sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Limpe e proteja a energia do seu lar em 3 dias!


Tudo o que acontece ao nosso redor é apenas um reflexo dos nossos pensamentos, sentimentos e emoções. Sendo assim, o ambiente onde vivemos é apenas um reflexo de nós mesmos. Se estamos entristecidos, amargurados e infelizes, não sentimos vontade de arrumar a nossa casa, de limpar, organizar e remover as velhas energias para que o novo se estabeleça.
Se costumamos acumular objetos inúteis, é apenas um indício de um empilhar de sentimentos mal resolvidos refletidos nas coisas que são guardadas, como uma demonstração desse sofrimento. Muitas pessoas que acumulam objetos, ressaltam que se sentem bem, tendo essas “coisas” como companhia, revelando assim sentimentos como solidão, abandono, tristeza. Esses indivíduos buscam nos objetos o preenchimento de um vazio interno, que poderia ser substituído por um fluido de cunho espiritual. Quando buscamos energia na Fonte da energia universal, sentimo-nos completos e vivemos apenas com o que é suficiente.

Limpeza: como fazer em nosso lar?

Um bom começo para começar a limpar a energia do seu lar é torná-lo agradável, permitindo que entre mais luz, que seja arejado, limpo e para isso é necessário um fator fundamental: desapego.
Então antes de iniciar a limpeza energética do seu lar, faça uma grande faxina, livrando-se de tudo aquilo que você não usa mais. Aqui na cidade onde moro, existem ONG’s que recolhem doações. Costumo doar para uma instituição que promove brechós, onde tudo é revertido para os animais abandonados, para custear cirurgias, castração e outros tratamentos. Na sua cidade deve ter algum órgão que preste esse tipo de serviço.
Quando fazemos essa faxina externa, ela se reflete no nosso mundo interior, pois nos sentimos leves, libertos e mais aliviados. É como se as nossas dores fossem embora.

Energia renovada 

Por isso, abaixo vou colocar o cronograma da limpeza de seu lar em três dias, e para isso vamos utilizar uma técnica da Fitoenergética®. Se você fizer o 1º ou o 2º dia, você vai ter resultados, mas para que a limpeza seja efetiva e traga resultados satisfatórios, o ideal é que você agende uma data em que você possa aplicar as tarefas durante os três dias. Pode ser em um feriado, ou nas férias, ou seja, marque a limpeza para quando você tiver tempo disponível e vá em frente, pois os resultados são incríveis!

Dia 1

Comece primeiramente pela faxina física, isso já vai melhorar muito a energia do seu lar. Mas atenção! Se você é o dono da casa, é você quem deve fazer essa faxina! Não terceirize, pois a sua intenção e energia é que vão limpar a casa fisicamente e isso vai lhe trazer transformação! Comece a limpeza física separando objetos que você não usa mais em caixas com três níveis: uma caixa para descarte (lixo), uma para doação e outra para dúvida. E vá abrindo armários, gavetas, despensas e sem nenhum medo vá se libertando. É magnífico. Faço esse trabalho a cada três meses na minha casa, para que não haja o menor perigo de convivência com objetos inúteis. Quando estamos no meio de coisas sem utilidade, a nossa energia  fica estática, parada.
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E vida é movimento! As coisas precisam ser utilizadas, senão a sua vida fica parada também. Tudo está sempre em movimento no universo e para que a energia circule em sua casa, são necessárias algumas mudanças internas também.
Vá em frente, com coragem, pois as melhores lembranças da sua vida estão na sua memória e não nos seus objetos!
Ao final dessa faxina física e braçal, após um banho relaxante, prepare um chá de sua preferência, que pode ser camomila, erva-doce, capim-cidreira, funcho e com uma oração de sua preferência, agradeça ao Universo por ter lhe proporcionado esse momento e peça aos seres de luz em quem você confia, ou a Deus, que lhe conduza na limpeza energética do seu lar e que traga novos movimentos para sua vida, sempre lhe conduzindo para a harmonia e a plenitude. Faça isso antes de dormir, e relaxe profundamente.

Dia 2

Prepare uma infusão de ervas com as seguintes plantas desidratadas, como se fosse um chá:
  • Jambolão;
  • Chapéu-de-Couro;
  • Erva-doce;
  • Maçã;
  • Alfazema;
  • Cana-do-brejo;
  • Louro;
  • Marmelo;
  • Jasmim.
Misture uma pitada (bem pouca quantidade) de cada uma dessas plantas em uma jarra ou panela e adicione água bem quente (quase fervendo) e deixe em infusão por três minutos. Enquanto as plantas estão em infusão, faça uma oração à sua maneira. Pode ser um Pai Nosso, uma Ave Maria, um Mantra, uma Música, ou seja, qualquer forma que lhe trouxer uma conexão com o Divino.
Depois coloque esse chá em uma xícara e beba calmamente. Enquanto bebe o chá, mantenha os olhos fechados, alimentando um sentimento de gratidão pelo reino vegetal. Quando se sentir realmente grato pela sua vida, pela sua consciência, pelo amor que você tem no coração, pela sua beleza, então faça seus pedidos aos seres de luz do reino vegetal.
Quando você já estiver mais relaxado (a), coloque o restante do chá em um borrifador e saia pela casa borrifando esse chá em cada cômodo, e enquanto borrifa, imagine o que você deseja em cada cômodo. Por exemplo, quando você estiver na sala de estar, mentalize harmonia, paz, tranqüilidade, bons relacionamentos. Quando você estiver no quarto, mentalize um sono tranqüilo e equilibrado, e assim por diante. Enquanto anda pela casa, coloque uma música com sons da natureza, ou alguma música que seja sagrada para você.

Dia 3

Prepare novamente o chá com as mesmas plantas do dia 2, fazendo a oração no preparo normalmente, só que neste dia 3, além de bebê-lo, utilize-o em seu banho. Tome banho normalmente e após terminar, enxágue-se com esse preparado de ervas. Na casa, ao invés de borrifar o chá, prepare pequenos sachês de plantas desidratadas e coloque um sachê em cada cômodo, como uma forma de limpeza e proteção e troque após sete dias. Funciona como um patuá contra energias densas.
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Para preparar o sachê você vai precisar de:
  • 1 colher de chá das ervas desidratadas para cada sachê;
  • Retalhos de qualquer tecido cortado em quadrados de 8cm x 8 cm (essa medida é apenas uma sugestão). Você vai usar um quadradinho para cada sachê.
  • Pedaços de barbante ou fitas para amarrar o sache.
Coloque 1 colher de chá das ervas desidratadas dentro do quadrado de tecido e uma as pontas, formando uma trouxinha. Amarre com o barbante, e seu sachê está pronto! Faça um para cada cômodo da casa e se desejar, faça também um para colocar no seu carro, na sua bolsa, na mochila do seu filho, na gaveta da sua mesa de trabalho, ou onde você quiser. Faça uma oração de três minutos, sentindo gratidão e invocando luz, proteção, amor, harmonia e tudo o mais que você desejar. Esse sachê tem validade de sete dias e depois deve ser descartado. Se você sentir necessidade, repita todo o processo.

Método

Esse método já foi testado por milhares de pessoas, que já colheram excelentes resultados. Faça a diferença em sua vida através da Fitoenergética. Experimente e comprove os resultados, pois tenho certeza que muitas coisas vão mudar para melhor em sua vida!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Linha do Oriente na Umbanda


A Linha do Oriente é dividida em 07 falanges e composta em sua maioria por entidades de origem oriental é nessa linha que se encontram as falanges dos hindus, árabes, japoneses, chineses, mongóis, egípcios romanos, etc. Compõem-se estas falanges de espíritos que tiveram encarnação nesses povos e que através do ensino das ciências ocultas, praticam a caridade pregada na Umbanda.
 
O Caboclo Timbirí (ca­bo­clo japo­nęs) e Pai Jacó (Jacob do Ori­ente, um preto velho bastante ver­sado na Ca­bala Hebraica), săo os casos mais co­nhe­cidos. Hoje em dia, ganha força o cul­to do Caboclo Pena de Pa­văo, enti­dade que trabalha com as for­ças espiri­tuais divinas de origem indiana.
 
Esta Linha procurou abrigar as mais diversas entidades, que a princípio não se encaixavam na matriz formadora do brasileiro (índio, português e africano). Podendo, a Linha do Oriente vir representada por entidades da linha de caboclo ou pretos-velhos.
 
As entidades que compõem esta linha são discretas, falando pouco, com linguajar perfeito e bastante correto, sendo que não gostam de dar consultas, e se precisam passar algum ensinamento ao consulente, o fazem através de frases curtas e cheias de significados.
 
Os mais altos conhecimentos esotéricos da antiguidade são conhecidos, no plano astral, pelas entidades que se manifestam nessa Linha, já que nela estão representados Grandes Mestres do Ocultismo (Esoterismo - Cartomancia - Quiromancia - Astrologia - Numerologia - Grafologia - etc.).
 
Atuando com a arte da cura, as entidades da Linha do Oriente buscam fazer o encarnado compreender bem as causas de suas enfermidades e a necessidade de mudança nessas causas, bem como a necessidade de seguirem à risca os tratamentos indicados. São entidades que vêm com a missão de humanizar corações endurecidos e fecundar a fé, os valores espirituais, morais e éticos no mental humano.
 
A Linha do Oriente é regida por Oxalá, e por Pai Xangô, fogo e calor divino, sendo que as entidades dessa Linha atuam nas irradiações dos diversos orixás, conforme as demais falanges da Umbanda.
 
É chefiada por São João Batista, que tem o comando dos povos do oriente, onde se manifestam espíritos de profetas, apóstolos, iniciados, cabalistas, anacoretas, ascetas, pastores, santos, instrutores e peregrinos.
 
A Linha do Oriente, que é chefiada por São João Batista, é constituída pelas seguintes Legiões:
 
1. Legião dos Hindus - Chefiada por Zartú
 
2. Legião de Médicos e Cientistas - Chefiada por José de Arimatéia
 
3. Legião de Árabes e Marroquinos - Chefiada por Jimbaruê
 
4. Legião de Japoneses, Chineses - Chefiada por Ori do Oriente
 
5. Legião dos Egipcianos, Astecas, Mongóis e Esquimós, Incas e outras raças antigas - Chefiadas por Inhoarairi, Imperador Inca antes de Cristo
 
6. Legião dos Índios Caraíbas - Chefiadas por Itaraiaci
 
7. Legião dos Gauleses, Romanos e outras raças européias - Chefiada por Marcus I - Imperador Romano.
 
A saudação para a Linha do Oriente é “Salve o Povo do Oriente!”. Alguns usam a saudação “Kaô”! (João Batista) e também “Salve o Povo da Cura!”.
 
 
 
CARACTERÍSTICAS DA LINHA DO ORIENTE:
 
• Lugares preferidos para ofe­rendas: As entidades gostam de co­linas descampadas, praias desertas, jar­dins reservados (mas também rece­bem oferendas nas matas e santuários ou congás domésticos).
 
• Cores das velas: Rosa, amarela, azul clara, alaranjada ou branca.
 
• Bebidas: Suco de morango, suco de abacaxi, água com mel, cerveja e vinho doce branco ou tinto.
 
• Tabaco: Fumo para ca­chimbo ou charuto.Tam­­bém utili­zam ci­gar­ro de cravo.
 
• Ervas e Flores: Alfa­zema, todas as flores que sejam bran­cas, palmas ama­relas, mon­senhor branco, monse­nhor amarelo.
 
• Essęncias: Alfazema, olíbano, ben­joim, mirra, sân­da­lo e tâmara.
 
• Pedras: Citrino, quart­zo rutilado, topá­zio im­perial (citrino tor­nado ama­relo por aque­ci­men­to) e topá­zio.
 
• Dia da semana recomen­dado para o culto e ofe­rendas semanais: Quinta-feira.
 
• Lua recomendada (para oferenda mensal): Se­gundo dia do quarto min­guante ou primeiro dia da Lua Cheia.
 
• Guias ou colares: Colar com cento e oito contas (108), sendo 54 brancas e 54 amarelas. Enfiar se­qüencial­mente uma branca e uma amarela. Fechar com firma branca. As enti­dades india­nas também utilizam o rosá­rio de sân­dalo ou tulasi de 108 con­tas (japa ma­la). Algumas criam suas pró­prias guias, se­gundo o mis­tério que trabalham.
 
 
CLASSIFICAÇĂO DA LINHA DO ORIENTE
 
Suas Falanges, Espíritos e Chefes:
 
01 - Falange dos Indianos:
Espíritos de antigos sacerdotes, mes­tres, yogues e etc. Um de seus mais conhecidos inte­gran­tes é Ramatis. Está sob a chefia de Pai Zartu.
 
02 - Falange dos Árabes e Turcos:
Espíritos de mouros, guerreiros nôma­des do deserto (tuaregs), sábios marroquinos, etc... A maioria é mu­çulmana. Uma Legiăo está composta de rabinos, cabalistas e mestres judeus que ensinam dentro da Umbanda a mis­teriosa Cabala. Está sob a chefia de Pai Jimbaruę.
 
03 - Falange dos Chineses, Mon­góis e outros Povos do Oriente:
Espíritos de chineses, tibetanos, japoneses, mongóis, etc. Curio­sa­men­te, uma Legiăo está in­te­grada por es­pí­ri­tos de origem esquimó, que tra­balham muito bem no desmanche de demandas e feitiços de magia ne­gra. Sob a chefia de Pai Ory do Oriente.
 
04 - Falange dos Egípcios:
Espíritos de antigos sacerdotes, sacer­dotisas e magos de origem egípcia antiga. Sob a chefia de Pai Inhoaraí.
 
O5 - Falange dos Maias, Toltecas,
Astecas e Incas:
Espíritos de xamăs, chefes e guer­rei­ros destes povos. Sob a chefia de Pai Itaraiaci.
 
06 - Falange dos Europeus:
Năo săo propriamente do Oriente, mas inte­gram esta Linha que é bas­tante sincrética. Espí­ri­­tos de sábios, ma­gos, mestres e velhos gue­rreiros de origem européia: romanos, gau­leses, ingleses, es­can­dinavos, etc. Sob a che­fia do Impe­rador Marcus I.
 
07 - Falange dos Médicos e Sábios:
Os espíritos desta Falange săo especiali­zados na arte da cura, que é integrada por médicos e tera­peutas de diversas origens. Sob a chefia de Pai José de Arimatéia.
 
 
 
Mentores de Cura
 
Quem São os Mentores de Cura
 
Os mentores de cura trabalham em diversas religiões, inclusive na Umbanda.
 
São muito discretos em sua forma de se apresentar e trabalhar, e estas formas mudam de acordo com a religião ou local em que irão atuar.
 
São espíritos de grande conhecimento, seriedade e elevação espiritual. São extremamente práticos, não aceitando conversas banais ou ficar se estendendo a assuntos que vão além de sua competência ou nos quais não podem interferir, pois não são guias de consulta no sentido ao qual estamos habituados na Umbanda.
Para se ter uma ideia melhor, sua consulta seria o pólo oposto à consulta com um Preto Velho. Normalmente os pretos velhos dão consultas longas, cheias de ensinamentos de histórias, apelando bem para o lado emocional.
 
Já os Mentores de Cura, se dirigem ao raciocínio, buscam fazer o encarnado compreender bem as causas de suas enfermidades e a necessidade de mudança nessas causas, bem como a necessidade de seguirem à risca os tratamentos indicados. Quando precisam passar algum ensinamento o fazem em frases curtas e cheias de significado, daquelas que dão margem à longas meditações.
 
São espíritos que quando encarnados foram: Médicos, Enfermeiros, Boticários, Orientais (que exercem sua própria medicina desde bem antes das civilizações ocidentais), Religiosos (monges, freis, padres, freiras, etc.), ou exerceram qualquer outra atividade ligada a cura das enfermidades dos seres humanos, seja por métodos físicos, científicos ou espirituais.
 
Métodos de Trabalho
 
Cada guia tem sua forma de restituir a saúde aos encarnados, normalmente se utilizam de meios dos quais já se utilizavam quando encarnados, mas de forma muito mais eficiente, pois após chegarem ao plano espiritual puderam aprimorar tais conhecimentos. Além disso esses espíritos aprenderam a desenvolver a visão espiritual, através da qual podem fazer uma melhor anamnese (diagnóstico) dos males do corpo e da alma.
 
Aliados aos seus próprios métodos individuais eles se utilizam de tratamentos feitos pelas equipes espirituais ou ministrados pelos encarnados com auxílio do plano espiritual.
 
Alguns deles são:
 
1. Cirurgia Espiritual
É realizada pelo mentor de cura incorporado ao médium. E envolve a manipulação do corpo físico através das mãos do médium, podendo ou não haver a utilização de meios cirúrgicos elementares (cortes, punções, raspagens, etc…). O maior representante deste método de trabalho no Brasil é o espírito do Dr. Fritz, mas este método é utilizado em diversas culturas e religiões.
 
2. Cirurgia Perispiritual
É realizada diretamente no perispírito do paciente, com ou sem a colaboração de um médium presente, costuma ser realizada por uma equipe espiritual designada especificamente para cada caso e ser feita em dia e horário pré determinados.
 
3. Visita Espiritual
É realizada por uma equipe espiritual, que visita o paciente no local onde ele estiver repousando, também com um dia e hora predeterminados. Na visita, darão passes, farão orações, etc…
 
4. Cromoterapia
É indicada pelos mentores de cura e aplicada por médiuns que conheçam o método de aplicação. Atua no corpo físico e no duplo etérico. Muito utilizado para males de origem emocional.
 
5. Fluidoterapia
É indicada pelos mentores de cura e aplicada por médiuns que conheçam o método de aplicação. Atua no corpo físico e no perispírito.
 
6. Reiki
É indicada pelos mentores de cura e aplicada por médiuns que conheçam o método de aplicação. Atua no corpo físico e no duplo etérico. Muito utilizada para males de origem emocional ou psíquica e para realinhamento de chacras.
 
7. Homeopatia
Indicada e receitada pelos mentores espirituais. As fórmulas são feitas normalmente por laboratório de manipulação homeopáticos. E devem ser tomados de acordo com o determinado.
 
8. Outros
Fora estes tratamentos, também podem ser utilizados, florais de Bach, cristaloterapia, chás, aromaterapia, acumpuntura, do-in, etc…
 
Em alguns casos os guias também indicam dietas, alimentos a serem evitados ou ingeridos para melhoria da saúde geral.
 
OBS: Para o momento da visita espiritual e cirurgia espiritual: O paciente deverá vestir-se e deitar-se com roupas claras (de preferência branca); ficar num ambiente calmo, com pouca luz e colocar ao lado um copo d’água para ser bebida após o tratamento.
 
Após a visita e a cirurgia, o paciente deverá manter-se em abstenção por mais 6 horas, para que a energia doada seja melhor absorvida.
 
Como interagem com os médiuns
 
* Incorporação
É muito sutil e dificilmente inconsciente a incorporação dos mentores de cura. Muitas vezes atuam apenas na fala e só assumem o controle motor quando necessário.
 
 
* Intuição
Alguns mentores trabalham com seus médiuns apenas pela via intuitiva, indicando as providências a tomar e tratamentos. Neste caso, é necessário um grande equilíbrio e desenvolvimento do médium, para que o mesmo não atrapalhe nas indicações dadas pelo mentor.
 
* Psicografia (Receitistas)
Funciona da mesma forma que a psicografia comum, mas os espíritos comunicantes costumam psicografar receitas de tratamentos.
 
 
Equipes Espirituais
 
Cirúrgicas
São formadas da mesma forma que as equipes cirúrgicas do plano material, compostas de cirurgião, assistente, anestesista, instrumentista, enfermeiros, etc… Apnas diferem no que se refere aos instrumentos e tecnologia utilizados. Incluindo também a aplicação de passes e energias associados a intervenção cirúrgica.
 
De Oração
Formadas normalmente por espíritos religiosos, acostumados às preces quando encarnados. Estas equipes se reúnem junto ao paciente em uma corrente de orações com finalidade de equilibrar o mental e emocional do paciente e também de buscar energias dos planos superiores. Como efeito adicional, a prece tende a elevar a energia geral do ambiente onde está o paciente, assim como dos encarnados que estam atuando junto ao mesmo.
 
De Proteção
Quando o mal físico está associado a interferência de espíritos inferiores, essas equipes fazem a proteção do paciente, enquanto o mesmo é tratado nas cirurgias ou visitas, ou enquanto está seguindo as recomendações indicadas pelos mentores de cura.
 
De Passes (passe espiritual)
Seu trabalho é realizado em sua maior parte durante as sessões de cura e durante as visitas espirituais. Dando passes no paciente, nos assistentes e nos médiuns; antes, durante e após a sessão.
 
De Apoio
Estas equipes atuam levantando o histórico do paciente diretamente no seu campo mental, preparando-o através da intuição para a consulta, estimulando-o através do pensamento a reeducar hábitos nocivos, a mudar as situações que estejam prejudicando a própria saúde, inspirando-os força de vontade para continuar os tratamentos e seguir as recomendações e dietas.
 
 
O que curam e o que náo curam
 
 
 
Males Físicos
A maior parte dos males físicos de que os encarnados sofrem, são causados pelos maus hábitos, vícios e má alimentação. Os mentores nestes casos se utilizam das diversas terapias para a cura mas principalmente esclarecem ao encarnado quanto a órigem de tais males, sugerindo dietas, o abandono ou diminuição dos vícios e mudança de hábitos. Nestes casos a cura definitiva só pode ser obtida com a plena conscientização do paciente e com a sua força de vontate e compromisso na obtenção do equilíbrio orgânico.
 
Males Mentais
Parte dos males mentais (depressão, angústia, apatia) são causados por obsessores, mas a maior parte deles tem por origem a própria atitude mental do paciente. Pensamentos negativos atraem energias negativas, que quando se tornam constantes e intensas podem se materializar no corpo físico na forma de doenças. Males como: úlceras, enchaquecas, hipertensão, problemas cardíacos, e até mesmo algumas formas de câncer podem ser provocados pela mente do pacinte, quando esta se encontra tomada por pensamentos negativos.
 
Também neste caso os mentores além de indicarem os tratamentos apropriados, esclarecem ao paciente quanto a necessidade de mudar a atmosfera mental, com objetivo de não ficar atraindo continuamente energias desequilibrantes, costumam também sugerir passeios por locais da natureza e o hábito da prece como forma de atrair energias novas e regeneradoras.
 
Males Kármicos
Os males kármicos se caracterizam por doenças incuráveis (fatais ou não) tanto pela medicina alternativa, quanto por terapias alternativas ou por meios espirituais. Nestes casos o tratamento visa o alívio do paciente ou ampará-lo emocionalmente para que sua atitude mental não tome o rumo da revolta ou do desespero.
 
As doenças karmicas são males que escolhemos antes de encarnar como forma de resgatarmos erros passados. Típicos males kármicos são: Cegueira de nascença, mudez, Idiotia, Eplepsia, Sindrome de Down, Más-Formações do corpo físico, etc. Na maior parte são males de nascença, embora algumas doenças possam ter sido “programadas” para surgir em determinada época da encarnação.
 
Nestes casos os mentores não podem (e nem deveriam) curar o corpo, pois através do padecimento deste é que o espírito está resgatando suas faltas e aprendendo valiosas lições para sua evolução e crescimento.
 
Males Espirituais
São aqueles causados pela atuação dos espíritos (obsessores, vampirizadores, etc.) e que se refletem no corpo físico. Nestes casos os mentores cuidam do corpo físico enquanto o paciente é tratado também em sessões de desobsessão, descarrego, etc.
 
Ou seja os mentores com as terapias à seu alcance minimizam e atenuam os males causados ao corpo físico enquanto o paciente é tratado na origem espiritual do mal de que sofre.
 
Quando o paciente se vê livre da presença espiritual nociva, os mentores costumam ainda continuar com os tratamentos visando reparar os males que já haviam sido causados ao organismo, até que ele retorne ao seu equilíbrio.
 
 
 
A Sessão de Cura (O visível e o Invisível)
 
 
 
Os Pacientes
O paciente deverá abster-se de bebidas alcoólicas, café, cigarro, carnes de origem animal e sexo, 24 horas antes da consulta, da visita e da cirurgia espiritual.
 
A Preparação
Muito tempo antes dos portões da casa espiritual se abrirem ou dos médiuns chegarem, o ambiente destinado aos tratamentos já está sendo limpo e preparado.
 
Os procedimentos começam com o isolamento da casa que é cercada por equipes de vigilantes espirituais (os exus), que impedem a entrada de espíritos perturbadores e fazem a limpeza fluídica dos encarnados que chegam. Caso seja nessessário, podem provocar até mesmo um mal estar ou utra situação de forma a afastar as pessoas que venham a casa espiritual com má intenção ou envolta em fluidos que possam perturbar os trabalhos.
 
Logo após se procede a limpeza do ambiente interno da casa e em seguida há uma energização do ambiente. Em paralelo a isto, alguns espíritos trazem até o ambiente alguns fluidos extraídos da natureza, para serem utilizados posteriormente no tratamento dos pacientes.
 
Em seguida a isso vão chegando a casa os mentores com suas equipes de trabalho de forma a se reunirem e fazerem o planejamento dos trabalhos a serem executados.
 
Fora da casa espiritual, os médiuns que irão ser veículo dos mentores, devem estar se preparando física e mentalmente para os trabalhos, e já estão sendo magnetizados e preparados pelo plano espiritual de forma a terem maior sintonia com os mentores.
 
Quando os médiuns chegam à casa, continuam sendo preparados pelas equipes espirituais. E enquanto cuidam do ritual (incensos, cristais, velas, etc.) vão entrando em sintonia com o plano espiritual. A preparação termina com a prece de abertura, onde o pensamento dos encarnados e desencarnados se une numa súplica ao Divino Médico para que ele interceda por todos.
 
Após isso os mentores de cura se manifestam e dão sua mensagem indvidual para o início dos trabalhos.
 
 
A Mesa
A mesa da sessão de cura é composta por 3 ou 4 médiuns que devem se manter em concentração/oração durante todo o tempo em que estiverem compondo a mesa, e só devem romper a concentração após a partida de todos mentores que estiverem trabalhando.
 
A mesa funciona como um ponto focal de energias, é através da mesa que chegam as energias e ordens de mais alto e são distribuídas às equipes. Por ser um local onde existe alta concentração/oração é o ponto para onde convergem as energias mais puras e mais sublimes da sessão de cura. Eventualmente, podem se manifestar à mesa algum mentor de cura, ou algum dos médiuns pode ser utilizado em alguma psicografia (por isso mesmo é interessante manter lápis e papel á mesa).
 
Na mesa também fica a água a ser fluidificada e o nome de algumas pessoas que receberão irradiação.
 
 
Os Médiuns
Os médiuns que não estiverem trabalhando com seus mentores, compondo a mesa ou atuando como cambonos dos mentores devem manter o silêncio a concentração e a oração.
 
Devem utilizar esse momento para permitir que seus próprios mentores os preparem para futuramente trabalharem com eles. E ter também consciência de que toda a energia positiva que estiverem atraindo para os trabalhos de cura através de sua concentração/oração estará sendo amplamente utilizada pelos mentores e pelas equipes de cura para levar a caridade a todos os que estiverem sendo tratados.
 
 
O Encerramento
No encerramento, os mentores de cura dão suas mensagens finais e partem. Neste momento os médiuns que compõem a mesa também podem romper a concentração. Todos os médiuns tomam da àgua fluidificada que está na mesa. E caso o digigente julgue conveniente, pode efetuar a leitura de alguma mensagem que porventura tenha sido psicografada.
 
No plano espiritual, o trabalho ainda continua, com distribuição de serviço entre as equipes espirituais. Somente após a saída de todos os médiuns e com o encerramento dos trabalhos de cura no plano espiritual é que a corrente dos vigilantes (exus) se desfaz. Embora a casa continue sendo vigiada, apenas não de forma tão ostensiva.
 
 
FALANGE DOS MÉDICOS E CURADORES
 
Linha de Cura
 
A Falange dos Médicos ou Curadores é a sétima hierarquia da Linha do Oriente. Comandada pelo sábio José de Arimatéia (Yosef Ha-Aramataiym em hebraico), um discípulo oculto do Mestre Jesus, ela agrupa inúmeros terapeutas do corpo e da alma.
 
Tradições ocultas nos contam que José, um rico membro do tribunal rabínico de Jerusalém, depois de conseguir um lugar para Jesus ser sepultado, viajou para o Ocidente trazendo o Santo Graal.
 
Ele teria aportado nas costas britânicas com alguns discípulos, salvando o objeto mais precioso do Cristianismo. José de Arimatéia, ao chegar onde hoje é a Inglaterra no ano de 36 D.C., encontrou lá os poderosos sacerdotes druidas e fez uma especial troca de ensinamentos e segredos esotéricos. 
 
Desde então, uma misteriosa escola nasceu e continuou pelos séculos. A Umbanda brasileira, legítima herdeira do esoterismo cristão, também trabalha espiritualmente com esta herança. 
 
A Linha do Oriente, que contém a Falange de José e a Falange dos Europeus demonstra esta riqueza admirável.
 
A Falange dos Médicos do Astral é uma egrégora composta de centenas de trabalhadores espirituais. Na maioria das vezes, eles foram em suas últimas vidas, médicos, curandeiros, raizeiros, benzedores e rezadores. Este exército de caridade é classificado em sete agrupamentos ou Legiões (alguns as chamam de Povos).
 
I - LEGIÃO DOS DOUTORES OU MÉDICOS:
Composta por doutores da medicina ocidental convencional ou homeopatas : Dr. André Luiz, Dr. Rodolfo de Almeida, Dr. João Correia, Dr. José Gregório Hernandéz, entre outros.
 
II – LEGIÃO DOS MÉDICOS ORIENTAIS:
Terapeutas orientais, especialistas em fitoterapia, acupuntura, massagem e nas principais disciplinas médicas tradicionais da Ásia: Ramatis, Mestre Agastyar, Babaji.
 
III – LEGIÃO DOS CURANDEIROS:
Curandeiros e Xamãs nativos das Américas, África e Oceania : caboclos e pretos velhos, feiticeiros tradicionais, alguns exus – como o Exu Curador, Seu Maramael.
 
IV – LEGIÃO DOS REZADORES:
Rezadores, benzedores e os praticantes da medicina religiosa ou espiritual.  Aqui encontramos todo os que curavam pela imposição das mãos, fé e oração : Pai João Maria de Agostinho, Pai João de Camargo, Vó Nhá Chica, Mestre Philippe de Lyon, Abade Julio.
 
V – LEGIÃO DOS RAIZEIROS
Praticantes da medicina folclórica e mágica regional. São os mestres juremeiros brasileiros, os ervateiros ou chamarreiros das Américas e todos os especialistas na flora, fauna e minerais curativos: Dom Nicanor Ochoa, Mestre Inácio, Mestre Carlos de Oliveira, Mestre Rei Heron.
 
VI – LEGIÃO DOS CABALISTAS E ALQUIMISTAS:
Espíritos dos velhos cabalistas e alquimistas, conhecedores dos segredos das plantas e cristais : Pai Isaac da Fonseca (primeiro cabalista brasileiro), Nicolau Flamel, Paracel­sus, Pai Jacó.
 
VII – LEGIÃO DOS SANTOS CURADORES:
Santos católicos celebrados como médicos, curandeiros ou especialistas na cura de alguma doença : Santa Luzia – olhos, Santa Ágata – seios, São Lazaro – doenças de pele, São Bento – envenenamentos.
 
 
Que a Divina Luz esteja entre nós 
Emidio de Ogum

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

EXU PAGÃO E EXU DE LEI

Hoje iremos tratar sobre os Exus Pagãos e os Exus de Lei.
Percebemos que atualmente existe um “endeusamento”  dos trabalhadores da umbanda conhecidos como Exu, alguns autores acabam atribuindo ao Exu características que seriam do próprio criador, o que em nossa opinião é um grande erro.
Por outro lado, existem alguns umbandistas que ainda defendem a ideia que Exu é o demônio, o que é também um grande equívoco.
Normalmente naqueles terreiros, que possuem uma forte influência Católica, o sincretismo com o demônio ainda impera.
Em nossa opinião um dos culpados por esta visão deformada dos Exus na umbanda foi o escritor Aluizio Fontenelle.
Aluizio Fontenelle foi o primeiro a escrever sobre Exu na Umbanda e na Quimbanda, e no livro Exu apresentou uma relação entre exus e os demônios.
Aluizio teve a infeliz ideia de relacionar os Exus com os diabos das Tradições judaico-cristãs.
exu_aluizio
Aluizio Fontenelle nasceu em 23/05/1913 e faleceu em 03/01/1952 publicou vários livros sobre espiritismo e umbanda.
Infelizmente após este livro, a ideia de que Exu da umbanda era um ser maligno, ganhou força e dominou a mente de vários umbandistas.
Pessoas de mente fraca, sem conhecimento doutrinário começaram a ver os ditos exus demônios e as imagens dos exus-demônios começaram a proliferar  nas lojas especializadas neste tipo de comercio.
Exu_do_Lodo
Alguns Terreiros chegam ao extremo de não trabalharem com a linha dos Exus, exatamente devido a este preconceito.
Vamos, portanto escrever um pouco sobre este conceito existente na Umbanda.
Até alguns anos atrás era comum você estudar e compreender esta linha de trabalho a partir das nomenclaturas de Exu pagão e Exu de Lei, infelizmente alguns autores deixaram de lado este conhecimento antigo e passaram a endeusar os Exus, gerando muita confusão no meio umbandista, principalmente entre os mais novos, recém-chegados a umbanda.
É importante lembrar que quando estamos estudando os Exus, é muito importante não misturar fundamentos.
Existe grande diferença entre o conceito de Exu orixá no culto de Nação.
Exu Guardião ou Exu de Lei da Umbanda.
E o Exu da Quimbanda.
Este texto irá estudar o Exu na Umbanda, não nos interessando neste momento outros conceitos existentes nos outros cultos.
A Umbanda é um culto voltado a pratica da caridade, é uma religião que tem como finalidade principal promover o encontro de seus adeptos com o criador. Este processo se faz através dos orixás, guias e protetores.
Na Umbanda não existe a pratica de magia negativa, não se faz amarrações, trabalhos para prejudicar terceiros, vinganças etc...
Em hipótese alguma este tipo de trabalho espiritual é realizado dentro de uma casa de umbanda.
Se você que está lendo este texto, percebeu que em seu Terreiro é feito alguma espécie de trabalho negativo, abra os olhos e fique atento, pois com toda certeza seu terreiro não é um terreiro de umbanda.
O que fazemos na umbanda é exatamente o oposto disso, protegemos todos aqueles que nos procuram e foram vitimas deste tipo de trabalho, ou seja, a umbanda  trabalha desmanchando e neutralizando estes tipos de trabalhos negativos.
Se existem trabalhos de magia negativa, se existem pessoas que procuram os Terreiros de umbanda em busca de ajuda, porque foram vitimas deste tipo de trabalho, então existem lugares e pessoas que fazem este tipo de prática negativa.
Existem muitos cultos que infelizmente ainda trabalham sem uma orientação, e nestes lugares ainda é pratica comum se fazer qualquer tipo de trabalho espiritual mediante pagamento.
Tradicionalmente existe uma polaridade para diferenciar estes tipos de cultos.
De um lado temos a Umbanda, se colocando como o lado da luz.
Do outro lado a Quimbanda, se colocando como um culto das trevas.
A polaridade Umbanda e Quimbanda é antiga, e sempre teve a conotação da luz lutando contra as trevas.
Atualmente fizeram uma grande mistura entre cultos diferentes, e acabaram misturando umbanda com quimbanda.
Chegaram até a diferenciar a palavra Quimbanda de Kimbanda; o que em nossa opinião é uma bobagem criada somente para confundir os iniciantes.
Quimbanda é um culto, tradicional, antigo e que não tem preocupação alguma com o conceito de bem e mal, ou com a Lei de Deus.
Na Quimbanda quem comanda os trabalhos são os Exus, e é prática normal fazerem qualquer tipo de trabalho, sem que haja qualquer ressentimento ou freio moral.
É um culto que pode ajudar, mas  infelizmente devido a inferioridade moral das pessoas que a procuram acabam pedindo qualquer tipo de trabalho a estes Exus que trabalham na Quimbanda.
Se procurarem no youtube encontrarão vários vídeos, com os mais diferentes tipos de cultos negativos.

Na Umbanda, existe uma lei maior e todos os Exus que trabalham na Umbanda não fazem qualquer tipo de trabalho negativo, podendo em determinadas situações até orientar o consulente, ou mesmo dar uma lição de moral naquele que vai pedir por este tipo de trabalho.
Lembramos que o comando dos trabalhos na Umbanda, sempre é feito por um Caboclo ou um Preto Velho.
Mas se na Quimbanda o Exu faz trabalhos negativos e na umbanda o Exu não faz trabalhos negativos o que vai diferenciar estes espíritos?
É aqui que entra o conceito de Exu pagão e Exu de Lei.
Um conceito simples, prático e muito útil para quem está iniciando agora na Umbanda.
Sabedoria antiga, que não deve ser desprezada.
Todos sabemos que os Exus que trabalham na Umbanda  e na Quimbanda são espíritos, são seres que já tiveram passagem pela Terra, viveram em nosso meio, portanto são semelhantes a nós.
Não são divindades criadas a parte, para serem eternamente negativos.
São espíritos em processo de evolução e aprendizagem, assim como todos nós.
Alguns espíritos, devido a sua ignorância, orgulho, vaidade, prepotência, apego a matéria ficaram presos a crosta terrestre em processos de vingança e ódio; e sem perceberem acabaram ficando nas mãos de espíritos trevosos.
Estes espíritos negativos e ignorantes, são conhecidos na umbanda como Kiumbas.
São estes espíritos que acabam indo se manifestar nestes lugares onde não existe a preocupação com a lei maior.
São estes kiumbas que chamamos de Exu Pagão, e aqui é importante chamar a atenção que é somente uma nomenclatura, que serve para diferenciar a natureza destes espíritos.
Ninguém está afirmando que estes espíritos serão batizados por alguma pessoa, ou coisa do gênero, utilizamos a nomenclatura para fazer uma classificação e desta forma permitir a identificação destes seres.
Exu Pagão nada mais é que um espírito ainda muito apegado a Terra, necessitado de prazeres carnais, que possui vícios, orgulhoso, vaidoso, prepotente e que em algumas situações se considera superior ao próprio criador.
Adoram se manifestar utilizando nomes dos demônios , pedem oferendas com carne, sangue, bebidas e sacrifícios de animais.
Naturalmente que este comportamento demonstra o grau da demência destes espíritos.
Já o Exu de Lei, é aquele que trabalha na Umbanda, é um espírito que conhece suas limitações, conhece a lei divina, quer trabalhar para ajudar os necessitados, possui obrigações espirituais dentro de uma casa umbandista.
Atende as ordens superiores, que normalmente são emitidas pelo Caboclo ou Preto Velho , dirigente do Terreiro.
Exu de Lei já foi um dia um Exu pagão, mas em dado momento encontrou a Lei da Umbanda e passou a seguir o caminho do bem.
É um espírito milenar, conhecedor da magia, conhece muito bem todos os lugares trevosos, sabe muito bem como lidar com estes seres negativos; é por isso que normalmente é o encarregado de tomar conta das passagens que levam aos submundos trevosos.
É forte, duro, determinado  mas nunca irá usar a magia para atacar alguém, sempre estará nadefensiva, protegendo, socorrendo.
Muitos já nem consomem mais bebidas, em alguns terreiros seus trabalhos são reservados e servem somente para o descarrego dos médiuns e da casa.
Enquanto o Exu Pagão, na quimbanda utiliza  a magia negativa para fazer o mal a alguma pessoa, o Exu de Lei irá utilizar todo seu conhecimento e força para neutralizar a magia negativa e defender a pessoa necessitada.
Exu Pagão ataca enquanto o Exu de Lei defende.
É esta a grande diferença entre eles.
O Exu de Lei na Umbanda é o Guardião.
É ele o encarregado de guardar e proteger o Terreiro, o médium, seu lar etc...
Podemos dizer que os Exus de Lei da Umbanda são a tropa de choque do Terreiro.
Agora que você já sabe a diferença entre Exu Pagão (Kiumba) do Exu de Lei (Guardião)ficou fácil diferenciar as casas onde se trabalha com a Umbanda, das casas onde se trabalha com a Umbanda cruzada com a Quimbanda.
Aqui é importante fazer uma ressalva.
Alguns Terreiros de Umbanda costumam chamar a gira dos Guardiões de Quimbanda, mas neste caso não se trata de outro culto; é somente uma nomenclatura utilizada para se referir aos trabalhos dos Guardiões.
Mas existem Terreiros que “viram” para a esquerda, para a Quimbanda.
Neste caso são casas cruzadas, onde se trabalha com a Umbanda e com a Quimbanda.
Nestas casas cruzadas, existe o pagamento pelo trabalho espiritual realizado, oferendas com sangue, carne, ou sacrifício de animais etc...
Em nossa humilde opinião, é uma contradição; não sendo possível seguir a lei da umbanda em determinados dias e a Quimbanda (magia negativa) em outros dias.
Ou você é quimbandeiro e talvez um dia enxergue a luz e siga a Umbanda, ou é Umbandista e já deixou para trás há muito tempo o caminho das trevas, pois a partir do momento que se conhece o caminho da luz não é possível querer retroagir e voltar a seguir o caminho das trevas.
Umbandista fique atento!

Saravá Umbanda!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Eparrei Minha Mãe Iansã!

IANSÃ
Salve o Dia 04 de Dezembro!
Eparrei Oyá!
Mitos, Lendas, Associações e Principais Características
Senhora da Tarde, Dona dos Espíritos, Senhora dos Raios e das Tempestades.
Oyá, mais conhecida no Brasil como Yansã, foi uma princesa real na cidade de Irá, na Nigéria em 1450a.C.. Sobrinha-neta do rei Elempe e neta de Torossi(mãe de Xangô), conquistou com valentia, coragem e dedicação seu caminho para o trono de Oyó.
Conhecedora de todos os meandros da magia encantada, nunca se deixou abater por guerras, problemas e disputas.
Foi mulher de seu primo Xangô e ajudou-o a conquistar vários reinos anexados ao Império Yorubano. Porém, abandonou-o em defesa de sua cidade natal, disposta a enfrentá-lo.
Oyá recebeu, de Olorun, a missão de transformar e renovar a natureza através do vento, que ela sabe manipular. O vento nem sempre é tão forte, mas, algumas vezes, forma-se uma tormenta, que provoca muita destruição e mudanças por onde passa, havendo uma reciclagem natural. Normalmente, Oyá sopra a brisa, que, com sua doçura, espalha a criação, fazendo voar as sementes, que irão germinar na terra e fazer brotar uma nova vida. Além disso, esse vento manso também é responsável pelo processo de evaporação de todas as águas da terra, atuando junto aos rios e mares. Esse fenômeno é vital para a renovação dos recursos naturais, que, ao provocar as chuvas, estarão fertilizando a terra.
Divindade eólica, sopram os ventos que afastam as nuvens, para a passagem dos raios desferidos por Xangô. E é o raio que abre os reservatórios do céu, para fazer cair a chuva, relação comum em todas as mitologias.
Apesar de dominar o vento, Oyá originou-se na água, assim como as outras yabas, que possuem o poder da procriação e da fertilidade. Está relacionada com o número 9, indicativo principal do seu odú.
Oyá está associada ao ar, ao vento, a tempestade, ao relâmpago/raio (ar+movimento e fogo) e aos ancestrais (eguns). Na Nigéria ela é a deusa do rio Niger. É a menina dos olhos de Oxalá, seu protetor, e a única divindade que entra no Ibalé dos Eguns(mortos).
Oyá tem ligações com o mundo subterrâneo, onde habitam os mortos, sendo o único orixá capaz de enfrentar os eguns. Entre as individuações da multifacetária Iansã, uma delas é como Deusa dos Cemitérios.
Impetuosa, guerreira e de forte personalidade, é reverenciada no culto dos eguns. Em yorubá, chama-se Odò Oyà.
Oyá, em tempos remotos, era patrona (ou matrona) de uma sociedade secreta feminina, que cultuava os ancestrais (pessoas já desencarnadas pertencentes à religião), que denominamos Egungun. Foi o orixá Ogun que conseguiu acabar com a primazia das mulheres nesse culto, que passou a ser exclusivamente masculino. Mas, apesar disto, Oyá ainda é reverenciada nessa sociedade.
Oyá, segundo a mitologia, é um orixá muito forte, enfrentando a tudo e a todos por seus ideais. Não aceita a submissão ou qualquer tipo de prisão.
Faz parte de sua indumentária a espada curva (alfanje), o erukere, que usava para sua defesa, além de muitos braceletes e objetos de cobre.
Sua dança é muito expansiva, ocupando grande espaço e chamando muita atenção.
Duas espadas e um par de chifres de búfalo representam a imagem de Oyà.
Suas contas são amarelas ou tijolo, o coral por excelência, o monjoló (uma espécie de conta africana, oriunda de lava vulcânica).
Seus símbolos são: os chifres de búfalo, um alfanje, adaga, eruesin [eruexin] (confeccionado com pelos de rabo de cavalo, encravados em um cabo de cobre, utilizado para "espantar os eguns").
Com Oxalá aprendeu sobre o uso do raciocínio e o dom da paciência. Por isso ela não desiste facilmente de seus objetivos, sabendo esperar o momento certo para conquistá-los.
Oyá é puro movimento. Não pode ficar parada, para não extinguir sua energia. O vento nunca morre, ele está sempre percorrendo novos espaços.
Sincretismo: Santa Bárbara
Suas cores: amarelo e coral
Saudação : Eparrei!
Seu dia : Quarta-feira
Comida predileta: acarajé, milho temperado com camarão e azeite de dendê.
Frutas e verduras: manga rosa, uva vermelha, maçã, cenoura.
Plantas: espada de Iansã (borda amarela) e bambu.
Elemento: fogo e ar
Festa: 4 de dezembro, dia de Santa Bárbara, com quem está identificada.
Pedras: rubi, coral, granada.

domingo, 23 de novembro de 2014

A REVELAÇÃO ESPIRITUAL DA SAGRADA LEI DE UMBANDA


Em 15 de novembro de 1908, o Plano Divino revela à humanidade o princípio espiritual de uma ação sagrada em benefício da humanidade.

Essa revelação se realizou através de um espírito que se identificou como CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS,vibrando em seu médium ZELIO DE MORAES.

UMA MENSAGEM ESPIRITUAL.

UMA MENSAGEM DE LUZ E DE AMOR

UMA MENSAGEM PROPORCIONANDO A CADA SER A OPORTUNIDADE DA RENOVAÇÃO ÍNTIMA E MENTAL NA BUSCA DA EVOLUÇÃO ESPIRITUAL.

A PRIMEIRA TENDA PLASMADA PELA AÇÃO DO CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS TEVE O NOME DE TENDA ESPIRITA NOSSA SENHORA DA PIEDADE.

A MÃE DE JESUS E DE TODA HUMANIDADE ESTÁ PRESENTE NA IRRADIAÇÃO BENTIDA DA UMBANDA.

A FILOSOFIA TRAZIDA POR JESUS, NO CUMPRIMENTO DE SEU MEDIUNIDADE COMO CRISTO, ESTÁ PRESENTE NOS TRABALHOS DA UMBANDA.

DAI DE GRAÇA O QUE DE GRAÇA RECEBESTE.

AS COISAS DE DEUS NÃO SÃO PARA SEREM COMERCIALIZADAS AQUELES QUE O FIZEREM SERÃO EXPULSOS TAL COMO JESUS O FEZ EM RELAÇÃO AOS VENDILHÕES.

A UMBANDA NADA CRITICA. NADA CONDENA. NÃO TEM DOGMAS.
A UMBANDA BUSCA A CADA INSTANTE, A CADA HORA, A VERDADE. CONHECEREIS A VERDADE E A VERDADE VOS LIBERTARÁ, DE QUE? DA IGNORÂNCIA ESPIRITUAL.

OS ESPÍRITOS QUE VIBRAM NOS SAGRADOS TEMPLOS DE UMBANDA REVESTEM-SE DE FORMAS DE APRESENTEÇÃO A FIM DE QUE ATRAVÉS DE SUAS  PALAVRAS SIMPLES E OBJETIVAS POSSAM PROPORCIONAR A CADA SER A CONDIÇÃO DE ENTENDER E COMPREENDER QUE SOMOS ESPIRITOS PROVISORIAMENTE INVESTIDOS NUM CORPO.


A UMBANDA NOS ENSINA QUE SÓ HÁ VIDA.

NESTE DIA SAGRADO PARA TODOS NÓS, AGRADEÇAMOS AO PAI AMANTÍSSIMO ESSE PRESENTE PARA A NOSSA ELEVAÇÃO = UMBANDA.

A CADA INSTANTE POSSAMOS ENXUGAR AS LÁGRIMAS DOS QUE CHORAM DE AFLIÇÃO.

CADA UM DE NÓS, MÉDIUNS DE UMBANDA, ASSUMIMOS NO PLANO ESPIRITUAL O COMPROMISSO DE TRABALHAR NA UMBANDA.

IRRADIEMOS PARA A TODA A HUMANIDADE A VIBRAÇÃO DA PAZ E DO AMOR ESPIRITUAL.

CAMINHEMOS JUNTOS, LADO A LADO, INTENSIFICANDO ESSA VIBRAÇÃO ATRAVÉS DO EXERCÍCIO DE NOSSA MEDIUNIDADE.

FRATERNALMENTE

pedro miranda

domingo, 16 de novembro de 2014

Historia Pomba Gira Rosa Vermelha

A História começa aqui: A tarde caia lentamente. Assustada, Rubia apertou o passo quando percebeu, que um homem a seguia. Era Felinto, o bêbado da cidade. Tentou entrar por ruelas estreitas para despistar seu perseguidor. No entanto, ele continuava caminhando, a poucos passos dela. Rubia lançava olhares para todas as direções tentando encontrar alguém que a pudesse ajudar, mas era vão. A cidade estava deserta. Nem os moleques que costumavam correr por ali todas as tardes se faziam presentes nesse dia. Já tinha ouvido falar das grandes bebedeiras daquele homem, porém nunca soube que ele houvesse feito mal a alguém. Mesmo assim, a respiração pesada, que ouvia, vinda dele, a cada passo que dava, deixava-a apavorada e insegura quanto ao motivo daquela perseguição. Nunca saia sozinha. Aos dezessete anos, era uma moça de rara beleza e seus irmãos mais velhos nunca permitiam que fosse às ruas sem ter, ao menos um deles, como acompanhante. Nessa tarde escapara da vigilância cerrada e fora ao campo respirar um pouco de ar puro. Ao retornar, satisfeita por ter fugido um pouco da rotina, percebera os passos de Felinto e seu coração gelou. Havia algo de muito errado naquela atitude. Agora já estava correndo. Ele corria também. As mãos fortes do homem agarraram-na e uma delas imediatamente cobriu-lhe a boca. A mão livre corria pelo seu corpo. Ela já não tinha dúvida quanto ao interesse que despertara. Freneticamente tenta se livrar, mas ele é muito forte. Uma dor aguda anuncia que chegara ao fim. Aquele infeliz tomara sua virgindade à força. Com os olhos nublados pelo ódio vê o homem levantar-se com um sorriso cínico dirigido a ela. Num relance, percebe, perto de si, uma grande pedra pontiaguda. Com rapidez se ergue já com a pedra na mão. Felinto está de costas, absorvido na tarefa de fechar a calça. Sem titubear, ela atinge sua cabeça com um golpe certeiro. Surpreso, o homem se vira. O sangue corre pelo seu rosto. Tomado de ódio e dor, agarra Rubia novamente e aperta-lhe o pescoço com extrema violência. Caem ambos por terra. A moça ainda vê a morte passar pelos olhos do homem, antes de também exalar o último suspiro. O caminhar do espírito de Rubia, por vales sombrios, foi longo e doloroso. De outras encarnações trazia pesada carga. O assassinato de Felinto só fez aumentar, seu período de sofrimento em busca de conhecimento e luz. Hoje, em nossos terreiros, se chama Rosa Vermelha. A pomba-gira dos grandes amores. Discreta e bela, sua incorporação encanta a todos que a conhecem.
Sarava a pomba-gira Rosa Vermelha!

Que a Divina Luz esteja entre nós 

Emidio de Ogum 



domingo, 2 de novembro de 2014

DIA DE FINADOS NA UMBANDA



O dia 02 de novembro - dia dos finados, tem origem desde o século II, quando fiéis cristãos rezavam pelos mortos junto aos túmulos dos mártires. No século V a Igreja passou a dedicar um dia do ano onde se rezava por todos os mortos dos quais ninguém se lembrava ou rezava. Mas foi a partir do século XIII que a Igreja instituiu o dia 02 de novembro como dia oficial de comemoração ao dia dos mortos.
Para nós Umbandistas, o dia de finados é um dia de louvor aos mortos, onde relembramos nossos entes queridos que já não se encontram entre nós, através da oração, de cânticos as Almas, às Santas Almas e à Pai Omolu, além de ser um dia onde realizamos preceitos, no intuito de fechar nossos chakras contra energias nocivas. Não podemos esquecer da magia (negativa) que é realizada neste dia e no dia que antecede a este por nossos "amiguinhos" encarnados e desencarnados, que aproveitam para mandar "brasa" em cima de nós. Sendo assim, não podemos vacilar, devemos ORAR e VIGIAR para que continuemos nossa caminhada terrena e espiritual equilibrados. 
Este dia naturalmente nos remete a um estado reflexivo, onde acima de tudo buscamos através da oração nos ligar aos nossos entes queridos. Como sempre diz o Pai José, é uma forma de abraçar nossos amigos que partiram, aplacar a saudade. É um dia de comemoração pelos que retornaram à pátria.
Rezar, acender velas, levar flores ao túmulo ou ao cruzeiro, tomar banhos de defesa, tomar banhos de limpeza e purificação, se "banhar" com as flores de omolu, fazer uma defumação no ambiente e nas pessoas são rituais que podem ser realizados individual ou coletivamente, bem como, abster-se de carne vermelha, bebida alcoólica e sexo; eliminar e evitar pensamentos, palavras e sentimentos negativos, são preceitos que podem e devem ser realizados independentemente do segmento que você siga. Não podemos esquecer também de "arriar" uma oferenda no cruzeiro das almas.

Axé!

domingo, 12 de outubro de 2014

Obsessão e Desobsessão na Umbanda


A Desobsessão é uma prática antiga em muitas religiões, próxima ao exorcismo católico, bem diferente do que mostra os filmes de terror, porém como mesmo propósito quebrar o elo que liga o encarnado com o espírito de baixa luz, existem alguns tipos de obsessões estas podem ser causadas por Trabalhos de Magia Negra, energias negativas, doenças, tristezas, depressão ou para médiuns de transporte um simples desequilíbrio áurico.

Os Espíritos que obsediam a pessoa podem ser vários por vários motivos, existe a interferência de espíritos de entes desencarnados ainda presos a pessoas, lugares e até sentimentos, um exemplo é um Pai que amava um filho e não aceita o desencarne pode obsediar seu filho. Nesses casos a desobsessão é simples pois o espírito aceita o desenlace porém o encarnado deve ser tratado pois ele pode criar laços atraindo este espírito novamente.


A Obsessão pode acontecer em médiuns próprios chamados “Médiuns de Transporte”, porém outros médiuns também podem ser obsediados por Espíritos denominados como sofredores, esses espíritos não buscam fazer o mal, buscam a luz e a Deus, procuram seu resgate através da influência nos encarnados essa desobsessão é a mais fácil, pois o espírito já está doutrinado e não a ligação afetiva com o encarnado.

Existe ainda a Obsessão de espíritos trevosos, também chamados de: Kiumbas, Barra-Ventos, Rabos de Encruza, Ganchos e em algumas são os “Demônios” esses espíritos são militantes do baixo astral, seu interesse são prejudicar o encarnado em troca de favores, oferendas ou um simples “Poder” é a desobsessão mais difícil, pois de debatem, não querem ser doutrinados, mostram um falso poder, pois a Luz sempre está acima das trevas. Esses espíritos gostam de causar medo, pois essa é uma das portas de entradas para sua atuação xingam, mentem, se mostram com formas horripilantes e animalescas, sempre com garras.

A Desobsessão na Umbanda acontece com a incorporação do espírito que está obsediando, um médium preparado com a guarda da sua entidade de luz se liga auricamente. É imprescindível o mínimo de três médiuns para a desobsessão sendo que no mínimo um da passagem pro espírito obsessor, um doutrina e o outro fica na guarda espiritual. A Maioria sempre tem que ficar na guarda nunca incorporado com obsessores. A Obsessão só pode ser conduzida por um médium muito capacitado para tal trabalho, é o trabalho mais perigoso espiritualmente.

O Médium que da passividade ao espírito obsessor deve seguir algumas orientações:

- Nunca se entregue totalmente procure se resguardar energeticamente

-Confie na entidade que comanda o ritual e não interfira.

-Ore para a iluminação e condução do espírito

-Não se Ligue Mentalmente ao Espírito.

- Deixe sua mente no vazio não ouvindo ou dando importância a conversa.

-Procure ficar o menos tempo possível incorporado

-Ao desincorporar o obsessor é obrigatório que traga uma entidade de luz para que reequilibre sua aura.



Se Você for o Médium de Segurança ou da Doutrinação siga algumas regras:



- Trate o Espírito com Respeito.

-Não queira mostrar força espiritual

-Faça o mais rápido possível

-Não faça perguntas de nomes, ou causas específicas, pois os espíritos mentem e podem causar problemas de relacionamentos futuros.

-Encaminhe-os com calma aos espíritos de luz.

-Não se apavore mesmo que demore a luz sempre vencerá.



A Desobsessão na Umbanda acontece com o espírito já preso é só encaminhá-lo a luz. Agora irei apresentar alguns sintomas que a obsessão causa:

- Insônia, Tonturas e Desmaios freqüentes

-Pesadelos corriqueiros

-Sentimento de estar sempre seguido

-Peso no Pescoço, Ombros e Braços. (No Banho Melhora)

-Troca de humor freqüente, irritabilidade

-Vontade de praticar violências contra os outros e a você mesmo

-Vontade de Suicidar-se.

-Alcoolismo, Drogas.
 



Texto de Pai Léo das Pedreiras com apontamentos de Pai João do Congo.