quinta-feira, 13 de março de 2014

EMPREGO


O HOSPITAL DE OLHOS DE FLORIANÓPOLIS TEM VAGAS PARA

HIGIENISTAS 

Para trabalhar no horário de 13hs às 22hs.
Salário R$ 900,00 + VR R$ 12,00 ao dia + VT + Unimed

Tratar: Servidão Missão Jovem, 38 - Centro ou
Tel. 48 3212-0101 c/ Diva


sábado, 1 de março de 2014

CONHEÇA O TERREIRO PAI MANECO

Ritual TPM

Fazemos a saudação aos Orixás Oxalá, Ogum, Iemanjá, Oxum, Xangô, Iansã e Oxossi e também às entidades que trabalham na Casa.
Sem nenhuma dúvida quase cada terreiro de Umbanda cria o seu próprio ritual, regras e filosofia de trabalho. Quando iniciamos nossos trabalhos tivemos que montar o nosso. Baseados no ritual ensinado em um excelente disco 33 rotações cantado pelo pai-de-santo Carlos Buby, copiamos nosso ritual.
Hoje ele não está muito diferente embora tenham sido introduzidos novos pontos criados pelass entidades do terreiro. Devemos entender que o ritual não é só o obedecido no inicio das giras, mas todo o comportamento ético e respeitoso que temos com as entidades e entre nós, os médiuns. Mas, neste texto, vamos explicar o começo de uma gira até o seu encerramento. Servirão para mostrar que tudo deve ser aberto e sem segredos. Claro que muita coisa pessoal está alicerçada nesses fundamentos. Em formação de duas linhas os médiuns entram no terreiro cantando o Hino da Umbanda.
A roupa é branca, mas não é uniformizada. As camisas masculinas e blusas femininas não são iguais. Mas são todas brancas. Preferencialmente não se deve usam sapatos com sola de borracha para evitar o corte da corrente médium-terra. Pés descalços ou solas de corda são comuns. Após o Hino da Umbanda cantamos uma musica chamada A Grande Luz, uma linda canção de autoria de Roberto Stanganelli (falecido há mais ou menos 3 meses), Francisco Barreto e Ari Guardião.
Feito isso passa-se ao ritual do bate à cabeça, onde o médium, com a testa no chão, reverencia todo o povo da Umbanda. São saudados nossos Anjos da Guarda, com ponto de autoria das entidades da nossa casa. Após esse ritual abre-se a gira oficialmente com o Pai Nosso e, em nome de todas as entidades da Casa, abre-se a gira em ponto com letra e musica também das entidades de nosso terreiro e, em seguida, com a mesma origem musical, saudamos nossa engoma e uma entidade chamada Ogam Kaian, que é o espírito protetor de todos os nossos músicos. Fazemos a saudação aos Orixás Oxalá, Ogum, Iemanjá, Oxum, Xangô, Iansã e Oxossi e também às entidades que trabalham na Casa. Em seguida pedimos a proteção aoExu Guardião, da linha Tranca Ruas.
Como todos os alguidares dos médiuns da Casa estão à vista, cantamos um ponto feito em nosso Terreiro saudando o pai-de-cabeça de cada membro e, sem interrupção, chamam o Caboclo Akuan que comanda a gira de Ogum. Nessa ocasião só existia a gira que se iniciou sob nosso comando e em sua fundação. Hoje mais seis giras trabalham em nosso terreiro e a única alteração é que os Orixás dos pais e mães-de-santo são diferentes e as saudações são feitas a cada um. Todas as giras, sob o nosso comando, são abertas e trabalham na primeira parte os Oguns. Depois disso é que se chama a linha que vai trabalhar na noite e dão as consultas e atendimento ao público e obedecem a essa ordem: caboclos, boiadeiros ou ciganos, preto-velhos, e esquerda.
Todas as giras tem inicio às 20:00 e encerram-se as 24:00 horas. Muita gente pergunta qual a razão do encerramento ser a meia-noite. Levanta-se a questão se é alguma razão astral. Não, não tem nada com a parte astral, principalmente porque lá o tempo não existe. É porque no dia seguinte os médiuns e frequentadores do terreiro têm seus compromissos profissionais e suas vidas comuns devem continuar sem o cansaço normal da noite anterior.


O Terreiro do Pai Maneco foi fundado por Pai Fernando de Ogum em 1987 e pratica a Umbanda Pés no Chão, sem misticismos. A casa tem como premissas a obediência aos espíritos, o respeito à natureza e ao livre arbítrio. Não permite a cobrança por atendimentos, não faz amarrações, adivinhações, tampouco usa sangue em seus trabalhos.

TERREIRO PAI MANECO - LINDO PONTO


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

NOTA DE FALECIMENTO

Faleceu nesta terça feira, 25 de fevereiro a Yalorixá Viviane Lima Coelho.
O velório está sendo realizado no cemitério de Itacorubi e o cortejo segue as 09:30 hs.
para o cemitério da Freguesia do Riberão da Ilha onde será o sepultamento.
A família enlutada agradece todas as manifestações de pesar.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Como o homem descobriu o vinho de palma


Uma fábula da Serra Leoa conta-nos como um castigo a um aprendiz de ferreiro levou um homem a descobrir uma bebida espirituosa, a que hoje se dá o nome de vinho de palma.

Há muitos, muitos anos, vivia em Bumbay, entre os limbas da Serra Leoa, um ferreiro muito famoso, que fazia os utensílios para todos os habitantes: facas, escopros, sachos, flechas... E estava sempre rodeado de aprendizes. Mas um dia aconteceu algo de estranho na sua forja. Um dos seus aprendizes – Konkoyama – começou a desobedecer-lhe e a não querer trabalhar. Então, o ferreiro mandou-o sair da forja e, como castigo, obrigou-o a ficar lá fora em pé até que ele o mandasse entrar.
O Sol queimava e o pobre do Konkoyama, pouco a pouco, foi secando como um tronco de palmeira. Mas, dos seus pés, começaram a brotar raízes, que penetravam na terra, e na cabeça cresceram-lhe ramos muito semelhantes aos das árvores ali à volta, ou seja, palmeiras.
Passaram-se os dias e ninguém mais se recordou de Konkoyama. Quando o ferreiro se lembrou, chamou por ele; mas, como não respondeu, disse de si para si: «Deve ter fugido. Ainda bem. Era um mandrião inveterado.»
Um dia, o ferreiro, depois de ter acabado um escopro, mandou um aprendiz experimentá-lo numa árvore por ali perto, para ver se cortava bem. Este saiu, e ferrou-o numa palmeira, sem se aperceber que era Konkoyama, seco pelo Sol e transformado em palmeira. Logo que o espetou no tronco, reparou que da casca saíam umas gotas borbulhantes. Cheio de medo, foi ter com o ferreiro, dizendo: «Espetei-o naquele tronco e saíram umas gotas a borbulhar. Não serão, porventura, as lágrimas do pobre Konkoyama? Se bem me lembro, você mandou-o ficar ali em pé, como castigo. Aquela palmeira cresceu exactamente no local onde ele se encontrava. Até há pouco nem tinha reparado nisso, mas agora... tenho medo!»
O ferreiro saiu da forja mal-humorado e repreendeu o aprendiz: «Que se passa na tua cabeça? Mostra-me o que fizeste.»
Aproximaram-se ambos da palmeira e o ferreiro, curioso pelo líquido que saía da casca, disse ao aprendiz para recolher umas gotas na palma da mão. Ele fez o mesmo, cheirou-as e, antes de as sorver, invocou a bênção e a protecção do espírito das palmeiras, a fim de que, ao bebê-las, não morresse envenenado. Levou então a palma da mão à boca, saboreou uma gotas e exclamou: «Mapamá» – ou seja, «delícia do homem»! – Estas não são lágrimas de Konkoyama. É um dom de Deus ao homem. Vem cá, bebe tu também. Vinde beber todos, que isto é que faz bem ao homem e não a água dos nossos rios...»
Depois de todos beberem, olharam à sua roda e repararam que havia ali muitas palmeiras iguais àquela. Sempre aí tinham estado, mas nunca repararam nelas e não suspeitavam que poderiam ser «fonte» de uma bebida tão deliciosa e inebriante. E deram-lhe o nome de vinho de palma.
O ferreiro fez então um espeto para cada habitante da aldeia, ensinou a usá-lo e a colocar uma caninha no tronco por onde, durante a noite, o líquido escorria para dentro de uma vasilha.
Desde então, os limbas da Serra Leoa aprenderam a extrair o mapamá, o vinho de palma.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

ATENÇÃO POVO DE SÃO PAULO, VAMOS AJUDAR

Meus amigos vcs vem acompanhando e torcendo pela minha afilhada Joana dos Santos Cordeiro que a cada dia nos dá uma lição de vida através de sua luta...hoje ela está em São Paulo no Hospital Beneficência Portuguesa com minha comadre Lyn Colorada para fazer a tão esperada cirurgia porém quando já estava pronta para a cirurgia a mesma teve que ser cancelada pois ela precisaria de doadores e como minha comadre não conhece ninguém por lá ela pede a colaboração dos meus e dos amigos dela tbém ou um conhecido q alguns de vcs possam ter que residam lá pois é urgente...se puderem compartilhem essa mensagem...segue o endereço...Local das Doações
Rua Maestro Cardim, nº 1041
Bela Vista – São Paulo
(11) 3505-4800

Horário de atendimento
Segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.
Sábados e feriados, das 7h às 14h. Desde já agradecemos a todos...

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Quem foi Ganga-Zumba

Ganga zumba



Ganga-Zumba foi o primeiro grande chefe conhecido do Quilombo de Palmares. Era tio de Zumbi e celebrizou-se por ter assinado um tratado de paz com o governo de Pernambuco.

Em 1677, sob sua chefia, Palmares travou dura guerra contra a expedição portuguesa de Fernão Carrilho. Nesta batalha, as tropas da coroa fizeram 47 prisioneiros, entre os quais dois filhos de Ganga-Zumba _Zambi e Acaiene_, netos e sobrinhos. Um de seus filhos, Toculo, foi morto na luta. O próprio Ganga-Zumba foi ferido por uma flecha mas escapou.

Em 1678, o governador Pedro de Almeida fez a primeira proposta de paz a Ganga-Zumba, oferecendo ''união, bom tratamento e terras'', além de prometer devolver ''as mulheres e filhos'' de negros que estivessem em seu poder.

Em junho de 1678, o oficial enviado a Palmares para levar a proposta retornou a Recife, à frente de um grupo de 15 palmarinos, entre os quais se encontravam três filhos de Ganga-Zumba, recebidos pelo governador Almeida.

Em troca da paz, os palmarinos pediam liberdade para os nascidos em Palmares, permissão para estabelecer ''comércio e trato'' com os moradores da região e um lugar onde pudessem viver ''sujeitos às disposições'' da autoridade da capitania. Prometiam entregar os escravos que dali em diante fugissem e fossem para Palmares.

Em novembro do mesmo ano, Ganga-Zumba foi a Recife assinar o acordo. É cedida a ele e seus partidários a região de Cucaú, distante 32 km de Serinhaém.

Parte dos palmarinos, liderados por Zumbi, são contrários ao acordo de paz e se recusam a deixar Palmares. Em Cucaú, vivendo sob forte vigilância da autoridade portuguesa e hostilizado pelo moradores das vilas próximas, Ganga-Zumba vê frustrada sua iniciativa. Morreu envenenado por um partidário de Zumbi.
(MF)
Fonte: Ivan Alves Filho, ''Memorial dos Palmares'',
editora Xenon, Rio de Janeiro, 1988

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

CADÊ MINHA COROA?

Em alguns terreiros de Umbanda é comum a confirmação ao trabalho de um médium em desenvolvimento através do ritual conhecido pelo nome de Coroação. Como ato confirmatório da preparação ao serviço mediúnico daquele que por alguns meses ou anos frequentou a corrente e participou das giras de desenvolvimento. Os Zeladores verificam a incorporação e o teor de algumas mensagens das entidades incorporadas e depois enviam o médium para o trabalho na corrente. Tais procedimentos, entretanto, variam de uma casa para outra. 

Como não há nenhuma determinação geral e única, cada agrupamento de umbandistas pratica aquilo que aprenderam com seus pais ou mães de santo e perpetuam o ritual em seus templos. 

A coroação do médium não se restringe a apenas uma lavagem de cabeça com ervas aromáticas, ou raspagem, ou cortes, ou quaisquer outros rituais meramente externos de demonstração pública. 

Considerando todas as etapas do processo de preparação, o médium em desenvolvimento não perde seu tempo em interrogações inoportunas ao Zelador pelo dia em que será finalmente coroado. A espera é salutar, mas a pressa torna o aprendizado deficiente. A ansiedade, a intemperança e a impaciência são entraves para um saudável processo de aprendizado e um manuseio firme e seguro do seu instrumento de trabalho, a mediunidade. 

Uma corrente de Umbanda é composta basicamente de médiuns em desenvolvimento, médiuns coroados e Guias Espirituais. O preparo do médium que irá servir de instrumento dos Mentores Espirituais da Umbanda é etapa importante para o bom e seguro trabalho de uma corrente umbandista. Essa preparação engloba tantos passos que grande parte dos médiuns em desenvolvimento desistem do serviço sacerdotal que iriam desempenhar. 

O fato é que muitos não aprenderam a controlar seus impulsos e gostariam de já estar “trabalhando” com seus Guias. Acreditam que somente o fato de sentir “uma vibração” intensa das Entidades já é suficiente para ouvir o consulente, aplicar-lhe passes e rezas, receitar obrigações, oferendas e banhos ou realizar trabalhos de desmanches de magia – serviço muito perigoso, mas comum nos terreiros de Umbanda.

Os médiuns em desenvolvimento, desconhecem algumas nuances da mediunidade que podem ser prejudiciais a si mesmos e até mesmo a todo o corpo mediúnico. Não têm a percepção de que a mediunidade pode ser-lhes útil ou poderá se transformar num grande trampolim colocado à beira de um precipício. 

Tal a necessidade do preparo acompanhado de perto pelo Zelador e sob os olhos sempre atentos do Dirigente Espiritual do Terreiro.
O médium que age pelo impulso é comparável àquele discípulo que mereceu várias vezes as reprimendas de Jesus Cristo, tamanha era sua impulsividade. 

O indivíduo que usa a mediunidade sem o devido preparo é como o homem que empunha a espada sem o treino da habilidade: fatalmente alguém sairá ferido no fim das contas.
A paciência é uma virtude que deve ser cultivada por todo aquele que deseja servir à Espiritualidade Maior.

O primeiro passo que o postulante ao exercício mediúnico deve dar, a partir da real compreensão do chamado realizado pelos Orixás é o abandono dos velhos costumes por uma promessa de grandes resultados futuros. Assim como Pedro abandonou a rede que consertava e iniciou uma trajetória de aprendizado contínuo, o médium em desenvolvimento literalmente lança ao chão os velhos dogmas e as concepções errôneas acerca da vida espiritual, da caridade e do seu papel na vida comum.

Não se aprende tudo em um único dia ou em um único mês. É preciso tempo e observação constante de tudo o que estará vivenciando ao longo dos meses. Há que compreender também as diferentes opiniões e modos de agir dos seus irmãos de corrente. 
O desenvolvimento envolve, ainda que dolorosamente, a aceitação das diferenças comportamentais, ideológicas, religiosas, sociais e morais de co-participantes dos rituais umbandistas. Mesmo que tenha um pouco mais de conhecimento, não deverá se colocar acima dos demais como o senhor da verdade apontando-lhes as falhas e os tropeços da caminhada.

A oração constante, a busca pela essência divina e o esforço por uma vida espiritual mais elevada devem estar no trabalho individual de preparação ao serviço mediúnico nos terreiros de Umbanda. 

Para obter grandes e preciosas inspirações dos Mentores de Aruanda, o médium em desenvolvimento colocar-se-á em humilde posição de alma necessitada e buscará a força necessária através de horas de conexão com o Plano Superior. Assim, terá experiência suficiente para discernir entre a comunicação de um Guia Superior ou a ardilosa verborragia de uma Entidade embusteira.

A confirmação para o trabalho mediúnico chegará no tempo certo não sem antes a verdadeira compreensão do ministério repetido várias vezes dentro de si. Como fez o discípulo quando interpelado pelo Cristo sobre o seu amor incondicional. 

Após a confirmação íntima de sua responsabilidade como médium a serviço da Espiritualidade Maior, virá do Alto o poder necessário para desempenhar o trabalho corretamente. É quando descem da Corrente Astral as irradiações poderosas dos Orixás que formam  a Umbanda. 

A partir daí, o médium poderá ter sua “coroa” confirmada pelo Zelador e pelos seus próprios Mentores.