definir as divindades, e nunca para formas de espíritos comuns que possuem suas próprias denominações…
Os Orixas representam a personificação das forças da natureza e dos fenômenos naturais: nascimento e morte, saúde e doença, as chuvas e o orvalho, as arvores e os rios.
Representam os quatro grandes elementos: fogo, ar, terra, água, e os três estados físicos dos corpos: sólido, líquido e gasoso. Representam ainda os três reinos: mineral, vegetal e animal, além dos princípios masculino e feminino, também presentes em sua representatividade.
Tudo isso representa o poder vital, a energia, a grande força de todas as coisas existentes e que é denominada Axé.
Axé das forças da natureza é parte do Orixá, porque o seu culto é exatamente dirigido às forças da natureza.
O orixá é a parte disciplinada de tais forças, a parte que é controlada para formar um elo nas relações da humanidade com o Ser Supremo.
Outro elo é constituído pelos seres humanos que viveram na terra em tempos remotos, e mais tarde foram divinizados.
Esses personagens foram capazes de estabelecer o controle sobre a força natural atraindopara si mesmos e sua gente a ação benéfica do Axé, e dirigindo este poder adquirido emdefesa de seu povo.
Essa dupla visão das divindades faz criar duas formas de estudo: a dos Orixás Primordiais e a dos antepassados divinizados; é uma justificação para o número de divindades existentes.
O censo exato do panteão ninguém está apto a responder.
Os cálculos revelam a existência de 200, 400, 600, 1700 ou mais divindades.
Algumas são imensamente cultuadas, enquanto outras são apenas de importância local.
Devemos considerar que a teogonia yorubá revela que, no começo, havia somente poucas divindades.
Os Orixás eram reverenciados pelos seus nomes “principais”, não havendo referências a outras facções do mesmo orixá, aqui no Brasil denominadas de “qualidades” de orixá.
Em relação ao significado da palavra Orixá, há uma tendência a se aceitar a origem do nome Orixá como uma modificação fonética da palavra ORÌSÈ, que é uma abreviação da frase “Ibiti orí ti sè” (A origem ou fonte do orí).
Orí é o nome para a cabeça física do homem, mas neste caso refere-se à essência da personalidade.
Assim a origem ou fonte de todo orí seria o Ser Supremo – Olodumare – ou o Grande Orí, do qual ori deriva, visto que Ele é, na verdade, o doador de todo orí.
Outro nome muito comum e que designa o conjunto de divindades yorubá é Irunmale, com suas variantes imale ou imole, muito frequente nos textos de Ifá.
Sua origem pode estar conectada com as divindades ou espíritos específicos da Terra, uma categoria diferente da de Orixá.
Imale, sendo uma contração de “Emò ti bem nilè”(os sobrenaturais da Terra), passou a ser usado de forma imprecisa, perdendo sua conotação inicial e tornando-se sinônimo de Orixá.
Ebora é uma outra denominação usada para definir as divindades. “Os Oríxas e os Ebora são intermediários entre Olodumare e os seres humanos, e recebem por delegação alguns de seus poderes” (Verger, Orixás, p.21).
Em Os Nagô e a Morte, a autora diz: “O termo ebora quase desapareceu no Brasil e chamam-se orixá todas as entidades… Os Ebora constituem os duzentos irunmale da esquerda, encabeçados por Oduduwa…”(PP. 79-80). No Dictionary of Modern Yoruba, Abraham define: “Ebora – um tipo de Egungun” (p.172)
Finalizamos nosso estudo destacando o cuidado que devemos ter em utilizar corretamente dentro da umbanda os conceitos apresentados acima: Orixá, Imale e Ebora.
Quando falamos em orixá nos estudos da doutrina umbandista dos sete reinos sagrados, estamos sempre nos dirigindo aos orixás primordiais, que se manifestam na natureza através do seu axé conforme mencionado acima.

domingo, 3 de agosto de 2014

SOU DO CABULA!

Sou CATÓLICO.
Sou UMBANDISTA.
Sou KARDECISTA.
Sou BUDISTA.
Sou CRISTÃO.
Sou CANDOBLECISTA.
Sou TUDO.
Porque sou do CABULA!
O Cabula é a união de todas as religiões num só ritual. Rezamos o Pai Nosso e a Ave Maria. Batemos tambor, incorporamos e dançamos para o Santo. Louvamos Nosso Senhor Jesus Cristo em tudo que fazemos. Nossos guias dão passes, aplicam Reiki, imposição de mãos, acendem velas e rezam, rezam muito. Rezando a gente se conecta com os seres supremos sempre. Indicamos banhos energéticos e de descarrego. Louvamos ao Senhor em nosso terreiro, na praia, na cachoeira e nas matas. Adoramos a natureza e lutamos por elas. Temos doutrinas e fundamentos, preceitos e leis. Respeitamos todas as religiões porque sabemos que todas levam as pessoas a um caminho: Jesus, Oxalá, Maomé, Alá, não importa o nome, importa acreditar. Não importa o que falem, não importa que discriminem nossa religião dizendo que ela não existe, que não tem raiz, que foi inventada. O que importa é que pra quem acredita no Cabula  ele é e sempre será nosso caminho para Deus. Trabalhamos com a Caridade com muita Humildade, afinal o mais caridoso de todos que já existiu foi o mais humilde. 

Nilo Coelho




quarta-feira, 23 de julho de 2014

Aquilo que faz bem. Aquilo que ME faz bem.


maos-de-terra

Axééé pessoal… Além da saudade e do trabalho, como é bom estar por aqui novamente. Como é bom estar com saudades, com muito trabalho e sentindo o aquecimento do espírito através de boas palavras, boas vibrações, bons olhos e boas ações.
Palavras que são tão importantes para a religião Umbanda que se fundamenta pela tradição da comunicação, da oralidade. Vibrações que transfiguram qualquer situação. Olhos que transmitem e atestam a presença de Deus “Nós não vemos o que vemos, nós vemos o que somos. Só veem as belezas do mundo, aqueles que têm belezas dentro de si” (Marli Savelli). E ações que materializam o Amor, expõem o Saber e libertam o Ser.
Tudo muito Umbanda, Uma Banda por todas as Bandas ou todas as Bandas por Um na segurança do Maior, do Além, do Sagrado e da Certeza no incerto da vida.
E diante de tanta Umbanda reafirmo que, mais que ‘estar’ na Umbanda para fazer a caridade, vestir o branco ou incorporar, o médium deve almejar e lutar para ser um religioso com espírito forte, firme e ativo, cheio de compaixão, de capacidade de tomar decisões e de sentimentos humanitários.  Deve se dedicar, estudar, exercitar, agir, movimentar, crer e zelar. Zelar muito para que nada, para que ninguém, deprecie aquilo que faz bem, aquilo que LHE faz bem.
SABER! Saber é a melhor, a maior e mais potente forma de zelar, de se movimentar, de agir, de conquistar o respeito, de semear e cultivar a religião certo dos bons frutos.
Saber sobre hierarquia, rituais, valores e fundamentos é importantes para qualquer médium, porém não se chega a esses saberes, assim como não devem ser ambicionados, sem condições básicas para tanto. Seria o mesmo que tirar carta de motorista dirigindo uma Ferrari. Creio que muitos Pais de Santos já viveram a experiência de ter médiuns postulando saberes mais que devem, merecem e darão conta.
Saber é sem dúvida uma das bases da Fé firmemente enraizada, mas é necessária uma construção de saberes. Buscar o básico, aquilo que até parece ou é erroneamente avaliado como simples ou desnecessário. Enfim, é necessário preparar a terra para o plantio.
Nesse contexto, o médium deve iniciar seus conhecimentos com saberes sobre velas, cumprimentos, doutrinas espíritas, posturas, trajes, panos, ervas…
Ahhh, e para mim, é importantíssimo, é o principio de tudo, saber sobre as ervas e as infinitas possibilidades de banhos, defumações, borrifos, fumos… coisa de preparar a terra para o plantio meeesmo! Coisas, forma de manuseios, misturas e maneiras que fazem toda a diferença, que levanta ou derruba um médium, uma pessoa. É a guiné com energias, vibrações e ligação a Orixás diferentes dependendo da parte e da forma que for usada. É o milho, por exemplo, que pode promover a energia da boa sorte, ou da riqueza, ou para feitiçaria, ou para ajudar a ter bom parto, ou para sair vitorioso de uma luta, ou ainda para paralisar um processo judicial. Ufa… e não para por aqui… é secar-se esfregando a toalha de banho após o banho de ervas, ou deixar secar naturalmente, ou ainda com leves toques da toalha;  é água quente, fria ou morna; é banho da cabeça para baixo ou do ombro para baixo; e a quizila de Orixá, existe? como lidar?; é defumar de dentro para fora ou de fora para dentro; em cruz, em círculo ou em linha reta; com carvão, com defumador, com incenso, ou com defumador sem brasa…….. Realmente é muita, muita coisa que faz TODA DIFERENÇA.
Conhecimentos básicos que ajudam o médium e toda sua família. Que firmar a caminhada espiritual aproximando espíritos elevados. Que ajudam no combate do Embaixo com o Alto. Que protegem, potencializam, animam, transformam, promovem e concedem.
É, mais que “estar” na Umbanda, precisamos vivê-la, vivenciá-la e vibrar com Ela na sua grandeza, mistérios, magia e Poder. Caso contrário, as palavras ficam soltas e o médium sem raiz, sem solo Sagrado, sem “Ser”.
Umbanda é uma religião única. É difícil, simples, forte, livre, determinante, realizadora e que não deixa nada e ninguém sem resposta, porém para chegar ao entendimento da resposta é preciso muito mais que vestir o branco ou incorporar.
Que todos possam ter a grandeza de fazer mais por aquilo e aquele que tanto faz por nós. Que todos possam estudar com mais serenidade e respeito diante de tanto mistério e de tanto Sagrado.
Mãe Mônica Caraccio

sábado, 28 de junho de 2014

CARTA MAGNA DA UMBANDA

CARTA MAGNA DA UMBANDA

Atualizada dia 19/06/2014 com apoio dos mais de 4 mil templos espalhados pelo Brasil, Federações, conselhos jurídicos e Antropólogos. Contribuição especial do conselho sacerdotal do

SOI – Superior Órgão de Umbanda Internacional
A Umbanda é uma religião que crê na existência de um Deus único, inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, eterno, imutável, imaterial, onipotente, soberanamente justo e bom, infinito em todas as Suas perfeições. 
Cremos na existência dos Sagrados Orixás, responsáveis diretos por toda a criação do universo e sustento do planeta Terra. Não são deuses, mas sim denominações humanas para uma classe de Poderes Reinantes do Divino Criador.
 Cremos na existência e comunicação mediúnica, através de medianeiros preparados para tal tarefa, em trabalhos caritativos em atendimentos fraternos dos Guias Espirituais, os Espíritos Tutelares, também conhecidos como Espíritos Santos de Deus ou Santas Almas Benditas.
Dando por verdade que a Umbanda teve contribuições positivas das religiões e/ou filosofias Espírita, Indígenas, Africanas e do Catolicismo popular, aceitando tudo o que é bom e rejeitando tudo o que não se coaduna com as necessidades espirituais religiosas do conceito Umbandista. Entendendo que a Umbanda não se submete a nenhum dogma relacionado às religiões ou filosofias citadas, sendo livre de interferências.
 Cremos em Jesus (Oxalá), incondicionalmente, sendo Ele o pilar central da Umbanda, pautando o aspecto doutrinário embasado nos seus ensinamentos, seguindo o que foi anunciado pelo FUNDADOR DA UMBANDA o Caboclo das Sete Encruzilhadas, nos ensinamentos dos Espíritos Crísticos, os Mestres do Amor como via evolutiva para se chegar a uma espiritualidade superior.
Possui sacramentos e ritos próprios de batismo, casamento e fúnebre.
 A Umbanda é uma religião de “Culto à Caridade”. Dá ênfase à simplicidade dos rituais, que permite a dedicação integral do tempo das sessões em atendimento fraterno aos que a ela recorrem. Nos atendimentos fraternos está o assistencialismo da Umbanda sempre de forma caritativa.
 Cremos na existência de sítios vibratórios da natureza (praias, matas, cachoeiras, pedreiras, montanhas, campos, lagoas, fontes, jardins, etc.), por onde os Sagrados Orixás manifestam-se energeticamente com mais intensidade, emanando magnetismos necessários à nossa sobrevivência, e aonde vamos constantemente promovendo concentrações para refazimento energético, harmonizações e captação de energias sublimes, nos reequilibrando com as forças da Mãe Natureza. A Umbanda reverencia a Mãe Natureza, por ser nela que se encontra a mais pura manifestação Divina, também iremos buscar e nos harmonizar com as forças ali reinantes, sustentadoras de toda a forma de vida planetária. Atraindo ainda forças do universo para complementar tais vibrações já existentes em nosso planeta, unindo assim, poderosas forças divinizadas existentes nos planos espirituais.
 Os principais ritos da Umbanda são realizados através de orações, pontos cantados, que podem ser ritmados através de instrumentos musicais. 
Realizando descarregos, com o uso de ervas em defumações, em banhos, em amacis e no uso ritualístico do tabaco. Tendo ainda nos elementos minerais, formas condessadas de energias que são
aproveitadas nestes ritos, tais como: pedras, cristais, metais, incluindo a energia essencial dos quatro elementos básicos da natureza.
 A Umbanda atua na elevação e  educação religiosa e na evolução dos espíritos praticando trabalhos que visam este progresso do ser humano, direcionando a reforma íntima através dos postulados de Jesus que são ensinados pelos guias espirituais que se manifestam nos templos de Umbanda.
 Entende-se que a religião de Umbanda, é genuinamente brasileira, com duas características em sua origem:

Primeira:                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            É milenar porque seus fundamentos são os mesmos que presidiam o reencontro com Deus desde o início da raça humana em nosso planeta.
Cósmica porque seus fundamentos culminaram com a união preconizada pelo Movimento Umbandista dos quatro pilares do conhecimento humano, que são: Filosofia, Ciência, Religião e Arte.
Evolutiva em suas manifestações porque a Umbanda se manifesta em seu dia a dia, utilizando todos os recursos positivos existentes no ontem, no hoje e com certeza usará os que vierem no amanhã.
 Crística porque os seus aspectos, princípios, postulados e finalidades estão calcados nos ensinamentos dos Mestres da Luz, principalmente no Mestre Jesus, sendo a manifestação e a vivência do Evangelho Redentor, aceitando tudo o que é bom e rejeitando tudo o que não eleva e encaminha ao crescimento e desenvolvimento do ser humano.
 Brasileira em suas origens. Como prática religiosa, surgiu e se desenvolve no Brasil e hoje também em todo o mundo.

Segunda:                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         Que foi instituída pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, através da mediunidade de Zélio Fernandino de Moraes, em 15 de Novembro de 1908, em Neves/Niterói, anunciando pela primeira vez o termo “Umbanda”, como designativo de religião.  Na mesma noite, revelou-se um Guia Espiritual, apresentando-se como Pai Antônio; era a presença de um Preto-Velho, a sacralização de um representante “africano” na Umbanda.
 Umbanda é sinônimo de prática religiosa e caritativa, não tendo cobrança abusiva como uma de suas práticas usuais; não se permite retribuição financeira pelos atendimentos fraternos ou pelos passes realizados.  Damos de graça o que de graça recebemos. Mas, é lícito o chamamento dos médiuns e das pessoas que frequentam os Terreiros no sentido de contribuírem para a manutenção do mesmo ou para a realização de eventos de cunho religioso e assistencial aos mais necessitados. Vivemos para a Umbanda, porém precisamos criar mecanismos, como qualquer religião, de proporcionar o crescimento de nossos templos.   Outrossim, visando a manutenção, conforto e bem estar dos seus frequentadores, a critério de cada templo, é facultada a cobrança de contribuições,  bem como para trabalhos especiais. Por ética, baseando-se na ação caritativa, a Umbanda não aceita cobranças indevidas destas contribuições que devem ser espontâneas e de bom senso.
 A Umbanda não pratica o sacrifício de animais para assentamentos espirituais/vibracionais, quer para homenagear Orixás, Guias Espirituais, Exus e Pombas-Gira, quer para fortificar mediunidades, ou mesmo em processos ofertatórios ou demandatórios para obtenção de favores de qualquer ordem, pois recorre às orações, descarregos (desobsessões), ou, se preciso, oferendas votivas de flores, bebidas, frutos, sucos, chás, alimentos, incensos, velas, ou seja, produtos naturais e de elevada vibração em manipulações espirituais/vibracionais,  isentas de materiais de energia vibratória densa uma vez que um dos objetivos da Umbanda é elevar e sublimar o Espírito dos seus iniciados e assistidos, levando-os a compreender e interiorizar a Verdade de que o Espírito é superior à Matéria. A reforma íntima, fé, amor, orações são os principais fundamentos religiosos da Umbanda, e suas práticas ofertórias são isentas de materiais de densa frequência vibratória. A oferenda votiva, além de operação espiritual/vibracional, é também uma reverência espontânea aos Sagrados Orixás e é recomendada a sua prática aos seus fiéis.
 A Umbanda reconhece as derivações oriundas de seu cruzamento com outras religiões, ocasionadas pela diversidade religiosa no Brasil. Várias vertentes da Umbanda foram se formando e consolidando com o passar dos anos, agregando a elas mesmas práticas oriundas de outras religiões, sendo entretanto todas galhos de uma mesma árvore, e desse modo, a Umbanda se posiciona totalmente contra qualquer forma de discriminação à elas, em conformidade com a lei 7.716 de 5 de janeiro de 1989, alterada pela Lei nº 9.459, de 15 de maio de 1997.

A UMBANDA É: DOAÇÃO, CARIDADE, COMPROMISSO, PROSPERIDADE E HUMILDADE

Doação - A Umbanda tem no voluntariado a forma de crescimento natural da religião, onde a participação é fundamental. É através da doação que o medianeiro aprende a valorizar seu templo e socializa-se com seus irmãos.

Caridade - A ação caritativa é uma das formas de elevação do espírito.  Fora da caridade não existe a compreensão da missão evolutiva do religioso de Umbanda. A caridade é a expressão máxima do aprendizado religioso em sua plenitude pelo médium de Umbanda.

Compromisso -  A Umbanda tem no médium compromissado com o bem, com a verdade, com a lealdade, com a caridade, com a entrega pessoal, com o respeito, a essência do verdadeiro religioso como forma de evolução.

Prosperidade - Dizem os Espíritos: “Conquistarás tudo com o suor do teu rosto”. Ainda nos alertam: “Não venham pedir à espiritualidade, àquilo que é da sua competência”. A prosperidade se dá pela honestidade, esforço, conhecimento e trabalho individual, onde amparado por sua fé e merecimento, conquistará seus objetivos.

Humildade - O religioso de Umbanda tem como base espiritual sua humildade, entendendo que ele, médium, não é melhor que ninguém, mas, sim, tem uma responsabilidade maior e um compromisso como instrumento da espiritualidade em transmitir as mensagens de Luz passadas pelos planos elevados. Na Umbanda existe uma hierarquia espiritual que orienta os trabalhos, com Dirigentes Espirituais, Médiuns e Auxiliares; porém, todos sabemos que no plano material somos em todos os momentos aprendizes e professores, e todos nós estamos em constante aprendizado, não sendo ninguém melhor do que o outro, apenas com funções e responsabilidades diferentes. Entendemos que quem deve ser vangloriado é Deus e a espiritualidade de Luz, nunca o medianeiro!

PRECONCEITO ÉTNICO - A Umbanda é uma religião brasileira, e assim como seu povo que é miscigenado, existindo a representação de várias etnias. A Umbanda é o exemplo inter-étnico e responde por ela mesma, pois tem em sua base o negro, o indígena e o europeu. Mostra-se como exemplo de cultura e educação, coibindo qualquer forma preconceituosa. O racismo é, antes de tudo, uma demonstração de atraso espiritual e desconhecimento das leis divinas. Aquele que diminui ou persegue o irmão pela cor da pele ou por qualquer outra característica étnica, viola o grande mandamento, síntese de toda a lei e dos profetas, "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

ORIENTAÇÃO SEXUAL E IDENTIDADE DE GÊNERO -  Na Umbanda todo ser humano é visto como irmão (ã) espiritual, sendo aceita qualquer orientação sexual e identidade de gênero.  Assim a religião entende e acolhe espíritos e não o gênero ou a sexualidade. Discriminação e preconceito não são ensinados pelos nossos guias, entendendo que a Umbanda acolhe a todos. Encarnamos com propósitos e meios para alcançá-los, sendo fundamental respeitarmos a condição de cada indivíduo. Homossexualidade e transexualidade é somente questão de foro pessoal.

CASAMENTO - Para a Umbanda, tão bela quanto a sabedoria de Deus transmitida pelos Guias Espirituais e nossa missão para com Eles, conosco e com o próximo, é o sacramento do casamento. Os encontros espirituais de dois seres carnais contribuem para os alicerces da sociedade, assim como para todas as religiões existentes. O casamento deve se dar por amor e livre arbítrio, onde este casal é orientado e acolhido também espiritualmente. Para a Umbanda é irrelevante o fato da homossexualidade, da transexualidade ou uma das partes não ser propriamente umbandista. Reservamos a todos direitos iguais de matrimônio sejam heterossexuais, homossexuais, transexuais e casais onde um dos cônjuges é de uma orientação religiosa diferente. Unimos espíritos em sua base carnal passageira, sem impor quaisquer condições financeiras e étnicas. Compreendemos que o casamento religioso é a base espiritual para uma família, e tanto o corpo mediúnico quanto a assistência têm o direito a este sacramento.

ADOÇÃO - Nosso posicionamento não é apenas favorável, mas também incentivador à adoção. O acolhimento físico, moral e espiritual daquele a ser adotado, sempre levando em consideração as condições dos pais em dar-lhes respeito, carinho, amor e proteção, para o resgate desta criança/adolescente e sua inserção nos princípios de cidadania, tornando-o um ser humano consciente de suas responsabilidades e voltado para a prática do bem. Nosso respaldo é que este ser humano (assim como aqueles que serão seus pais)  precisa de compreensão de sua condição humana e espiritual. Acreditamos no mesmo direito por parte de pais e mães homossexuais e transexuais, pois a amplitude deste ato não se reserva à condição sexual ou gênero, e sim em resgate cármico e condições tanto materiais quanto emocionais para a educação desta criança/adolescente. Preservamos a vida e o respeito, em todas suas formas de atos e manifestações.

DIVÓRCIO - Enquanto conselheiros espirituais, não incentivamos o divórcio; porém não compactuamos com o relacionamento baseado em aparência física feliz e espírito abalado pelo ódio, sofrimento, falta de amor, que por muitas vezes pode causar riscos à integridade física, moral e espiritual a um dos cônjuges ou ao casal, e, por consequência, traumatizar familiares, filhos e amigos. Bem se sabe que o próprio Jesus nunca celebrou um casamento ou impôs regras para tal sacramento. Isso se dava por afinidade mútua das pessoas, baseados em lealdade, respeito e amor.  O casamento indissolúvel foi criação posterior, por outros preceitos religiosos. Dentro da Umbanda, acreditamos que o carma deste casal pode ser breve ou durar uma vida inteira, de acordo com o que sua própria missão espiritual determina, e não somos nós que iremos impor uma convivência de infelicidade ou violência. O casamento em âmbito espiritual deve ser por livre escolha, preservando a integridade do ser humano, e jamais o rotulando proibido para, em sua jornada, encontrar aquele (a) que possa ser seu (sua) companheiro (a) até o desencarne ou após. Assim como possuímos em nossa caminhada um carma a ser executado, assim também será no matrimônio, assegurando o direito àqueles que já se divorciaram, de novamente realizar este sacramento na religião de Umbanda.

CRIANÇAS NA UMBANDA - Assim como as sessões umbandistas recebem as falanges dos Erês (Ibejada) e reconhecem a sua inocência como importante missão de transmitir a médiuns e assistidos a alegria pura da vida na vibração desta poderosa força infantil, assim reconhecemos as crianças levadas às sessões, como importante processo de sua própria formação espiritual, garantindo a elas o direito do conhecimento dentro da Umbanda da palavra de Nosso Pai Oxalá da Umbanda, Jesus Cristo, com sua magnitude em Deus e Orixás, para o  atendimento mediúnico, para batizado, passes e desenvolvimento, o respaldo moral, físico e espiritual contra todas as formas de violência. Incentivamos a criança para que ela reconheça desde cedo sua importância, seu valor e seu caráter, concedendo a ela o direito de livre escolha pela sua pureza, mas trabalhando dentro de nossas crenças, para que tenha amparo sempre. As crianças possuem uma capacidade muito maior de absorver e compreender informações; assim como todas as crenças, reservamos a elas, nosso futuro. Por isso é dito: Ninguém nasce odiando, isso é repassado durante a formação da personalidade. Devemos ensinar a amar. Este é nosso objetivo com nossas crianças.

PRESERVATIVO E MÉTODOS CONTRACEPTIVOS - Acreditamos na espiritualidade e respeitamos a vida. Partindo deste princípio, apoiamos o uso do preservativo, como meio de proteção contra DSTs - Doenças Sexualmente Transmissíveis - e prevenção de uma gravidez indesejada, pois a gravidez, a geração de um filho deve ocorrer quando estamos preparados para ela, dada a nossa responsabilidade com o ser que virá. Quando se trata de reprodução, entramos na escolha do ser humano de ter filhos, ou seja, seu livre arbítrio e suas condições emocionais, financeiras e mesmo de saúde. 
Defendemos que cada qual deve saber e escolher o momento de gerar um novo ser, e com ele seu espírito acoplado de seu carma, que necessitará de compreensão, educação e discernimento, ao longo de sua vida. 
Lembramos que com este lindo momento, vêm necessidades básicas de alimentação, saúde e condições financeiras para criar o bebê. 
Salientamos a importância do uso de métodos contraceptivos para prevenção, um modo de proteger a vida, não da vida. O uso do contraceptivo é aceito pela religião da Umbanda, respeitando o livre arbítrio de escolha, sendo fundamental para o poder de escolha da mãe que irá gerar a criança, o controle de natalidade e o planejamento familiar.

DROGAS - Todos que recorrem aos Terreiros de Umbanda encontrarão o lado assistencialista. O dependente químico deve ser tratado sem aspectos preconceituosos, tendo total assistência por parte da religião de Umbanda.
 A Umbanda respeita a vontade do indivíduo em buscar e aceitar o tratamento espiritual.
 Deve ser observado e respeitado nos tratamentos o lado psicológico, o comprometimento químico e atenção espiritual para o dependente e sua família.

 EUTANÁSIA / DISTANÁSIA/ ORTOTANÁSIA / SUICÍDIO / HOMICÍDIO/ ASSASSINATO - 
A Umbanda, por valorizar a vida, nos aspectos terreno e espiritual, entende que a passagem deve ser natural, respeitando a Lei do carma e aprendizados importantes ao Espírito.
   Só o Criador, através de Sua Onisciência, Onipresença e Onipotência sabe o momento do desenlace carnal daquele indivíduo.
 Mesmo no caso em que a morte é inevitável e em que a vida não é abreviada senão por alguns instantes, a Eutanásia é sempre uma falta de resignação e de submissão à vontade do Divino Criador.
 Práticas que atentam contra a vida, seja de que forma for, humana ou animal, não são aceitos pela Umbanda.
 Homicídio cometido por um agente público ou profissional (segurança ou policial) no exercício de sua profissão, não possui ônus espiritual sob tais fatos, onde o Estado passa a ser responsável. Neste
caso podemos muitas vezes entender que o profissional é apenas um agente da espiritualidade executando as leis do Carma.
Distanásia do ponto de vista clínico e espiritual, não fere o conceito religioso de Umbanda pelo fato de tentar prolongar a vida do ser.
Ortotanásia não fere os conceitos religiosos e espirituais, pois é a morte natural do ser sem a utilização de meios artificiais ou qualquer interferência humana.

 ABORTO -  A Umbanda é contra a prática do aborto.
Na Umbanda entende-se que a partir da concepção já existe vida, um Espírito que anseia por sua evolução.
 As observações dos resgates espirituais, através dos acontecimentos, necessitam ser levados em consideração.
 Há falta sempre que transgredimos a Lei de Deus. Um pai e uma mãe, ou quem quer que seja que provoca o aborto, em qualquer período da gestação, cometerá transgressão sempre que tirar a vida de uma criança antes do seu nascimento, porque isto impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando.
Dado o caso onde o nascimento da criança coloque em perigo a vida da mãe,   preferível, por bom senso, manter a vida da mãe.
 O aconselhamento direto com os Guias Espirituais é fundamental para que as ações sejam feitas sempre baseadas na espiritualidade.
Caso ocorra ou tenha ocorrido o aborto por decisão de qualquer natureza, a Umbanda, seguindo os postulados de Jesus Cristo, não condena e perdoa a ação.

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA - A Umbanda não aceita qualquer forma de violência doméstica, atendendo aos parâmetros da legislação vigente com destaque para: Estatutos do Idoso e da Criança e do Adolescente, Leis de proteção à mulher e a Carta das Nações Unidas (ONU), onde os direitos da pessoa humana devem ser preservados, combatendo qualquer tipo de violência doméstica.

O PAPEL DA MULHER NA SOCIEDADE - A Umbanda defende o direito de igualdade, onde a mulher deve ocupar qualquer posição com o mesmo tratamento.
 As mulheres na Umbanda estão em todos os níveis hierárquicos da religião, mostrando a toda sociedade o exemplo a ser seguido. Entendemos que a religião de Umbanda é exemplo a todos os segmentos religiosos, pois valorizamos as mulheres em seu exercício sacerdotal, promovendo a igualdade de gênero.

PEDOFILIA / MAUS TRATOS - A Umbanda não aceita qualquer forma de ato que atente contra a criança e o adolescente, em especial os casos de pedofilia e maus tratos, e defende que as leis já estabelecidas devam ser aplicadas.
Pessoas que possuem desvio de conduta podem estar sendo obsidiadas ou mesmo necessitam de acompanhamento psicológico, unido de orientação espiritual.

POSICIONAMENTO E ÉTICA EM RELAÇÃO À UMBANDA E OUTRAS RELIGIÕES - A Umbanda traz em si a base religiosa que deve ser respeitada. Amar, respeitar, não julgar, não caluniar, atuar sempre com verdade, na base do bem, da educação e da elevação.
 O posicionamento ético em qualquer religião deve se basear em tais atributos, manifestado pelo verdadeiro religioso de Umbanda.
 Sobre a questão inter-religiosa a Umbanda respeita todas as religiões e busca o Estado Laico, não discriminando nenhum tipo de manifestação religiosa que vise o respeito e evolução do ser humano.
 Cremos na afirmação de que as religiões constituem os diversos caminhos de evolução espiritual, que conduzem a Deus.

SOBRE OS MÉDIUNS E ASSISTIDOS - Os médiuns e assistidos em geral são vistos como religiosos e devem agir como tal, acreditando em Deus, nos Orixás e Guias Espirituais, possuir os atributos da Fé, amar seu semelhante, não julgar, jamais caluniar, ser um pacificador, estar a serviço do bem e jamais utilizar o seu conhecimento de forma torpe. 
Estes atributos são posicionamentos éticos para todos que comungam da Fé umbandista.

ENSINO RELIGIOSO - A Umbanda indica a inclusão nas matérias de filosofia, história, sociologia, antropologia, o estudo da Carta Magna de Umbanda como fonte didática e como forma de inclusão social. Assim como as demais religiões, a Umbanda passa a ter um documento que esclarece de forma objetiva, seus postulados.

DOAÇÃO DE ÓRGÃOS - A Doutrina Umbandista vê com bons olhos a doação de órgãos.
Fazemos das palavras de Chico Xavier as nossas:
Perguntaram a Chico Xavier se os Espíritos consideram os transplantes de órgãos prática contrária às leis naturais.
Chico respondeu: “Não. Eles dizem que assim como nós aproveitamos uma peça de roupa que não tem utilidade para determinado amigo, e esse amigo, considerando a nossa penúria material, nos
cede essa peça de roupa, é muito natural, aos nos desvencilharmos do corpo físico, venhamos a doar os órgãos prestantes a companheiros necessitados deles, que possam utilizá-los com segurança e proveito”.
Mesmo que a separação entre o espírito e o corpo físico não tenha se completado, como nos casos de morte cerebral, a Espiritualidade dispõe de recursos para impedir impressões penosas e sofrimentos ao espírito doador. A doação de órgãos não é contrária às Leis da Natureza, porque beneficia outras pessoas e o próprio espírito do doador em sua evolução espiritual e, além disso, é uma oportunidade para que se desenvolvam os conhecimentos científicos no plano material, colocando-os a serviço de vários necessitados.
O mesmo se dá em relação a doação de sangue, medula e qualquer tecido orgânico que venha proporcionar ajuda ao semelhante. A Umbanda, assim como qualquer religião, necessita incentivar esta prática para amparar milhões de irmãos necessitados pelo mundo.

CREMAÇÃO - Nada aventamos fundamentalmente contra a cremação.
 A cremação é legítima para todos aqueles que a desejam, desde que haja um período de, pelo menos, 72 horas de expectação para a ocorrência em qualquer forno crematório, o que poderá se verificar com o depósito de despojos humanos em ambiente frio. Esse período é necessário, pois existem sempre muitos ecos de sensibilidade entre o Espírito desencarnado e o corpo onde se extinguiu o "tônus vital", nas primeiras horas sequentes ao desenlace, em vista dos fluidos orgânicos que ainda solicitam a alma para as sensações da existência material.
 O sepultamento ou a cremação nada mais representam, para a alma, que a desagregação mais lenta ou mais rápida das estruturas entretecidas em agentes físicos, das quais se libertou.

CONCEITOS – UMBANDA NA DEFESA DA NATUREZA NO MUNDO E JURÍDICOS -  A Umbanda é um conjunto de leis que regem a vida e a harmonia do Universo. 
Como religião ou como ciência, na Umbanda, tanto na prática ritualística material como na esfera espiritual das comunidades umbandistas, só se conhece uma hierarquia: a da evolução de cada Espírito nos diversos planos da Criação, e a vibratória estabelecida pelo mérito de cada um. À par do conhecimento perfeito da vida, a Umbanda aproveita o ambiente material fornecido pela vibração humana para abrir o verdadeiro caminho da sabedoria onde se aprende que a verdade ou a realidade final do Universo é imutável. Dentro da concepção de que o aproveitamento material fornecido pelo homem é força ativa indispensável à realização da Umbanda, sobre o médium é que repousa integral responsabilidade, somente excedida pela sua própria compreensão quanto à missão que lhe é, por escolha, auto- imposta. A Umbanda é uma síntese expressiva de Amor, Sabedoria, Respeito, Tolerância e Renúncia, tal qual nos deparamos através do Evangelho de Jesus e dos ensinamentos Crísticos, através dos Mestres do Amor que militam a religião. O Umbandista dela se serve como meio de progresso e defesa, mas nunca como instrumento de ataque. Esta síntese de concepção atende tanto a uniformidade das comunidades Umbandistas, como diretamente fica
subordinada às manifestações dos diversos planos de criação, quando emanadas de uma determinação superior, única e universal.
A Umbanda está em vários países, levando a paz e a elevação de uma religião que defende os direitos pela igualdade, respeitando a pluralidade de cada nação. As bases da “Carta Magna de Umbanda” são os princípios seguidos por religiosos de Umbanda pelo mundo.
A Umbanda, como religião ecológica, tem em seus seguidores os defensores da Natureza. Entendemos que os Sagrados Orixás manifestam-se magneticamente com mais intensidade nos sítios vibratórios da Natureza, e aonde vamos constantemente promovendo concentrações para refazimento energético, harmonizações e captação de energias sublimes, nos reequilibrando com as forças da Mãe Natureza.
Observamos que não cabe a nenhum umbandista cultuar despachos que em sua composição estejam animais sacrificados.
As oferendas votivas realizadas pelos umbandistas no seio da Natureza, além de simples, são, todas, efetuadas com materiais biodegradáveis, que rapidamente se incorporarão ao meio ambiente. A religião de Umbanda defende a Natureza, preza pelas matas, mares, rios, cachoeiras, nascentes. Preza pela fauna e flora e contribui com isto com os tratados internacionais de preservação da natureza indicando a necessidade de meios de desenvolvimento que não a agridem.
Do ponto de vista administrativo jurídico, A Carta Magna de Umbanda defende a necessidade de organização jurídica e administrativa, no que diz respeito à organização dos Templos e Federações.

CANDIDATOS A POLÍTICA NA UMBANDA - A Umbanda exige que todo candidato que se apresente dentro da religião, concorde, se comprometa e assine documento público com o compromisso de seguir a “Carta Magna de Umbanda”. 
Assumindo sua posição expondo em seu próprio site, blog e em suas redes sociais.

Entendendo que este documento protege a religião de oportunistas e pessoas mal intencionadas.
Para tanto, a religião deve estar apontando qualquer tipo de possível desvio de comportamento do evetual representante da religião.
Seus representantes políticos se comprometem a não interferirem na conquista de direitos individuais baseados em dogmas religiosos da Umbanda.
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